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O Projeto de Reforma da Previdência do Governo Temer

Por Gulherme C. Delgado

 

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Às mulheres em geral e rurais em particular são reservadas as cargas mais pesadas de onerações, sob a argumentação algo cínica de que estaríamos na era e sob a cultura da igualdade de gêneros. Faz-se “tábula rasa” das diferentes jornadas reais de trabalho e remunerações e se impõe a idade única de aposentadoria. Agrava-se ainda a situação feminina de maior longevidade comprovada de duas formas; a) pela proibição de acumulação de aposentadoria e pensão na hipótese do falecimento do cônjuge; b) pela redução a 50% do valor do benefício atual às novas pensões.

 


 

POLÍTICA

 

”O homem que não conheceu o medo”

Por Frei Betto

 

Em encontro com o juiz Nelson Guimarães, do Tribunal Militar, o arcebispo questionou-o: “O senhor sabe que é responsável pela vida dos presos?”. O juiz auditor assentiu: “Assumo a responsabilidade”. Dom Paulo retrucou: “Meu filho, assume dois ou três dias. E que contas dará o senhor perante si mesmo e perante Deus?”. O juiz respondeu de cabeça baixa: “O senhor tem razão”.

 


 

Dom Paulo Evaristo Arns entra na história e se torna presença viva de geração em geração

Por Daniel Lima

 

É impossível alguém desejoso de conhecer os processos históricos de luta por justiça e direitos humanos no Brasil não passar por Dom Paulo. É, neste momento, que Dom Paulo atravessa gerações e se faz presente na vida de todas e todos lutadores que gastam suas vidas por um mundo de justiça e paz!

 


 

Dom Paulo Evaristo Arns, o pastor de um tempo de lobos: imprescindível!

Por Celso Lungaretti

 

Quando o entrevistei longamente em 2003, dom Paulo já era um homem combalido, que caminhava com dificuldade e tinha problemas de audição – decorrentes, esclareceu-me, de ferimentos sofridos quando de uma tentativa de sequestro num país latino-americano (pretendiam obter, em troca, a liberdade de um chefão do narcotráfico). Tal entrevista permanece bem atual, daí reproduzirmos aqui seus principais trechos.

 


 

Devemos aprender a navegar no caos: recentes batalhas e as fissuras no bloco inimigo

Por Guilherme Bastos Lima

 

A foto, capa recente da Folha, e que mostra Temer cercado sob pressão tucana, expressa que o veículo paulista encorpa, mesmo ainda timidamente, a campanha, já assimilada por uma ala do PSDB, do Fora Temer; mas não é só isso: dos presidenciáveis tucanos, apenas Aécio aparece. Recado mais claro impossível; enquanto Serra dá voltas pelo mundo, o preservado Alckmin se fortalece em retirada de cena nesse período conturbado, e Aécio é queimado.

 


 

As perspectivas de um Brasil de párias

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

 

Uma das bandeiras de luta para os próximos passos é anular, através de um plebiscito nacional, as decisões tomadas pelos traidores.

 


 

Pensando a longo prazo – Atrasado versus moderno

Por Wladimir Pomar

 

Para analisar tais problemas do desenvolvimento capitalista brasileiro não nos serve a economia política weberiana, nem a dos “capitais culturais” de Bourdieu, e muito menos a clássica liberal, a neoclássica neoliberal ou a “marxista-keynesiana”.

 


 

Fidel: cerimônia do adeus

Por Frei Betto

 

Por conversas que tivemos, suponho que se aproximara do agnosticismo. Há três anos comentei com ele que muitos me perguntavam se ele tinha fé cristã. E eu respondia que o considerava agnóstico. Deu um sorriso sem me objetar.

 


 

SOCIAL

 

Nocauteando a educação

Por Otaviano Helene

 

Várias das consequências negativas das mudanças têm sido apontadas. Mas uma delas, a criação de profissionais da educação por meio de um título de “notório saber”, concedido pelos sistemas de ensino, não tem recebido a atenção que merece. Notem que a mudança na LDB faz com que o sistema educacional reconheça que educação formal é desnecessária para exercer funções na própria área educacional!

 


 

ECONOMIA

 

Entre gritos e sussurros

Por Paulo Metri

 

Desconfio que se trata de uma agressividade enraizada em ódio. Vem à minha cabeça a certeza que há algo da luta de classes nesta discussão, o que explica o ódio exacerbado. A aversão da classe dominante a posições inclusivas e socializantes é gritante.

 


 

INTERNACIONAL

 

Estados Unidos: triunfo da resistência indígena em Standing Rock

Por David Brooks

 

Em um triunfo espetacular da maior mobilização de resistência indígena da história recente dos Estados Unidos, o governo federal anunciou que não outorgará licenças para continuar com a construção de um oleoduto em Dakota do Norte, que atravessaria terras sagradas por baixo do rio Missouri e buscará rotas alternativas para o projeto.

 


 

Mosul, Raqqa e Aleppo: a guerra continua

Por Ghayath Naisse

 

As duas ofensivas estão apoiadas pela coalizão dirigida pelos EUA e a população civil segue sendo a primeira vítima. Dentro destas guerras contra o EI, se oculta uma rivalidade entre as potências regionais e imperialistas.

 


 

 

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Trump presidente: “a direita se credenciou como líder do movimento contra a globalização”

Por Valéria Nader, da Redação

 

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Os Estados Unidos ainda absorvem a vitória de Donald Trump e o mundo continua perplexo com mais um resultado eleitoral pautado pelo discurso de extrema-direita e sua demonização do “outro”. Para analisar os impactos da volta do Partido Republicano ao poder, entrevistamos Scott Martin, cientista político e especialista em relações internacionais, também professor da New School e da Universidade de Columbia, ambas em Nova York, onde acumula estudos sobre questões latino-americanas e brasileiras.

 


 

President Trump: “Right wing has asserted ownership of the anti-globalization movement”

By Valéria Nader

 

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The US is still absorbing Trump´s victory and the world is perplexed with one more election result in favor of extreme right wing speech and the demonization of the “other”.  Analyzing the impacts of the Republican’s return to power, we interview Scott Martin, political scientist and expert in international relations, also professor at New School and at Columbia University, both in New York City, where he conducts research about Brazilian and Latin American issues.

 


 

 

Polícia e política no Brasil de Temer: conversa com especialistas

Por Gabriel Brito, da Redação

 

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Há uma ideologização do aparato de repressão do Estado? Há um uso da Polícia Militar em favor de interesses e projetos políticos? Diante de acontecimentos recentes que já entraram para a história, o Correio fez essas duas perguntas a diversos especialistas. E, para além de um eventual uso político, quase nunca debatido após a redemocratização, os entrevistados colocam em xeque os procedimentos militaristas do Estado nas áreas mais pobres. Afinal, as chacinas de Mogi das Cruzes e Cidade de Deus são apenas mais duas de um rol quase incontável.

 


 

POLÍTICA

 

Sócrates e a democracia seletiva

Por Frei Betto

 

Mileto, precursor da Escola Sem Partido, alegou que muitos deixaram de seguir a autoridade dos pais para abraçar a dos mestres, como Sócrates. Este retrucou afirmando que educação deve ser confiada a professores, e não a parentes, pois quem necessita de médico deve procurar o especialista, e não os pais.

 


 

Vazio de Nós

Por Priscila Pedrosa Prisco

 

Equivocam-se os que pensam que sinto prazer com o sofrimento desses protótipos de déspotas. Tampouco se trata de sadismo. Trato, sim, da decorrência lógica do modo característico de governar: a gestão da pobreza e dos dramas humanos pela violência. É facilmente compreensível (e respeito esta posição) que os garantistas ou abolicionistas queiram preservar a pureza e a coerência não violenta da pena em si. Contudo, há um dilema fundamental.

 


 

Ocupações das escolas públicas e movimento estudantil

Por Dalva Garcia

 

Vamos desde o pronunciamento de um ex-ator de pornografia até o engajamento político de religiosos que prezam a fé, lutam pela moral e bons costumes em nome da não política. Todavia, não sejamos ingênuos. O avesso também é verdadeiro. Movimentos sociais das mais diferentes ordens pegaram, e continuam a pegar, carona no ímpeto desenfreado desses meninos e meninas. Até centros culturais financiados por instituições bancárias realizam com sucesso de público e crítica eventos sobre as “ocupações”.

 


 

Escolas ocupadas de 2016 têm um grave problema

Por Eduardo Rodrigues Vianna

 

Já nos anos 1990, se falava de um ensino médio semelhante ao que era antes da ditadura, com matérias opcionais e aumento da carga horária. Parece que vêm fazendo muito sucesso nas ocupações as discussões sobre gênero, feminismo, essas conversas. Todos os temas são pertinentes e as pessoas têm mesmo o desejo de falar dessas coisas, mas política educacional, que é bom, até agora apareceu de modo bem secundário.

 


 

Pensando a longo prazo – principais problemas

Por Wladimir Pomar

 

O problema consiste em supor que o economicismo se resume a “imaginar que, para além da troca de mercadorias e do fluxo de capitais, não existe mais nada em comum entre as sociedades modernas capitalistas na dimensão simbólica e não econômica”. Como se “global” fosse somente isso.

 


 

O algoritmo do facebook numa perspectiva qualitativa indiciária

Por Marcelo Castañeda

 

Muito se faz de forma quantitativa na análise de redes sócias com gráficos coloridos, mas muito pouca análise qualitativa vem sendo produzida. O experimento que fiz pode ser tido como intuitivo, mas traz alguma luz para os usuários comuns da plataforma em questão.

 


 

Combate ao tráfico de drogas e o genocídio da juventude negra

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

 

Dos 30 mil jovens mortos por homicídio a cada ano no Brasil, 77% são negros. Ao celebrarmos o dia da Consciência Negra, 7 jovens foram eliminados nas matas da Cidade de Deus, após a queda de um helicóptero da polícia.

 


 

BRASIL NAS RUAS

 

Morte e vingança na Cidade de Deus

Por Agnese Marra

 

Com a crise da segurança, a violência não fez mais nada além de aumentar, e os policiais também morrem mais que nunca. Nos últimos dois meses o assassinato de agentes, tanto durante sua jornada de trabalho como fora dela, triplicou. O ciclo de vingança parece não ter fim e as vítimas são sempre as mesmas. “Na última segunda-feira, 21, no cemitério, não dava para distinguir as mães dos policiais mortos das dos traficantes. Eram iguais: negras e pobres”, resumiu Celso Athayde, fundador da Central Única das Favelas.

