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Em mais uma de nossas publicações especiais, veiculamos
o estudo de Ursula Huws, pesquisadora inglesa das modificações no mundo do
trabalho em face da globalização e da intensa difusão de novas tecnologias.
Exclusivamente traduzido pelo Correio, o estudo aprofunda o olhar sobre os
impactos sociais, territoriais e na
formação das identidades a partir do
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Escrito por Ursula Huws
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Quarta, 25 de Abril de 2007 |
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O movimento sem precedentes de gente e de empregos ao
redor do mundo tem coincidido com a quebra de muitas identidades ocupacionais.
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Última atualização em Quarta, 25 de Abril de 2007 |
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Escrito por Ursula Huws
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Quarta, 25 de Abril de 2007 |
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Uma das ironias da atual situação é que
a maioria dos empregos fixos é executada pelas mais errantes pessoas, enquanto
os trabalhos mais errantes podem ser executados por pessoas com profundas raízes
ancestrais no lugar em que trabalham.
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Escrito por Ursula Huws
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Quarta, 25 de Abril de 2007 |
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Do meio dos anos setenta em diante, quando as
fábricas começaram a fechar, foram os trabalhadores imigrantes da Ásia do Sul,
no Norte do Reino Unido; do norte da África, na França; da Turquia, na
Alemanha; da América Hispânica, nos Estados Unidos; e da Coréia, no Japão, que
suportaram a dureza dessa derrocada.
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Escrito por Ursula Huws
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Quarta, 25 de Abril de 2007 |
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As realocações de trabalho inter-regionais e
internacionais (algumas vezes intercontinentais) dão a chave para a geografia
da nascente divisão internacional do trabalho nos serviços eletrônicos
(e-services).
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Escrito por Ursula Huws
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Quarta, 25 de Abril de 2007 |
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O mundo testemunha o surgimento de imensas novas
companhias dedicadas ao suprimento de serviços aos negócios, as quais são, com
freqüência, maiores que seus clientes, multiplicando em suas próprias
estruturas a divisão internacional de trabalho. Elas podem dividir o trabalho
em âmbito mundial, trabalho que agora pode ser considerado paradigmático do
“trabalho errante”, pois desliza maciamente entre equipes através do globo.
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Escrito por Ursula Huws
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Quarta, 25 de Abril de 2007 |
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A experiência fraturada de espaço e de tempo se
espelha nas fraturas das identidades ocupacionais. O futuro de nossas cidades
dependerá em grande parte de como reintegraremos personalidades fragmentadas,
lugares fragmentados e vizinhanças fragmentadas.
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