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Bergogliomania e crise (4) Imprimir E-mail
Escrito por Osvaldo Coggiola   
Qui, 12 de Dezembro de 2013
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“Faltas gravíssimas”


A ordem dos jesuítas fora fundada em 1534 por Ignácio de Loyola, um militar de origem nobre, em um contexto de profunda crise da Igreja Católica, quando a cúpula do clero estava, como agora, coberta por denúncias de corrupção, como a venda descontrolada de indulgências (cuja denúncia por Martin Lutero originou o que se conhece como protestantismo). Neste contexto de crise, a Companhia de Jesus e seus membros alinharam-se completamente à alta hierarquia católica no combate aos protestantes. Os jesuítas passam a realizar, além dos votos comuns de qualquer religioso (obediência, pobreza e castidade), um quarto voto, de obediência total ao papa.

 

Inácio de Loyola escreveu, em 1554, as constituições jesuítas, dando origem a uma organização rigidamente disciplinada, abnegada e disposta a realizar qualquer sacrifício para defender o papa e a Igreja como instituição (1). Na crise da ordem feudal europeia, ordem da qual a Igreja cristã era a expressão concentrada, a Contrarreforma preservou a Igreja da ruína completa, transformando-a, delimitando-a, engessando sua doutrina, sua moral, seus ritos e sua organização. A Igreja Católica se dividiu de sua base social medieval, elevando-se e contrapondo-se a ela: a Igreja se fez Estado.

 

Entrincheirando-se na Europa ocidental, a Igreja católica conquistou simultaneamente a condição de ponta de lança da colonização ibérica do Oriente e, sobretudo, da América, alicerçando através dela sua pretensão de religião única e universal. Dessa forma e nesse processo, a Ordem jesuíta expandiu-se e cresceu, ao compasso de cada vez mais importantes missões que lhe eram encomendadas. Foi desse modo que chegaram ao Reino do Congo (1547), ao Ceilão e ao Marrocos (1548), à China (1552), à Etiópia (1555) e ao Japão (1580). Na América, a conquista, o extermínio e a submissão indígena a trabalhos forçados (na forma da escravidão, ou em outras) foram feitos em nome da cruz cristã. A Igreja Católica (e, depois, as igrejas protestantes na América do Norte) assumiu assim responsabilidade direta na submissão indígena (2).

 

A Companhia de Jesus, por isso, se tornou a principal força política na sociedade colonial norte-americana, nos séculos XVI e XVII, diante de uma ainda desorganizada administração colonial e dos próprios colonos, divididos e enfrentados em seus interesses imediatos. As missões jesuíticas no Paraguai permitiram, certamente, poupar a vida de boa parte da população indígena da região – os guaranis – da fúria exploradora dos colonizadores. O choque entre os religiosos e os colonos europeus foi inevitável. Os jesuítas cumpriram um papel decisivo no aniquilamento físico da Revolução dos Comuneros, gestada no Paraguai entre 1721-1725 e 1730-1735. Esta revolução proclamava a soberania do povo sobre o monarca e, entre outras coisas, opunha-se às missões jesuíticas, pois estrangulavam o desenvolvimento de um setor comercial local.

 

Quando o confronto explodiu, os jesuítas, a pedido da monarquia espanhola, organizaram e encabeçaram um poderoso exército de oito mil indígenas e derrotaram os revolucionários em março de 1735. Dessa maneira, a Companhia de Jesus participou na colonização e no saque europeu da América. Os jesuítas, porém, foram finalmente expulsos do Paraguai no século XVIII, após a Guerra Guaranítica (1753-1756). Nas metrópoles ibéricas, os jesuítas também foram expulsos, pois entraram em choque contra o “despotismo ilustrado” de Pombal (Portugal) ou dos Bourbons (Espanha). A influência das ideias jansenistas e anglicanas progredia na península ibérica, ideias trazidas pela influência do absolutismo francês e das tendências anti-romanas manifestadas por alguns setores do clero. A Societas Jesu, no retrocesso que lhe foi imposto, se aferrou a sua função de salvadora do Estado católico.

 

Em 21 de julho de 1773, com o Breve Dominus ac Redemptor, o papa Clemente XIV suprimiu a Companhia de Jesus, que nessa época contava com cerca de 23 mil membros em 42 províncias (mais do que hoje). Mas a Revolução a trouxe de novo à vida, na sua específica função contrarrevolucionária. Em 1789, estourou a Revolução Francesa, que viu a vitória temporária dos republicanos em Roma e a deportação dos sucessores de Clemente XIV: Pio VI e Pio VII. A resistência à Revolução foi assegurada por uma associação secreta, a “Amizade Cristã”, fundada em Turim pelo ex-jesuíta suíço Nikolaus Albert von Diessbach. Depois de 40 anos, com a Sollicitudo omnium ecclesiarum de agosto de 1814, Pio VII revogou o Breve de 1773 e dispôs a reconstituição da Companhia de Jesus em todo o mundo:

 

“Nós nos consideraríamos culpáveis diante de Deus de uma falta gravíssima, se, diante das milhares de presentes agitações que se abatem sobre as coisas públicas, fôssemos negligentes deixando de lado esta segurança de salvação (a Companhia de Jesus) que Deus, por uma providência singular, coloca em nossas mãos. Portanto, enquanto a nave de São Pedro é agitada sem cessar pelas ondas, não podemos rejeitar estes remadores fortes e experientes que se oferecem para nos ajudar a conter a força deste mar agitado, que ameaça a todo instante nos engolir em um naufrágio inevitável”. Desta vez, hoje, a coisa deve estar pior, pois confiaram a um membro da própria Companhia o papado.

