‘Virada de mesa’ e violência nos estádios aceleram a modernização conservadora do futebol brasileiro

 

 

 

O Campeonato Brasileiro terminou, mas, em sua rodada derradeira, fantasmas voltaram a ganhar os holofotes e a dominar todos os debates que se seguiram. Com eles, vemos o espectro das velhas artimanhas e jogo sujo de bastidores rondarem o desfecho do torneio. Como há tempos não se via, a classificação final será homologada pelo tribunal.

 

Resumo dos fatos

 

Se é pra abordar o assunto com realismo, trata-se de um epílogo justo, à altura de todos os personagens que ainda mandam no futebol brasileiro e, como desgraça pouca é bobagem, ganharam uma Copa do Mundo de presente, para fortalecerem suas imagens e influência política, entre outros benefícios que a “Escola Havelange” de cartolas sabe tão bem desfrutar.

 

Após 37 tortuosas rodadas, numa das piores edições de todos os tempos, entupida de jogos tecnicamente medonhos e um cansaço notório no público, o Campeonato Brasileiro de 2013 chegou a sua última jornada, com o campeão Cruzeiro há tempos definido. Restava definir vagas para a Copa Libertadores e, principalmente, os rebaixados para a segunda divisão.

 

A briga na rabeira era a grande expectativa do torcedor em geral. Náutico e Ponte Preta já tinham caído. Restavam duas vagas para a série B, as quais seis times, matematicamente, poderiam ocupar. No entanto, Fluminense e Vasco eram os grandes candidatos ao descenso. Portuguesa (que precisava perder 11 gols no saldo, em relação ao Vasco), Criciúma, Coritiba e Internacional eram os concorrentes.

 

Deu a lógica. A vitória do Flu sobre o Bahia não serviu de nada e o Vasco foi goleado pelo Atlético Paranaense, em jogo marcado por uma imensa briga entre as torcidas, mostrada em rede nacional e responsável pela paralisação da partida por mais de uma hora, fato passível de suspensão do jogo e retirada dos pontos da equipe mandante, no caso, o Atlético-PR.

 

Junto disso, a segunda-feira, 9, começou com uma surpresa. A Portuguesa teria escalado um jogador irregular na véspera, Héverton, que foi suspenso por duas partidas pelo tribunal e havia cumprido apenas uma. Esse erro, gravíssimo para uma administração profissional, implica na perda de 3 pontos, além daqueles conquistados no jogo em questão.

 

Assim, a Lusa poderia perder 4 pontos, dando a senha para a permanência do tricolor carioca. E o futebol brasileiro voltaria aos seus piores tempos, das velhas “viradas de mesa”, que consistiam na regra de ouro de “time grande não pode cair e ponto final”. Mas os tempos mudaram e o nível de rejeição do público a tais mutretas é enorme, até pelo fato de já termos tido tempo de reparar que os chamados “tapetões” eram, ou são, absurdamente mais frequentes na terra de Macunaíma.

 

Pressionado por sua torcida e pelo nefasto ex-presidente Eurico Miranda (um dos maiores mestres da trapaça da história do futebol brasileiro e que pretende voltar a mandar em São Januário), o Vasco logo tratou de buscar a brecha jurídica para anular seu jogo. Ao mesmo tempo, descobriu-se que o já resolvido Flamengo incorrera no mesmo equívoco da Portuguesa, em jogo da rodada anterior.

 

Todo mundo juntou os pauzinhos: os dois rebaixados no campo estavam em vias de promover a “virada de mesa”. Claro que em nome da “legalidade”, como defenderam seus dirigentes e advogados, além de cínicos torcedores, tão danosos ao futebol, com sua cultura de “lei de Gérson”, quanto os animais que se arrebentaram nas arquibancadas de Joinville.

 

No entanto, para salvar o Vasco, o tribunal deveria emitir juízo que, além da Portuguesa, rebaixaria o Flamengo. Fosse o Criciúma, é evidente que os cruzmaltinos teriam chance. Mas por derrubar outro time intocável para os próprios juristas do STJD (alguns conhecidamente torcedores dos times que julgam, quase sempre do RJ), ficou difícil. Recurso rejeitado rapidamente pelo presidente do tribunal, sem apreciação dos demais membros.

 

A Portuguesa, comandada pelas mesmas raposas que a destruíram (pra não dizer outra coisa) na virada do século, agiu na defensiva. Alegou não ter sido comunicada da punição correta. Deu vazão a velhas piadas. Pois não é necessário agir com desespero ou bravata, como mostrou o jornalista André Isac em seu blog (no que já foi endossado por alguns juristas):

 

“A lei deve ser interpretada em um todo, não em parte. Pois bem, vamos aos fatos. O CBJD no artigo 133 diz: "Proclamado o resultado do julgamento, a decisão produzirá efeitos imediatamente, independentemente de publicação ou da presença das partes ou de seus procuradores, desde que regularmente intimados para a sessão de julgamento, salvo na hipótese de decisão condenatória, cujos efeitos produzir-se-ão a partir do dia seguinte à proclamação. (Redação dada pela Resolução CNE nº 29 de 2009)".

Prestem atenção no termo: "salvo na hipótese de decisão condenatória". O jogador foi condenado, não foi? Então, aplica-se "cujos efeitos produzir-se-ão a partir do dia seguinte à proclamação."

Qual é o efeito? É a punição. E qual é o dia seguinte? O Sábado? Não, o dia seguinte é o próximo dia útil. Essa regra é determinada pelo Código Civil Brasileiro e pelo próprio CBJD no seu artigo 43: “Os prazos concorrerão da intimação ou citação e serão contados excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o dia do vencimento, salvo disposição em contrário”. Já o parágrafo 2º do mesmo artigo completa: “Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil se o início ou vencimento cair em sábado, domingo, feriado ou em dia em que não houver expediente normal na sede do órgão judicante”.

E há uma explicação lógica para que esses itens estejam presentes no código. Vamos supor que a Portuguesa quisesse pedir o efeito suspensivo ou recorrer da decisão ao tribunal pleno. Como eles fariam, se a proclamação do resultado só saiu na segunda-feira, e sendo que no sábado e domingo não havia expediente no tribunal?

Então, todo jogador que for punido em uma sexta-feira não tem direito a recurso?”

 

O buraco é muito mais embaixo


Como vimos ao longo dessa semana, são inúmeros os casos semelhantes a esse, nos tempos recentes. A imprensa se esbaldou em exemplos para todos os gostos. Escalações irregulares que redundaram em perdas de pontos, ora revertidas, ora não. Suspensões não cumpridas que se tornaram multa e assim por diante. Antes de Flamengo e Portuguesa, aliás, o Cruzeiro também incorreu na falha, tendo sido apenas multado. E ponto final.

 

Um dos casos chama a atenção: trata-se do Fluminense, em 2010, que cometeu o mesmo tipo de erro que agora imputa à Portuguesa, com o jogador Tartá. Se fosse punido da mesma forma que exige à Lusa, teria perdido pontos suficientes para ficar sem o primeiro lugar e o título conquistados naquele ano.

 

"Não acredito que haja condição moral de rediscutir o título, que foi conquistado no campo de jogo, isso seria o caos”, disse à época o procurador do tribunal Paulo Schmidt. Tinha razão. Além da insensatez em tirar pontos decisivos pela escalação de atleta de importância secundária, às vezes por poucos minutos, é um apelo insano ao legalismo, exceto que se constate verdadeira má-fé.

 

Agora, porém, o mesmo magistrado nega similaridade entre os casos. O STJD acatou o recurso do Fluminense e começaremos a semana ainda no aguardo da confirmação, ou negação, de resultados construídos no campo.

 

E apesar dos diversos exemplos de irregularidades administrativas no futebol nacional, com diferentes apreciações do tribunal, o caso mais espinhoso e menos explicado dos últimos anos não foi rememorado.

