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Oportunismo de direita, oportunismo de esquerda Imprimir E-mail
Escrito por José Benedito Pires Trindade e Otto Filgueiras   
Segunda, 06 de Janeiro de 2014
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O ano de 2014 começa com a esperança de mudanças e que ruas e praças do Brasil serão retomadas, a exemplo do que aconteceu no ano que findou, quando estudantes, trabalhadores, jovens excluídos, negros e pobres das periferias das grandes cidades fizeram manifestações pelo país.

 

Os capitães da indústria, capitães do mato, a mídia comercial e a direita representada em vários partidos do sistema – PSDB, DEM, PP, PMDB e até no PT, nos comunistas de logotipo e outros mais - também estão animados com o novo ano que se inicia.

 

Do seu lado, a oposição de esquerda, incluindo partidos e movimentos sociais, aposta na virada e acredita poder avançar em direção à conquista de um governo socialista ou pelo menos democrático e popular.

 

Os mais consequentes sabem que há uma crise capitalista no mundo, provocada pelo próprio capitalismo, e que não haverá solução douradora se não for pela conquista do modo de produção socialista, mais eficiente do que o capitalismo.

 

Há unidade genérica nas críticas aos governos sociais-liberais de Lula/Dilma, à política econômica que engorda bancos, que ceva o sistema financeiro, que cultiva com papas finas os capitalistas nacionais e internacionais.

 

No entanto, se quiser avançar seus peões no tabuleiro das realidades brasileira e mundial, a oposição de esquerda, e particularmente os vários agrupamentos da esquerda marxista que continuam acreditando no sonho socialista e sabem que a utopia não tem nada ver com o socialismo dito científico, precisa de tática e estratégia adequadas para a complexa e atual situação.

 

Não por acaso, muitos dos antigos militantes do passado, sejam os defensores do estado de direito burguês e da ordem democrática capitalista ou os que estão na, hipoteticamente, oposição de esquerda ao atual governo social-liberal, defendem o foquismo e o militarismo da época da ditadura. E criticam as atrocidades do regime militar. Dizem que o AI 5, por exemplo, foi fruto da perversidade do sistema ou resultado da necessidade da brutal acumulação capitalista no Brasil.

 

Sabemos que o ódio, mesmo contra a degradação, contorce as feições, que a ira, mesmo contra a tirania, deixa a voz áspera. Da mesma forma sabemos que antigos militaristas e foquistas fraudam a história quando dizem que lutavam apenas por liberdades democráticas e pelo estado de direito.

 

Essa é mais uma das tantas tragédias da esquerda brasileira: a recusa à autocrítica. Enquanto os antigos foquistas e militaristas não reconhecerem o gravíssimo e trágico erro, trágico porque levou os nossos melhores combatentes, enquanto o PCdoB não reconhecer que o Araguaia foi a consequência catastrófica de uma equivocada análise de classe da sociedade brasileira (aquela estultícia do maoísmo mal deglutido de relações semifeudais e semicoloniais e, em decorrência, o cerco das cidades pelo campo, coisa que a APML já havia abandonado),  enquanto ficarmos cirandando, negaceando a história, não iremos a lugar algum. Quem sabe seja isso mesmo que o coletivo da Papuda deseje.

 

De pouco adianta falarmos que as crises capitalistas são provocadas pelo próprio capitalismo, se não falamos dos nossos erros. Por isso, antes de apontar os erros dos outros é fundamental reconhecer e falar dos nossos próprios equívocos.

 

O princípio vale tanto para casais, relações de pais com os filhos e entre amigos, como para o processo econômico, político, ideológico e social que vivemos desde o princípio dos tempos, em particular desde a revolução de 1917, que fundou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

 

As contradições ficaram no passado, é difícil analisar os problemas que existiam fora do contexto da época e precisamos levar em conta as transformações produtivas e tecnológicas que ocorreram no mundo, e no sistema capitalista em particular.

 

O fato é que as experiências socialistas na União Soviética, China e em outros países não deram certo. Não por acaso surgiu a República Popular da China, questionando o “revisionismo” e sua influência em vários partidos comunistas espalhados pelo mundo.

 

Os graves erros no nosso campo redundaram em alternativas antimarxistas e reformistas, e os defensores do capitalismo o apresentam como o fim da história.

 

Hoje temos, de um lado, o aprofundamento do nacional-desenvolvimentismo na China, que PCCH chama de socialismo de mercado, e até tentativas desvairadas no Brasil pelos governos sociais liberais de Lula e Dilma, e defendidos pelos comunistas de logotipo. Mas no campo da oposição de esquerda temos problemas como a influência do militarismo e do doutrinarismo.

 

Para concretizar o sonho socialista é fundamental que mulheres e homens batam de porta e porta chamando o povo para a luta, e também estudem a complexidade da realidade, confrontem seus sonhos com o mundo real, para só depois então realizar as suas fantasias, vermelhas.

 

José Benedito Pires Trindade e Otto Filgueiras são jornalistas; Otto está lançando o livro Revolucionários sem rosto: uma história da Ação Popular.

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Última atualização em Segunda, 06 de Janeiro de 2014
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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