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Parem a execução de moradores de rua! Imprimir E-mail
Escrito por Frei Marcos Sassatelli   
Qui, 12 de Dezembro de 2013
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Em Goiânia, entre a noite do dia 4 e a madrugada do dia 5 deste mês, foram barbaramente executados mais três moradores de rua: Ricardo Jorge Teixeira Figueiredo (o português), de 30 anos, e dois outros homens ainda sem identificação.

 

O delegado Adriano Costa, adjunto da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), disse que não há nenhuma ligação entre os três casos e nenhuma relação com grupo de extermínio, porque cada caso aconteceu de uma forma diversa do outro.

 

Delegado Adriano, o senhor não acha que assassinar moradores de rua, de forma diversa, pode ser proposital (para despistar), provando justamente o contrário daquilo que o senhor diz? Como o senhor tem o despudor de afirmar que se trata de “problemas pontuais”, quando, somente na capital, em pouco mais de um ano, foram executados 44 (ou 48, segundo outra fonte) moradores de rua?

 

Se realmente – pelas investigações feitas – a maioria das execuções está ligada ao acerto de contas entre moradores de rua e traficantes, o que tem – ou quem está – por trás de tudo isso? O fato de a DIH se achar na obrigação de dizer – toda vez que acontecem assassinatos de moradores de rua – que não existe grupo de extermínio, não suscita muitas desconfianças?

 

Infelizmente, matar moradores de rua tornou-se habitual e Goiânia, em proporção à sua população, ocupa o primeiro lugar no Brasil. É uma situação que clama por justiça diante de Deus!

 

Apesar de tantas reuniões, de tantas conversas e de tantas promessas, a ineficiência dos poderes executivo e legislativo (municipal, estadual e federal) é assustadora, com a leniência do judiciário e a omissão do Ministério Público.

 

Falou-se diversas vezes na federalização dos assassinatos de moradores de rua de Goiânia. Segundo a mídia noticiou, alguns pedidos já foram feitos, mas até agora nada de concreto aconteceu e a matança continua.

 

Diante dos três últimos assassinatos, na manhã do dia 6 do mês corrente, numa reunião extraordinária do Comitê Gestor Municipal Intersetorial da Política Nacional para a População em Situação de Rua (Comitê Pop Rua – órgão da prefeitura de Goiânia, criado para instituir políticas para a população em situação de rua), com a participação de um representante da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR), foi anunciado que a referida Secretaria encaminhou o pedido ao Superior Tribunal de Justiça (STF) para a federalização das investigações dos crimes. A mesma ação já foi feita junto à Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

A busca de uma solução para os assassinatos dos moradores de rua de Goiânia é de urgência urgentíssima. Não dá mais para esperar! O que todos e todas desejamos é que as providências tomadas não fiquem – mais uma vez – só em palavras, mas cheguem, com rapidez, a resultados concretos.

 

Em nome da Pastoral do Povo de Rua do Vicariato Oeste da Arquidiocese de Goiânia e, penso poder dizer também, em nome de todos aqueles e aquelas que lutam na defesa dos direitos humanos, de maneira especial, da vida dos moradores de rua, faço novamente (já fiz no início do mês de abril deste ano) à ministra Maria do Rosário, da SDH-PR, quatro apelos dramáticos:

 

  1. Que, na grande Goiânia, os moradores de rua sejam incluídos, com a máxima urgência, no Sistema de Proteção a Pessoas Ameaçadas do Governo Federal;

 

  1. Que as investigações das mortes de moradores de rua sejam federalizadas imediatamente;

 

  1. Que os resultados das investigações sejam públicos e amplamente divulgados na mídia;

 

  1. Que os responsáveis sejam processados, julgados e condenados com rigor e rapidez.

 

Chega de tanta barbárie! Em nome de Deus, parem a execução de moradores de rua, nossos irmãos e irmãs!

 

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A pena de morte para os Moradores de Rua

 

Frei Marcos Sassatelli, frade dominicano, é doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP); professor aposentado de Filosofia da UFG.

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