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altJá passou do tempo de utilizar a estratégia de somente contar vantagens sobre este empreendimento, e impedir a discussão crítica do modelo adotado, impondo esse modelo, pela força, como opção única.

 

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altO documentário “Entre a Cheia e o Vazio” é um recorte de uma batalha de sentidos em torno dos efeitos de larga escala produzidos pelas Usinas Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, o afluente mais caudaloso do Amazonas. Batalha que se intensificou com a chamada “cheia histórica” de 2014.

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altNão queria estar na pele de Geraldo Alckmin quando essa eleição passar. Quando os “sem água” saírem às ruas, como fizeram em Cochabamba (Bolívia), em Rosário (Argentina), a classe política vai conhecer o que é a fúria popular causada pela sede.

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altÉ enorme a assimetria entre o marco regulatório, instituições de Estado e financiamento público para as empresas do setor elétrico, e o marco regulatório, instituições de Estado e financiamento público para os atingidos por barragens, trabalhadores e consumidores de energia.

 

 

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altO problema maior do Brasil nesse momento de diminuição das chuvas reside exatamente aí: para muitos especialistas estamos causando a “ruptura no ciclo de nossas águas”. Por um detalhe que merece atenção.

 

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altO desmatamento progressivo da floresta e a degradação decorrente dessas atividades exploratórias na região estão destruindo tal capacidade de regulação climática da Amazônia, o que pode nos levar a mudanças abruptas e profundas no clima do continente – como, por exemplo, a prolongada estiagem que São Paulo vive em 2014.

 

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altOs problemas hídricos de hoje, se os levarmos a sério, não apenas do ponto de vista eleitoreiro, são o começo da “vingança da natureza” contra uma civilização predadora.

 

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altSó no norte de Minas se fala na extinção de aproximadamente 1200 rios e riachos. Parece que a gente tem de chorar a última lágrima sobre seus leitos secos. Para alguns a esperança é a última que morre. Para Casaldáliga a esperança não morre jamais.

 

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altOs desenvolvimentistas apostam em mais do mesmo. Sinceramente, não percebo que governos, gestores e consumidores realmente compreendam a dimensão da crise e que as soluções passam pelas mesmas recomendações que cientistas, pesquisadores e ambientalistas fazem há mais de uma década.

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altSem a Amazônia para gerar chuvas e sem o Cerrado para armazenar e distribuir nossas águas, é fácil entender o que está acontecendo com todas as bacias brasileiras que estão secas nesse momento: São Francisco, Grande, Doce, Piracicaba, Mogi e assim por diante.

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altPara podar qualquer discussão, sempre haverá uma exceção à disposição. O risco de um novo apagão impôs a expansão da fronteira elétrica na Amazônia em marcha forçada. Em seguida não podem abrir mão das taxas mínimas de “crescimento”.

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altO autoritarismo aliado à completa falta de diálogo distanciou a gestão estadual dos movimentos sociais. Foram inúmeras medidas desastrosas adotadas em nome do crescimento econômico, obedecendo a uma mentalidade que tem base na visão ultrapassada do “crescimento a qualquer preço”.