 

Em 2002, o jogador Wendell defendeu o Flamengo no Brasileiro. Antes, jogava no Ceará, e ao rescindir com este clube assinou com o modesto Uniclinic, do mesmo estado. Porém, ele não assinou a rescisão, feita pelo seu advogado, que, como o próprio jogador admitira, não poderia assinar por ele, mesmo com procuração em mãos. Isso invalidaria o contrato assinado logo depois, com o Flamengo. Em tese, o clube carioca seria punido com perda de pontos nos jogos que Wendell atuou. Suficientes para rebaixá-lo. Na época, a mesma Portuguesa (então rebaixada) se ouriçou. A CBF de Ricardo Teixeira não quis nem conversa. Reitere-se: o jogador confirmou a ilegalidade contratual.

 

Conclusão

 

Aonde avançamos? Essa é a pergunta que se faz o torcedor. Além de mais uma tentativa grosseira de virada de mesa de um time grande contra outro menor, tivemos uma briga, num jogo de risco previamente conhecido, no qual se “inventou” o raro experimento de segurança sem a PM dentro do estádio. A punição já foi proferida nesta sexta, com a retirada de mandos de campo dos times envolvidos.

 

Detalhe: o fato de o jogo ter sido em Joinville se devia a essa mesma forma de punição, inútil, como já se constatou também no ano passado, em choques da torcida do Palmeiras com a polícia, quando o clube jogava em Araraquara por conta das confusões que sua torcida provocou na capital.

 

Ou seja, continuamos discutindo os mesmos males há pelo menos 20 anos. Nesse tempo, o futebol se globalizou e mercantilizou como nunca, inclusive mudando a maneira de se ver o jogo, agora com a nova ordem das arenas e um processo de franca elitização. No entanto, em algumas praças, como o Brasil, tal “modernização” se deu com os mesmos atores de sempre no comando, vários deles filhotes diretos da ditadura militar e sua ARENA, a exemplo do inominável sucessor de Ricardo Teixeira – sim, foi possível piorar.

 

Temos um futebol doente. Dentro de campo, em péssimo estado, a ponto de os jogadores entrarem nos embalos de junho e formarem uma nova agremiação (já que o sindicato é nulo) para reivindicarem diversas melhorias no futebol brasileiro, começando pelo insano calendário e a eterna desvalorização do jogo – ou do produto, como dizem os homens de mercado, hoje tratados quase como destaques dos times. Fora de campo, dominado pelos mesmos parasitas e seus conchavos de sempre, deixando a arbitragem (do campo e da toga) sempre em terreno descampado, vulnerável a toda sorte de pressões e malandragens.

 

No entanto, o dilema agora é maior. Ser sede de Copa do Mundo não significa apenas uma série de bons negócios pela frente. Também deságua num nível muito mais amplo de exposição da imagem. O torcedor médio possui bons parâmetros a respeito de organização e transparência esportiva para além de nossas fronteiras. O futebol europeu é, dia e noite, vendido como o suprassumo da organização e respeito ao torcedor (ou consumidor). Aqui, a televisão despeja dinheiro como nunca nos clubes e torneios. E uma mudança dos resultados no velho tapetão redundaria, certamente, num campeonato menos rentável e mais demonizado em 2014. O Brasil entrou de cabeça no chamado “futebol moderno”. Com os mesmos senhores de sempre.

 

Gabriel Brito é jornalista do Correio da Cidadania.

Comentários   

0 #16 RE: ‘Virada de mesa’ e violência nos estádios aceleram a modernização conservadora do futebol brasileiroFelipe Sema 21-12-2013 11:18
Timeco da zona sul do Rio é assim mesmo, arrogancia sem limites e ainda comemoram os privilégios desonestos que ainda tem sobre o resto. comemorar tapetão é tão patético que não tenho nem estomago de discutir com quem vem cagando jurisdição pra acobertar 38 rodadas de mediocridade. tetra tapetão nas costas, o time rei do camarote. que desgosto esse futebol brasileiro, que desgosto ver q nao sentem nem vergonha. tsc tsc..
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0 #15 nojento demaisGabriel Brito 20-12-2013 20:11
Cara, como vc é falacioso. O senhor e seu time são compostos pelos maiores deuses do universo, nunca vi tamanho dono da verdade e do saber jurídico. Pena que não enganaram ninguém no país e cagar regrinha juridiquenta é enojante, quando se pensa minimamente em esporte. mas como confrontar um ser tão arrogante que pisoteia toda a informaçao que nao convém considerar? que trata os demais como asnos que nao conhecem a justiça elitista e de pouca credibilidade? Que ignora a camarilha carioca de inúmeros serviços sujos prestados, especialmente nos anos 90? E que se faz de vítima da mídia, quando a Globo já passou a vaselina, o lance fez uma cobertura covarde e todos os tubarões já vao amaciando o discurso do tapetao?
claro que quem tem dignidade nem precisa desse debate pra saber o que é JUSTO e digno. mas como nem todos ajudam, vamo reiterar que Lei Federal se sobrepoe a mero regulamento desportivo. e vc me nega isso, "nao tem confronto", ah, francamente!
E agora quer ficar perseguindo e ofendendo que tem tradição de independencia, insinuando mau caratismo ainda por cima? se toca meu caro, suas falácias nao colaram aqui, sua tática desinformativa de entupir de informaçao(pra confundir e cansar a vista) é espúria igual seu time que tem só 4 tapetaços nas costas. Deixa o Correio em paz e vai abrir seu champanhe. Com a Globo. Aqui já deu, sabemos o que é a lei do mais forte e esse é um caso notório e descarado. Assim como sao notórios e descarados certos comportamentos aqui, de quem manipula o debate neuroticamente. e ainda se faz de coitado. Vcs nao contam com o respeito de absolutamente nenhum cidadão. Timeco de segunda, em todos os sentidos.
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0 #14 RE: ‘Virada de mesa’ e violência nos estádios aceleram a modernização conservadora do futebol brasileiroPablo Mattoso 20-12-2013 14:41
Xico, mas uma tese das muitas que a Grande Midia tenta empurrar goela a baixo com a mesma caracteristica das outras desmentidas, ausência do contraditório. A defesa do especialista em questão, especializado em direito do trabalho, não foi confrontada com a de outro profissional que lhe apresentasse o contraditório, o que, por si só, sugere imparcialidade, algo que fere o princípio do jornalismo.

O pior de tudo é que essas teses, como todas as outras, são absorvidas pela massa e depois, para reverter a situação, é complicado, porque, quando a verdade aparece, a mentira já se disseminou. De tal modo que os colegas do Juca, em programa subsequente à publicação, proclamavam com ar triunfal, assim como fez o próprio blog, a suposta possível futura contradição dos que defenderam a legalidade no caso em questão, que todos já estão cansados de saber. O nome disso, para mim, é manipulação.

Mas vamos direto ao assunto. Discorre o artigo do especialista em direito trabalhista e não esportivo sobre a prevalência do Estatuto do Torcedor, uma lei federal, sobre o Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Até aí tudo bem. O problema é que a tese recorre ao artigo 36 do Estatuto do Torcedor, que diz que “São nulas as decisões proferidas que não observarem o disposto nos arts. 34 e 35.” A primeira trapalhada é a referência ao artigo 34, que trata dos princípios que devem nortear a justiça desportiva, que só estão em questão nas mentes doentias da turma da moralidade x legalidade ( que nojo! ). Vou então direto ao artigo 35, que diz que:
Art. 35. As decisões proferidas pelos órgãos da Justiça Desportiva devem ser, em qualquer hipótese, motivadas e ter a mesma publicidade que as decisões dos tribunais federais.

§1º Não correm em segredo de justiça os processos em curso perante a Justiça Desportiva.

§2º As decisões de que trata o caput serão disponibilizadas no sítio de que trata o §1º do art. 5º (Redação dada pela Lei nº 12.299, de 2010).


1. O que seria "a mesma publicidade que as decisões dos tribunais federais"? Podemos entender que seria a publicação no DOU? Se assim for, todas as decisões proferidas pela JD desde 2003 (pois este artigo é da redação original) seriam nulas. Creio que não seja razoável e proporcional exigirmos tal procedimento da JD.

A decisão foi publicada no site da CBF, está lá até hoje, inclusive. "Ah, mas foi publicada depois". Sim, mas o Estatuto do Torcedor não diz que o prazo para recurso ou para o cumprimento da pena começa a contar a partir da publicação. Ele diz que deve ser publicada.

Mas isto estaria implícito? Penso que não, se analisarmos sistematicamente este Capítulo X, onde se encontram somente estes três artigos, vemos que a preocupação do legislador em momento nenhum foi a parte processual, seu foco foi a publicidade e a lisura do julgamento.

E por que o foco não foi o prazo? Pois toda a questão processual é tratada no CBJD, desde questões mais simples às mais complexas, sendo a resolução o documento adequado para regular tal trâmite.

Então este artigo de nada serve? Sim, ele serve! No inicio desta confusão, chegou-se a alegar que a ata de julgamento estava errada, o que foi desmentido pela publicação da mesma, mostrando-se correta a preocupação do legislador.

Assim, vejo que o Estatuto visa regulamentar um ponto, enquanto o CBJD trata de outro, não há colisão. A questão toda do processo não é que a Portuguesa não teve direito ao acesso ao julgamento, mas de quando começaria a contar o prazo para cumprimento da pena, neste ponto é omisso o Estatuto do Torcedor.
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0 #13 Legalismo para legalistasXico Malta 19-12-2013 20:44
Caros legalistas!
Não vou gastar muita verve aqui. Já que vocês entendem somente o discurso da estrita legalidade desconsiderando que ela é apenas uma parte integrante da justiça. Segue o artigo publicado no Blog do Juca de Carlos Eduardo Ambiel é advogado e Mestre em Direito do Trabalho pela USP. Professor de graduação e pós-graduação da FAAP. Professor e Coordenador do Curso de Especialização em Direito Esportivo da Escola Superior da Advocacia da OAB/SP. http://blogdojuca.uol.com.br/2013/12/artigo-que-condenou-a-lusa-e-ilegal/
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0 #12 RE: ‘Virada de mesa’ e violência nos estádios aceleram a modernização conservadora do futebol brasileiroPablo Mattoso 19-12-2013 14:23
Usar o discurso sofista e preconceituoso realmente não contribui em nada para o debate. Discurso elitistas? porque o simbolo do clube é um cartola? traduzem armação? poderia me dizer quais? Não existe desinteresse, nem pode haver, toda competição é pautada nos interesses. Criticar a CBF e o STJD, propor mudança da legislação, defender que toda competição é mais maléfica que benéfica é tudo pertinente e deve ser feito, o que não pode é desinformar, com questões não verdadeiras, trazer dados que não condizem com a verdade para defender uma tese. e imputar a culpa a um clube sem ter nenhuma prova.

Só pra elucidar, algumas informações sobre quem manda na Portuguesa e que são os responsáveis por esta incrível coincidência de escalar um jogador suspenso logo um dia após o Flamengo ter feito o mesmo. (desde o jogo do Barueri, foram 1500 jogos na serie A, sem nenhum clube cometer este erro, de repende na mesma rodada dois cometem... interessante não?)

http://www.espn.com.br/noticia/337519_conselho-fiscal-reprova-emprestimos-de-da-lupa-com-banif-e-presidente-pode-ser-punido

http://www.espn.com.br/noticia/334118_portuguesa-corre-risco-de-ser-desfiliada-pela-cbf?timestamp=1371703176924

http://www.espn.com.br/noticia/376108_acusado-de-falha-em-possivel-rebaixamento-diretor-da-portuguesa-ja-agiu-contra-o-proprio-clube
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0 #11 dezembro:Gabriel Brito 19-12-2013 11:58
tapetão, violência e vexame internacional. taí o futebol brasileiro, amigos. enrolem e se enganem à vontade. A grande mídia já tá é suavizando a sacanagem, afinal, já calculou qual time lhe rende mais. Não vi a Globo reproduzir a suposta "passionalidade" que vc hipocritamente alega.E levem esse cinismo elitista aos extremos que quiserem. aos vencedores as batatas, ou champanhe. vamos esquecer os cacifes, os dois pesos e duas medidas e dar toda a credibilidade pra camarilha do STJD e suas relações carnais com certos clubes. ignore-se tudo isso e o time das três cores que traduzem armação é o dono da verdade. e do saber jurídico, claro. sempre desinteressado, por mais q tenha enviado um performático advogado. patético, não contem com meu respeito. matem o futebol e sejam felizes com seus craques de terno e gravata. quando aparecer um único sujeito que não torça pra esse time, levarei a sério a cantilena de vocês. Profundamente enojado com a dissimulação, me despeço da discussão.
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0 #10 RE: ‘Virada de mesa’ e violência nos estádios aceleram a modernização conservadora do futebol brasileiroPablo Mattoso 19-12-2013 08:38
Vamos lá Gabriel,

