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altTrês pontos podem fazer parte de um início de conversa para uma reforma política consistente que aproxime a população do sistema político: 1) a concentração dos fluxos de informação em oligopólios midiáticos; 2) a desmobilização mortífera das polícias militares; 3) a criação de esferas de participação de caráter deliberativo sobre as decisões que afetam a todos (orçamento, políticas públicas etc.). O mais realista é entender que o mal estar não vai passar amanhã.

 

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altA questão é que o PT tenta capitanear a contestação da legitimidade e ao governo a partir de sua operação como máquina eleitoral.

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altQue tal começarmos a pensar em formas de enfrentar o que tanto nos deixou impressionados nas falas dos deputados? O que deve ser a Câmara dos Vereadores ou a Assembleia Legislativa mais próxima?

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altOs profissionais de educação se encontram em greve há um mês, mas quero chamar atenção neste artigo para as ocupações promovidas pelos estudantes secundaristas a partir de mobilizações que eles vêm empreendendo desde o início do ano letivo.

 

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altNão são tempos fáceis para prognósticos, mas está interessante ver figuras intocáveis pelo menos preocupadas. Ou alguém imaginaria Sarney revoltado do alto de sua “experiência”? O medo está mudando de lado e precisamos aproveitar essa virada.

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altOs estudantes configuram uma nova modalidade de pressão e alcançam resultados que os sindicatos e as formas tradicionais de organização de trabalhadores não conseguem.

 

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altNão é pela vaga evocação do vermelho esquerdista que foi derrotado pelo que há de pior no fisiologismo e conservadorismo. A saída é para além da esquerda, é pela sociedade na busca por constituir uma democracia real com base em pautas.

 

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altQuais questões estão sendo invisibilizadas ou tendo sua não existência produzida quando a conjuntura política nacional parece sugar todas as atenções? Podemos verificar um apagamento na mídia.

 

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altCom todas as dificuldades e passando junto com o “Fora Temer” (que para alguns é um “Volta Dilma”), diferentes frentes se apresentam, com destaque para os estudantes secundaristas, em paralelo à greve dos profissionais de educação.

 

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altNão se trata de propor um acolhimento do PT como partido de esquerda que volta ao ninho, até porque não acredito que possa ser tido como partido de esquerda, mas como uma estrutura útil, no Congresso e entre os movimentos a ele alinhados.

 

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altUma coisa é certa: o que for decidido pelo Congresso mais contestado da história não vai mudar muito os desafios que se tecem nos terrenos de luta, que é de onde podemos esperar mudanças. Essa constatação se deve ao fato de que o governo Dilma por si só é indefensável.

 

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altDito o óbvio e encarando que o impeachment seria um golpe como muitos defendem, vou então destacar que até aqui alguns golpes bem recentes foram dados com a participação do PT e a maioria dos que gritam #NãoVaiTerGolpe acha “normal” ou “joga pra debaixo do tapete”.