 


 

SOCIAL

 

Um jantar regado a interesses políticos escusos

Por Frei Marcos Sassatelli

 

Em outubro passado, antes da aprovação da PEC na Câmara, Temer promoveu um evento semelhante com deputados federais. E o “presidente” ilegítimo voltou a dizer que o seu governo tem tido um apoio "extraordinário do Congresso Nacional". Não é para menos!

 


 

INTERNACIONAL

 

Agora, Israel quer manter acordo nuclear com Irã

Por Luiz Eça

 

Em sua campanha eleitoral, Trump disse que iria romper o acordo nuclear com o Irã. Em vez de bater palmas a essa bravata, Netanyahu vai pressionar o novo presidente a não fazer isso. Não, não se operou um milagre e o vociferante líder israelense tornou-se amigo dos iranianos. Ele parece ter bons motivos.

 


 

Pesadelo ambiental sob Trump

Por Eduardo Gudynas

 

Sabe-se que Trump detesta muitas das medidas que Obama aprovou. Por isso também aponta eliminar, mudar ou tornar ineficaz a regulação ambiental mais importante de seu antecessor, o Marco Legal de Energia Limpa. Essa era uma norma ambiciosa que apostava em energias mais limpas e menos emissões, e necessitava de apoio federal constante, tanto que foi contestada judicialmente por 28 estados e cerca de 100 empresas.

 


 

O que significa a vitória de Trump para o Oriente Médio?

Por Gilbert Achcar

 

Ele poderia tentar seduzir a Arábia Saudita para que se some ao que poderia aparecer como o triângulo sunita de Ancara, Cairo e Riad - apoiado por Washington.

 


 

MEIO AMBIENTE

 

Carbono na COP22: um eficiente indexador para combustíveis fósseis

Por Amyra El Khalili

 

De princípio poluidor-pagador, tornou-se “princípio receptor-beneficiador”. A única forma eficaz de combater as mudanças climáticas é, definitivamente, deixar os combustíveis fósseis no subsolo e acabar com a imoralidade de colocar preço no CO2.

 


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“Temer terá muita dificuldade para concluir seu mandato e o cenário para os próximos anos é sombrio”

Por Gabriel Brito, da Redação

 

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Encerradas as eleições e seus esforços de campanha, o Brasil volta a encarar a depressão que abala a economia e os pacotes de medidas do governo Temer, ainda incapazes de qualquer resposta positiva à crise geral. Ao mesmo tempo, a onda de ocupações de escolas e universidades sinaliza que a rebeldia social e popular não está fora da cena e sugere que as incertezas e instabilidades não têm prazo final. É sobre esse complexo quadro que o Correio da Cidadania publica entrevista com o economista Plinio Arruda Sampaio Junior.

 


 

“Freixo ajudou em um processo de mobilização que será muito importante no próximo período”

Por Gabriel Brito, da Redação

 

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As eleições municipais se encerraram após o segundo turno que ainda mobilizava 55 cidades e, no chamado campo progressista, a campanha de Marcelo Freixo (PSOL), derrotado pelo candidato e bispo evangélico Marcelo Crivella (PRB) no Rio de Janeiro, foi certamente a mais marcante. Para comentar a sensação deixada por essa candidatura e fazer uma análise geral do pleito, o Correio da Cidadania entrevistou Flavio Serafini, deputado estadual pelo mesmo partido de Freixo e que disputou a prefeitura de Niterói.

 


 

POLÍTICA

 

Pensando a longo prazo – legados do patrimonialismo

Por Wladimir Pomar

 

O crescimento da luta de classes pela reforma agrária e contra a desnacionalização da economia brasileira foi o acicate para a reação conservadora e reacionária e para o desencadeamento do golpe militar de 1964.

 


 

Após as eleições, céu escuro e nuvens pesadas

Por Ronald Santos Barata

 

O que restou das esquerdas situa-se, principalmente, no Rio de Janeiro, independentemente do resultado da eleição para a prefeitura. A coligação PSOL-PCB incumbe-se da grande responsabilidade de juntar os outros grupos de esquerda e os verdadeiramente democratas, elaborar um consensual projeto de nação, lutar para impedir a entrega do petróleo e demais minérios, barrar a reforma da Previdência e a trabalhista. Sair do genérico “Fora Temer” e agregar outras bandeiras de luta.

 


 

A religião do medo

Por Frei Betto

 

Uma religião que não pratica a tolerância nem respeita a diversidade religiosa, e se nega a amar quem não reza pelo seu Credo, serve para ser lançada ao fogo.

 


 

Brasil: ainda estão rolando os dados

Por Antônio Martins

 

Passadas as eleições, toda a velha mídia diz que uma página foi virada, com a vitória dos liberais e conservadores. Veja o que há por trás desta análise apressada.

 


 

SOCIAL

 

Trabalho em casa alheia: melhor que acabe mesmo

Por Henrique Júdice

 

No Jornal Nacional de 2 de novembro, a Globo levou ao ar uma reportagem sobre as causas e efeitos da substituição do emprego doméstico pela contratação por dia para as tarefas do lar. Há tempos, porém, se sabe que é possível mentir ou – como no caso – promover objetivos escusos dizendo apenas verdades. A reportagem em questão se presta, e isso é óbvio, a preparar terreno ao rebaixamento do salário mínimo.

 


 

Outra Ecologia é possível

Por Frei Marcos Sassatelli

 

O Livro-Agenda latino-americana mundial, “além de ser para uso pessoal, foi pensado como instrumento pedagógico para comunicadores, educadores populares, agentes de pastoral, animadores de grupos e militantes”.

 


 

Resistência da Eletropaulo em enterrar fios deixa paulistanos no escuro

Por Raquel Rolnik

 

João Doria Jr., disse que a lei seria cumprida, ainda que ele não tenha se comprometido com o programa de enterramento de fios. Vai ser uma boa oportunidade para novo prefeito lidar com a ineficiência do setor privado.

 


 

ECONOMIA

 

Escolha racional do modelo de exploração do Pré-Sal

Por Paulo Metri

 

A natureza “colocou”, no mínimo, 100 bilhões de barris de petróleo de boa qualidade dentro do nosso território, na área do Pré-Sal, podendo chegar a mais de 170 bilhões de barris. O que se deveria discutir em relação ao modelo de exploração do Pré-Sal é, em primeiro lugar, como deve ser repartido o excedente petrolífero ou lucro líquido desta atividade. Mas deve-se discutir também se a atividade petrolífera pode ser usada para que metas de políticas públicas sejam atingidas.

 


 

INTERNACIONAL

 

Oriente Médio: pelo fim da barbárie dos bombardeios na Síria e no Iêmen

Por Gilbert Achcar

 

Tanto o regime sírio como o da Arábia Saudita constituem pilares do antigo regime árabe podre, contra o qual se produziu a revolta popular, que sonhava em destruir essa lógica e estabelecer em seu lugar uma nova ordem que buscasse “pan-arabismo, liberdade, justiça social e dignidade nacional”, que representa o melhor resumo das aspirações da “primavera árabe”. O objetivo destes dois bombardeios é essencialmente o mesmo: enterrar o processo revolucionário iniciado em dezembro de 2010.

 


 

Maioria dos norte-americanos não confia nos partidos

Por Luiz Eça

 

É o que mostra a pesquisa “Valores Americanos em 2016”, realizada pelo “Public Religion Research Institute”. Mas a descrença geral vai mais longe: mais da metade desconfia da lisura do processo eleitoral. Apenas 43% acham que seus votos serão computados corretamente. Completando, foi revelado que mais norte-americanos veem de modo negativo a direção do país do que em 2012.

 


 

Venezuela: esta impossível coabitação

Por Pablo Pozzolo

 

Do lado das negociações, a única que aparece no horizonte é a possibilidade de um encontro convocado pelo mediador designado pelo papa Francisco, o arcebispo argentino Emil Paul Tscherrig. A convocatória, também apoiada pela Unasul e prevista para ser realizada na Ilha Margarita, divide a oposição. O ex-candidato presidencial Henrique Capriles e Ramos Allup anunciaram na semana passada que não irão.

 


 

MEIO AMBIENTE

 

O saneamento foi para o esgoto

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

 

Um dos itens que teve debate zero nessas eleições municipais, tão fundamental para cada município brasileiro, foi o saneamento básico. Nem os candidatos, nem a mídia, nem mesmo a Igreja soube colocar a temática em debate.

 


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PEC 241: “Temer deve manter as transformações estruturais fragilizantes dos governos do PT”

Por Gabriel Brito e Valéria Nader, da Redação

 

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Após uma disputa eleitoral que ocupou escasso tempo no calendário, o Brasil se depara com a aprovação na Câmara, em primeiro turno, de uma autêntica declaração de princípios do governo Temer: a PEC 241, que visa conter por 20 anos o gasto real nas despesas nominais, isto é, aquelas atreladas aos investimentos sociais. Para projetar o quadro econômico da nova gestão federal, o Correio da Cidadania conversou com o economista e professor da UFRJ Reinaldo Gonçalves.

 


 

24 anos do Carandiru e política de Estado: “a ditadura não acabou nas periferias”

Por Raphael Sanz, da Redação

 

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Poucos dias antes do Massacre do Carandiru completar 24 anos, os 74 policiais investigados como responsáveis pelo episódio seriam absolvidos no Tribunal de Justiça de São Paulo. A decisão reavivou um velho debate sobre o papel que as políticas de Estado exercem sobre esta modalidade de violência. Qualquer subterfúgio tornou-se suficiente para não discutir as políticas de extermínio que o Estado Brasileiro leva adiante, ou, ao menos, faz vista grossa.

 


 

 

“Tardiamente, o Brasil compreende o peso do PMDB nas eleições municipais”

Por Raphael Sanz, da Redação

 

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As eleições municipais se encerraram em quase todo o Brasil, com exceção dos 55 municípios que ainda terão segundo turno. Enquanto o PMDB se manteve absoluto com mais de mil prefeituras e o PSDB ampliou sua inserção, vimos o PT perder espaço, apesar de que outros setores da esquerda não acompanharam a decadência petista. Para analisar essas eleições entrevistamos o cientista político Humberto Dantas, professor da USP e da FESPSP.

 


 

POLÍTICA

 

Uma reacionária e ilegítima Constituição está sendo reescrita no país

Por Fernando Silva

 

Um estudo do IPEA mostra que somente a área da Saúde irá perder R$ 743 bilhões em 20 anos. O próximo e natural passo dessa ofensiva é a Reforma da Previdência. Afinal, a PEC 241 para ser realmente eficaz nesse período precisa de um abrupto corte nos benefícios da Previdência Social. Associar essas duas propostas a outras contrarreformas já anunciadas pelo governo Temer – como a trabalhista (fim da CLT), a do ensino médio, a lei da privatização de tudo – impõe reflexões e conclusões para balizar nossas ações.

 


 

Sobre o sentido histórico perverso e melancólico de ataques como a PEC241

Por Potiguara Lima

 

A desmoralização da organização portadora de uma estratégia política que previa reformas progressivas e progressistas levou da esperança à frustração não só uma geração de militantes sociais. Os representantes “puro sangue” das classes dominantes (os herdeiros de uma tradição política mais afeita a senhores de escravos do que a pelegos sindicais) têm agora a seu dispor toda uma atmosfera social de melancolia entre potenciais lutadores do povo.

 


 

Pensando a longo prazo – Weber e incongruências

Por Wladimir Pomar

 

Weber não soube distinguir as “singularidades” Ocidental e Oriental por haver utilizado o frágil “economicismo” da “economia monetária”. Incongruências que, apesar dos esforços de Jessé Souza, apontam que o problema não está na leitura incorreta de Weber, mas no próprio Weber.

 


 

Carandiru: não esqueceremos!

Por Ivan de Carvalho Junqueira

 

Ivan Sartori, para quem não o conhece, também ratificou a violência fardada na comunidade de Pinheirinho, no município de São José dos Campos, culminando na expulsão de mais de 5 mil pessoas. Na ocasião, classificou a atuação da PM como “maravilhosa e de alta tecnologia”. No governo federal ilegítimo, José Serra, ministro das relações exteriores, abriga no seu gabinete, Hideo Dendini, na condição de assessor especial, um dos réus no Carandiru.

 


 

SOCIAL

 

Real objetivo da PEC 241/16 é desvincular saúde e educação

Por César Minto e Pedro Pomar

 

Ancorados em suposta crise financeira, os setores conservadores que controlam o governo ousam propor a desvinculação de recursos para a saúde e a educação.

 


 

ECONOMIA

 

A PEC do Teto (241/2016) – como ficará?

Por Guilherme C. Delgado

 

Uma tal engenharia fiscal-financeira para se consumar precisaria suspender garantias constitucionais de cerca de 40 artigos da Constituição Federal. Não é exagero afirmar que os que assim agem acreditam no cinismo, na hipocrisia e na manipulação de mentes e corações como destino fatal ao exercício do poder, para manter uma humanidade permanentemente refém, enquanto os princípios da ética, da justiça e do direito estariam definitivamente fora das suas concepções de política e de história.

 


 

Existe alternativa para reduzir a dívida da Petrobrás sem vender seus ativos

Por Felipe Coutinho e José Carlos de Assis

 

A Petrobrás não precisa vender ativos para reduzir seu nível de endividamento. Ao contrário, na medida em que vende ativos ela reduz sua capacidade de pagamento da dívida no médio prazo e desestrutura sua cadeia produtiva, em prejuízo à geração futura de caixa, além de assumir riscos empresariais desnecessários.

 


 

INTERNACIONAL

 

Colômbia: um estado débil e dois países fortes

Por Raul Zibechi

 

A estrondosa derrota do processo de paz no referendo do último dia 2 de outubro mostra que não é possível apenas rubricar acordos para que uma reconciliação seja feita. A Colômbia está dividida em duas metades que não se reconhecem, nem se reconhecerão, porque precisam de uma forma para se encontrarem e dialogar, mas não ao estilo do processo de Havana, elitista e distante.

 


 

Lula e Obama: convergência em torno do sofrido Haiti

Por Virgílio Arraes

 

Espera-se que a ajuda internacional seja, desta vez, provida de maior eficiência e celeridade.

 


 

Xenofobia inglesa assusta

Por Luiz Eça

 

Livre das amarras humanistas que prendiam seu país à União Europeia, ela começou declarando seu país fora da Convenção de Direitos Humanos europeia. Depois de mostrar seu lado desumano, o governo May mostrou ser também xenófobo. Através da secretária do Interior, Amber Rudd, o governo propôs que se encorajassem os empresários a admitirem funcionários ingleses.

 


 

CULTURA E ESPORTE

 

Ordem e progresso: em 13 versos a fala de um presidente sem culpa?

Por Roberto Antônio Deitos

 

A mais nova forma de governar Ordem e progresso na frente O povo atrás descontente Fala de presidente: Eu me culpo por nunca querer ser governo

 


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Reforma da Educação, ditada pela área econômica, levará a uma formação regressiva e deficiente

Por Gabriel Brito, da Redação

 

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Enquanto o país entra no último mês do ano sob intensa cries e o governo tenta emplacar algum projeto como resposta, a onda de ocupações de estabelecimentos de ensino segue na ordem do dia. Após a eclosão das ocupações de escolas do ensino médio em vários estados, agora observamos a extensão do fenômeno às universidades públicas, que já têm experimentado os remédios do ajuste fiscal e do corte de investimentos públicos nesses últimos dois anos. Sobre todo o contexto, entrevistamos Roberto Leher, reitor da UFRJ.

 


 

“Renan Calheiros é retrato profundo da crise institucional do país”

Por Gabriel Brito e Raphael Sanz, da Redação

 

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Após mais um domingo de manifestações tingidas de verde e amarelo, sob o mote de combate à corrupção, o Brasil vive autêntica balbúrdia, em uma semana que ficará marcada pelo desacato à decisão do STF de tirar Renan Calheiros da presidência no Senado, seguida de decisão que o mantém, ainda que proibido de constar da linha sucessória presidencial. Sobre esses temas, e os projetos que o governo tenta aprovar, o Correio da Cidadania conversou com o deputado federal Ivan Valente, um dos responsáveis pelo veto à anistia ao caixa 2, na semana passada.

 


 

POLÍTICA

 

Fábio Konder Comparato: “os ministros da Suprema Corte não estão sujeitos a controle jurídico algum”

Por Franciele Petry Schramm

 

O arquivamento do pedido de impeachment do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, enquanto ainda tramitava no Senado Federal, não surpreendeu Fábio Konder Comparato, um dos integrantes do grupo de juristas que apresentou o pedido. Para o grande jurista, há uma razão para quase duzentos anos de desresponsabilização dos juízes: eles são o grande guardião do poder oligárquico. Mas existem alternativas.

 


 

De 1 milhão de mortos para 1 milhão de cisternas

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

 

O governo atual voltou com o discurso do “combate à seca”, eliminou os programas de convivência com o Semiárido e despejou novamente os recursos no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DENOCS), sob comando do PMDB. O raciocínio dispensa comentários.

 


 

Quatro critérios para definir se uma mobilização social é progressiva ou reacionária

Por Valério Arcary

 

Dessa avaliação dependerá, em grande medida, o futuro do processo de reorganização aberto pelo fim do ciclo de hegemonia do petismo/lulismo. Infelizmente, aqueles que perderem a bússola de classe naufragarão.

 


 

O medo governa

Por Frei Betto

 

O contrário do medo não é a coragem, é a fé. Não apenas religiosa, mas cívica, política, utópica. Acreditar que o futuro pode ser melhor e diferente.

 


 

Pensando a longo prazo – Soluços industrializantes

Por Wladimir Pomar

 

Como é possível, com a caracterização da “expansão do capitalismo” como “modelo de consumo restrito à classe média (no) processo de industrialização”, pretender acusar “os limites do economicismo marxista”?

 


 

A esquerda abandonou o discurso contra a corrupção?

Por Tatiana Roque

 

Um discurso político contra a corrupção – não justiceiro, mas também não apenas garantista – depende de nossa capacidade para focar no combate à concentração de poder e aos privilégios. A fixação no universalismo torna as pautas da esquerda abstratas e pouco convincentes para uma opinião pública sensível ao tema dos privilégios, tema do qual a corrupção é apenas uma das faces, justamente aquela que vem sendo encampada pela direita.

 


 

O que temer na contrarreforma trabalhista?

Por André Queiroz Lima, Clarissa Maçaneiro Viana e Gustavo Seferian

 

Tal qual se verifica em outras frentes de ataque à classe trabalhadora – como na restrição de liberdades civis, criminalização de movimentos sociais e da juventude negra e pobre – é de se notar no último período uma prevalência de mudanças impactantes no âmbito jurídico, com um aparente esvaziamento do papel do Poder Legislativo nas tarefas estratégicas de dominância.

 


 

Prisões sobem de hierarquia

Por Pedro Cardoso da Costa

 

Nesse episódio das prisões dos peixes grandes, ficou estranha a coincidência entre a prisão de Garotinho e uma gravação de voz atribuída a ele em que se mostra satisfeito por seu processo ter ido para uma relatora do Tribunal Superior Eleitoral. Quando a gravação foi ao ar, ela já havia determinado a transferência de Anthony Garotinho para um hospital particular – seria um castigo demasiado ele ser tratado numa daquelas pocilgas que deixou para a população quando era governador.

 


 

Jamais seremos os mesmos

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

 

Essa é a frase que mais ouvi nos últimos tempos, de pessoas tão diferentes, que nem se conhecem. Ou nos reconciliamos na justiça, ou jamais nos reconciliaremos.

 


 

Um discípulo exemplar

Por Frei Betto

 

Num país de tanta corrupção, nepotismo, marajás do serviço público e ambição de riqueza e poder, um homem como Antônio Cechin fez diferença por sua fidelidade à proposta de Jesus. Aos 89 anos de idade, ele transvivenciou no último dia 16.

 


 

BRASIL NAS RUAS

 

Fórum Popular de Saúde faz protestos nas ruas de São Paulo contra a PEC 55

Por Paulo Spina

 

No começo do ato um microfone foi aberto bem na frente da Secretaria Estadual da Saúde, no quarteirão do Hospital das Clínicas. O Fórum Popular de Saúde que reúne usuários do SUS, trabalhadores, estudantes e outros movimentos, tem núcleos em diversas regiões da cidade e vai continuar ocupando as ruas defendendo uma saúde pública, estatal e de qualidade.

 


 

SOCIAL

 

Natal: luz do afeto e saúde no SUS

Por Daniel Chutorianscy

 

É tempo de pôr pra fora os “porquês”, a marginalidade, o fato de se sentir menor, infantilizado, num espaço grupal e individual, onde os medicamentos são importantes, mas secundários.

 


 

Indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais

Por Frei Marcos Sassatelli

 

Cerca de 500 lideranças indígenas de povos de cinco estados (MA, BA, RS, SC e SP), de pescadores e pescadoras artesanais, quilombolas e quebradeiras de coco, ocuparam o Palácio do Planalto.

 


 

INTERNACIONAL

 

A morte de uma utopia

Por Luiz Eça

 

Enquanto cubanos em Miami cantavam e dançavam, em Havana outros cubanos estavam de luto. Centenas de milhares deles, talvez um milhão, formavam gigantescas filas, esperando sua vez de dar adeus a Fidel Castro. Enquanto os exilados perderam, eles tiveram muito a ganhar com a revolução, simbolizada por seu líder. Em 2012 a expectativa de vida em Cuba era maior do que a dos EUA.

 


 

Lula e Obama: divergência em torno da política nuclear do Irã

Por Virgílio Arraes

 

Os Estados Unidos desejavam aplicar sanções ao Irã, porém o Brasil discordava de seu emprego, por avaliá-las contraproducentes – isolá-lo não barraria o andamento da execução da política nuclear, nem contribuiria para torná-lo mais democrático ou amistoso.

 


 

Standing Rock: a maior mobilização indígena nos Estados Unidos em mais de um século

Por Silvia Arana

 

Em violação aos tratados e contra a vontade dos Sioux, a corporação petroleira Energy Transfer Partners está construindo um oleoduto que destruirá este lugar sagrado e o cemitério indígena de Standing Rock, cujo caminho subterrâneo passaria por debaixo do leito do rio Missouri. O projeto conta com um investimento de 3,8 bilhões de dólares, financiado pela Goldman Sachs, Bank of America, HSBC, UBS, Wells Fargo e outros grandes bancos.

 


 

Irã: deputado reformista enfrenta Judiciário conservador

Por Luiz Eça

 

Os juízes e promotores conservadores usaram seus poderes para sabotar as promessas de liberalização do regime. Rouhani venceu algumas disputas com esses poderosos grupos, mas ainda falta muito.

 


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Guerras extrativistas na bacia do rio Tapajós: “nem o canto dos passarinhos estamos ouvindo”

Por Raphael Sanz, da Redação

 

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Um verdadeiro conflito acontece na bacia do rio Tapajós ameaçando o meio ambiente e os povos indígenas e ribeirinhos em nome do avanço de projeto hidrelétrico, mineração e agronegócio, pondo em cheque o modelo econômico extrativista que marcou a era dos governos progressistas no país. A construção da barragem Teles Pires, por exemplo, pôs abaixo um lugar histórico para diversos povos da região, além dos inúmeros impactos ambientais e sociais que vem causando.

 


 

POLÍTICA

 

Eles não vão ao Starbucks

Por Henrique Costa

 

A aversão de parte da esquerda contemporânea pela classe trabalhadora permite que neocons como Doria e Trump façam seu discurso demagógico e ainda vençam facilmente uma eleição. No Brasil, a “esquerda Dona Clara” talvez seja mesmo o que sobrou do movimento progressista nos grandes centros urbanos, e não existe nada mais importante para o futuro da humanidade em processo de implosão social do que sua conversão à agenda antissocialista.

 


 

Uma proposta alternativa à PEC 55 (ex-PEC 241)

Por Otaviano Helene

 

Será que, diferentemente do que o governo quer nos convencer, há outras possibilidades para acertar as contas públicas? A resposta é sim. A escolha feita pelo governo federal foi, claramente, política. A proposta a seguir, de uma PEC alternativa, ilustra outra possível solução. Art. 1 – A partir de já, a sonegação, que se apropria de cerca de 10% do PIB, alguma coisa perto dos 500 ou 600 bilhões de reais a cada ano, será reduzida, até desaparecer em um prazo de 20 anos.

 


 

Papa encontra movimentos populares

Por Frei Betto

 

O III Encontro Mundial de Movimentos Populares reuniu mais de 200 representantes de 60 países. “Neste encontro expressamos a mesma sede de justiça e o mesmo clamor: terra, teto e trabalho para todos”, frisou o pontífice.

 


 

Pensando a longo prazo – ainda a singularidade do Brasil

Por Wladimir Pomar

 

A Tolice da Inteligência Brasileira acerta em parte quando diz que a “procura de um modelo para a sociedade brasileira” tem que realizar uma “análise correta dos padrões culturais que se tornaram dominantes”. Mas erra quando afirma que tal análise “teria que se concentrar na escravidão”.

 


 

SOCIAL

 

Uma criminalização que é o verdadeiro crime

Por Frei Marcos Sassatelli

 

O Movimento Primavera Estudantil e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) são hoje os dois Movimentos Populares mais perseguidos pelo governo federal e os estaduais, capachos.

 


 

O sonho da revolução não acabou

Por Osvaldo Russo

 

A globalização provoca exclusão social não só nos países pobres e em desenvolvimento, mas também nos países desenvolvidos, cujo desemprego estrutural causa uma apartação social sem precedentes na história da humanidade.

 


 

ECONOMIA

 

Repatriação de dinheiro (dos paraísos fiscais) e outras benesses: sugestões de saídas da crise fiscal

Por Guilherme C. Delgado

 

Exploramos neste artigo uma via praticamente interditada ao debate da crise fiscal, que efetivamente faria ajuste fiscal, para ser fiel ao sentido etimológico da palavra. O valor corresponde apenas a alguns trocados, a julgar pela exuberante lista das contas dos chamados Panamá Papers. Nossa vizinha Argentina impõe retenciones atuais (governo Macri) de 30% sobre suas exportações de bens primários, enquanto o Brasil nada tributa, nem renda transfere a outros setores da economia.

 


 

A Petrobras erra ao abandonar os biocombustíveis

Por Felipe Coutinho e Henrique Ortega

 

O Brasil é um dos países com maior potencial de expansão da produção de biocombustíveis e energias renováveis por sua extensão agricultável, pelo potencial aumento da produtividade agrícola, além da elevada incidência solar, potencial eólico e disponibilidade de água. Quando a Petrobras decide abandonar os biocombustíveis ela desiste de desenvolver uma das vocações do Brasil, país continental e tropical.

 


 

INTERNACIONAL

 

Trump esboça virada na política internacional

Por Luiz Eça

 

Ao Wall Street Journal, Trump foi mais longe do que Obama. Defendeu um foco muito mais concentrado na guerra contra o Estado Islâmico do que no investimento nas forças rebeldes e na queda do regime de Damasco. Trump também falou, embora rapidamente, sobre a questão palestina. Depois de qualificá-la como “a guerra que nunca termina”, anunciou que esperava ajudar a elaborar uma solução entre as duas partes. Além disso, a amizade EUA-Rússia é objetivo central.

 


 

A Batalha de Gênova (final): balanço e perspectivas

Por Gregório Maestri

 

O Correio republica uma série análises de Gregório Maestri sobre a violenta repressão da polícia italiana aos protestos antiglobalização em Gênova (Itália), no encontro do G-8 realizado na cidade há 15 anos – entre 19 e 22 de julho de 2001.

 


 

CULTURA E ESPORTE

 

O cardápio dos banquetes republicanos: os mercadores de reformas

Por Roberto Antônio Deitos

 

Com caldo grosso de violência os poderes São apetitosos nas suas comilanças políticas Negociadas como sobremesas servidas.

 


 

Cabo Dias, o revolucionário de 1935

Por Milton Pinheiro

 

Trata-se do cabo Vermelho, um dos comandantes do governo revolucionário de quatro dias, no Rio Grande do Norte, em 1935.

 


 

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Marcelo Freixo: “o Rio perdeu uma grande oportunidade, nos anos de prosperidade econômica, de avançar mais”

Por Gabriel Brito e Raphael Sanz, da Redação

 

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Cinquenta e cinco cidades brasileiras voltarão às urnas para o segundo turno das eleições municipais e, na maior delas, a reta final vê um aumento da temperatura na disputa entre Marcelo Crivella (PRB), líder das pesquisas, e Marcelo Freixo (PSOL), entrevistado pelo Correio da Cidadania. O nome mais representativo da esquerda brasileira no processo eleitoral analisou a gestão de Eduardo Paes, a atual conjuntura da política brasileira, seu sistema de representação e falou das principais necessidades da capital fluminense.

 


 

“A ideia de festa internacional sem protagonismo dos colombianos contribuiu para a derrota do Sim”

Por Gabriel Brito e Matias Pinto, da Redação

 

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Uma grande expectativa internacional marcou o plebiscito realizado na Colômbia no último dia 2 de outubro, a respeito dos Acordos de Paz estabelecidos entre o Estado e as FARCs, o que talvez tenha contribuído para a vitória do Não, isto é, a manutenção do impasse histórico entre governo e guerrilha. Enviada ao país especialmente para cobrir a consulta, a jornalista Agnese Marra concedeu entrevista que o Correio da Cidadania e levantou algumas razões do resultado.

 


 

POLÍTICA

 

A tentativa de produção de trabalhadores submissos: o ataque do STF ao direito de greve

Por Paulo Spina

 

A partir do entendimento da maioria dos ministros do STF, o trabalhador público em greve deverá ter descontos nos salários referentes aos dias parados. O irônico Gilmar Mendes ainda utilizou a caquética declaração de Lula – em 2007 – de que greve dos servidores sem corte dos dias parado é férias. Este ataque orquestrado pela junta monetária que governa o Brasil tem dois alvos. O mais aparente e superficial é acabar com as greves nos setores públicos.

