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USAID pega em flagrante Imprimir E-mail
Escrito por Luiz Eça   
Sexta, 08 de Agosto de 2014
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A USAID - Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional - é um braço do governo estadunidense encarregado de distribuir a maior parte da ajuda externa civil, cooperando com governos de outros países nas áreas de economia, agricultura, saúde e assistência humanitária.

 

Objetivos muito dignos e até altruístas. No entanto, a agência tem sido acusada de realizar atividades encobertas de inteligência contra países pouco amigáveis.

 

Reportagem da CBS DC online, em 4 de agosto, revela investigação da Associated Press (AP) que põe a credibilidade da USAID no chão.

 

Através do programa secreto “Viajantes” (Travellers), a agência enviou a Cuba 12 jovens venezuelanos, costa-riquenhos e peruanos para estimular  “mudanças” no país.

 

Ganhando 5,41 dólares por hora, eles percorriam a ilha, aliciando cubanos insatisfeitos para torná-los ativistas políticos anti-regime.

 

Nessa operação clandestina, os elementos do “Viajantes” entravam em Cuba sob o disfarce de voluntários em programas cívicos ou de saúde pública.

 

Num desses casos, fajutaram um workshop para prevenção da AIDS, considerado em memorando da USAID a “desculpa perfeita” para os objetivos do programa.

 

Antes de se lançarem a essa perigosa aventura, os jovens foram tranquilizados pela USAID: “Embora não seja absolutamente certo, confiem em que as autoridades não os irão maltratar fisicamente, apenas os assustarão. Lembrem-se de que o governo de Havana prefere evitar reportagens negativas no exterior, portanto um estrangeiro espancado não é do interesse deles”.

 

Seja como for, a coisa não deu muito certo. As autoridades cubanas questionaram a origem do financiamento desses “idealistas”.

 

E assim mais esta iniciativa da  inteligência norte-americana revelou-se pouco esperta. Não foi o que aconteceu no Paquistão, com a CIA.

 

Mestre nesse tipo de ações, a CIA usou um programa de vacinação da população pobre para descobrir o paradeiro de Osama Bin Laden. Como se sabe, conseguiu.

 

É verdade que deu chance para o Talibã convencer o povo de que as campanhas públicas de vacinação não passavam de pura enganação americana, levando dezenas de milhares a se recusarem a serem vacinados.

 

A CIA perdeu prestígio, mas ele anda tão baixo que não vai fazer muita diferença. O importante é que Obama ganhou pontos nas pesquisas, por ter matado o inimigo numero 1 dos EUA.

 

Também é verdade que isso não afetou em nada a agressividade da Al Qaeda, que até redobrou suas ações violentas no Iêmen, Síria e África.

 

No affair das diabruras da USAID em Cuba, Obama mostrou-se mais uma vez pouco digno de confiança.

 

Em 2009, quando ele iniciou o programa Travellers, acabava de falar no seu discurso de posse sobre “um novo começo com Cuba”, depois de décadas de desconfiança.

 

Como tem acontecido outras vezes, Obama teve um discurso pacifista, contrastando com ações agressivas.

 

Em Cuba, acredita-se que ele gostaria mesmo de amenizar as coisas e até acertar as pontas com o governo de Raul Castro. Mas falou mais alto o lobby cubano-americano, com sua força no Congresso e seus preciosos votos na Flórida.

 

Não há dúvida também de que a comunidade de inteligência exerce poderosa influência sobre Obama. Esse pessoal justifica sua existência pela manutenção de um perpétuo conflito nas relações internacionais.

 

Num clima assim, preocupações com princípios e justiça passam ao largo: o certo é sempre apoiar os aliados e hostilizar os adversários, aqui considerando todos aqueles que divergem da Casa Branca.

 

Já para a USAID o prejuízo é maior. Sua imagem filantrópica sai bastante manchada de Cuba. As consequências pintam como graves.

 

As nações onde se aplica o programa internacional anti-AIDS do governo norte-americano, de 3 bilhões de dólares, podem achar que se trata de um cavalo de Tróia.

 

Existiria, não para combater a AIDS, mas para promover agitações e rebeldia contra os regimes locais. Por isso mesmo, as revelações da Associated Press sobre o programa  Travellers não estão  pegando nada bem.

 

O senador Patrick Leahy (democrata), encarregado da supervisão das ações da USAID, declarou que seria “pior do que irresponsável a USAID usar um workshop de prevenção da AIDS para promover uma agenda política”.

 

A InterAction, uma aliança de grupos de ajuda internacionais não governamentais, foi dura: “O uso de um workshop sobre AIDS para objetivos de inteligência é inaceitável. O governo dos EUA nunca deveria sacrificar a prestação de serviços básicos de saúde ou programas cívicos em favor de objetivos de inteligência”.

 

A USAID não perdeu a pose. Apesar de o programa Viajantes nada ter a ver com seus fins, a agência afirmou que mudar o regime de Cuba é, sim, uma forma de “ajudar” o povo da ilha.

 

Luiz Eça é jornalista.

Website: Olhar o Mundo.

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Última atualização em Sexta, 08 de Agosto de 2014
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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