“como mostrou o jornalista André Isac em seu blog (no que já foi endossado por alguns juristas):”
Quais Juristas? não vi nenhuma reportagem de algum especialista em direito esportivo que endossasse essa tese, muito pelo contrario. Só como exemplo vou colocar as palavras do Advogado do Internacional, Daniel Cravo em entrevista ao SPORTV “- Todos sabem que o atleta suspenso na sexta não pode jogar no sábado e no domingo. Seria um contrassenso, porque o atleta punido na quinta não jogaria e o punido na sexta jogaria. Todos sabem que é assim e passou a ser dessa forma porque alguns clubes desligavam o fax para não serem notificados.”
“Como vimos ao longo dessa semana, são inúmeros os casos semelhantes a esse, nos tempos recentes. A imprensa se esbaldou em exemplos para todos os gostos. Escalações irregulares que redundaram em perdas de pontos, ora revertidas, ora não. Suspensões não cumpridas que se tornaram multa e assim por diante. Antes de Flamengo e Portuguesa, aliás, o Cruzeiro também incorreu na falha, tendo sido apenas multado. E ponto final.

Um dos casos chama a atenção: trata-se do Fluminense, em 2010, que cometeu o mesmo tipo de erro que agora imputa à Portuguesa, com o jogador Tartá. Se fosse punido da mesma forma que exige à Lusa, teria perdido pontos suficientes para ficar sem o primeiro lugar e o título conquistados naquele ano.”

Bom primeiro você diz que a imprensa se esbaldou de exemplos, Em todos eles foi comprovado que não foram iguais ao da Portuguesa, a não ser o do Gremio Barueri que também perdeu 3 pontos, Vamos a eles Caso Oeste, clube conseguiu um efeito suspensivo por isso o jogador foi a campo. Caso dos atletas do Santos e Cruzeiro expulsos na ultima rodada do Brasileiro e que jogaram a primeira da Copa do Brasil em ambos os casos os jogadores foram julgados e absolvidos. O Cruzeiro não foi apenas multado, o Cruzeiro foi absolvido, não teve multa nenhuma : http://www.lancenet.com.br/minuto/Errata-Cruzeiro-absolvido-escalacao-irregular_0_1048095215.html

Inclusive no comentário você disse que conhece 90 mil casos de jogadores que foram punidos sexta e só começaram a cumprir na segunda, Você pode por favor citar 1, só 1. Mas por favor faça uma pesquisa antes para não cair no mesmo erro dos seus colegas jornalistas.

No seu comentário você disse que citou o caso Tarta para mostrar a incoerencia do Procurador, é só ler aí em cima você diz claramente que o Fluminense cometeu o mesmo tipo de erro que agora imputa à Portuguesa, o que já foi comprovado que não é verdade. Inclusive sobre a declaração do Procurador, é preciso saber o contexto que ela foi dada, não precisa ser nenhum expert em jornalismo para saber o quanto isso é relevante.