 


 

A política de despolitização da política

Por Frei Betto

 

O Lobo Mau se disfarça de Chapeuzinho Vermelho, e as vovozinhas ingênuas aplaudem os gestores que prometem governar a cidade como administram suas empresas.

 

 


 

Pensando a longo prazo – Ainda o patrimonialismo

Por Wladimir Pomar

 

O centro do ataque de A Tolice... contra a Inteligência Brasileira consiste em demonstrar que no Brasil não ocorreu qualquer tipo de “patrimonialismo”, uma das condições que teriam levado a Europa Ocidental e os Estados Unidos a ingressarem no capitalismo.

 


 

A presunção de inocência nos dias atuais

Por Claudionor Mendonça dos Santos

 

Faz-se letra morta o preceito da presunção de inocência, verificando-se de forma absurda a decretação da prisão como forma de forçar confissões e delações, a fim de criar um clima de terror, situações intoleráveis num autêntico Estado Democrático de Direito, caracterizando-se, como observado por Carrara, uma “tortura mascarada”. Da mesma forma, o entendimento de que condenações, em instância superior, determinam a imediata prisão cautelar cria, ao arrepio da Constituição, outra forma de custódia cautelar.

 


 

Cunha (e outros) na prisão

Por Frei Betto

 

Há aqueles que, temendo ser presos e conscientes de que têm culpa no cartório, usam seu poder político para fazer aprovar, a toque de caixa, a lei contra o abuso de autoridade, versão hodierna da Lei Fleury aprovada pela ditadura.

 


 

SOCIAL

 

Solidariedade e apoio aos trabalhadores da Saúde de Goiás em greve

Por Frei Marcos Sassatelli

 

Nos hospitais públicos, há também pacientes que ficam dias sem tomar banho por falta de roupas e lençóis limpos. Em três anos, Goiás perdeu mais de mil leitos do SUS.

 


 

PEC 241: esmaga os trabalhadores nos trilhos da locomotiva do neoliberalismo

Por Frei Marcos Sassatelli

 

A verdade é uma só: a PEC 241 - que congela por 20 anos os gastos públicos com a saúde, a educação (que já são uma calamidade) e outras áreas sociais - esmaga os trabalhadores(as) nos trilhos da locomotiva do neoliberalismo.

 


 

INTERNACIONAL

 

Venezuela conflagrada: a maldição extrativista

Por Edgardo Lander

 

Mudanças sociais e políticas do chavismo são inegáveis. Mas o processo esgotou-se por manter-se dependente do petróleo e não superar o “estadocentrismo”. A economia foi se fazendo sistematicamente mais dependente dos recursos petroleiros. Priorizou-se durante esses anos a política assistencialista, ao invés da transformação do modelo econômico. Reduziu-se a pobreza de rendimentos, sem alterar as condições estruturais da exclusão.

 


 

A perda das Filipinas ameaça estratégia dos EUA contra China

Por Luiz Eça

 

A condenação de política antidrogas das Filipinas é apenas um exemplo das interferências norte-americanas nos governos dos países de sua órbita de influência. Não é o que a China tem feito. Prefere atrair países estrangeiros através de investimentos, empréstimos favoráveis e acordos comerciais. Uma das justificações de Duterte é evitar uma guerra contra a China, que a política do “giro para a Ásia” poderia causar.

 


 

A Batalha de Gênova (6): a síndrome de Gênova

Por Gregório Maestri

 

O Correio republica uma série análises de Gregório Maestri sobre a violenta repressão da polícia italiana aos protestos antiglobalização em Gênova (Itália), no encontro do G-8 realizado na cidade há 15 anos – entre 19 e 22 de julho de 2001.

 


 

O extrativismo como projeto de sociedade

Por Raúl Zibechi

 

A cultura extrativista é o resultado da mutação gerada pelo neoliberalismo, montado no capital financeiro. O trabalho não tem o menor valor positivo; este lugar é ocupado agora pela pilhagem e suas faces auxiliares, o consumismo e a ostentação.

 


 

México: o tremor político da candidatura feminina indígena do EZLN

Por Manuel Aguillar Mora, da Cidade do México

 

Os sexênios presidenciais priistas e panistas sempre se apresentavam exaustos ao seu quinto ano. Não o de Peña Nieto, que praticamente terminou na noite de Iguala, em 26 de setembro de 2014, sem sequer haver completado seu segundo aniversário. 2017 e 2018, politicamente, vão estar centrados nos preparativos e na realização da luta pela sucessão presidencial, e de fato a decisão do EZLN e seus aliados indígenas vem a acelerar o cenário não só do fim do governo, mas do fim de um regime.

 


 

Netanyhau teme última mudança de Obama

Por Luiz Eça

 

É tão cínico que nem qualifica tais políticas anti-Israel como injustas já que, para Netanyahu, os EUA têm de apoiar os israelenses sempre, não importa se com razão ou sem ela. Esse manifesto reflete a preocupação entre os estadistas israelenses quanto a rumores de que Obama desejaria acabar seu mandato de modo glorioso, vibrando um golpe demolidor nos assentamentos ou até propondo medidas para resolver a crise na região, incluindo prazo para que a ocupação militar israelense terminasse.

 


 

RESENHA

 

Afinidades revolucionárias

Por Michael Löwy e Olivier Besancenot

 

Nossas estrelas vermelhas e negras – por uma solidariedade entre marxistas e libertários

 


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“É saudável que os índices de participação nas eleições tenham caído; estranho seria o contrário”

Por Gabriel Brito, da Redação

 

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Passados dois meses da confirmação do impeachment de Dilma, as eleições municipais parecem ter referendado as previsões de diversos analistas: uma forte ressaca sobre o Partido dos Trabalhadores, avanço de partidos da direita tradicional quase por inércia, um pequeno crescimento da esquerda anticapitalista e, por fim, forte taxa de votos nulos, brancos e abstenções. “O ponto é ver quais respostas serão oferecidas pra essa crise de representação e descaracterização da política”.

 


 

POLÍTICA

 

Por que Dória ganhou? Por que ganhou desse jeito?

Por Fabio Luis dos Santos

 

A eleição de Dória é sintoma preocupante da simpatia popular por medidas duras e práticas repressivas para lidar com a crise. Sem dúvida, o desinteresse do PT em canalizar construtivamente a expectativa de mudança, expressa pela última vez em junho de 2013, alimentou esta inversão da maré.

 


 

De onde veio essa abstenção toda?

Por Carlos Machado, Danusa Marques e Luis Augusto Campos

 

Enquanto os grupos políticos mais à direita têm conseguido coordenar de forma cada vez mais fácil a votação entre eles, o eleitorado que anteriormente tinha sido mobilizado por partidos à esquerda tem optado por deixar de participar eleitoralmente. Em termos simples, esses dados indicam que a direita e o centro não têm ganhado eleitorado: é a esquerda que tem perdido votos para o alheamento eleitoral. O crescimento da direita tem sido percentual, mas não absoluto, porque o alheamento não entra no cálculo dos votos válidos.

 


 

O grande vencedor da eleição paulistana: ninguém

Por Celso Lungaretti

 

A aposta do PT era diminuir a pobreza, destinando aos “coitadezas” algumas migalhinhas dos banquetes dos ricaços. Não funciona mais. Daí o partido ter perdido até as calças no cassino eleitoral de domingo.

 


 

Pensando a longo prazo – Realidade e ideologia

Por Wladimir Pomar

 

Já vimos que “nossa” indústria está muito menos desenvolvida do que a dos capitalismos avançados. Além disso, a maior parte da indústria presente no terBrasil é propriedade de corporações estrangeiras. O mesmo acontece com grande parte do comércio e dos serviços.

 


 

Freixo: um oásis da esquerda no deserto da representação que a direita explora?

Por Marcelo Castañeda

 

Muitos grupos anarquistas divulgam os dados como uma vitória do slogan “não vote, lute”; outros, em especial a esquerda partidária, particularmente os petistas que foram de forma destacada os grandes derrotados nacionalmente, apontam despolitização e fascismo. Também se poderia sinalizar isso como sintoma da crise da representação que tanto apontamos. Mas será que faz sentido?

 


 

A extinção massiva dos rios brasileiros - 4 de outubro, dia de São Francisco

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

 

A curva de decadência de nossos rios coincide exatamente com a expansão das monoculturas, seja de grãos, de gado, ou outra qualquer. É só comparar os gráficos a partir da década de 1970.

 


 

Eleições municipais: direita se fortalece, PT sofre derrota pesada e PSOL busca alternativa

Por Luis Leiria

 

PSDB ganha prefeitura de São Paulo, que era do PT, com candidato milionário que diz não ser político. PSOL disputa no 2º turno prefeituras do Rio de Janeiro e de Belém. O PMDB de Michel Temer deverá continuar a ser o partido com o maior número de prefeituras. No total, 54 cidades vão ao segundo turno no próximo dia 30 (só há 2º turno em cidades com mais de 200 mil eleitores), das quais 18 são capitais de estado.

 


 

SOCIAL

 

O que está por trás do impeachment

Por Frei Marcos Sassatelli

 

Como Ruy Braga afirma categoricamente, “o impeachment foi um golpe (político parlamentar) contra os direitos dos trabalhadores”.

 


 

ECONOMIA

 

Temer, fator de insegurança jurídica

Por Paulo Metri

 

Hoje, a Statoil e o seu proprietário, o governo norueguês, sabem que são cúmplices e beneficiários do roubo de Carcará. Adquirir cada barril de petróleo pelo preço de uma garrafa de água mineral se caracteriza como compra de produto roubado e, no caso, dos brasileiros. Não venham alegar, depois, que o contrato assinado pela Petrobras com a Statoil, e com a anuência da ANP, é um contrato juridicamente perfeito.

 


 

INTERNACIONAL

 

Medo e incertezas na Colômbia: “Para o Estado já estamos mortos”

Por Agnese Marra


Depois de três décadas de violência das FARC, massacres dos paramilitares e estigmatização do Exército, em Ituango o “Sim” ganhou a maioria. Atônitos com o resultado do plebiscito que dá marcha ré nos acordos de paz entre a guerrilha e o Governo, neste município as pessoas voltam a ter medo, a se fecharem em casa e se perguntarem o que os espera.

