topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Para assinar o boletim de notícias preencha o formulário abaixo:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Aúdios

Confira o arquivo de entrevistas em aúdio.

Arquivo - Áudios

Resenha

Jacob Gorender e o caráter da Ditadura Militar de 1964-85

Imagem

    Combate nas trevas: a esquerda brasileira: das ilusões perdidas à luta armada, de Jacob Gorender, Ano 1987, Editora Ática.  
Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Sep   October 2014   Nov
SMTWTFS
   1  2  3  4
  5  6  7  8  91011
12131415161718
19202122232425
262728293031 
Julianna Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania
AumentarDiminuirVoltar ao original
Perspectiva da Economia Brasileira para 2014 Imprimir E-mail
Escrito por Guilherme C. Delgado   
Segunda, 06 de Janeiro de 2014
Recomendar

 

 

Uma análise em perspectiva projeta-se normalmente além do futuro imediato, mesmo quando focaliza o que está mais próximo. Neste sentido, pretendo aqui tratar o ano de 2014 sob dois enfoques que, simultaneamente, o alcançam: a) as peculiaridades conjunturais do ano eleitoral e esportivo que deverá ser, por um lado; e b) a continuidade de um período de ‘ajuste’ estrutural da economia brasileira às situações críticas dela própria e de sua relação com a economia mundial, também em crise.

 

A conjuntura imediata é de festa, propaganda e eventos que, para serem produzidos e frequentados, têm repercussões econômicas sobre produção e emprego. Houve muito investimento urbano, não apenas em estádios, mas também em infraestrutura de mobilidade urbana, que certamente não se faria agora, ou na magnitude do que está ou deverá ser concluído até a Copa do Mundo.

 

O mesmo argumento é válido para a conclusão das obras de significado eleitoral, que a União, os estados e municípios realizarão, pretensamente para concluí-las antes do mês de outubro. Esse casamento operoso – esportivo e eleitoral – tem impacto conjuntural sobre o emprego, principalmente no setor de Serviços, que certamente ajudará a manter o crescimento da economia próximo da meta de 3,8%, que é o dado oficial aprovado referencialmente pelo Orçamento Fiscal e da Seguridade Social para 2014.

 

Por outro lado, se pensarmos que esses mesmos eventos esportivos e eleitorais colocam as massas nas ruas e nas urnas, e que há expectativas e inquietações no ar sobre os rumos da política, da sociedade e da economia, certamente precisaríamos dar muito mais atenção aos fatores estruturais, que ora constrangem o desenvolvimento brasileiro.

 

O binômio crescimento com distribuição de renda, ancorado externamente na especialização primário-exportadora dos setores produtores de ‘commodities’, e internamente nos mecanismos institucionais de distribuição da política social, revela-se em processo de exaustão nos dois pilares principais: 1) pela reversão cíclica do ‘boom’ de preços das commodities agrícolas e minerais, que garantiram por algum tempo folgada solvência externa; 2) pela exaustão do efeito virtuoso de distribuição de renda e crescimento econômico, impactado pela elevação do consumo de bens-salário que a política social promove.

 

Essa exaustão, diga-se de passagem, não é do argumento distributivo, que precisaria ser aprofundado. Mas manifesta os vícios do modelo macroeconômico geral, que induz crescentes vazamentos de gastos de consumo básico para as importações, elevando a dependência externa.

 

Em tais condições de distorção das relações internacionais, tanto o crescimento econômico quanto a distribuição de renda provocam vazamentos importantes para o exterior, porque ambos estão colados numa forma de especialização no comércio externo ultradependente de vantagens comparativas naturais. Tal inserção prescinde e expulsa a indústria manufatureira das exportações, mas não das importações.

 

Poder-se-ia esperar em 2014 uma politização do debate sobre desenvolvimento, com o que politicamente poderíamos tratar das reformas necessárias ao equacionamento do trinômio – crescimento, distribuição e dependência externa. Essa equação nunca se dá  espontaneamente pela dinâmica dos mercados, muito ao contrário. Ela não está assegurada sem ser politizada e, para tal, requer sujeitos históricos com capacidade de vocalizá-la. Mas, infelizmente, no debate político econômico atual, temos muita vocalização conservadora augurando a estagnação econômica e o final do experimento distributivo como mecanismos de “ajuste” à dependência externa. E do lado oficial, uma tentativa de “fazer mais do mesmo”, sem capacidade para fazer uma crítica da situação do subdesenvolvimento, relançada no último decênio.

 

Algo novo precisa acontecer em 2014 para superarmos essa dialética perversa, que interdita uma perspectiva de futuro, diferente da mera repetição do passado recente.

 

Guilherme Costa Delgado é doutor em Economia pela UNICAMP e consultor da Comissão Brasileira de Justiça e Paz.

Recomendar
Última atualização em Segunda, 06 de Janeiro de 2014
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.

Editorial

Metástase da corrupção e eleição da hipocrisia


O conteúdo do debate revela a cumplicidade dos candidatos com o sistema da corrupção. A luz intensa lançada sobre os escândalos não tem a finalidade de elucidar o problema, mas, antes o contrário, objetiva desviar a atenção para aspectos e personagens secundários, a fim de ofuscar as relações que explicitam as engrenagens que subordinam os homens de Estado à lógica dos grandes e pequenos negócios. Enquanto falam, Dilma e Aécio sabem que mentem.

Leia mais...

Vídeos

Lançada campanha ‘Racismo Mata!’

Imagem

Campanha de enfrentamento ao genocídio da juventude negra.
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Ocupa a Rede Globo!


Estamos diante de mais um desafio: ou a sociedade retoma as ruas para denunciar a manipulação da mídia ou o candidato das elites vai ser eleito de forma espúria, como foi a eleição de Fernando Collor de Mello!  
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates