Lulismo e neoconservadorismo, expressões do mesmo fenômeno

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A conjuntura político-social brasileira segue movimentada, apesar do aparente refluxo das lutas neste segundo semestre de 2017 ainda em curso. Um dos desafios centrais que hoje enfrentamos é compreender – e fortalecer – a capacidade da esquerda classista nacional (PSOL, PSTU, PCB, CSP-Conlutas, MTST, entre outras organizações e entidades) superar o lulismo, simultaneamente em três níveis: seu programa de conciliação de classes, sua pauta institucionalista/eleitoreira e sua gramática político-ideológica. Esta última certamente a mais difícil tarefa, por atuar inconscientemente na militância socialista menos jovem e mais intelectualizada, quer por ter sido socializada politicamente desde os anos 1970/80 junto com o PT e a CUT, quer por atuar em círculos intelectual-acadêmicos estatais onde o lulismo ainda preserva força (1).

O colaboracionismo de classe é devidamente criticado por nós da esquerda classista, ao menos em termos discursivos. Mas tal crítica não tem chance de ser efetiva se não vier acompanhada da prioridade política do ajuste de contas público com o lulismo, o qual inclui a devida caracterização de classe deste fenômeno de degeneração social e ideológica do PT e da CUT.

Quanto às pautas propostas pelo lulismo à sociedade brasileira, temos nos saído pior. Parte da esquerda seguiu tolamente a narrativa do golpe do impeachment, como já analisado nos dois artigos imediatamente anteriores a este. Não contente com o fato de defender Lula e Dilma em atos em nome da “democracia”, na verdade meros comícios pré-eleitorais, parte desta esquerda recuou em bandeiras mais questionadoras do apodrecido sistema político burguês atual, como a das Eleições Gerais, em favor das enganadoras Diretas Já – rapidamente abandonadas pelo próprio lulismo, por total falta de aderência à realidade e apoio popular.

Mas a influência do lulismo sobre nós se faz ainda mais forte do próprio jeito espontâneo de pensarmos e nos posicionarmos sobre os fatos da conjuntura. Muitas vezes deixamos de denunciar politizadamente a corrupção como mecanismo recorrente da burguesia brasileira, por temor atingir o PT, como se este não fosse há anos expressão de parte dessa burguesia. Alguns entre nós não têm a mesma atitude quando se trata de denunciar Temer, Geddel, Pezão e outros membros asquerosos da política institucional – o que só evidencia a distorção e a seletividade que o lulismo impõe ao discernimento político de parte do PSOL e do MTST, por exemplo.

Esperanças e ilusões no desenvolvimentismo e na democracia burguesa

Devemos ter clareza que a esquerda brasileira se manterá fiel a seus princípios socialistas, e assim afastada do lulismo enquanto nova versão dos tradicionais populismo e desenvolvimentismo nacionais, quanto mais partícipe for das experiências autônomas e de base dos movimentos sindicais e populares brasileiros. Esta é a única via social para deixarmos de cair nas costumeiras ilusões nacionalistas de que podemos ter um capitalismo moderno, uma democracia estável e uma sociedade menos desigual no Brasil – o que não nos é possível na periferia do sistema internacional do capital (para não dizer que é cada vez mais difícil o mesmo se dar contemporaneamente no centro do sistema, EUA e Europa Ocidental...).

Mas parte dos setores reformistas do PSOL, curvando-se às pressões do lulismo desde o início da crise política em 2015, avalia que o PT acabou “aceitando abandonar seu projeto nacional-desenvolvimentista” por conta da aliança com os setores mais conservadores da burguesia e da política institucional brasileira (2). Esquece-se que justamente esta aliança permitiu as políticas públicas do lulismo (Bolsa-Família e tantas outras) e o empoderamento financeiro da JBS e de outras empresas – o arremedo de nossa burguesia nacional no século 21. Os Cunhas, Geddeis, Rorizes e Sarneys sempre votaram a favor destas políticas sob Lula e sob o primeiro governo Dilma. Parece que desaprendemos que toda experiência de conciliação de classes no Brasil promove mudanças modernizadoras que repõem o atraso (lembremos: antes de 1964 o aliado preferencial do PTB era o PSD dos coronéis).

Ao mesmo tempo, parte da militância da esquerda classista deixa de explorar as contradições da crise de hegemonia que vivemos, a explicitar para os trabalhadores que não há solução nos marcos do sistema burguês. Pelo contrário, prefere reforçar a propaganda lulista centrada no temor a Bolsonaro e na defesa de nossa democracia liberal historicamente de baixa intensidade, que teria sido golpeada com o impeachment. Propaganda consubstanciada no conceito de “democracia impedida” desenvolvida por Wanderley Guilherme dos Santos (3). O mais grave aqui reside no seguinte: a juventude das classes populares brasileiras já demonstrou, por meio da ação direta nas Jornadas de Junho de 2013, o potencial de seu repúdio à insuficiência redistributiva e à insustentabilidade do neodesenvolvimentismo lulista (4). Tais classes já tinham recusado, anos atrás, a experiência neoliberal dos anos FHC.

Infelizmente, parte da esquerda classista – cronológica e socialmente mais envelhecida – é menos sensível à radicalidade renovadora das lutas e mais propensa a celebrar defensivamente seus laços com a geração petista e cutista onde fomos formados politicamente. Evidência forte neste sentido foi o frisson nas redes sociais em torno das críticas a uma música de Chico Buarque, como se velhos ídolos não pudessem passar pelo crivo crítico mais avançado de novas gerações.

Conflituosidade intraburguesa entre os poderes institucionais

Mas se a esquerda classista ainda oscila entre um futuro de lutas emancipatórias e o inútil diálogo com o lulismo, a decadência político-ideológica da ex-esquerda petista e cutista se aprofunda a passos largos.

Episódios constrangedores se sucederam nos últimos meses, demonstrando a falta de compreensão de tantos indivíduos progressistas sobre o caráter intraburguês dos conflitos envolvendo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no atual Brasil em crise.

Lulistas e neoconservadores, espalhados e emaranhados em partidos da ordem como o PT, o PMDB, o PSDB, o PP, o PTB, o PSD, o PSB, entre outros, brigam entre si, como se a maioria dentre eles não fosse composta por ex-aliados dos governos de Lula e Dilma. Por ocasião da Operação Carne Fraca, muitos que se veem como de esquerda saíram na defesa do nosso escravocrata e antiecológico agronegócio, apenas por ele ter sido sustentáculo econômico dos anos lulistas. Inadvertidamente, assim se colocavam ao lado de Temer, atingido por mais este caso de corrupção (5). Depois de defender Cabral por sua prisão (mas não de Aécio afastado do Senado ou de Temer denunciado pelo MPF), o que mais o lulismo imporá aos intelectuais progressistas, em termos de subalternização do pensamento crítico?

Essa reaproximação objetiva entre lulismo e PMDB, configurada explicitamente na mesma posição anticassação da chapa Dilma-Temer quando do julgamento no TSE em junho de 2017, além de desmoralizar pela enésima vez a narrativa lulista do golpe, confirmou o exposto em artigo anterior: a união de PT, PMDB, PSDB, Gilmar Mendes e cia, contra as apurações judiciais e o messianismo moralista de parte da Operação Lava-Jato, justamente em favor da manutenção do financiamento empresarial das campanhas eleitorais (6). Não por acaso, expressões públicas da propaganda intelectual lulista (Luis Nassif) e neoconservadora (Reinaldo Azevedo) unificam cada vez mais seus discursos em defesa dos políticos tradicionais contra os supostos excessos do Judiciário.

A visão de uma suposta onda autoritária, conservadora ou fascista no país também não suporta o teste da realidade. A direita neoliberal, desde 2015, aproveitou-se justamente da desmobilização social e sindical intrínseca ao lulismo para promover um relativo reencantamento do mundo político, a partir de ideários da extrema-direita e de suas correias de transmissão nas redes e sociedade civil: MBL, bolsonaristas etc. Mas tal reencantamento faz sentido apenas temporariamente, ele é explicado pelos anos de hegemonia social e ideológica do neodesenvolvimento lulista. Por que, do ponto de vista da tradição desmobilizadora da política burguesa brasileira (mesmo em suas facetas progressistas), não parece ter futuro. Daí o MBL ter deixado de ir às ruas tão logo atingido o objetivo de derrubar Dilma (7). Se nosso capitalismo burocrático (populista) mobiliza as massas populares de modo subalternizante, em favor do “desenvolvimento nacional”, porque nosso capitalismo ortodoxo (liberal) iria mais longe? (8)

Pelo contrário, talvez esteja a ocorrer um influxo da direita contra a extrema-direita. Depois que esta foi usada por aquela para mobilizar os “coxinhas” pelo impeachment, estaria o simulacro de fascismo nacional pronto para ser descartado? Na mídia proliferam críticas conservadoras aos excessos extremistas, no Brasil e no mundo (9). Enquanto a direita mais exaltada se mobiliza por meio do infame Escola sem Partido para aprovar leis em legislativos estaduais ou municipais que são prontamente considerados inconstitucionais por procuradorias e judiciário (o que não quer dizer que tal projeto não deva ser duramente combatido), a direita real tenta oferecer um “novo centro” político-eleitoral, que uniria DEM e PCdoB, para combater os radicalismos de lado a lado (10).

Moderno e atraso no Brasil do século 21

Para compreender essas variações da conjuntura, é necessário ver as distinções entre políticas burguesas – progressistas, lulistas, neoliberais, conservadoras, autoritárias – como historicamente complementares, antes que opostas. Elas são rivais no plano político-cultural, mas não no que tange à formação socioeconômica nacional. Por isso nossa direita tradicional tem discurso liberal ou fascista na oposição, e prática estatólatra, autoritária e clientelista no governo. Assim como nosso progressismo é socialista na autoproclamação ideológica, mas meramente nacionalista e desenvolvimentista no plano programático.

É necessário, também, ver como o lulismo (o progressismo hoje hegemônico) e neoconservadorismo se alimentam mutuamente no Brasil contemporâneo. As exportações do agronegócio puderam financiar as políticas sociais lulistas, ao mesmo tempo em que formam a base social conservadora que abomina o Bolsa-Família. Os governos do PT intensificaram o combate ao trabalho escravo, tantas vezes praticado pelo mesmo agronegócio que o BNDES empoderou financeiramente (11). As universidades federais se expandiram precariamente nos últimos anos com o REUNI, ao mesmo tempo em que o ensino superior privado cresceu e se concentrou como nunca no Brasil (12). O mercado de trabalho formal cresceu na última década, mas os processos de terceirização e precarização foram ainda mais intensificados (13). Políticas sociais, saúde e educação receberam mais investimentos nos anos do lulismo, simultaneamente ao encarceramento em massa de jovens, negros e mulheres que se deu no mesmo período (14).

Os avanços das políticas sociais lulistas foram compensados ou mesmo anulados pelas políticas econômicas dos governos do PT. O cerne da questão aqui é estabelecer a impossibilidade de haver uma sem a outra em regimes de conciliação de classe, como são todos os populismos brasileiros. Eles conformam coalizões político-sociais que sempre modernizam o país repondo e reatualizando o atraso – necessariamente.

Ver todos esses fenômenos históricos como anômalos é recair no senso comum dualista que pressupõe ingenuamente um progresso linear para o Brasil. Apenas leituras antidualistas de nossa sociedade (como a de Chico de Oliveira em sua “Crítica à razão dualista”) colocam os dilemas nacionais no enquadramento correto.

Assim talvez seja possível desvendar como os retrocessos impostos por Temer e a “Era das Trevas” que vivemos não são aberrações, mas consequências inevitáveis do lulismo e da continuidade dialética possível ao nosso capitalismo periférico. Apenas transformações sociais radicais, com a explicitação da luta de classes em vez de seu amortecimento, podem mudar esta nossa condição histórica.

Luta contra as reformas do capital (ou falso golpe, falsas Diretas Já)

Deste modo, a prioridade das lutas sociais, da esquerda e dos movimentos populares, deve ser o combate ao ilegítimo governo Temer e a suas reformas, como a da Previdência, e a revogação da Reforma Trabalhista. Não devemos desviar ou fragmentar nossas lutas para a defesa de frações burguesas em conflito, como somos tentados a fazer com Lula e outras lideranças do PT. É preciso estarmos sintonizados com a juventude trabalhadora, feminina, negra, LGBT e estudantil que está nas ruas desde junho de 2013, apesar do lulismo e da esquerda ortodoxa que ainda não tirou bons ensinamentos do autonomismo e da radicalidade daquelas jornadas (15).

O lulismo e partes das direções do PSOL e da Frente Povo Sem Medo que passaram a segui-lo desde 2015 jogam suas forças em 2018, exclusivamente focando na candidatura Lula, ou numa linha auxiliar qualquer, calculando algo que não será publicizado: um possível governo petista que manterá as reformas de Temer e tentará remendar as perdas de direitos dos trabalhadores com a retomada de políticas sociais paliativas.

Por isso o lulismo e suas correias de transmissão petistas e cutistas atentaram gravemente contra as lutas populares neste 2017, desmobilizando a greve geral de 30 de junho, após a vitoriosa greve geral de 28 de abril. Esta última assustou sobremaneira a direita tradicional e o lulismo, além de quase ter derrubado Temer. Sua mobilização pela base para além das centrais sindicais burocratizadas, como a CUT e a Força Sindical, e as ações diretas em Brasília jogaram para primeiro plano a conflituosidade capital/trabalho, tudo que o lulismo quer evitar em nome da volta do crescimento econômico acordado via pacto de classes.

Mobilização pela base e ação direta, legados do novo sindicalismo e dos novos movimentos sociais dos anos 1970/80 revividos pelas Jornadas de Junho de 2013 parecem ser as únicas formas de atingir um governo como o de Temer, que dispensa popularidade para funcionar. É a mesma razão pela qual grandes e tradicionais atos públicos, como os organizados pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, tiveram eficácia zero na atual conjuntura e rapidamente desapareceram.

Não é à toa que ambas as Frentes deixaram de caracterizar o 30 de junho como greve geral, redirecionando forças para a defesa da candidatura Lula (16) disfarçada pela bandeira das Diretas Já – que foi respondida com desprezo por parte das classes populares que se cansaram do lulismo e não compraram a narrativa de que vivemos uma ditadura (único sentido que justificaria as Diretas Já, ao contrário da consigna das Eleições Gerais, que mira mais amplamente no sistema político). Se vivemos num regime fechado autoritariamente, porque todos participamos de eleições?

Caracterização de classe do lulismo

A confusão político-ideológica em que hoje vivemos está referida na busca de alternativas à esquerda para o país. Mas algumas das soluções possíveis não devem repetir os erros históricos dos socialistas que convergiram para nossa tradição populista. Alguns tentam ressuscitar o trabalhismo original de Brizola e Darcy Ribeiro, que sempre foi menos reformista do que o PT quando ambos coexistiram. Antigos nacionalistas progressistas clamam por um golpe militar contra Temer, caso de Moniz Bandeira. Intelectuais marxistas e até anarquistas submergem na imprensa e blogosfera lulista em nome de uma imaginária frente ampla e democrática.

Este quadro de desorientação demanda um balizamento mínimo, nítido, para alicerçar a ação política da esquerda. Tal balizamento só pode ser dado por uma análise de classes do cenário público nacional, especialmente para responder à seguinte questão: afinal de contas, de que o lulismo, o PT, a CUT são feitos?

Esta indagação é sistematicamente não respondida por nós da esquerda. A maioria da direção, reformista, do PSOL, identifica corretamente o lulismo como conciliação de classes. O mesmo ocorre com o MAIS, recente dissidência do PSTU que acabou de entrar no PSOL. Mas quando tal identificação não vem acompanhada da explicitação de que conciliação de classes é uma política burguesa, ficamos um tanto desarmados ideologicamente.

Qualquer política conciliatória, mesmo que realizada e dirigida por setores operários ou com base popular, é uma política burguesa. Não é possível haver uma política de “equilíbrio de classes” entre dominantes e dominados.

Ademais, colaboracionismo de classe implica num certo padrão de desenvolvimento capitalista, burguês portanto, mesmo que progressista ou de maior sensibilidade social. No caso do lulismo tal diagnóstico é transparente, pois várias lideranças políticas suas tornaram-se representantes do grande capital, casos de Lula e José Dirceu.

Por isso é inverídico diagnosticar “a ausência de qualquer fração burguesa que defenda a antecipação das eleições”, como faz o MAIS (17), pois o lulismo a defende. Ainda que seja minoritária no campo burguês, esta orientação pode voltar a ser hegemônica, como foi nos anos anteriores a 2014.

E por que então não devemos nos aliar politicamente ao lulismo? Porque os trabalhadores brasileiros não merecem novamente que a esquerda classista forme frentes políticas com setores que expressam políticas e alternativas burguesas, como a direção do PT, que está presente na Frente Povo Sem Medo e na iniciativa Vamos! Sem medo de mudar o Brasil (18). Tais espaços têm servido apenas para dividir a esquerda classista e isolar importantes setores seus. Uma evidência a respeito é o posicionamento da Insurgência, corrente do PSOL que abandonou o Bloco de Esquerda psolista, objetivando explicitamente inviabilizar uma Frente de Esquerda Socialista no Brasil: “É papel do partido e seus militantes evitar que se consolidem novas frentes de ação ‘concorrentes’ (à Frente Povo Sem Medo)” (19).

