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Petrobras Imprimir E-mail
Escrito por Paulo Metri   
Qui, 27 de Fevereiro de 2014
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É interessante e triste ver como a mídia do capital, esta que ainda tem razoável poder de influenciar a sociedade na compreensão dos fatos, noticiou o balanço de 2013 da Petrobras. Para os principiantes no tema da influência na compreensão dos fatos, a mídia citada patrocina uma compreensão distorcida, onde versões inexistentes da realidade são disseminadas.

 

Em primeiro lugar, ela precisa enxovalhar a Petrobras a qualquer custo, não importando o êxito que a empresa tenha. O lucro da Petrobras em 2013, 11% maior que o lucro de 2012, não pode ser transmitido sem crítica. Para contrabalançar o êxito, foi colocado em seguida na notícia: “No quarto trimestre, porém, o lucro caiu 18% na comparação com o mesmo período do ano anterior”.

 

Esta mídia crucificou a Petrobras por ter sido chamada para contribuir em uma política pública, a da contenção da inflação. Queriam, obviamente, atingir o governo Dilma, pois precisavam que a inflação não ficasse dentro da meta programada, o que daria excelentes manchetes, bem ao gosto.

 

A Petrobras, como empresa pública, pode e deve participar de políticas públicas. Ninguém contesta, por exemplo, a participação dela na maximização das compras locais, que é uma política pública. A experiência de compras de plataformas em Singapura, na era FHC, por serem um pouco mais baratas, acarretou o desmantelamento da indústria naval.

 

No entanto, a crítica válida no caso é o subsídio à gasolina. Não porque ajudou a conter a inflação, mas porque incentiva o transporte individual, que aumenta o consumo total de energia, os engarrafamentos nas grandes cidades e o lançamento de gases do efeito estufa na atmosfera.

 

Representantes da direita indagavam a mim, suposto defensor radical da Petrobras, a razão para eu estar calado sem denunciar o uso de um patrimônio público para ajudar a contenção da inflação, em benefício do governo do PT. Notar que, graças à perspectiva de perda nas ações da Petrobras, eles viraram nacionalistas. Quando eu respondia que ela estava cumprindo seu papel de empresa pública e, ao ajudar a conter a inflação, ela beneficiava a todos e não só aos petistas, a ira deles aumentava. Dizia, também, que ela iria honrar o compromisso de pagamento de dividendos aos portadores de suas ações, o que fazia a ira deles aumentar mais ainda. Em resumo, eles queriam superlucros, quando as ações teriam grande valorização, e eles conseguiriam grande rentabilidade com elas.

 

Mais uma vez, fica comprovada a altíssima rentabilidade do investimento em petróleo. A presidente Dilma precisa estar muito alerta, se vier a ganhar a próxima eleição presidencial, porque as mesmas forças, que a obrigaram a privatizar Libra, vão fazer pressão para ela privatizar a Petrobras, esta enorme geradora de riqueza. Além disso, sem esta empresa pública, diminui muito a possibilidade de execução de políticas de governo, inclusive a contenção da inflação.

 

Como a mídia fala mal sobre o alto grau de endividamento atual da Petrobras! É verdade que, hoje, ele é superior ao do passado. Contudo, não encontrei afirmações sobre a não capacidade de honrar estas dívidas com sua geração de caixa, que é o que importa. Entretanto, ninguém fala sobre as verdadeiras causas desse endividamento. Ele ocorre graças às frequentes rodadas de leilões de áreas colocadas nos governos de FHC, Lula e Dilma, com atratividade para o povo duvidosa.

 

Por exemplo, a Petrobras já garantia o abastecimento do país por mais de 40 anos e, ainda assim, colocaram Libra em leilão. Estes três presidentes colocaram mais áreas nas rodadas do que a capacidade da empresa de arrematá-las e, depois, de investir nelas. Os três concordaram com a entrega de território nacional, inclusive do Pré-Sal, para empresas estrangeiras, devido à pressão destas empresas e de governos estrangeiros.

 

Na mídia, é transmitido que o grau de endividamento foi melhorado, dentre outras razões, graças à venda de ativos da Petrobras, promovida pela presidente Graças Foster. Supondo que os ativos dispensados eram os menos atrativos para a empresa, ainda assim há crítica sobre este desinvestimento. Da forma como foi noticiado, ele pode permitir desvios, por haver chance de ocorrência de acordos secretos. Não é um leilão, um procedimento mais transparente e, ainda assim, acordos de não competição podem ser celebrados. No entanto, friso que não estou sabendo de nenhum desvio.

 

A Petrobras, sendo uma empresa gigantesca, tem suas falhas também, mas realiza várias conquistas para o nosso povo. Por exemplo, ela prova que o brasileiro pode desenvolver tecnologia, apesar das carpideiras pagas pelo capital internacional, entre lamúrias, dizerem: “mas a Petrobras ainda não venceu os obstáculos do Pré-sal” ou “quem tem a tecnologia são as empresas estrangeiras que trabalham para a ela”.

 

Em respeito aos leitores, explico que os desafios têm se apresentado para a Petrobras durante seus 60 anos de existência e ela tem sempre cumprido seu papel. É verdade que ela usa muito as tecnologias de seus fornecedores, mas tem capacidade de encomendar tais desenvolvimentos, acompanhá-los e, por fim, utilizá-los.

 

Enfim, só os que querem que o brasileiro se sinta inferior é que usam estes argumentos, provavelmente para, na condição de um ser inferior, os brasileiros aceitarem a entrada dos entes superiores, os estrangeiros. Agora, além dos inúmeros benefícios para a sociedade acarretados por se ter uma empresa estatal no setor de petróleo, confesso que a existência dela me satisfaz muito, por ver uma empresa da sociedade dando certo. E os neoliberais querem criar uma CPI sobre ela.

 

Paulo Metri é conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do Correio da Cidadania.

Blog do autor: http://paulometri.blogspot.com.br/

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Última atualização em Sexta, 07 de Março de 2014
 

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