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A reforma do ensino médio foi sancionada pelo usurpador Michel Temer nesta semana. Ela estabelece que apenas Português, Matemática e uma língua estrangeira, Inglês, são obrigatórias nos três anos de ensino médio. Ou seja, História, Geografia, Artes, Ciências entre outras ainda poderão compor os 60% da Base Nacional Comum que deverá ser definida posteriormente. O texto não deixa claro se estas disciplinas serão ofertadas durante os três anos ou em parte dele.

Diante desta tragédia a ANPHU (Associação Nacional de História) aponta que a “História, como disciplina escolar, integra o currículo do ensino brasileiro desde o século 19. Sua presença, considerada fundamental para a formação da cidadania, foi gravemente ameaçada no período da Ditadura Militar, quando se deu a diluição da História na instituição dos Estudos Sociais”.

Retirar a História da grade curricular ou reduzir o número de aulas só servirá para ajudar a ter cada vez mais pessoas que não sabem o que significa uma ditadura e aumentar a intolerância social. Na última ditadura que vivemos, assistimos a uma grande violência perpetuada contra os que a ela se opuseram. Agora vemos a possibilidade de o governo golpista amordaçar as redes sociais e a imprensa para que não se saiba o que acontece de verdade. Assim, fica fácil os ditadores fazerem acordos nefastos e a corrupção fica sem nenhum controle.

Sem história e geografia na escola, as futuras gerações poderão não ter conhecimento do passado comum de nosso povo e não compreender o espaço em que vivemos. No fundo, o que se pretende é fornecer uma formação rala aos mais pobres para que eles não ameacem os mais ricos, que terão toda esta formação nas escolas particulares.

A confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação e o PSOL foram ao Supremo Tribunal federal questionar a Medida Provisória. O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal, destacou que esta Medida Provisória é inconstitucional. Mas até o momento não houve o julgamento que pode torná-la sem validade.

Nota dos geógrafos

No último dia 8, a Medida Provisória (MP 746/2016) que trata da reforma do ensino médio foi aprovada pelo Senado e, no dia 16, sancionada por Michel Temer. Apesar das fortes críticas da sociedade brasileira à referida MP, com destaque para as ocupações das escolas e universidades, o Congresso Nacional promoveu apenas alterações pontuais no texto original. A implementação dessa reforma representará retrocessos históricos para a educação pública do Brasil.

A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), em consonância com seu histórico de compromisso com as lutas sociais e em defesa do direito à educação pública de qualidade, tem se posicionado nos últimos anos frente às políticas educacionais direcionadas para as mudanças na Educação Básica, por exemplo, em relação à proposta do MEC de construção da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), resultando, inclusive, no tema do XVIII Fala Professor "(Qual) é o fim do ensino de Geografia?", ocorrido em Catalão (GO), em 2015.

Desde o ano passado a AGB passou a somar forças com movimentos sociais e entidades na denúncia da famigerada MP 746/2016 (reforma do ensino médio), dentre outras medidas postas em prática pelo atual Governo Federal.

A reforma do ensino médio foi pautada de forma acelerada e com ausência de diálogo com as entidades acadêmicas e representantes dos trabalhadores em educação, por parte do Governo Federal e do Congresso Nacional. Além de críticas ao processo, AGB também tem se colocado contrária à concepção de educação (reducionista, tecnicista e hierárquica) carregada por esta MP, aos seus significados políticos (os interesses de grupos privados sobre a educação pública) e buscando denunciar as consequências e os riscos dessa iniciativa para a escola pública e o ensino de geografia e das ciências humanas em geral.

A MP do ensino médio compõe um conjunto de medidas do atual governo que a médio e longo prazos provocarão sérios prejuízos à formação de estudantes e consolidarão barreiras ao acesso à Educação Superior Pública. Nesse sentido, é fundamental, que a sociedade fique atenta ao processo de implantação da MP do ensino médio nos municípios e estados, buscando intervir na restruturação curricular e denunciando as consequências nefastas dessas mudanças para educação pública, para os trabalhadores em educação e para a sociedade brasileira. A AGB conclama suas Seções Locais e Grupos de Trabalho de Ensino para intervirem e construírem espaços coletivos de reflexão, como forma de resistência às contínuas perdas de direitos que este governo tem produzido.

Associação dos Geógrafos Brasileiros

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Atacadista fechou mais de 20 lojas sem pagar funcionários. No Capão Redondo, trabalhadores ocuparam a unidade para exigir pagamento.

Desde a madrugada desta terça-feira, 7, trabalhadores do Seta Atacadista protestam em frente à central da rede de supermercados, em Itaquaquecetuba. Desde o início do mês, os donos do Seta fecharam mais 20 lojas em São Paulo sem avisar os trabalhadores – que estão com salários atrasados e não receberam rescisão.

Contra o calote, funcionários das unidades de Poá, Capão Redondo, Praia Grande, São Miguel, Itaquera, Itaim, Guarulhos, Vila Formosa e Santo André se juntaram através do WhatsApp para organizar o protesto de hoje. O ato não conta com apoio do sindicato da categoria, que inclusive convocou uma atividade simultânea para esvaziar o movimento.

Segundo a diretoria da sede de Itaquaquecetuba, neste momento os donos da rede estão indo ao local para negociar com uma comissão dos funcionários.

Ocupação

Para impedir que o patrão levasse embora as mercadorias sem pagar os salários e a rescisão dos demitidos, funcionários da loja do Capão Redondo, na zona sul da capital, ocuparam a unidade durante duas semanas. A ocupação teve início quando moradores da vizinhança perceberam, na noite de 29/01, a entrada de dezenas de caminhões no supermercado.

Era uma tentativa dos donos do Seta de levarem as mercadorias embora sem pagar o que devem aos trabalhadores. Rapidamente, os vizinhos avisaram os funcionários, que se juntaram no local e impediram o golpe. Desde então, eles estão todos os dias em frente ao portão em vigília.

Acompanhe: https://facebook.com/SetaVaiTerQuePagar


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“Falavam para mim que, se eu quero ser homem, tenho que apanhar como tal”, relata uma das jovens agredidas após um debate sobre luta LGBT em Sorocaba.

Três homens, três mulheres e um homem trans denunciam que foram agredidos por policiais militares depois de participarem de uma roda de conversa sobre luta LGBT, machismo e misoginia, entre outros assuntos. O encontro aconteceu na noite do último sábado (28), na Praça da Amizade, no bairro Santa Rosália, em Sorocaba — cidade paulista a 87 km da capital.

Os jovens contam que, depois do debate, os sete amigos continuaram na praça para beber e conversar. A primeira ação da Polícia Militar, por volta das 21h, conforme Leonardo Oliveira relatou em seu perfil no Facebook, foi uma tentativa de intimidação para que os jovens fossem embora da praça, questionando o motivo deles estarem no local. O jovem conta que responderam aos PMs que “ali é uma praça pública e devemos, sim, ocupar todos os espaços públicos”.

Leonardo relata que, após constatarem que os três adolescentes não estavam consumindo bebidas alcoólicas, os policiais reclamaram da sujeira do local e só foram embora depois que os jovens limparam a praça.

Uma hora depois, cerca de 22h, três viaturas, com pelo menos seis policiais, voltaram
para a praça e começaram a agredi-los. A jovem Larissa Sardenha Silva, de 18 anos, uma das agredidas, conta que foi uma ação homofóbica da PM, já que os jovens não portavam drogas e não cometiam nada de ilegal.

“Levei tapa e cacetada nas costas. Falavam para mim que, se eu quero ser homem, tenho que apanhar como tal. Batiam na cara dos meus companheiros mandando eles virarem homem, por conta de suas orientações sexuais”, relata Larissa.

Os jovens afirmam que conseguiram identificar os policiais militares Ramires e Dias. Larissa conta que a ação durou cerca de 40 minutos e, depois que puxaram os documentos dos envolvidos e tiveram as fotos e filmagens apagadas, foram liberados pelos policiais.

Os jovens tinham feito uma transmissão ao vivo pelo celular de uma amiga, mas contam que o policial “resetou” o aparelho, apagando a filmagem. Outros celulares também tiverem imagens excluídas pelos policiais.

Procurada pela reportagem, assessoria de imprensa da PM de São Paulo afirma que “destacou uma viatura para atender um princípio de distúrbio durante um evento, em Sorocaba” e que “a equipe deixou o local após o restabelecimento da ordem”. A assessoria ainda informa que “não houve registros de pessoas feridas nem de denúncias contra a atuação da PM”.

Por Kaique Dallapolla, Ponte Jornalismo.

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Maike Weber passou boa parte de sua infância no Assentamento Conquista na Fronteira, no oeste de Santa Catarina.


A assentada do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) Maike Weber, 24 anos, será a nova goleira da Seleção Brasileira feminina de futebol. A catarinense, natural da cidade de Maravilha, mas que passou boa parte de sua infância com os pais, no assentamento do Movimento em Dionísio Cerqueira, também em Santa Catarina, foi convocada pela técnica Emily Lima para um período de testes na Granja Comary, centro de treinamentos do time nacional, entre os dias 6 e 11 de fevereiro.

A goleira, que hoje atua pelo Flamengo - clube que mantém parceria com a Marinha brasileira - revela que não conteve a emoção ao receber a notícia da convocação. “Chorei ali mesmo antes de começar o treino”, diz Maike, em entrevista exclusiva para o Brasil de Fato.

Essa é a primeira convocação de Maike, que é sobrinha de Marlisa Wahlbrink, a “Goleira Maravilha”, que defendeu a Seleção Brasileira por mais de 10 anos. Foi a tia quem encorajou a goleira a realizar o sonho de ser jogadora profissional. “Foi por meio dela que consegui o meu primeiro time. Ela sempre deu o suporte necessário para que eu enfrentasse tudo com a cabeça erguida, e seguir em frente diante das dificuldades que eu iria encontrar”, disse.

Maike Weber conta que sempre jogou, “desde pequena com meus irmãos, meus amigos”. Mas revela que só em 2008 teve coragem de contar aos pais seu desejo de se tornar atleta. “Fui em busca dos meus sonhos. Saí de Dionísio Cerqueira, uma cidade pequena, com pouco mais de 14 mil habitantes, para encarar a cidade grande lá fora”, lembra.

Ainda assimilando a conquista, a goleira disse que pretende “treinar cada vez mais forte para me firmar na Seleção Brasileira”. Outro sonho é jogar por uma equipe fora do Brasil, “onde o futebol feminino é muito mais valorizado”, disse.

Conquista na Fronteira

O Assentamento Conquista na Fronteira, situado na divisa entre Brasil e Argentina, local onde a goleira cresceu, é uma referência internacional. Em 1990, dois anos após a conquista do assentamento, os agricultores sem-terra organizaram no local a Cooperunião, uma Cooperativa de Produção Agropecuária (CPA), onde todas as questões são resolvidas em Assembleia Geral.

A iniciativa dos agricultores privilegia e garante a alimentação das 43 famílias e mais de 120 pessoas que vivem no local e também se tornou uma fonte de geração de renda, a partir da bovinocultura para a produção de leite e corte, da avicultura e da produção de grãos como o feijão, além da criação de abelhas para a extração de mel.

As famílias que ocuparam o assentamento Conquista na Fronteira e construíram a Cooperunião estavam entre as primeiras que ocuparam latifúndios em Santa Catarina, em 1985, nos municípios do oeste do estado, logo nos primeiros passos do MST, enquanto organização.

Por seu pioneirismo, o assentamento é constantemente visitado por estudantes, pesquisadores, integrantes de governos, militantes sociais e demais interessados em conhecer a experiência da reforma agrária em Santa Catarina.

Por José Eduardo Bernardes, do Brasil de Fato.



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Não se pode admitir mais uma nomeação ao STF sem debate público e compromisso com os Direitos Humanos.

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MPT reforça razões da importância da divulgação do Cadastro de Empregadores para o combate à escravidão contemporânea.

