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Incêndios a ônibus: mais perguntas que respostas Imprimir E-mail
Escrito por Raquel Rolnik   
Qui, 13 de Fevereiro de 2014
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Do início do ano até o dia 5 de fevereiro, 35 ônibus foram incendiados na cidade de São Paulo. Mais da metade das 65 ocorrências registradas ao longo de todo o ano passado. Segundo informações da imprensa, na região metropolitana 50 ônibus já foram incendiados este ano. No ano passado inteiro, foram 77 os casos.

 

Se as manifestações de junho de 2013 tiveram como estopim o aumento das tarifas do transporte público, entre as muitas pautas que foram sendo inseridas no caminho, a violência nos protestos tornou-se o foco das discussões. E a pauta do transporte público parece que perdeu força...

 

Os incêndios a ônibus são um exemplo de como isso tem ocorrido: a violência dos ataques – e não seu objeto, o transporte público – tem marcado o debate sobre o tema nos meios de comunicação.

 

Mas não estão claras as motivações de todos esses ataques. Alguns são protestos contra o uso de violência pela polícia, mortes e desaparecimentos de cidadãos. Mas também sabemos que há outros motivos: atropelamentos, brigas de moradores, enchentes, falta d’água... Há até a hipótese de que se trate de uma reedição de 2006, quando o crime organizado queimou ônibus em ações de sabotagem e enfrentamento com setores da polícia.

 

Não podemos descartar, porém, que algo relacionado aos próprios ônibus e à sua precariedade certamente constitua também o objeto da fúria dos protagonistas dos ataques. A maior parte dos incêndios acontece em bairros de periferia – M’Boi Mirim, Capão Redondo, Campo Limpo, Americanópolis, Cidade Ademar, Jabaquara, Jardim Ângela, Itaquera, Cidade Tiradentes, Itaim Paulista, São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo, Brasilândia, Jaraguá, entre outros.

 

Quem usa o transporte público na região metropolitana, especialmente em suas periferias, conhece a violência a que são submetidos seus usuários no cotidiano.

 

A situação no metrô e nos trens da CPTM é também complicadíssima. São recorrentes as notícias de problemas e panes nesses sistemas.

 

Superlotação, altas tarifas, longas esperas, desconforto, falta de informação: o fato é que circular por transporte público na região metropolitana de São Paulo, seja de ônibus, trem ou metrô, é enfrentar, todos os dias, diversas formas de violência.

 

De maneira alguma considero que destruir ônibus seja uma resposta a esta situação. Mas não dá pra ignorar que o problema existe e que seu enfrentamento exige intervenções de longo, mas também de curto prazo.

 

Uma das demandas colocadas pelas manifestações em junho – de curtíssimo prazo – é a abertura para os cidadãos da chamada “caixa-preta” do modelo de gestão do transporte. Neste sentido, uma boa notícia recente foi o anúncio das eleições para o Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT), que ocorrerão nos próximos dias 15 e 22 de fevereiro.

 

Criado por decreto municipal em julho do ano passado, ainda no calor das manifestações, o conselho tem caráter consultivo e deverá propor diretrizes para a melhoria da mobilidade urbana e acompanhar a gestão de políticas da área.

 

(Para mais informações, acesse o site da prefeitura).

 

O CMTT é municipal, e a atuação do órgão será restrita ao sistema de ônibus da cidade. Mas sabemos que a precariedade do transporte público, bem como os incêndios e depredações a ônibus, ultrapassam estas fronteiras, envolvendo vários municípios da região metropolitana, como Guarulhos, por exemplo.

 

O mesmo se dá com relação ao metrô e à CPTM, cuja gestão é responsabilidade do governo estadual. Faltam, portanto, espaços e instrumentos de gestão e controle social do transporte público compartilhados em âmbito metropolitano, incluindo todas as prefeituras envolvidas.

 

Tornar públicos e transparentes os obstáculos que hoje impedem a melhoria dos sistemas, assim como abrir os processos decisórios sobre as prioridades, são passos fundamentais para o nível de repactuação necessária à mudança do padrão do transporte público nas nossas cidades.

 

Raquel Rolnik é urbanista e membro da relatoria da ONU no Brasil pelo direito à moradia.

Texto originalmente publicado no Yahoo!Blogs.

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