 


 

Sauditas mudando lei dos EUA

Por Luiz Eça

 

Caso ímpar na história dos EUA: um país estrangeiro forçando direta e indiretamente a alteração de uma lei congressual que o prejudica. E o que é mais grave: contra cidadãos dos EUA, em particular, e a vontade majoritária do seu povo. Parece que, mais uma vez, os interesses imperiais dos EUA vão ficar acima dos direitos humanos.

 


 

Turquia: “paquistanização” e o golpe de julho de 2016 (2)

Por Ramez Philippe Maalouf

 

É pouco provável que os EUA aceitem passivamente a “rebelião” da Turquia, onde se localizam inúmeras bases militares com arsenais nucleares da OTAN. É menos provável ainda que se contentem em assistir passivamente os turcos comprometerem sua política de derrubar o governo do partido Ba’ath na Síria.  A ditadura que Erdogan está implantando de facto no país, aproveitando-se do repúdio ao golpe, pode, no entanto, ter um efeito bumerangue e servir aos intentos ianques de desestabilização da própria Turquia.

 


 

Trump não disse só bobagens

Por Luiz Eça

 

TVs, jornais, revistas e rádios já reportaram e analisaram à vontade a argumentação sólida e a firmeza da candidata democrata em contraste com os constantes tropeços do bilionário The Donald. Apesar da maioria das intervenções desastrosas do republicano, houve momentos em que ele defendeu posições sérias, para progressista nenhum botar defeito.

 


 

Lula e Obama: enfeixar a pauta e superá-la

Por Virgílio Arraes

 

A justificativa utilizada para não acolher no primeiro círculo da chancelaria o enviado estadunidense esboroou-se quando se efetivou seu recebimento pelo titular da defesa, Nélson Jobim. O propósito da visita foi reforçar o apoio junto ao Brasil da aquisição de jatos por empresa norte-americana.

 


 

 

 

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Brasil não vai dar certo apostando somente em mecanismos penais. Precisamos de reflexão fiscal, tributária e política

Por Gabriel Brito, da Redação

 

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Ao tentar aprovar um pacote de medidas anticorrupção que causou polêmica em todos os espectros ideológicos, o governo se deparou com uma forte manifestação na Esplanada, capitaneada por grupos à esquerda. Já no domingo, uma manifestação convocada pelos protagonistas dos atos pelo Fora Dilma traz novos capítulos à crise generalizada. “Só quatro partidos votaram a favor da abertura de voto para a anistia ao caixa 2. Os outros não disseram a que vieram”.

 


 

O dia em que o futebol morreu

Por Gabriel Brito, da Redação

 

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Vazio impreenchível, não há reparação, material ou imaterial. O ingrato destino colocou a Chape ao lado de outros gigantes e na finita eternidade do futebol pelo mais nefasto dos motivos. Foi o pior dia dos 120 anos de história do futebol brasileiro e nunca mais seremos os mesmos.

 


 

Força, Chape!

Por Raphael Sanz, da Redação

 

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Em seu primeiro ano de Série B, surpreendeu a todos, e como o bicho papão que é, papou o vice-campeonato, elevando-se à Série A do Brasileirão de 2014. E a partir daí, todos sabemos o que veio pela frente. Boas campanhas na Série A, eliminação na Copa Sul-Americana para o River Plate em 2015 e, em 2016, finamente um clube catarinense chega a uma final internacional. A defesa de Danilo no último lance do empate contra o San Lorenzo é para a posteridade. Eis que, então, acontece o que aconteceu.

 


 

POLÍTICA

 

A importância da força das ruas no domingo

Por Marcelo Castañeda

 

Os grupos tidos pelos mais puristas esquerdistas como “direita” prometem lotar as ruas das capitais brasileiras exercendo uma pressão que pode ser fatal para o governo que se estabeleceu a partir do impeachment da ex-presidente Dilma. E pelo visto vão colher os louros disso como mobilizadores da sociedade brasileira.Quero destacar que existem algumas diferenças entre o Movimento Brasil Livre (MBL) e o “Vem pra Rua”. Esses dois grupos parecem estar num dissenso.

 


 

Fidel, o Robespierre que venceu

Por Milton Temer

 

Só um episódio, por suas características e desdobramentos, pode ser apresentado como algo comparável ao que veio na sequência da Queda da Bastilha. Esse episódio é a Revolução Cubana. Porque, tanto lá como cá, na avaliação dos dois processos, a utilização falaciosa dos conceitos de liberdade e ditadura, e da denúncia criminosa das lideranças mais marcantes, se sobrepõe de forma acintosa às conquistas sociais.

 


 

Meu amigo Fidel

Por Frei Betto

 

Com Fidel, desaparece o último grande líder político do século 20, o único que logrou sobreviver mais de 50 anos à própria obra: a Revolução Cubana. Graças a ela, a pequena ilha deixou de ser o prostíbulo do Caribe para se tornar uma nação respeitada, soberana e solidária.

 


 

Pensando a longo prazo – economicismo e feudalismo

Por Wladimir Pomar

 

Não se pode aceitar que a colonização do Brasil foi realizada no “horizonte de expansão do capitalismo”, bem antes que o capitalismo houvesse surgido como modo de produção, circulação e distribuição. Mesmo porque isso impede que se examine a singularidade das relações de produção após a libertação dos escravos.

 


 

1989: quatro lições de guerra-paz no continente

Por Roberto Traspadini

 

A ofensiva capitalista sobre os Estados latino-americanos que realizaram políticas consideradas mais “brandas” ao longo do século 21 exige que elucidemos o conteúdo por trás da forma conservadora. Demarcaremos 1989 como um ano central de compreensão sobre a ofensiva do capital financeiro no mundo e na América Latina, com incidência marcante sobre o socialismo cubano.

 

 


 

INTERNACIONAL

 

Por que Cuba ainda incomoda tanto?

Por Renato Nucci Jr.

 

Acusam Cuba de viver em constante racionamento de energia. Mas se esquecem de como no Brasil democrático e capitalista sofremos recentemente com apagões de energia e até a água secou das torneiras, em um país que tem a maior reserva hídrica do mundo, por inépcia dos governos em contornar o problema. Acusam injustamente Cuba de ser um país pobre. Mas se esquecem de como cerca de 50 milhões de brasileiros só não vivem na miséria extrema e na fome porque contam com ajuda governamental.

 


 

A aproximação Trump-Putin e a paz

Por Luiz Eça

 

Se lembrarmos que o déficit nacional dos EUA corresponde a 104.17 % do seu PIB, ou $19,2 trilhões de dólares, dá para avaliar o quanto a paz nas guerras regionais é necessária para o Tesouro ter bala para financiar os planos de Trump. E paz sem Rússia não passará de uma miragem.

 


 

VÍDEOS

 

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós

 


 

RESENHA

 

A difícil democracia

Por Frei Betto

 

A difícil democracia – reinventar as esquerdas, de Boaventura de Sousa Santos.

 


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“Hillary errou ao trocar os votos e ideias de Bernie Sanders pelo eleitor conservador”

Por Gabriel Brito, da Redação

 

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A vitória de Donald Trump sobre Hillary Clinton, contra todos os prognósticos, pode ser considerada a coroação de eventos recentes que marcam uma guinada conservadora nas chamadas democracias ocidentais. Seguida de grande lamentação pela maioria da opinião pública, midiática e intelectual, a vitória do magnata, com suas bandeiras de “volta aos velhos e bons tempos”, e a volta do Partido Republicano ao poder (mesmo sem apoio unanime da própria agremiação) são tema da entrevista que o Correio publica com Virgilio Arraes, especialista em relações internacionais e professor da UnB.

 


 

“Redução de direitos trabalhistas não gerou crescimento econômico em nenhum país”

Por Raphael Sanz, da Redação

 

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Na quarta-feira, 9, o STJ encerrou a sessão ordinária sem encaminhar a votação do projeto que regulariza contratos em regime de terceirização, prevista na pauta que será reagendada. Organizações sindicais protestaram o dia todo na Praça dos Três Poderes contra o projeto, em discussão no Senado e já aprovado na Câmara dos Deputados. Faz parte de um pacote de medidas do governo que busca promover mudanças orçamentárias e no campo econômico – e que ainda conta com a proposta de reforma trabalhista. O Correio da Cidadania conversou com Sérgio Batalha, advogado trabalhista, para entender melhor as razões e desdobramentos destas propostas.

 


 

“A Igreja Universal tem 30 anos de trabalho de base”

Por Gabriel Brito, da Redação

 

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Em meio à crise profunda dos setores que ajudaram a eleger Dilma Rousseff, cujo partido ficou com apenas uma prefeitura nas cidades onde se realiza segundo turno (200 mil eleitores ou mais), publica-se uma miríade de análises para buscar explicação ao fenômeno. Algumas delas, ao lado de manifestações individuais nas redes sociais, causaram polêmica e espanto ao teorizarem uma “culpa da periferia” pela suposta vitória ideológica da direita.

 


 

POLÍTICA

 

Trump, caixa de surpresas

Por Frei Betto

 

A esperança de seus eleitores é que ele aplique mais recursos no combate ao desemprego, nos serviços de saúde e reaqueça a economia interna. Pode ser que, num gesto de lucidez,  reduza o orçamento militar. Hoje, a classe média estadunidense tem renda muito inferior à da década de 1980.

 


 

Um panorama de nuvens para a esquerda brasileira

Por Marcelo Castañeda

 

A esperança está sempre acesa, mas as nuvens estão deixando o terreno difícil de encontrar uma saída, que não deve ser pela esquerda, mas pela moderação que consiga conciliar interesses pelo menos no cenário configurado pela institucionalidade.

 


 

Trump será o Lula da direita: rugidos na campanha, miados no poder

Por Celso Lungaretti

 

O Brasil não se tornou comunista sob Lula, a Itália não voltou ao fascismo sob Berlusconi e é quase impossível os Estados Unidos serem piores sob Trump do que foram durante a guerra ao terror de Bush. Nos três casos os negócios continuaram sendo tocados conforme a lógica do neoliberalismo.

