Antifascismo: povo preto vai mostrar o caminho

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No último domingo (7), Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Curitiba, Brasília e outras cidades brasileiras foram palco de manifestações em defesa das vidas pretas. Se no domingo anterior a bandeira antirracista esteve mais presente no Rio, enquanto o antifascismo dava o tom em São Paulo, desta vez as manifestações progressistas foram uníssonas ao afirmar “vidas negras importam”.

Nós não vamos falar do que você certamente já viu por aí: torcidas de futebol antifascistas, manifestantes usando máscaras, repressão policial ou a quantidade de pessoas na rua. Disso você provavelmente já sabe. Queremos ir além.

Nos atos, várias demandas e reivindicações se cruzaram: #vidasnegrasimportam, #foraBolsonaro, pela democracia e antifascismo. Mas é inegável que, desde o dia 7, a luta contra o racismo e o luto pelas mortes e execuções de Miguel Otávio, João Pedro, Ágatha, Evaldo, entre tantas outras, se sobressaíram.

O tema do genocídio negro conquistou algo fundamental para a luta de todos no Brasil: protagonismo. Reagir ao genocídio do povo preto brasileiro não é apenas urgente, é o caminho para unificarmos a reação à extrema direita brasileira. Isso ficou explícito no último fim de semana.

O Alma Preta quer mais do que cobrir esses e outros atos. Queremos que a resposta brasileira ao fascismo seja de fato protagonizada por vozes negras e por isso vamos estar na rua ativamente. Acreditamos que essa é a nossa hora.

Fazemos jornalismo na raça, porque para isso, você sabe, não é fácil achar patrocinadores. Não precisa ser especialista para saber que nosso trabalho não interessa a Farialimers ou grandes anunciantes.

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Pedro Borges é jornalista e editor do Alma Preta, de onde este artigo foi retirado.

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