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‘Dizer agora que a culpa é toda da CBF seria hilariante, não fosse ofensa à inteligência’ Imprimir E-mail
Escrito por Gabriel Brito, da Redação   
Qui, 17 de Julho de 2014
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Acabou a festa da Copa do Mundo e aos poucos vamos voltando à dura realidade de cada dia. Inclusive em termos de futebol. Como algumas mentes menos hipnotizadas pelos FlaxFlus imediatistas previam, tudo funcionou muito bem neste mês de festa para estrangeiros e endinheirados, inclusive as tão encarecidas obras, bem harmonizadas com o “calendário” das empresas por elas responsáveis. Para analisar todo o processo e iniciar o debate do que vem pela frente, o Correio da Cidadania entrevistou o historiador Marcos Alvito.

 

“Está mais do que provado que os grandes eventos são contraproducentes do ponto de vista econômico. No caso do Brasil, precisamos remeter ao contexto de um governo Lula no auge da popularidade, surfando a onda de um crescimento econômico pouco sustentável porque totalmente atrelado à China. A imprensa apoiou entusiasticamente e existiram apenas algumas vozes dissidentes, que não foram ouvidas ou levadas em consideração”, resume Alvito, que em 2010 foi um dos fundadores da Associação Nacional dos Torcedores, primeira entidade voltada a defender os interesses dos frequentadores de estádios.

 

Agora, após a derrota mais humilhante dos 100 anos de seleção brasileira, está fácil todos os setores que se envolveram com a Copa proclamarem reformas e renovações na estrutura do futebol nacional. No entanto, será importante observar o andar da carruagem, pois como diz Alvito a Copa se desenhou como o “cavalo de troia da elitização do futebol”. “Agora querer dizer que a CBF é culpada de tudo, e eu não estou defendendo a CBF, chega a ser hilariante, se não fosse uma ofensa a nossa inteligência”.

 

Quanto ao aparato repressivo e as prisões políticas que têm assustado movimentos e ativistas, Alvito é incisivo. “Movimentos de professores, de rodoviários, de metalúrgicos, todos têm sido criminalizados com ampla participação de um poder judiciário que claramente se verga às pressões políticas. É um retrocesso político-jurídico de grandes proporções. E uma contradição absurda para um partido como o PT, que nasceu das greves que desafiaram a ditadura”.

 

A entrevista completa com Marcos Alvito pode ser lida a seguir.

 

Correio da Cidadania: Do ponto de vista esportivo, como analisa a Copa do Mundo realizada no Brasil e todo o seu processo preparativo?

 

Marcos Alvito: Eu parto da seguinte hipótese, a Copa da África do Sul foi um relativo fracasso. A competição não empolgou, houve baixa média de gols, a segunda menor desde 1990. Aliás, a média de gols vinha caindo desde 1994. A Copa é um produto e a FIFA via o seu produto perder a capacidade de magnetizar as audiências. Ela claramente tomou medidas para solucionar isso. Manipulou fatores como a bola, desenvolvida tecnologicamente para ser mais difícil para os goleiros, mas, igualmente controlável pelos jogadores (a jabulani, bola de 2010, era difícil para ambos), padronizou os campos em uma medida menor para dar maior velocidade aos jogos, aumentando também os episódios violentos (violência em câmera lenta é emocionante) e claramente pediu aos juízes que deixassem o jogo correr, evitando ao máximo as expulsões de jogadores e permitindo mais tempo de bola corrida.

 

Com isso, subiu a média de gols de forma impressionante e a emoção do espetáculo televisivo – o que importa para o produto. A forma como o Brasil foi apresentado como candidato único foi claramente uma escolha da FIFA, que queria um palco ideal, um país de tradição futebolística e onde o esporte é paixão nacional. Do ponto de vista do produto, deu tudo certo, afora o 7x1. O ideal mesmo seria uma final Brasil x Argentina, um jogo de alta voltagem.

 

Correio da Cidadania: Já no campo político, que avaliação você faz desse mesmo processo, especialmente nos aspectos sociais e econômicos?

 

Marcos Alvito: Hoje está mais do que provado que os grandes eventos são contraproducentes do ponto de vista econômico. A FIFA, sobretudo, adota a política seguinte: as despesas são do país sede e os lucros ficam para ela. No caso do Brasil, precisamos remeter ao contexto de um governo Lula no auge da popularidade, surfando a onda de um crescimento econômico pouco sustentável porque totalmente atrelado à China e ao papel coadjuvante do Brasil de fornecedor de matérias-primas. Mesmo assim, havia um pico de popularidade e no ápice disso o governo anuncia que o Brasil iria sediar a Copa, sete anos depois. A imprensa apoiou entusiasticamente e existiram apenas algumas vozes dissidentes, que não foram ouvidas ou levadas em consideração.

 

Correio da Cidadania: Enxergou algum uso político desta Copa, por razões como as eleições de outubro, a marca deixada pelos protestos de 2013 durante a Copa das Confederações ou outras?

 

Marcos Alvito: A Copa estava sendo usada politicamente desde 2007, como símbolo da entrada do Brasil no Primeiro Mundo, o que foi proclamado aos quatro ventos pelo então presidente Lula. Continuou com a estapafúrdia decisão de aumentar o número de sedes para 12, em um uso político com alto custo econômico, pois as arenas "elefante branco" têm uma manutenção caríssima que perdurará por décadas, se não vierem a ser demolidas em alguns anos. Teve também um custo esportivo, obrigando as seleções a viajarem mais em um país do tamanho do Brasil. Mas serviu perfeitamente às alianças políticas do partido no poder.

 

Por outro lado, a Copa acabou sendo um tiro no pé para o governo, porque a questão do mau uso do dinheiro público tornou-se um tema central do debate político e acabou ganhando as ruas em um movimento grandioso e inesperado. Claro que junho de 2013 não foi causado somente pela insatisfação com o mau uso do dinheiro público, mas deve ser entendido em um contexto de diminuição do ritmo de crescimento econômico e de falta de uma perspectiva de futuro por parte da nossa juventude. O Brasil não tem um projeto de desenvolvimento sustentável, no século 21 continuamos basicamente fornecedores de matérias-primas, totalmente dependentes das oscilações do mercado internacional.

 

De qualquer forma, esta conjunção de fatores levou pela primeira vez às ruas uma geração de jovens que todos acreditavam alienada e restrita ao mundo virtual. Foi um grande avanço para a cidadania. O que foi um gol contra para o governo e a FIFA (contestada e exposta como nunca) foi um golaço para a nossa débil cultura política.

 

Correio da Cidadania: O que achou dos protestos durante o mundial e o aparato repressivo montado para combatê-los?

 

Marcos Alvito: Houve um esvaziamento do movimento de massa e os protestos ficaram na mão de grupos organizados muito distintos. De um lado, partidos de esquerda minoritários, mas organizados e inseridos no sistema político (por mais que o critiquem), como o PSTU e o PSOL. Estes continuaram com o protesto nas ruas. De outro lado, uma miríade de organizações incipientes, anarquistas e outras, tentando galvanizar uma massa de jovens que recusam os partidos e preferem partir para a ação direta, a exemplo da famosa "tática black bloc".

 

Embora o fenômeno seja muito complexo e sem dúvida tenha que levar em conta a insatisfação com um sistema político representativo que a cada dia perde mais e mais a sua legitimidade, na prática a "tática black bloc" foi um desastre. Esvaziou as manifestações de forma muito rápida, colocou a opinião pública (habilmente incitada pela grande imprensa) contra os protestos (que passaram a ser sinônimo de bagunça e transtornos urbanos) e facilitou enormemente a repressão policial.

 

Ademais, demonstrou a falta total de respeito a princípios democráticos básicos, como a aceitação do trabalho da imprensa. Agredir repórteres, destruir carros de emissoras de televisão, tudo isso, é inaceitável. Uma coisa é tentar entender a revolta destes jovens, a outra é aceitar sua forma de manifestação.

 

Já o aparato repressivo foi absurdo, outro exemplo do mau uso do dinheiro público. Na véspera da final, um pequeno grupo de manifestantes foi totalmente cercado por policiais militares na Praça Saens Peña, onde se podia entrar (os policiais não avisavam nada), mas de onde não se pode sair. Eu diria que a polícia estava praticamente fabricando um conflito para justificar a prisão no dia anterior de 19 ativistas, num ato típico de ditaduras e regimes autoritários. Eu estava na praça e fiquei preso com amigas, tendo que assistir à final em uma padaria, diante de um grupo de PMs mais numeroso do que os manifestantes presentes.

 

Como isso aqui é Brasil, depois de um tempo os manifestantes estavam torcendo, uma argentina pediu um gol pela solidariedade latino-americana e os PMs comiam um biscoitinho e iam sorrateiramente se aproximando para poder ver o jogo. Mas quando uma amiga discutiu com um sargento ele perguntou a ela se tinha filhos, numa clara estratégia de intimidação e ameaça.

 

Correio da Cidadania: O que pensa da ideia defendida por alguns críticos e ativistas de que estamos sob o risco de naturalizar a criminalização crescente de protestos e a suspensão de direitos civis?

 

Marcos Alvito: Por tudo que foi dito acima, concordo plenamente. Vivemos uma situação de total desrespeito às normas democráticas, mesmo em termos de uma democracia burguesa. Prisão de uma advogada que defendia ativistas? A OAB condenou, as entidades de direitos humanos, como o Tortura Nunca Mais, condenaram. Só o Ministro da Justiça (?) é que achou certo. Havia que garantir a final da Copa a todo custo. Movimentos de professores, de rodoviários, de metalúrgicos, todos têm sido criminalizados com ampla participação de um poder judiciário que claramente se verga às pressões políticas. É um retrocesso político-jurídico de grandes proporções. E uma contradição absurda para um partido como o PT, que nasceu das greves que desafiaram a ditadura no ABC paulista no fim dos anos 70.

 

Correio da Cidadania: Em termos do tão prometido legado, o que acredita que, de fato, ficará para a sociedade e o futebol do Brasil?

 

Marcos Alvito: A sociedade pagará a conta da Copa durante décadas no que diz respeito à manutenção dos estádios. O processo foi o Cavalo de Tróia para uma elitização do futebol brasileiro, com um aumento absurdo dos preços conjugado à venda de pacotes de fidelização de torcedores e uma explosão das assinaturas de TV a cabo. Para o futebol brasileiro, fica a humilhação dos 7x1, confirmada pelo 3x0 da Holanda, com certeza a maior humilhação que uma grande potência do futebol já sofreu no seu próprio país.

 

Pode ser o marco da decadência final do futebol brasileiro, processo que já se iniciou há décadas, ou o início de um renascimento em outras bases. Mas há um momento muito interessante de humildade e desejo de reflexão não-ufanista, não-patriótica, sobretudo por parte dos meios de comunicação que acabam por ser decisivos junto à opinião pública.

 

Correio da Cidadania: Por ser um historiador com diversas relações com o futebol, desde a publicação de trabalhos até a participação na ANT, que avaliação faz do futebol brasileiro, após a estrondosa derrota para a Alemanha?

 

Marcos Alvito: A Associação Nacional dos Torcedores foi a primeira entidade de representação nacional dos torcedores "comuns", isto é, que não eram necessariamente pertencentes a uma torcida organizada. Em 2010, éramos uma voz dissonante e isolada em meio a um mar de contentes. Creio que o nosso slogan continua vivo e dá o norte para a reformulação do futebol brasileiro: "sem torcedor não há futebol, sem futebol não há alegria". Nossos sete pontos também podem ser tomados como um programa para a reformulação do futebol brasileiro. Para me ater aos dois pontos principais, há que democratizar as instâncias decisórias do futebol brasileiro, os clubes, as federações e por último este monstro sugador de recursos públicos, esse grande parasita do futebol brasileiro chamado CBF.

 

Por outro lado, há de se respeitar a cultura torcedora, hoje nós temos um campeonato brasileiro com públicos ridículos, que perdem até para a Major League Soccer (1ª divisão dos EUA). Depois dizem que norte-americano não gosta de futebol. Pode ser, mas, pela média de público, ele gosta mais do que o brasileiro. Há que ter uma política de formação de jogadores que não explore a mão de obra infantil e que não transforme esses garotos em neo-escravos nas mãos de agentes inescrupulosos. Há que utilizar o futebol politicamente, mas num sentido amplo, positivo, não partidário: criar e estimular campeonatos de grupos GLS, campeonatos femininos e mistos, usar realmente o futebol para combater as discriminações de gênero e de "raça" para além de campanhas pro-forma.

 

Enfim, é preciso realmente revolucionar o futebol brasileiro e usar todo este vulcão de energia que ele representa em favor da sociedade brasileira e para o avanço da cidadania, e não somente para o lucro das empreiteiras, das televisões e das empresas em geral.

 

Correio da Cidadania: Como avalia o quadro político do futebol brasileiro, e também dos outros esportes, já que teremos Olimpíadas em 2016, sendo o COB uma entidade tão contestada quanto a CBF?