Quanto a comparação com Honduras e Paraguai, só me cabe lamentar. Comparar a manutenção das regras em competições fechadas com legislação que rege a vida das pessoas? as competições tem caracteristicas que para que elas funcionem é nescessario que não tenha espaço para subterfugios, Gabriel desde crianças nos “piques” da vida nós sabemos claramente que mudar a regra no meio, estraga a brincadeira. Para competição é preciso ter regras claras e rigidas. Vou te dar alguns exemplos. Um concursos publico, é de praxe ter itens que proibem o uso do celular em provas, costuma vir assim: caso o candidato seja flagrado portando o aparelho celular, será eliminado do concurso. Digamos que eu vá fazer a prova e por descuido, desantençao, enfim, deixe meu celular no bolso, o fiscal descobre que estou com o celular no bolso, eu não tinha usado, eu nã ia usa-lo mas com certeza seria eliminado do concurso, Justo? Sim, porque o Edital era claro e se ele fosse permissivo, ia aumentar as possibilidades de fraude. Outro exemplo Fluminense e Criciuma terminaram o campeonato com o mesmo numero de pontos, o Criciuma ficou a frente porque tinha mais vitorias que o Flu, já que o regulamento previa que esse era o primeiro criterio de desempate. Mas o Fluminense venceu os dois jogos que disputou contra o Criciuma, e aí, será que o confronto direto não seria um criterio mais justo? Talvez sim, talvez não. Mas não importa, os clubes tinham ciencia do regulamento, e por isso é inquestionavel que o Criciuma fique numa posição acima. Quem tem que ser cobrado neste episodio todo, são as diretorias de Portuguesa e Flamengo, que escalaram jogadores irregulares.

Espero de verdade que esse texto seja revisto, porque ainda acredito que o Correio não se prenda a passionalidade da grande midia esportiva.
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0 #9 RE: ‘Virada de mesa’ e violência nos estádios aceleram a modernização conservadora do futebol brasileiroLucas Junqueira 18-12-2013 20:48
Parabéns pelo texto e, pela analogia perfeita. Todos os grandes golpes da história foram dados em nome da legalidade. Uma verdade pétrea.
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0 #8 RE: ‘Virada de mesa’ e violência nos estádios aceleram a modernização conservadora do futebol brasileiroDavi Santos 18-12-2013 18:01
belo texto!
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0 #7 RE: ‘Virada de mesa’ e violência nos estádios aceleram a modernização conservadora do futebol brasileiroGabriel Brito 18-12-2013 17:49
Covardia e mau caratismo foi a maracutaia da panela que virou a mesa. nao vejo um torcedor de futebol que nao torça pro "desinteressado" Flu aceitando a situação. vocês nao conseugem desmentir o que digo e simplesmente cagam regra. O caso do Tartá vale pela declaração do Schmidit, apressadíssimo em pedir a decência de respeitar o campo, a bola. uma tradição da qual o único time que tem um cartola como mascote não possui, infelizmente. Lamentável o torcedor que vem cegamente endossar o roubo puro, o privilégio puro, a falácia legalista pura (reitero os exemplos de Honduras e Paraguai).
Vocês não respondem nada, apenas esperneiam, se vitimizam e ainda ofendem os outros. Argumento técnico nenhum, apenas a distorção total do artigo que garante a razão da Lusa. Se o Correio é respeitável pelo jornalismo que faz em assuntos que nos deixariam muito mais vulneráveis e expostos à esculhambação, se nao criminalização, vocês acham mesmo que vamo virar uma Veja pra falar de um campeonato de futebol?
Meus caros, batalha perdida. O brasil inteiro tá enojado com vocês, inclusive os torcedores que vêm justificar o injusutificável, achando que somos uns imbecis que nao conhecemos a tradição política brasileira e suas incríveis armações e atropelos em prol do interesse do mais forte.
Por fim (haja paciência pra discutir com gente que se diz progressista mas agora ignora o princípio mínimo de JUSTIÇA E IGUALDADE), o Correio nessa selva midiática tá muito mais pra Lusa que pra Flu e seus conchavos oligárquicos.
A gente sabe bem como funciona o jogo dos grandes interesses. o Cruzeiro botou em campo jogador irregular duas rodadas antes e levou uma multinha. E vocês vem aqui ofender a inteligência coletiva e ainda questionar o caráter dos outros. E como ingenuidade pouca é bobagem, fica aqui mais uma notícia que "não tem nada a ver com a história"
"Escritório de advocacia do presidente do Flu defende a CBF"
http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2013/12/18/escritorio-de-advocacia-do-presidente-do-flu-defende-a-cbf/#fotoNav=2
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