As chances de Bolsonaro

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O Brasil até que está prontinho para eleger o Bolsonaro, o problema é o próprio Bolsonaro.

Nenhuma análise de cenários que considere a vitória do candidato à presidência, neste momento, seria absurda.

O problema para que isso ocorra (ou o grande alento) é a absoluta miséria humana e pessoal de Bolsonaro.

O candidato é um dos únicos que consegue angariar apoio espontâneo por parte do eleitorado. Em tempos de crise de representação dos partidos políticos e de absoluta descrença de boa parte da população na eficiência do
Estado e da capacidade instituições que regulam as relações entre os indivíduos e a sociedade de darem conta da pulsão de frustrações pessoais que se somam, aglomeram-se e se fundem numa maçaroca de desgraça coletiva pós-moderna, quem ganha apoio é justamente a antipolítica e a antinegociação.

Bolsonaro leva chumbo da grande imprensa. Não por se configurar como o mais raivoso “anti-Lula”, obviamente. Mas porque dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no mesmo espaço de tempo. Será muito difícil empurrar goela abaixo das camadas populares do eleitorado um candidato do conservadorismo paulista enquanto o Bolso Mito estiver ocupando a moita.

Bolsonaro deve ser desconstruído nos próximos meses, o que não será o único motivo de seu flagelo. Falta a Bolsonaro conhecimento (não por acaso) sobre tudo aquilo que ele despreza. Se conhecesse um pouquinho mais (não precisaria ser muito) sobre a formação social e política do Brasil, entenderia antes de tudo por que ele recebe esse numeroso apoio, para depois entender também o que deveria fazer para não ser canibalizado pelo establishment econômico, político e midiático e virar bagaço até o final do período eleitoral.

Bolsonaro é o novo personagem da cultura de autoritarismo enraizada na nossa formação política. Do culto à personalidade. Revela a desesperança na democracia e a descrença de que as instituições sejam capazes de darem conta das demandas tão urgentes e transformações estruturais necessárias em nossa sociedade.

A verdade é que, por mais difícil que seja dizer isso, no fundo, no fundo, nem direita nem esquerda acreditam pra valer na democracia burguesa como capaz de realizar os seus respectivos projetos. Podem até gostar dela, mas acreditar pra valer é outra coisa. Seja por que há quem acredite que apenas uma via revolucionária seria capaz de transformar estruturalmente a sociedade e produzir um utópico homem novo, além de um utópico “novo Estado”, ou mesmo porque existe quem tenha absoluto desprezo pelas liberdades e prefira um Estado violento e repressor que construa à força uma trégua em busca de uma igualmente utópica acomodação de classes. Para estes, a democracia pode ser até uma trilha a ser percorrida, mas não uma realização.

Bolsonaro atende à necessidade e o desejo de ordem institucional, a qual boa parte da sociedade se apega, inclusive e mais sensivelmente as camadas mais pobres e desprotegidas.

Nos dias de hoje se ouvem muitas anedotas políticas, todas elas jocosas e preconceituosas sobre o “pobre de direita”. Mas percebam, quando a ordem se esvai e predomina o descontrole, quem tem mais a perder? Obviamente os mais pobres.

Quem pode se dar ao luxo de viver a vida despretensiosamente e de maneira quase inconsequente? Os que têm maior ou menor nível econômico e social? Nesse caso, quem tem mais poder econômico se vê mais protegido diante de diferentes eventualidades.

Quem vive pra valer o seu cotidiano em meio à criminalidade e lida cotidianamente com a violência: quem vive nos bairros pobres ou nos bairros ricos? Ora, quem vive nos bairros mais carentes experimenta a violência frequentemente.