 

Marcos Alvito: Cientistas sociais são péssimos futurólogos. Afinal, ninguém conseguiu prever junho de 2013 e nem o 7x1 contra a Alemanha. Só posso dizer o seguinte: o movimento social estará mais organizado e mais experiente. E como a Olimpíada acontecerá em uma única cidade, logo no Rio de Janeiro, tradicionalmente oposicionista, teremos uma disputa política muito, muito interessante. Espero que haja uma reflexão e uma inflexão na "tática black bloc" para que possamos voltar a ter grandes manifestações.

 

A ditadura militar não acabou por causa da luta armada, pelo contrário, até se fortaleceu. A guerra se dá pela conquista da opinião pública e a opinião pública é tradicionalmente conservadora no Brasil. O golpe de 64, amplamente apoiado por grande parte da classe média, deu-se em nome da restauração da ordem. Ao invés de jogar pedras, temos de agir de forma politicamente estratégica. A ANT gostava de fazer protestos criativos, que chamavam a atenção da imprensa, que jamais deve ser tratada como uma inimiga e sim como uma aliada em potencial.

 

Correio da Cidadania: O deputado federal Romário (campeão em 1994), pede intervenção federal no futebol. Em 2013, tivemos o aparecimento do Bom Senso FC, movimento de jogadores que tem uma lista de reivindicações administrativas, até agora tratadas com desdém pelos cartolas. Qual o caminho você acredita ser necessário trilhar para a correção de rumos do nosso futebol? Pensa que o governo deveria se envolver na questão?


Marcos Alvito: Aqui precisamos ter cuidado. Sou contra a "intervenção" do governo no sentido da criação de mais um órgão governamental, isto seria um absurdo. Basta, para citar o bordão preferido de Lula quando era só um candidato, ter "vontade política". A CBF gasta 250 milhões por ano com ela própria.

 

Ela diz ser Confederação Brasileira de Futebol, mas não cuida minimamente do futebol brasileiro, apenas da seleção, e mesmo assim apenas explora a "marca" da seleção brasileira, não cuida dela, como ficou claro para todos. Basta colocar a Receita Federal no encalço da CBF, das federações, dos clubes, das empresas de compra e venda dos neo-escravos pés de bola que já será muita coisa.

 

O governo já está envolvido até a raiz dos cabelos. A própria escolha de Felipão não foi técnica. Escolheram o sargentão apropriado para criar o clima nacionalista. CBF e governo federal andaram de mãos dadas o tempo todo. O BNDES financiou a construção dos elefantes brancos para o lucro da FIFA, das empreiteiras, da televisão de sempre e dos políticos locais. Agora querer dizer que a CBF é culpada de tudo, e eu não estou defendendo a CBF, chega a ser hilariante, se não fosse uma ofensa a nossa inteligência.

 

Nota: os sete pontos da Associação Nacional dos Torcedores, lançados em 2010.

 

1. A exclusão do povo brasileiro dos estádios de futebol, fruto de uma política deliberada de diminuição da capacidade dos estádios, extinção de setores populares dos estádios e aumento abusivo dos ingressos;

2. O desrespeito à cultura torcedora com a extinção de áreas populares como a geral, onde há uma tradição própria de participação no espetáculo que inclui assistir ao jogo de pé (o que acontece na Alemanha);

3. A falta de transparência no futebol brasileiro, há décadas nas mãos de dirigentes incompetentes e corruptos; exigimos a democratização das decisões acerca do futebol brasileiro com a participação dos torcedores; por exemplo: as sucessivas e milionárias reformas do Maracanã, feitas sem nenhuma consulta aos torcedores;

4. A exploração politiqueira do futebol visando eleger candidatos que aproveitam-se da sua popularidade para conseguirem mandatos contra o povo;

5. O controle das tabelas e horários dos campeonatos na mão da rede de televisão que há décadas detém o lucrativo monopólio das transmissões televisivas de jogos de futebol; horário máximo de 20h para o início das partidas durante a semana e 17h aos domingos;

6. A retirada de comunidades de trabalhadores em nome da Copa do Mundo e das Olimpíadas;

7. A falta de meios de transporte dignos durante os dias de jogos; exigimos esquemas especiais em dias de jogos.


Leia também:

‘Teremos duas Copas do Mundo: uma com as imagens bonitas da FIFA e outra tensa, das ruas’ – entrevista com Juca Kfouri.

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Última atualização em Sexta, 01 de Agosto de 2014
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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