 


 

Trump é o muro, Francisco é a ponte

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

 

Se Hillary tem ligação com a indústria das armas, se ajudou montar o golpe no Brasil, agora pouco interessa. Com a eleição de Trump a humanidade revela sua face mais alucinante.

 


 

Capital e singularidade do Brasil

Por Wladimir Pomar

 

Apesar de tudo que já existe sobre o desenvolvimento capitalista no Brasil, o livro A Tolice da Inteligência Brasileira considera que o “núcleo da concepção do Brasil como uma sociedade moderna” permaneceria “não discutido”.

 


 

O esgotamento da esquerda institucional: "é preciso reconhecer a derrota sem se sentir derrotado"

Por Patrícia Facchin, do IHU Online

 

O resultado das eleições municipais expressa “um sinal de esgotamento da esquerda institucional”, diz Marcelo Castañeda em entrevista à IHU On-Line. Isso significa que “a esquerda precisa se reinventar de forma urgente se quiser se fazer competitiva e atraente” daqui para frente, porque o “PT de hoje seria menos do que PP, PR, PSD, entre outros que compõem o Centrão. Um triste fim anunciado”, avalia.

 


 

O presidente do mundo

Por Frei Betto

 

Em 2014, a Suprema Corte dos EUA liberou o financiamento eleitoral por empresas e bancos. Até 19 de outubro, a campanha de Hillary arrecadou US$ 360 milhões e, a de Trump, US$ 147 milhões, dos quais US$ 10 milhões do próprio bolso.

 


 

SOCIAL

 

MST, patrulhamento ideológico e criminalização secundária

Por Plínio Gentil

 

O intérprete, assim imerso na ideologia, costuma policiar, ou patrulhar, quem vê as coisas de modo diferente. E também patrulha os que, por não se saírem bem na distribuição proporcionada pelo arranjo social, contestam “a ordem” e, organizados, se põem em movimento para obter o que entendem lhes ser devido. Ora, se ele patrulha e tem à mão uma lei para interpretar, é natural que vá entender que a norma penal deve ser aplicada ao contestador, assim tornado delinquente, criminoso, malfeitor.

 


 

Um grande delegado de polícia

Por Antônio Visconti

 

Expedito Marques Pereira foi estudioso das questões jurídicas, com invulgar capacidade de trabalho e gosto por conduzir investigações complexas. Desmantelou numerosas quadrilhas de estelionatários de grande tomo, dentre os quais se destacavam os “grileiros” de terras.

 


 

O governo Temer e seu congelamento de gastos: o fim do direito à saúde?

Por Paulo Spina e Francisco Mogadouro da Cunha

 

Como o regime que a PEC pretende implantar não atinge somente a Saúde, é de se esperar que a asfixia financeira afete também as demais políticas públicas, já tão precárias: menos educação, menos assistência social, menos previdência, menos habitação, menos transporte, menos fiscalização do trabalho escravo, menos reforma agrária… Em síntese: teremos uma sociedade ainda mais produtora de adoecimento e de sofrimento, principalmente para os setores mais pobres da classe trabalhadora – e um SUS cada vez menor para dar resposta a essa demanda.

 


 

INTERNACIONAL

 

O sonho Otomano e a contrarrevolução na Turquia

Por Juliana Sassi, especial para o Correio da Cidadania

 

Decretado Estado de Emergência, o governo passou a tratar toda e qualquer voz dissonante como inimiga do povo. Tal dicotomia acarretou - nos últimos quatro meses - em mais de 100 mil professores e funcionários públicos demitidos, mais de 200 meios de comunicação fechados e 37 mil prisões. Erdogan governa desde acima da lei, responsável direto por escolher os reitores das universidades, por exemplo. Na última semana, o governo cortou a internet no sudeste da Turquia e "restringiu" serviços como WhatsApp, Twitter e redes privadas.

 


 

Paraguai: a terra dos delinquentes ambientais

Por Raúl Zibechi

 

O Paraguai ocupa o sexto lugar no ranking mundial de países produtores de soja transgênica, à frente do Canadá, e atrás de China, Índia, Argentina, Brasil e Estados Unidos. Os 9 milhões de toneladas de soja são colhidas de 3,5 milhões de hectares que foram roubados (literalmente) de camponeses, indígenas e de um Estado aliado dos sojeiros.

 


 

Nicarágua: mais 5 anos

Por Gisele Brito

 

Com ampla participação popular (68,2%, superior às eleições anteriores) e a totalidade das urnas apuradas, confirma-se a reeleição do atual presidente Daniel Ortega. O partido da situação também obteve ampla maioria parlamentar.

 


 

Dos tímidos aos pessimistas, como votou a América

Por Bárbara Reis

 

Não há uma explicação, há muitas. Não uma pista, mas dezenas. Capaz de nos surpreender como poucos países, da eleição de Donald Trump emergiu a América que não conhecemos, ou não queremos reconhecer que existe. Não foi só uma questão de rendimentos (que foi decisiva), nem de educação (fundamental) ou de raça (que ajudou). Padrões eleitorais com mais de 30 anos foram virados do avesso. Não foi só a vitória dos angry white men. Não foi só o medo dos imigrantes.

 


 

Nas eleições dos Estados Unidos, qualquer escolha é ruim

Por Luiz Eça

 

As divergências entre os dois candidatos ficam mais agudas quando se trata de política internacional. Aparentemente, com Trump, a política externa seria menos intervencionista, haveria menores chances de guerra com a Rússia. Enquanto que Hillary trataria as questões das minorias e as questões sociais de forma mais humana, além de ter um plano econômico confiável. Já a opinião pública internacional vê Trump como um vilão tão completo, uma ameaça tão grande, que Hillary passou a ser considerada uma excelente opção.

 


 

CULTURA E ESPORTE

 

A volta da empatia

Por Gabriel Brito, da Redação

 

É certo que as dores recentes e a perda da identidade cultural com a seleção continuam na ordem do dia, mas para aqueles que já vinham considerando uma inédita exclusão da Copa do Mundo uma “necessidade histórica”, além de merecida por toda uma corja que tomou – e continua a tomar – nosso futebol de assalto, esta breve obra de Tite já merece registro.

 


 

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“Fizeram da ocupação democrática do Estado um negócio privado que legitima a volta do neoliberalismo como solução”

Por Gabriel Brito e Raphael Sanz, da Redação

 

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As manifestações pelo Fora Temer começaram vigorosas, mas rapidamente conhecem seu refluxo, o que deve exigir alguma análise para além daquelas que reconfortam círculos tradicionais de militância. De acordo com o cientista político Giuseppe Cocco, entrevistado pelo Correio da Cidadania, trata-se do corolário da “armadilha”  que a esquerda se tornou, caudatária das falsas narrativas, inclusive do “golpe”, do PT, um partido que, em sua visão, atualmente se dedica a desconstruir e desacreditar todas as pautas de resistência fora de sua égide, ao passo que fez de tudo pra inflar a chamada “nova direita” e atraí-la para a rua.

 


 

 

Argentina: após quebra e fuga de patrões, jornalistas ocupam meios de comunicação

Por Raphael Sanz, da Redação

 

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Há na Argentina um conglomerado midiático que deve anos de encargos sociais, impostos e dívidas trabalhistas, além de dever a bancos e investidores. Tal grupo, prevendo corte de verbas de publicidade oficial com a mudança de governo, literalmente abandonou as atividades desde janeiro. Logo, os trabalhadores tomaram a empresa e empreendem por si próprios a gestão, com direito a amplo destaque à sua luta particular e às lutas sociais em geral. É sobre esse contexto que entrevistamos o jornalista argentino Lucas Laviana, da Rádio América, veículo protagonista da história.

 


 

POLÍTICA

 

A crise do Brasil capitalista é maior do que a “guinada à direita”

Por Osvaldo Coggiola

 

O caminho para a saída capitalista da crise está pavimentado pelo monstruoso crescimento do desemprego e a configuração de um monumental exército industrial (ou de serviços) de reserva. Aos 11,6 milhões de desempregados calculados no período de abril a junho passado somaram-se agora, com novas informações, 4,8 milhões de subocupados por insuficiência de horas de trabalho. Chega-se com isso a uma taxa combinada de 16% da PEA, correspondente a 16,4 milhões de pessoas desempregadas e subempregadas, em níveis cada vez piores.

 


 

Quem tem medo de Eduardo Cunha?

Por Frei Betto

 

Ninguém ignora que Eduardo Cunha sabe muito. Como o mágico do teatro de bonecos, ele trazia em mãos os fios que manipulavam os movimentos de inúmeros aliados. Preso o mágico – até porque o feitiço se virou contra o feiticeiro -, os fios estão soltos e, os bonecos, enlouquecidos.

 


 

Pensando a longo prazo – colônia e patrimonialismo

Por Wladimir Pomar

 

O argumento de Jessé Souza contra a “análise patrimonialista”, aplicada “ao Brasil contemporâneo”, tem por base a suposição de que tal “patrimonialismo, ou a existência de um estado forte” não teria se contraposto “ao desenvolvimento norte-americano”.

 


 

Golpe consumado, terra arrasada

Por Frei Betto

 

No almoço com os ruralistas, o presidente usurpador defendeu a “compatibilização” entre o agronegócio e o licenciamento ambiental. Quem o leitor acha que sai vencedor: o motosserra ou a vegetação?

 


 

Alguns diagnósticos da PEC 241

Por Pablo Ortellado

 

Gostaria de enfatizar que embora envolvida em questões técnicas, essa é uma questão inteiramente política. Se temos mesmo um desajuste fiscal, temos que fazer um debate público sobre como resolvê-lo: se aumentamos a arrecadação sobre quem não paga imposto ou se cortamos gastos e onde cortamos os gastos. O governo Temer faz dois movimentos antidemocráticos.

 


 

A PEC 241 e o Estado

Por Fernando Silva

 

Nossa hipótese é que o momento do capital na sua forma financeira, portanto, no auge do que se identificou como parasitismo, assume hoje uma função de equilíbrio da acumulação de capitais operada pelo Estado, sem o qual o processo de valorização se interrompe de forma catastrófica. Mesmo a produção direta de valor, esfera da qual em última instancia vem toda a produção real de novo valor, acaba ficando dependente da boa saúde do momento financeiro.