Quem tem toque de recolher e hora para chegar em casa? Quem já está acostumado a conviver com esquadrão da morte tende a ter tanto medo assim de uma ditadura? Quem tem de disputar os filhos com o tráfico de drogas e tem a igreja como um dos únicos refúgios, tende a dar maior ou menor valor às liberdades? Ter maior ou menor apego pela democracia? Onde tudo é tão perigoso. Onde tudo é tão frágil. Onde não se pode dar ao luxo de ser inconsequente, a ordem, a disciplina, a força, parecem ser promessas de um equilíbrio desejado, onde tudo é incerteza.

Curioso perceber que numa cada vez mais provável ausência de Lula nas eleições desse ano, as intenções de voto do ex-presidente não migram em sua totalidade para Ciro Gomes, Haddad, PSOL, ou qualquer outro candidato de esquerda. Bolsonaro também surge como uma personalidade capaz de se inserir como promessa de resolução dos problemas em que parte da população não acredita que podem ser sanados somente pelas instituições regulares, sem o papel de um interventor ou de um líder carismático.

Obviamente, não é o caso de comparar o simbolismo da figura mítica de Lula nas camadas populares da sociedade com esse fenômeno de reação e brutalidade que é Bolsonaro. Porém, sabe-se que o personalismo está muito vivo na cultura política brasileira e as personalidades extravagantes, como as de Bolsonaro, despertam interesse. Ainda mais em tempos de fake news, opiniões absolutas, valorização do exagero e mistura entre a realização e as aparências nas redes sociais.

A cidadania que deixou de acreditar no pacto social

No mais, a população não se mostra afeita às soluções complexas. Difícil fazer com que o eleitorado entenda que dependemos de transformações estruturais na nossa sociedade que não seriam realizadas do dia para noite, sem transtornos e amadurecimento político, quando na outra ponta a proposição de supostas soluções simplificadas emergem com maior facilidade. Ainda que uma mudança de prioridades e uma revolução na educação do país seja uma necessidade que em linhas gerais é aceita e entendida por quase todos, a promessa de matar os bandidos e eliminar certos problemas de maneira supostamente instantânea, incrivelmente se mostra mais exequível e realizável em curto prazo.

No mais, o discurso de que “bandido bom é bandido morto” é uma espécie de resposta e consequência das promessas não realizadas do capitalismo e da meritocracia. Ou seja, o sistema promete (e não cumpre) que o trabalho duro, a disciplina, a crença e respeito à propriedade e devoção aos mecanismos de mobilidade social do capitalismo premiará os indivíduos com melhor posição na hierarquia social e maior bem-estar material. É possível concluir que um indivíduo que seja cumpridor dos seus deveres e absolutamente devoto ao sistema sinta-se revoltado com quem vive fora da lei e despreza tudo aquilo que ele acredita e a que se dedica. Ele precisa continuar acreditando nas promessas nas quais se engajou desde o início.

Ainda mais quando o fora da lei avança contra sua propriedade e utiliza da violência contra quem obedeceu a ordem e aceitou o monopólio estatal da violência. Quando o indivíduo se desarma e aceita, ainda que à força, esse pacto em que o Estado tem o monopólio da violência; quando aceita ser cumpridor dos seus deveres; quando acredita caninamente na meritocracia; tudo isso é como se o indivíduo tivesse assinado um pacto com o Estado. A quebra de tal contrato, ou a incapacidade do Estado em honrá-lo, de alguma forma permite ao indivíduo que ele procure outras formas de reparação em detrimento da esperança de que as instituições sejam redentoras e façam a justiça que se espera delas.

Nas franjas das classes médias, existe uma nação de “desinstitucionalizados”. Uma grande massa de pessoas com pouquíssimos vínculos institucionais com o Estado. Trabalhadores informais, precarizados, sem representação política, sem sindicato, sem acesso à justiça, sem prestação de serviços públicos adequados em Educação, Saúde, Previdência. Também sem apego às liberdades – liberdade, aliás, ameaçadora – e, como uma das consequências, sem apreço pela democracia e pelos direitos humanos.

Esse lúmpen da classe média que até tempos recentes acreditava ou ao menos reclamava um maior papel do Estado como indutor e promotor de desenvolvimento, emprego e bem-estar social, agora nutre perceptível desprezo pelo Estado e pelas instituições. O neoliberalismo produziu não apenas uma nova ordem econômica, mas em suas quase quatro décadas de existência, produziu também uma nova sociedade e um novo tipo de indivíduo.

Comparativos globais

Não é raro surgirem analistas que se arriscam a comparar precipitadamente o fenômeno da eleição de Trump com a possibilidade de eleição de Bolsonaro. Não que os dois acontecimentos estejam absolutamente desconectados. Mas a tentativa local de se instalar uma espécie de “Fascismo Periférico” pode estar mais próxima da experiência das Filipinas com Rodrigo Duterte. A verdade é que, felizmente, Bolsonaro se apresenta, pelo menos até o momento, como uma figura muito menor e com capacidade muito mais limitada do que esses dois expoentes da miséria política dos nossos dias.

Provavelmente, nesse momento, Bolsonaro deve receber a companhia de quem se anima com a possibilidade de ver o candidato brasileiro repetir a façanha de Donald Trump. Essa turma deve vender ao Bolsomito pesquisas do “mercado eleitoral” que supostamente irão extrair o sumo do que pensam os Bolsominions nos fóruns de internet. “Ah, porque o Trump usou a internet do início ao fim para vencer a eleição”. Sim, mas a ferramenta foi utilizada de uma maneira muito diferente. O tempo provou inclusive a participação de uma empresa que conseguiu dados sigilosos fornecidos pelo Facebook. Papagaiar os fóruns de internet é uma grande “cabeçada” de Bolsonaro. Seria preciso, antes de mais nada, perceber quem é esse eleitor suscetível a votar em Bolsonaro. A falta desse entendimento poderá custar a chance (que sim existe) de o candidato ter uma vitória eleitoral.

Para entender o que une o caso de Trump com o caso de Bolsonaro somos obrigados a prolongar um pouco a análise, mas creio ser importante. O neoliberalismo, acompanhado do processo de globalização, traz consigo uma missão “recivilizadora”. Impõe mudanças na relação entre os homens e suas relações de trabalho. Retira direitos e garantias. O neoliberalismo é antes de tudo uma agenda.

Nessa onda globalizadora a chamada modernidade torna-se uma espécie de cruzada. Ela não respeita tradições, fronteiras e soberanias. Do mesmo modo que os Estados devem desregular seus instrumentos de proteção, que os trabalhadores devam aceitar com satisfação verem desregulados seus direitos, os indivíduos devem também desregular as suas “soberanias pessoais”. Para que prospere a agenda neoliberal, é necessário provocar os indivíduos a viverem nesse novo mundo onde o privado se sobrepõe ao público, o indivíduo à coletividade, os projetos pessoais às ideologias.

O rolo compressor da modernidade desrespeita tradições, não dá a mínima para os costumes. Exige um indivíduo apto a viver nos “novos tempos”. Faz com que as pessoas se sintam permanentemente inadequadas, buscando “instalar” dentro de si a “próxima atualização” para não se tornarem obsoletas ao mercado de trabalho e ao mundo.

Esse antigo trabalhador industrial viu seu emprego desaparecer, seu status sucumbir, seus valores serem relativizados, suas experiências tornarem-se desnecessárias, seu modo de vida modificado, o mundo que lhe foi apresentado desaparecer a cada dia, seus costumes sem espaço, seu poder patriarcal questionado, a mulher que lhe “deveria” obediência não aceita mais lhe servir. Isso sem falar nos direitos que foram tirados, nas mudanças na divisão social do trabalho, nas transformações estéticas, na diversidade sexual. Esse personagem vem sucumbindo. Vem sofrendo derrotas. Perdeu poder. Tem profundos ressentimentos com a modernidade.