É preciso, portanto, ter em mente que uma alternativa de esquerda no país se construirá não apenas contra a direita neoconservadora, mas também contra o lulismo. A classe trabalhadora por si mesma trilha novos caminhos, mesmo que sejam oferecidos para ela os mesmos trajetos de sempre.

Notas:


1) Eu mesmo me encaixo nestas duas situações sociais.

2) Manifesto da Insurgência + Independentes de São Paulo para o Congresso do PSOL, pg. 1.

3) http://jornalggn.com.br/noticia/mensalao-foi-ensaio-para-o-sequestro-da-democracia-avalia-guilherme-dos-santos 

4) Outra pesquisa recente indicou uma das incapacidades históricas do lulismo: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/09/1916858-desigualdade-no-brasil-nao-caiu-desde-2001-aponta-estudo.shtml

5)     http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/ex-ministra-diz-ter-sido-pressionada-por-serraglio-a-preservar-chefe-de-quadrilha-da-carne-fraca/

6) http://www.correiocidadania.com.br/politica/12323-as-resistencias-dos-movimentos-classistas-na-derrocada-do-lulismo 

7)    https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/08/26/sozinho-vem-pra-rua-faz-ato-contra-fundo-eleitoral-e-diz-nao-se-preocupar-com-numeros.htm 

8)    A respeito dos conceitos de “capitalismo burocrático” e “capitalismo ortodoxo” em Caio Prado Jr., ver artigo anterior: http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=11673:depois-da-farsa-do-golpe-perspectivas-da-esquerda-classista-na-crise-brasileira-em-2016&catid=72:imagens-rolantes 

9) Não por acaso, a mídia burguesa “progressista” dos EUA está em guerra aberta contra Trump. Ainda no plano internacional, temos um exemplo da grande imprensa brasileira: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joel-pinheiro-da-fonseca/2017/04/1878316-propostas-de-marine-le-pen-parecem-as-da-esquerda-latino-americana.shtml. Quanto à política nacional, Reinaldo Azevedo investe agressivamente em seus artigos contra Bolsonaro, Olavo de Carvalho, a extrema-direita em geral.

10)     http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/08/1914369-maia-defende-novo-centro-com-pc-do-b-para-combater-crise-etica-no-pais.shtml  

11)    http://justificando.cartacapital.com.br/2017/01/19/pecuaria-cafe-e-madeira-lideraram-casos-de-trabalho-escravo-em-2016/ 

12)    http://www.andes.org.br/imprensa/publicacoes/imp-pub-1111626519.pdf 

13)    http://www.ihu.unisinos.br/noticias/541795-nos-governos-lula-e-dilma-a-terceirizacao-saltou-de-4-milhoes-para-127-milhoes-de-trabalhadores   

14)    http://www.cartacapital.com.br/politica/o-governo-dilma-e-extremamente-repressivo-4045.html; ver também os dados mais recentes e completos do Atlas da Violência 2017.

15) A respeito, veja-se a excelente matéria do Correio da Cidadania: http://www.correiocidadania.com.br/72-artigos/imagens-rolantes/12423-resistencias-as-propostas-do-governo-temer-terao-de-derrubar-os-muros-da-esquerda 

16)    https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/08/20/em-caravana-aliados-conclamam-militancia-a-nao-aceitar-lula-fora-de-eleicao-em-2018.htm 

17)     http://esquerdaonline.com.br/2017/06/02/por-que-defendemos-diretas-ja/; ver também: http://esquerdaonline.com.br/2017/05/23/quatro-pontos-breves-sobre-a-conjuntura/ 

18)    A respeito, veja-se também: http://www.correiocidadania.com.br/2-uncategorised/12792-vamos-da-unidade-na-acao-ao-silencio-da-estrategia 

19)     Manifesto da Insurgência + Independentes de São Paulo para o Congresso do PSOL, pg.

Marco Antônio Perruso é professor de Sociologia da Universidade Federal Rural do RJ, militante do PSOL e do ANDES.

Este artigo dá continuidade a análises de conjuntura anteriores publicadas no Correio da Cidadania: “Coxinhas e governistas: dupla face da intolerância da classe média?” (de 2015), “Depois da farsa do golpe: perspectivas da esquerda classista na crise brasileira de 2016” e “As resistências dos movimentos classistas na derrocada do lulismo” (do primeiro semestre de 2017) – os dois últimos escritos com Viviane Becker Narvaes.

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