 


 

SOCIAL

 

Campanha Internacional: liberdade aos presos da Reforma Agrária

Por Frei Marcos Sassatelli

 

Que a Campanha Internacional do Comitê Goiano de Direitos Humanos Dom Tomás Balduíno suscite uma grande rede mundial de solidariedade aos trabalhadores presos injustamente e de condenação à política ditatorial do estado de Goiás e do Brasil!

 


 

Sobre a hierarquia entre humanos

Por Melina Pecora

 

Aqui se fala em hierarquia funcional, devendo ser altamente balizada, a fim de não gerar a "hierarquia entre humanos". Esta última é inadmissível em qualquer grau.

 


 

INTERNACIONAL

 

Iêmen: a posição norte-americana ficou difícil

Por Luiz Eça

 

Enquanto campanhas de bombardeios são invariavelmente descritas na mídia do Ocidente como “dirigidas por sauditas”, os EUA e o Reino Unido são ambos participantes centrais e indispensáveis. Diz a Reuters, em 10 de outubro, que há meses alguns oficiais advertiram Obama de que o apoio aos bombardeios da Arábia Saudita poderia caracterizar os EUA como “cobeligerante” na guerra, conforme a lei internacional.

 


 

MEIO AMBIENTE

 

Pagamentos por Serviços Ambientais e espiritualidade amazônica

Por Michael F. Schmidlehner

 

As comunidades indígenas e locais no Acre estão profundamente divididas e grande parte rejeita a forma impositiva como o governo estadual promove projetos ditos sustentáveis.

 


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Luiza Erundina: “teremos um período de instabilidade seguida de ressignificação da política”

Por Gabriel Brito e Raphael Sanz, da Redação

 

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As eleições municipais se aproximam em meio a um “refluxo” político e social, desgastadas pela crescente deslegitimação da classe política. Ao lado disso, as campanhas parecem ter tido seu tempo acelerado em meio a um cenário nacional intenso e traumático, que levou ao impeachment do segundo presidente eleito por voto direto desde a redemocratização do país. Para uma reflexão sobre esse momento, da crise generalizada às eleições municipais, conversamos com Luiza Erundina, candidata a prefeita de São Paulo pelo PSOL, cargo que ocupou de 1989 a 1992.

 


 

 

POLÍTICA

 

Para além de esquerda e direita: a crise da representação se torna aguda

Por Marcelo Castañeda

 

Não há qualquer alternativa no horizonte nacional em termos de novas lideranças, que dirá na escala estadual. O desinteresse pela política produzido pela crise da representação, e acentuado pelo achatamento das eleições municipais sob perspectivas de pouca ou nenhuma mudança das configurações locais (que se projetam nacionalmente), mostra que a inovação e a renovação serão de baixa intensidade agora – e mais ainda em 2018.

 


 

Aproveitar a chance

Por Ronald Barata

 

Devemos sempre procurar mudar essa situação. Há vários candidatos decentes, coerentes, honestos e bons políticos, em vários partidos.

 


 

Sobre a anulação do julgamento dos PMs do Carandiru

Por Aline Passos

 

A redução do político ao jurídico como se este último não fosse, necessariamente, político, mais uma vez, opera contra todos nós. Assim, é preciso debater o Massacre do Carandiru como política de Estado, e não segundo uma ontologia criminal. Afinal, ao fazermos a opção pela última, perderemos sempre, como perdemos em mais essa ocasião.

 


 

Reforma da Previdência e uma legião de walking deads

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

 

Daqui alguns anos, uma legião estará na Avenida Paulista, em frente ao prédio da FIESP, pedindo emprego ao Paulo Skaf. Lá estará o pessoal com Alzheimer, Parkinson...

 


 

As Teses de Abril e o Brasil atual

Por Antônio Julio Menezes Neto

 

A defesa de posições avançadas de enfrentamento com as classes burguesas não aparecem no contexto e as massas continuam apáticas e tentando “ganhar a vida”.

 


 

Nós erramos

Por Frei Betto

 

Fomos contaminados pela direita. Aceitamos a adulação de seus empresários; usufruímos de suas mordomias; fizemos do poder um trampolim para a ascensão social.

 


 

Pensando a longo prazo – Capital em crise, aporias marxistas

Por Wladimir Pomar

 

Se prestarmos atenção às discussões que continuam dividindo e embolando tanto os “marxistas” quanto “weberianos”, “keynesianos”, “shumpeterianos”, podemos sugerir que ainda há um vasto caminho a percorrer.

 


 

BRASIL NAS RUAS

 

Alunos que sofreram interferência da PM protestam contra mudanças no ensino

Por Caroline Oliveira

 

Para estudantes, medida provisória do Ensino Médio é golpe na educação do Brasil. Se implementada, haverá uma onda de retrocessos.

 


 

SOCIAL

 

As eleições na construção do projeto popular

Por Frei Marcos Sassatelli

 

Eleitor e eleitora, qual o projeto que você escolhe e quer para o Brasil? Quais os partidos políticos (mesmo pequenos) que hoje (e não no passado) apoiam e lutam pelo projeto popular?

 


 

ECONOMIA

 

Deputado ruralista prevê até 100 mil hectares de terras para cada estrangeiro

Por Alceu Castilho

 

Em entrevista ao InfoMoney, Newton Cardoso Jr (PMDB-MG), cujo pai tem empresas de celulose, fala em aprovação do projeto em 2016, como “presente de Natal para setores agrícola e florestal”.

 


 

Carta, à sociedade brasileira sobre a estratégia da Petrobrás

Por Felipe Coutinho

 

A Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) reitera que existem alternativas ao plano de privatização que está sendo realizado e que pode alienar cerca de um terço do patrimônio da estatal. Nenhum país se desenvolveu exportando petróleo por multinacionais. Nenhum país, continental e populoso como o Brasil, se desenvolveu exportando petróleo cru ou matérias primas sem valor agregado, mesmo que através de companhias nacionais, estatais ou públicas.

 


 

Entrevista com um coxinha

Por Paulo Metri

 

Um jovem recém-eleito com seu grupo para o Diretório Acadêmico de uma escola de Engenharia ficou encarregado da área de comunicação. Uma de suas primeiras atividades foi fazer uma entrevista com determinado professor para o jornal do Diretório.

 


 

INTERNACIONAL

 

 

Comissão parlamentar inglesa quer suspender vendas de armas aos sauditas

Por Luiz Eça

 

Boris Johnson, o secretário do Exterior do Reino Unido, baseou-se no inquérito saudita para declarar que dava nota 10 em comportamento para a aviação saudita. Mas os deputados ingleses preferiram dar ouvidos ao relatório da ONU e a denúncias cabeludas de organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch.

 


 

Guerras extrativistas na Bolívia

Por Eduardo Gudynas

 

De um lado o governo e de outro os mineiros, lutando para controlar os excedentes que provêm da exploração de recursos naturais, para assegurarem a maior fatia possível de sua rentabilidade econômica. Nem eles e nem os analistas ou meios convencionais de comunicação estão debatendo, por exemplo, se é apropriado seguir com este tipo de mineração, nem sobre seu custo social e ambiental ou seu real benefício econômico, nem ainda sobre sua inerente violência.

 


 

Turquia: “paquistanização” e o golpe de julho de 2016

Por Ramez Philippe Maalouf

 

Um Oriente Médio implodido e submisso aos EUA era e continua sendo o melhor caminho para apertar o cerco à Rússia e à China, cujas capitulações, se ocorrerem, garantirão o controle absoluto da Eurásia, assim como a hegemonia mundial. Erdogan foi membro do Partido do Bem-Estar, de tendência liberal-conservadora “islâmica”, até este ser banido por um golpe militar “suave” em 1997. Pelo visto, este foi o último golpe militar kemalista a ser autorizado pelos EUA.

 


 

 

A Batalha de Gênova (5): Escola Diaz, a repressão a frio

Por Gregório Maestri

 

O Correio republica uma série análises de Gregório Maestri sobre a violenta repressão da polícia italiana aos protestos antiglobalização em Gênova (Itália), no encontro do G-8 realizado na cidade há 15 anos – entre 19 e 22 de julho de 2001.

 


 

Abbas: independência em 2017

Por Luiz Eça

 

A comunidade internacional tem suas mãos atadas pelo veto de um país que se autointitula “excepcional” e “imprescindível”. Só que é também senhor do mais poderoso exército do mundo e da não menos poderosa economia, qualidades que pesam bem mais do que a justiça. Por tudo isso, é de se crer que, caso Abbas insista em apresentar sua causa ao Conselho de Segurança da ONU, provavelmente não conseguirá nada.

 


 

Brasil e Estados Unidos: a influência do jornalismo tradicional

Por Virgílio Arraes

 

A polêmica veio a lume em decorrência da visita do dirigente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, a Brasília. De acordo com o New York Times, o presidente Obama teria destinado a seu correspondente brasileiro, Lula, uma carta de três páginas.

 


 

México: dois anos da matança de Ayotzinapa

Por Eliana Gilet, da Cidade do México

 

Neste artigo, a autora se reuniu com integrantes do “plantão”, um tipo de acampamento levantado na Cidade do México em memória “de los 43”.

 


 

MEIO AMBIENTE

 

O triste futuro de nossas águas

Por Marcelo Pompêu

 

É possível vislumbrar que no futuro toda massa de água paulista poderá passar pelos mesmos problemas que hoje passam os rios Pinheiros e Tietê e o reservatório Guarapiranga e o braço Rio Grande (Complexo Billings), localizados na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), todos com água de péssima qualidade.

 


 

Um borbônico no Ministério de Minas e Energia

Por Heitor Scalambrini Costa

 

Aqueles que defendem que o país não precisa de energia nuclear não têm nenhum preconceito. Suas posições são determinadas pelo conhecimento dos impactos causados por tal tecnologia, diferentemente do senhor ministro, que nada sabe.

 


 

CULTURA E ESPORTE

 

Futebol-negócio surreal, valores obscenos

Por Irlan Simões

 

A verdade é que o futebol-negócio, tão falado e idealizado no apogeu do neoliberalismo, se existiu mesmo, teve uma vida muito breve. A sujeira que vez ou outra escorria pelas frestas agora nem precisa mais ser questionada.