Ainda que o homem branco heteronormativo ainda esteja no “topo da cadeia alimentar”, no que se refere aos seus privilégios sociais, cargos, salários, renda etc., tal ator social nunca antes esteve tão desprestigiado. Nunca antes teve seus privilégios tão questionados. Nunca antes outros atores gozaram de tanto prestígio e protagonismo social. Nunca antes a estética comportamental coletiva esteve tão descolada desse ser, que em alguns segmentos da sociedade parece ser hoje até mesmo antiquado e desinteressante.

Não é de surpreender, portanto, que haja uma reação, seja ela racionalizada ou mesmo intuitiva, por parte de alguns segmentos mais conservadores da sociedade, interessados em restaurar as tradicionais hierarquias sociais. Não é absurdo concluir que para além das questões políticas já mencionadas, haja também uma reação fervorosa que coloca em voga as questões relativas ao comportamento.

O tema da violência urbana aparece ao lado da corrupção, que aparece ao lado do desemprego, que aparece ao lado da questão da autoridade, que aparece ao lado do machismo, da homofobia, dos direitos humanos, de eliminar as esquerdas. Tudo isso aparece junto, pois compõem o “drama” de quem vem perdendo poderes, prestígio, protagonismo, espaços, renda, autoridade.

Compõem também o drama de quem vivencia a dissolução das tradições, soberanias, códigos de conduta, comportamentos. Quando a modernidade se sobrepõe com valores, códigos, necessidades e informações diferentes daquelas aprendidas e cultivadas pelas famílias e religiões, há um choque na vida mental dos indivíduos e necessariamente também reações sociais e o desejo de conservação.

Isso não tem ocorrido apenas no Brasil. Vê-se isso nos quatro cantos do mundo e, não por acaso, o conservadorismo vem ganhando força. Essa combinação de desgaste da política tradicional, a incapacidade das instituições regulares de darem conta das demandas sociais, ao lado das derrotas impostas pela modernidade em parte significativa das populações, os desprezos pelas tradições e soberanias que a sociedade de mercado carrega, além do choque entre valores tradicionais e os valores da modernidade, vêm inflamando uma reação cada vez mais numerosa que não encontra lugar na política tradicional, no establishment político, nas convenções sociais, nem se reconhece e se vê nas grandes mídias.

Vai cavando seu espaço à força justamente no que se passou a entender por “politicamente incorreto”. Ganha trincheiras nas redes sociais, fóruns, chats e se conforta quando se encontra no boca a boca do dia a dia. Isso sem contar o papel significativo das igrejas mais conservadoras.

Curioso perceber que a resistência mais “bem-sucedida” ao neoliberalismo veio de onde menos se esperava. Não foram as forças trabalhistas e progressistas que organizaram as populações e construíram os discursos triunfantes de resistência à globalização. Foram as forças mais conservadoras e atrasadas que ganharam espaço. Talvez porque seja mais fácil comover as massas com um discurso que depende menos de coerência do que da construção de uma crítica que dê conta de todas as vulnerabilidades políticas e sociais. As sociedades se acostumaram com o instantâneo. Não querem fórmulas complexas.

Na Europa e nos EUA é mais fácil culpar os imigrantes pelos problemas sociais e econômicos do que realizar uma crítica estrutural sobre a desregulação dos direitos dos trabalhadores, o baixo investimento em infraestrutura e o desmonte do Estado de Bem-estar Social, por exemplo. No Brasil, as transformações sociais oriundas da modernidade causam um impacto gigantesco, pois vivemos numa sociedade absolutamente hierarquizada e baseada no prestígio pessoal. Vivemos hoje numa grande maçaroca de ressentimentos coletivos vindos de todos os lados. O conflito e a intolerância viraram regra. O absurdo nunca deu tanto voto.

Para as eleições

Isto posto, é possível dizer que existe algo que Trump entendeu e Bolsonaro talvez nunca entenda e, muito provavelmente, essa será a causa de sua derrocada.

Para além da verborragia torpe de Donald Trump, com suas manifestações estúpidas e odiosas, que infelizmente também tiveram seu apelo no eleitorado, sua campanha soube tocar os derrotados da globalização. Trump soube cavucar nas obscuridades da psicologia social. Porém, somado a isso, soube fazer um discurso político e econômico de enfrentamento ao establishment do mercado e da mídia.

Trump defendeu a renacionalização da economia norte-americana. O fortalecimento da soberania de seu país, pouco se importando se isso também gerasse uma onda de refortalecimento das soberanias ao redor do mundo, inclusive se fosse de encontro aos interesses instantâneos (em uma primeira análise) do imperialismo estadunidense.

Trump defendeu (e sua gestão vai nesse sentido) a reindustrialização dos Estados Unidos. O resultado foi eficiente. Os estados que foram “desindustrializados” e as cidades que eram fortíssimas, mas que quase viraram fantasmas econômicos depois da desindustrialização das últimas décadas, garantiram a vitória de Trump. O candidato durante toda a sua campanha defendeu a recuperação da infraestrutura dos Estados Unidos, que incrivelmente dá sinais de sucateamento em algumas áreas.

Já Bolsonaro, aparentemente, não tem recursos e atributos pessoais para ir além da verborragia torpe. Não sabe nada de nada. Não que não saiba responder questões mais sofisticadas como “spread bancário”. Não sabe sequer falar sobre balança comercial. Portanto, se agarra em seus ideólogos que fazem medição de fóruns de internet e concluem que seu potencial eleitorado, por se opor ao discurso dos “esquerdistas”, é apaixonado pelo ideário neoliberal e defende questões como a independência do Banco Central ou a intervenção estrangeira na Amazônia. Aí Bolsonaro vai e repete, fazendo um discurso sazonal em cada lugar que visita, simplesmente por não fazer ideia do que está falando.

Já que Bolsonaro vive defendendo a Ditadura Militar brasileira, seria mais eficiente se defendesse os legados dos governos militares. Que defendesse a recuperação da infraestrutura nacional, a reindustrialização do país, a geração massiva de empregos, a segurança nacional, entre outros temas. O antigo candidato à presidência, Enéas Carneiro, com poucos segundos na televisão, defendia essa pauta e ficou em terceiro lugar nas eleições de 1994 com mais de 4,6 milhões de votos.

Mas aparentemente Bolsonaro não dispõe dos mesmos recursos pessoais do saudoso Dr. Enéas. Deve continuar alimentando este personagem ambíguo do "nacionalista entreguista".

Bolsonaro tem forte apoio em diferentes camadas da sociedade. Tem o momento político a seu favor. Existe forte tendência do eleitorado para a escolha de candidatos que sejam “fora do establishment político”, ainda que
Bolsonaro seja deputado há décadas. Mas, por outro lado, falta apoio partidário e consequentemente pouco tempo na televisão. Bolsonaro vai se agarrar ainda mais na pauta que lhe trouxe até aqui e, ainda que seu discurso tenha forte apelo em alguns setores do eleitorado, a pauta estreita poderá evidenciar ainda mais os limites de qualificação do candidato.

Bolsonaro tem chance, sim. O Brasil está no ponto para fazer uma besteira desse nível. Porém, felizmente, como alento, a miséria pessoal de Bolsonaro pode tirá-lo da disputa. Além da disputa política feroz, a precariedade de sua aliança partidária, o tempo de televisão e, principalmente, o fuzilamento que deve receber nos próximos meses para desocupar o espaço para outros candidatos da direita, mais interessantes ao mercado.

Aliás, caso resista até o segundo turno, incrivelmente, Bolsonaro poderá até mesmo decidir a eleição para um candidato do campo progressista.


Rafael Castilho é sociólogo e professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Rafael Castilho

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