Eleições na Argentina

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Na opinião quase unânime dos analistas políticos, Cristina Kirchner vencerá as eleições presidenciais, marcadas para o próximo dia 28 deste mês, provavelmente em primeiro turno.

 

Contudo, não se deve descartar de plano a possibilidade de um segundo turno.

 

Nas recentes eleições para governadores de províncias, os candidatos oficialistas foram derrotados em Santa Fé , Terra do Fogo, Catamarca, Rio Negro e Buenos Aires. Se esses governadores forem capazes de transferir votos, poderá haver surpresas no dia 28. Sobretudo se se atenta para o fato de que, em Cordoba - um colégio eleitoral de peso -, o candidato de Kirchner venceu por uma diferença de apenas 1% e houve muito barulho por causa de denúncias de fraude.

 

A vitória de Cristina Kirchner no primeiro turno baseia-se na hipótese de uma retumbante votação na província de Buenos Aires - o maior colégio eleitoral do país. Esta hipótese pode não ser assim tão certa, pelo menos no que diz respeito à cidade de Buenos Aires.

 

Se houver segundo turno, tudo indica que a disputa se travará entre duas mulheres: Cristina Kirchner e Elisa Carrió, embora Roberto Lavagna, candidato de Duhalde - o grande opositor dos Kirchner nas hostes peronistas - também esteja no páreo.

 

Resta uma palavra sobre a candidatura Fernando Pino Solanas, mencionada no comentário passado. Obviamente, ele não está na disputa, por falta absoluta de meios de campanha. Mas sua mensagem parece ter sido bem recebida entre eleitores peronistas, socialistas, independentes, sindicalistas da Central dos Trabalhadores Argentinos e, sobretudo, entre os eleitores jovens.

 

Se essas previsões se confirmarem, Pino Solanas poderá ter uma votação surpreendente e, com isso, ajudar a eleger alguns parlamentares socialistas, o que contribuirá bastante para a construção de uma força política de esquerda, capaz de alcançar protagonismo na política argentina.

 

 

Guillerma Gallo-Mendoza foi ministro da Agricultura da Provincia de Buenos Ayres, durante o governo Campora.

 

 

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