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NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em atenção à matéria veiculada no site do El País, intitulada “As cadeias que, sem armas, derrubam as taxas de reincidência criminal no Brasil”, a Pastoral Carcerária Nacional, vem, por meio deste, prestar os seguintes esclarecimentos:

1. Ao contrário do que foi divulgado na referida matéria, a Pastoral Carcerária não administra nenhuma unidade prisional, uma vez que é uma organização vinculada à Igreja Católica, que tem como missão precípua prestar assistência religiosa às pessoas presas e defender sua dignidade. Nada é mais distante do mandamento evangélico que conforma a atuação da Pastoral Carcerária (Mateus 25:36) do que a administração de penas e presídios em nome do Estado;

2. Unidades prisionais que seguem a metodologia “apaquena” são administradas por associações civis chamadas APAC, cuja entidade representativa nacional é a FBAC, não possuindo qualquer relação com a Pastoral Carcerária, cuja missão e métodos são absolutamente distintos, conforme já expresso em manifestação conjunta de 27/09/2013;

3. A Pastoral Carcerária Nacional, de forma clara e reiterada, tem se posicionado contrária à política de criação de novas vagas em unidade prisionais, seja qual for o modelo de gestão, e de forma crítica em relação às iniciativas reformadoras que desde as décadas de 1970 e 1980 buscam “humanizar” um sistema prisional que é estruturalmente desumano, e cujo fracasso em relação aos seus objetivos declarados tem se mostrado evidente;

4. A Pastoral Carcerária Nacional se organiza de forma horizontal e democrática, e busca construir unidade organizativa com base no debate de ideias e no convencimento, não na imposição de diretrizes e padrões de comportamento.

No entanto, o fato de pessoas vinculadas à Pastoral Carcerária também se engajarem nos trabalhos da APAC não significa, em hipótese alguma, que haja confusão entre as organizações. Cabe a cada membro da Pastoral Carcerária discernir se há compatibilidade entre as missões e os métodos de trabalho;

5. A Coordenação da Pastoral Carcerária de Santa Catarina segue o entendimento da
Coordenação Nacional, que não reivindica a APAC como “solução” total ou parcial para os problemas do sistema prisional, e esclarece que o grupo entrevistado pela referida matéria jornalística não atua em nome da Pastoral Carcerária;

6. No que tange o conteúdo da matéria, faz se necessário destacar que um trabalho jornalístico responsável deveria se preocupar em apresentar as fontes dos dados que veicula, especialmente em relação ao suposto índice de reincidência nos presídios estaduais e nasce de tema extremamente mais complexo do que foi apresentado, conforme pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada que não corrobora as referidas conclusões;

7. Por fim, a Pastoral Carcerária Nacional reafirma que a única saída para a barbárie prisional é uma política clara e substancial de redução da população prisional, conforme articulado na Agenda Nacional pelo Desencarceramento, e reforça seu compromisso com a realização do sonho de Deus: um mundo sem qualquer forma de cárcere.

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A Feira Camponesa inicia suas atividades em 2017 já nesta quinta-feira, 2 de fevereiro. Em sua versão itinerante, o evento reunirá camponeses e camponesas para comercializar alimentos saudáveis ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga, no Bairro do Pinheiro, em Maceió, Alagoas. A Feira funcionará das 6 horas às 20 horas, até o meio-dia do sábado (4).
 
Banana, mel, macaxeira, batata-doce, inhame, ovos, galinha são alguns dos alimentos trazidos do Litoral, Sertão e Zona da Mata diretamente para a mesa do maceioense. “Nossa feira possibilita o contato direto dos camponeses e das camponesas com a população de Maceió, sem atravessadores. Isso permite que o consumidor adquira o alimento fresquinho e por um preço justo”, afirma Heloísa Amaral, coordenadora da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Além de bons para o bolso, os alimentos cultivados nas áreas de reforma agrária também são benéficos à saúde. “Os produtos comercializados nos supermercados estão cheios de veneno. Nos assentamentos e acampamentos temos uma discussão para avançar na agroecologia, e a feira só conta com produtos agroecológicos, que são saudáveis e de qualidade”, completa Amaral.

A Feira Camponesa Itinerante no Pinheiro é uma realização da Pastoral da Terra e conta com o apoio da Paróquia Menino Jesus de Praga e do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral).

Serviço

Feira Camponesa Itinerante

Dias: 2 a 4 de fevereiro de 2017
Local: Ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga, Pinheiro
Horário: 6h às 20h (sábado encerra às 12h)
Mais informações: (82) 3221-8600


Fonte: Comissão Pastoral da Terra.

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As dinâmicas vão ser construídas a partir das experiências ou pesquisas das pessoas inscritas

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Conselho Aty Guasu Guarani Kaiowá denuncia Fórum criado com o apoio de ruralistas.


O Conselho da Aty Guasu - Grande Assembleia Guarani e Kaiowá - divulgou uma nota pública denunciando o Fórum de Caciques do Mato Grosso do Sul (FOCAMS) por usar o nome da principal organização política do povo "sem a devida consulta e o consentimento prévio de nossas lideranças".

"O FOCAMS é uma organização criada com o apoio de deputados alinhados aos interesses de ruralistas e às violações dos direitos constitucionais dos povos indígenas no estado", diz trecho da nota.

Leia na íntegra:

Nota de Esclarecimento

A Aty Guasu  - Guarani Kaiowá, organização tradicional constituída por caciques, lideranças e comunidades Guarani e Kaiowá de Mato Grosso do Sul, juntamente com os estudantes de Ara Verá e os acadêmicos da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Faculdade Intercultural Indígena (FAIND) e Licenciatura Intercultural Indígena Teko Arandu, das turmas dos anos de 2012, 2013 e 2015, vem por meio desta nota esclarecer às autoridades competentes, às instituições governamentais e ao público em geral que somos representados por nossa “Grande Assembleia” (Aty Guasu), pelo movimento de professores Guarani e Kaiowá e por nossas lideranças, e que as decisões tomadas pelos nossos representantes são legítimas e soberanas.

Repudiamos qualquer menção ao nome da Aty Guasu  por parte do Fórum dos Caciques (FOCAMS), sem a devida consulta e o consentimento prévio de nossas lideranças. O FOCAMS é uma organização criada com o apoio de deputados alinhados aos interesses de ruralistas e às violações dos direitos constitucionais dos povos indígenas no estado de Mato Grosso do Sul.

Em vista disso, repudiamos a iniciativa do FOCAMS de publicar nas redes sociais - e onde quer que seja - o suposto apoio de nossas lideranças e da Aty Guasu às suas atividades.

Sem mais a declarar para o momento e na certeza de que seremos compreendidos e respeitados, antecipamos os nossos sinceros agradecimentos.

Mato Grosso do Sul, 27 de Janeiro de 2017,

Conselho Aty Guasu

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Contra calote, trabalhadores do Seta Atacadista ocupam loja há uma semana na zona sul. Ato de apoio ao movimento aconteceu no Capão Redondo.

Funcionários do Seta Atacadista do Capão Redondo, zona sul da capital, estão ocupando os portões do supermercado há uma semana. O objetivo do movimento é impedir que o patrão leve embora as mercadorias - o Seta está tentando fechar a loja sem pagar os trabalhadores, que estão com salários atrasados e não receberam pela rescisão do contrato de trabalho.

A ocupação teve início quando moradores da vizinhança perceberam, na noite da última quinta-feira (29/01), a entrada de dezenas de caminhões no supermercado. Era uma tentativa dos donos do Seta de levarem as mercadorias embora, sem pagar o que devem aos trabalhadores. Rapidamente, os vizinhos avisaram os funcionários, que se juntaram no local e impediram o golpe. Desde então, eles estão todos os dias em frente ao portão em vigília.

O calote do Seta contra os funcionários do Capão não é um caso isolado. Só na última semana, a rede já fechou 19 unidades -- em São Paulo, Americana, Campinas, ABC e outras cidades. A história é sempre a mesma: sem qualquer aviso, funcionários dão de cara com o supermercado fechado e ficam sem receber nada. O patrão sumiu!

No Capão Redondo, os trabalhadores continuam esperando respostas. Para chamar atenção da população à sua causa, fizeram uma manifestação às 16h desta quinta-feira, em frente ao supermercado.

Mais:

https://vimeo.com/201654052
www.passapalavra.info/2017/01/110484

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Evocando a história da luta dos trabalhadores e a história do movimento, é realizado o Lançamento do 8° Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) nessa sexta-feira, 27/01, em São Paulo. O Encontro tem como lema Água e Energia, com Soberania, Distribuição da Riqueza e Controle Popular e irá ocorrer entre os dias 1 e 5 de outubro deste ano.

