topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Nov   December 2016   Jan
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Julianna Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Síria: hesitação norte-americana Imprimir E-mail
Escrito por Virgílio Arraes   
Terça, 01 de Julho de 2014
Recomendar

 

 

Diante da alteração interna constante de poder entre grupos milicianos no Iraque e na Síria, os Estados Unidos tergiversam sobre qual posição adotar concernente aos respectivos governos locais. No caso iraquiano, a inclinação seria a de intensificar o auxílio; no sírio, o desejo seria o de apoiar a parcela mais secular da oposição.

 

Para tanto, a Casa Branca já chancelou como terroristas dois líderes de grupos acusados de conexão com a Al-Qaeda – um seria saudita, ao passo que o outro, iraquiano. Com a medida, proíbem-se cidadãos norte-americanos de se relacionar econômica e politicamente com eles e, por extensão, com suas organizações.

 

De maneira paralela, a administração norte-americana não consegue definir até o momento o modo mais conveniente de destinar a ajuda aos adversários mais comedidos da família al-Assad: cogita-se desde o treinamento militar dos contendores até a delimitação de uma zona de exclusão territorial.

 

Em todas as hipóteses consideradas, há o justificado receio de involuntariamente providenciar preparo técnico ou acolhimento a fundamentalistas, em especial os estrangeiros.

 

Diante disso, a hesitação militar se mantém, embora a diplomática, não, ao ter se movimentado nas Nações Unidas, com o propósito de desgastar politicamente a administração de al-Assad.

 

Nesse sentido, a iniciativa foi frustrada, graças à intervenção conjunta da Rússia, ressentida com a posição ocidental no tocante à questão ucraniana, e China, assaz pragmática, ciosas além de tudo da importância do acompanhamento dos assuntos médios-orientais.

 

Ambas vetaram em maio último a proposta de encarregar o Tribunal Penal Internacional de investigar delitos de guerra em solo sírio, ao ter como ponto de partida denúncias contra o atual regime autoritário de al-Assad.

 

Acresça-se que Washington não consegue sequer viabilizar as Nações Unidas como o palco para entabular as negociações de paz. Desta forma, o debate de uma possível intervenção distancia-se do cotidiano.

 

Enquanto isso, a guerra civil lá ocasiona um estranho quadro político: por um lado, a quadragenária ditadura sobrevive em parte por causa do velado apoio iraniano; por outro, o extremismo reforça-se devido ao discreto socorro saudita – estima-se em dez mil o número de milicianos fundamentalistas, muito dos quais vindos de países próximos.

 

A possibilidade de a movimentação integrista logo ultrapassar as fronteiras da Síria e do Iraque preocupa bastante os Estados Unidos, de modo que a Casa Branca dedica-se a organizar extensos exercícios militares com a Jordânia, fiel aliada. Esta poderia servir-lhe de base para o lançamento de eventuais ataques à Síria.

 

No meio dos extremos políticos, agoniza a população civil, sem perspectiva de esperança no horizonte no curto prazo. Avalia-se que um em cada dez mortos seria criança. A fome grassa. Doenças espalham-se em função de condições sanitárias inadequadas.

 

Deslocados encontram-se aos milhões, o que faz o país situar-se ao lado de outros com duradouros desentendimentos internos como Congo, Nigéria e Sudão. O crime propaga-se, com a execução de sequestros e extorsões.

 

Enfim, a sociedade local levará muito tempo para recuperar-se de maneira mínima da atual tragédia, onde se misturam o anacronismo da Guerra Fria, a presente ditadura familiar, com a contemporaneidade da ordem mundial, o extremismo.

 

Virgílio Arraes é doutor em História das Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e professor colaborador do Instituto de Relações Internacionais da mesma instituição.


Recomendar
Última atualização em Qui, 10 de Julho de 2014
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Imagem

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates