Correio da Cidadania

Volto à crítica de A Tolice da Inteligência Brasileira. Talvez alguns se perguntem por que estou dedicando tanto tempo a esse trabalho. Afirmo dois motivos.

altComo é possível, com a caracterização da “expansão do capitalismo” como “modelo de consumo restrito à classe média (no) processo de industrialização”, pretender acusar “os limites do economicismo marxista”?

A análise do “comportamento” capitalista quanto à competividade dificilmente poderia indicar que o modo de produção cria seus próprios limites estruturais.

Ao lado da ascensão de um neonazifascismo, um Brasil e um mundo que não vislumbram nenhuma solução para seu modelo econômico.

altNão se pode aceitar que a colonização do Brasil foi realizada no “horizonte de expansão do capitalismo”, bem antes que o capitalismo houvesse surgido como modo de produção, circulação e distribuição. Mesmo porque isso impede que se examine a singularidade das relações de produção após a libertação dos escravos.

Cresce o número de profissionais possuidores de “capitais culturais” que se vêm jogados do “trabalho de classe média” para o desemprego estrutural.

 

Não nos sentimos felizes por acertar em muita coisa quanto ao que poderia ocorrer nesse ano catastrófico para o povo brasileiro.

altO problema consiste em supor que o economicismo se resume a “imaginar que, para além da troca de mercadorias e do fluxo de capitais, não existe mais nada em comum entre as sociedades modernas capitalistas na dimensão simbólica e não econômica”. Como se “global” fosse somente isso.