“Vivemos em uma sociedade em que reina o capitalismo, ganancioso e sem interesse pelo povo. E neste momento de retirada de direitos e crise do capital, é fundamental nós retomarmos a construção de um projeto internacional de transformação da sociedade”, aponta Joceli Andrioli, da Coordenação Nacional do MAB.

Estampadas em grande tamanho nas paredes da atividade, as palavras Socialismo e Energia demonstram a que vem o 8° Encontro Nacional do MAB. A atividade está sendo construída com três principais objetivos: retomar o Socialismo como projeto de sociedade; fortalecer alianças e unidade da classe trabalhadora; e aumentar a força social dos atingidos no Brasil.

As cores e diversidades dos militantes de 19 estados brasileiros presentes começam a desenhar o Encontro Nacional, que deve reunir no Rio de Janeiro cerca de quatro mil atingidas e atingidos, além de parceiros do Brasil e do mundo, para celebrar a vida, partilhar vitórias, trocar experiências e fortalecer a luta. A articulação do MAB contou com a presença de mais de 30 organizações aliadas nacionais e internacionais, do campo e da cidade.

“Cada um de nós é atingido, atingido pelo golpe, atingido pelo capital, e construir uma nova sociedade é tarefa de todos”, afirma Selene Michelin, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, CNTE. Ela reafirma o compromisso dos trabalhadores em Educação com a Plataforma Operária e Camponesa da Energia e a defesa da Petrobrás.

Ari, do Grito dos Excluídos, concorda com a tarefa apontada pela educadora e aponta importância do 8° Encontro Nacional do MAB este ano. “O Planalto já sabemos que não trabalha a favor do povo, temos então que organizar a planície, e é isso que o MAB vem fazendo há muitos anos. Que esse Encontro apenas fortaleça”, declara.

Esteve também presente no Lançamento companheiros da ALBA, Aliança Bolivariana Para os Povos da Nossa América, Gerardo Gamarra. “Vivemos na América Latina um momento que o capitalismo busca avançar sobre as conquistas que obtivemos após tantas lutas. Devemos resistir à crise do capitalismo que destrói nossas matas, vidas e tudo. Mais do que nunca é necessário a construção internacional de um projeto alternativo”, diz, reforçando o tema escolhido para o 8° Encontro Nacional do MAB.

O evento

O 8° Encontro Nacional do MAB deve marcar a história da luta dos atingidos, bem como da luta da classe trabalhadora, assim como em suas edições anteriores. Uma “mística” realizada no lançamento conta a história do movimento a partir de seus Encontros Nacionais, que tiveram início em 1991, quando o lema escolhido para o MAB foi “Indenização Justa”.

A cada novo Encontro realizado, uma nova reflexão chega aos atingidos e atingidas e fortalece a luta, absorvendo a experiência e trazendo novos elementos a partir da reflexão da história da luta de classe no Brasil e no mundo. No 8° Encontro Nacional do MAB, o projeto de sociedade em que vivemos é tema principal de debate.

Joceli explica que para os atingidos a reafirmação do Socialismo é fundamental. Fruto de uma reflexão que vêm sendo feita pelo movimento há anos, percebe-se que somente a organização dos atingidos não é suficiente para garantir seus direitos, sendo necessário um Projeto Popular de Energia. Assim, a construção desse Projeto só será possível com a transformação da sociedade.
 
No amplo espectro da classe trabalhadora, o debate se faz ainda mais necessário. Após abandonar o Socialismo com a derrota do modelo em algumas experiências pelo mundo, a classe trabalhadora se aliou às novas ideologias, intensificadas pelo neoliberalismo. Ao fim, percebeu o fortalecimento do capitalismo e, portanto, da opressão ao trabalhador. “A classe trabalhadora aprendeu que não é possível conciliar com o capital. Está na hora de retomar o Socialismo pelas raízes e resgatar a esperança em um projeto histórico da classe”, reforça o militante.

O debate conta com o aniversário de 100 Anos da Revolução Russa, que serve de inspiração e fonte de estudos para o MAB e seus militantes. Ao longo deste ano e durante o 8° Encontro Nacional do MAB, o debate se dará a partir de um balanço crítico da Revolução Russa, apontamento dos aprendizados históricos deixados para a classe trabalhadora e a retomada dos princípios do Socialismo para o atual momento de sociedade.


Fonte: Movimento dos Atingidos por Barragens.