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“Os clássicos” Imprimir E-mail
Escrito por Gilvan Rocha   
Quarta, 22 de Janeiro de 2014
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Uma certa companheira, de pouco juízo e visão limitada, sempre se dirige a nós, caepistas, dizendo: “gente, vamos para os clássicos”. Isso é dito em função do CAEP produzir cartilhas em estrito respeito aos princípios do socialismo com a preocupação de torná-lo acessível às camadas populares, particularmente à juventude.

 

Quando essa cidadã fala dos clássicos, está querendo se referir a Marx, Engels, Kautsky, Rosa Luxemburgo, Plekhanov, Lenine, Leon Trotsky e outros poucos luminares do socialismo. Não sabe, essa pobre garota, que os clássicos sempre estiveram ao alcance de todos, nesses últimos noventa anos de hegemonia do stalinismo-trotskysmo. Esse fato nunca impediu que milhares e milhares de militantes lessem no clássico Manifesto Comunista que o “proletariado não tem pátria” e, após fervorosa e contrita leitura, proclamassem palavras de ordem do tipo: “pátria ou morte venceremos”, “ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil”, e outras tagarelices que estão frontalmente em desacordo com os mestres.

 

No citado Manifesto Comunista, é dito de forma clara que a obra de libertação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores e isso não impediu, nem impede, que um número incontável de militantes proponha um partido da revolução. Aquele que haverá de libertar o povo das garras da opressão.

 

O grande clássico da literatura socialista “O Papel do Indivíduo na História”, de George Plekanov, não impediu que o sr. Leon Trotsky considerasse que os descaminhos da História, após a Revolução Russa, deviam-se ao papel traidor de Josef Stalin e seus comparsas, chegando ao cúmulo de imaginar que o fato de ele não ter podido chegar a tempo ao enterro de Vladimir Lenine foi uma das causas da mudança dos rumos da História.

 

Por sua vez, são incontáveis os que leem o clássico “O Estado e a Revolução” de Vladimir Lenine, entretanto, na sua militância, não se dão conta do caráter de classe do Estado e não enxergam que ele é o poder, e que ele necessita ser totalmente desconstruído para dar lugar ao poder popular.

 

A leitura dos clássicos também não evitou que chegássemos a esse quadro de prostração e indigência política, pois a leitura sem o livre debate e despida de preconceitos não será suficiente para que nos habilitemos a jogar o papel político que a História reclama. O fenômeno do stalinismo como produto da derrota da revolução socialista, em escala mundial, não foi uma experiência vivida pelos referidos mestres, exceto Lenine, Trotsky e Kautsky, e os intelectuais do período stalinista, regra geral, se curvaram às infâmias cometidas em nome do socialismo.

 

A Academia de Ciência da URSS encarregou-se de sepultar o socialismo científico substituindo os seus princípios por dogmas. Assim é que o stalinismo impôs a substituição do princípio classe opressora versus classe oprimida por nação opressora versus nação oprimida, o que respaldou o nacionalismo e levou a esquerda, mesmo lendo os clássicos, a substituir a luta anticapitalista pelo reles antiamericanismo. Não entendem eles, apesar da leitura dos clássicos, que ser antiamericano não implica em ser anticapitalista, mas ser anticapitalista implica em ser antiamericano e ‘anti’ toda forma de opressão.

 


Gilvan Rocha é presidente do CAEP – Centro de Atividades e Estudos Políticos.

Blog: http://www.gilvanrocha.blogspot.com

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Última atualização em Qui, 30 de Janeiro de 2014
 

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