 

Na linha de frente da contrarrevolução

 

No meio do recuo crescente da Igreja, a infalibilidade papal foi tornada dogma em 1871 pelo Papa Pio IX, derrotado pela guerra de unificação italiana. Do que resultou um Estado (o Vaticano) cuja cidadania é apenas masculina, sem qualquer forma de democracia, que representa uma religião mundial e recebe reconhecimento oficial no que restou de um imenso território pontifical que a independência da Itália terminou de expropriar, exigindo, até a “Concordata”, que o Papa permanecesse confinado no Vaticano.

 

Já no século XX, os jesuítas continuaram como vanguarda armada do papado nos processos em que se jogou o destino do catolicismo. No período da revolução espanhola (1931-1939), a Ordem dos jesuítas possuía um terço da riqueza nacional do país e era um importante apoio político da monarquia.

 

Devido a suas atividades contrarrevolucionárias, a Segunda República Espanhola a dissolveu e apreendeu, em 1932, todos os bens da Companhia de Jesus por obedecer a um poder estrangeiro (o papa) e conspirar ao lado dos setores monárquicos (3). No período final da guerra civil espanhola, durante a qual muitos sacerdotes jesuítas tomaram as armas nas fileiras contrarrevolucionárias de outro Francisco, o Franco Bahamonde da Cúria espanhola, este determinou, em maio de 1938, a revogação do decreto republicano e lhes restabeleceu seus bens.

 

Igreja ou Estado-empresarial?

 

O poder material milenar da Igreja, que já chegou a possuir a maior parte das terras da Europa e a impor pelo terror inquisitorial o seu domínio nesse continente e alhures, possui, no entanto, uma dupla natureza: material e simbólica. Sua força não reside apenas no Estado do Vaticano (4) nos ativos financeiros do IOR, estimados em ao menos oito bilhões de dólares, nos mais de 400 mil sacerdotes e 700 mil religiosas espalhados pelo mundo, na influência política junto aos governos, mas também num capital simbólico inestimável, o papel de substituto de Cristo na Terra. Mas esse “capital simbólico” se apoia em um capital bem real e material: o maior detentor de lingotes de ouro no último milênio foi sempre a Igreja Católica, que controla aproximadamente 60.350 toneladas de ouro, duas vezes as reservas oficiais de ouro de todo o mundo, e aproximadamente 30,2% de todo o ouro já produzido na história, com um valor de US$ 1,245 trilhão (o ápice áureo da Igreja foi atingido entre os séculos XIV e XVII, quando ela chegou a controlar 60% de todo o ouro extraído ao longo da história – Claudio Rendina, L’Oro del Vaticano, Roma, Newton & Compton, 2013).

 

Mas nem todo o ouro do mundo é garantia, na sociedade capitalista, contra a crise: o IOR deu balanço negativo em suas contas nos últimos cinco anos, inclusive depois dos saneamentos e da eliminação de Marcinkus and Co. (leia-se cúmplices). A mesma crise produz o choque entre o poder material da Igreja e os Estados nacionais; 26 países possuem representantes no Vaticano, que por sua vez está diretamente representado em 37 Estados nacionais. Na Itália, em especial em Roma, encontra-se a direção de 215 ordens religiosas, 89 masculinas e 126 femininas, muitas das quais existem há um milênio, às vezes até um milênio e meio, e possuidoras de conventos e congregações em todos os países do mundo, praticamente.

 

Na Itália, a Igreja é o verdadeiro “poder paralelo”. Em 2012, o governo Monti tentou taxar as propriedades da Igreja no país (onde a Igreja possui algo entre 33% e 50% das propriedades imobiliárias, um dado também mantido em segredo) ou, mais precisamente, somente aquelas abertamente usadas para fins comerciais (hotéis de luxo, resorts e coisas semelhantes). O projeto de Monti não passou pela Corte Constitucional italiana, a Corte de um Estado laico onde, no entanto, só entram aqueles que contam com a bênção prévia do bispo de Roma (o próprio papa). E todo o arco político italiano, até a suposta “esquerda”, o PD, calou.

 

Mas a crise potencial entre o Estado italiano e o Vaticano, supostamente superada pelo Tratado de Latrão (de 1929) celebrado entre o papado e o regime fascista, ficou apenas suspensa, potencial, e será reposta pela crise galopante das contas públicas (140% do PIB de débito público) que a tímida reforma do “professor” Monti queria enfrentar. Uma crise que choca com outra, a crise financeira da Igreja: em 2012, ocorreu o maior déficit fiscal em muitos anos no Vaticano, de cerca de 19 milhões de dólares.

 

A crise da Igreja anda ao lado da crise do capital

 

Nessa crise também incide o custo financeiro com os processos por pedofilia. Os escândalos de pedofilia, além do “custo moral”, têm um preço econômico com os processos e indenizações que, só nos EUA, chegou a três bilhões de dólares em mais de três mil processos abertos, com 3.700 clérigos denunciados, 525 já presos, a maioria dos quais condenados e cumprindo penas. A crise que repôs os jesuítas na Igreja, no século XIX, era parte das dores do parto do capitalismo na Europa; a atual crise, que um jesuíta importado do cafundó do mundo pretende enfrentar, é parte da convulsão provocada pela senilidade histórica do capital; não é a crise do nascimento da Europa do capital, mas a da agonia do mundo capitalista.

 

A Companhia de Jesus não é a solução, pois ela também é parte da crise global da Igreja católica. Embora continue administrando numerosos colégios e universidades em vários países (só no Brasil dirige cerca de 200 universidades e 180 colégios), é notória a diminuição em suas fileiras. Quando Bergoglio assumiu o cargo de provincial da Argentina, em 1973, existiam 30 mil jesuítas em todo o mundo (a Ordem chegou a seu auge em 1965, com 36 mil membros). Passados 40 anos, são menos de 18 mil. A idade média dos jesuítas hoje é de 57 anos e a redução de seus efetivos motivou a unificação de províncias e o fechamento de várias obras missionárias.

 

Não obstante, continua sendo a maior ordem religiosa da Igreja Católica, com presença em 127 países de todos os continentes, e conta com seis cardeais. Na campanha mundial para levantar a Igreja Católica, construindo uma imagem positiva e “renovadora” do novo Papa, convergiram, no entanto, desde os mais reacionários representantes do clero até os antigos membros da Teologia da Libertação. Os brasileiros Leonardo Boff e Frei Betto não economizaram argumentos para criar expectativas no novo Papa, inclusive o fato dele ser membro da congregação jesuíta e sua relação com determinados movimentos “progressistas” dentro da Igreja. Boff celebrou a eleição de Bergoglio porque “um jesuíta tem uma cabeça bem formada” para “renovar” a cúpula católica.

 

Por enquanto, não houve reformas nem “renovação”, além de gestos puramente simbólicos muito repercutidos pela imprensa. Uma jornalista do mui conservador Corriere della Sera, especializada em questões religiosas, já publicou um livro anunciando o aborto de “revolução do Papa Francisco”, devido à pressão interna à Igreja, exercida pelos inúmeros e poderosos grupos conservadores (Legionários de Cristo, Focolari, Opus Dei, Comunità di Sant’Egidio, Caminho Neocatecumenal, Comunhão e Liberação etc.), uma pressão insuperável e muito bem entrincheirada no coração do Estado italiano (Carlotta Zavattiero. Le Lobby del VaticanoI gruppi integralisti che frenano la rivoluzione di Papa Francesco,  Milão, Chiarelettere, 2013).

 

Realmente vista, foi a função de bombeiro do novo Papa. Francisco I foi ao “maior país católico do mundo”, o Brasil, no qual a proporção de católicos caiu de 92% em 1970 para 65% em 2010%; diminuição que beneficiou as seitas mafiosas evangélicas, que governaram o país na última década ao lado do PT. O papa foi, entre outras coisas, para conter o movimento juvenil que invadiu as ruas brasileiras no mês de junho de 2013, desviando-o, chamando o governo petista a “escutar a voz das ruas” – abrindo mais espaço para a Igreja Católica e reduzindo o dos evangélicos. Os “teólogos da libertação” se somaram calorosamente a essa operação político-religiosa. O Vaticano não trabalhou gratuitamente: pôs os imensos gastos papais no Brasil na conta do Estado, os evangélicos pressionaram o governo para que os reduzissem. Toda a “abertura de Bergoglio para os progressistas” se reduziu a um encontro em Roma com o padre peruano Gustavo Gutiérrez, um dos formuladores da Teologia da Libertação, em setembro de 2013, onde nem se sabe do que falaram.

 

Os traços inusitados do pontificado de Bergoglio, os gestos que deram lugar à atual (e passageira) “bergogliomania”, não são a solução, mas o sintoma da crise que percorre a Igreja, a mais profunda em séculos, que demonstra, para além das declarações em favor dos pobres e contra a cobiça e a insensibilidade dos ricos, que essa instituição milenar uniu para sempre seu porvir ao do capital, e que sofrerá o mesmo destino deste. Um destino que se joga, mais do que nunca, não nas naus dos templos eclesiásticos, mas nas fábricas, escritórios, escolas e ruas do mundo todo, católico ou não.

Notas

 

1) Sua legislação fundamental, conhecida como a “Fórmula do Instituto”, estabelece os objetivos ainda vigentes da Ordem: “Militar para Deus sob a bandeira da cruz e servir só ao Senhor e à Igreja, sua Esposa, baixo o pontífice Romano, Vigário de Cristo na terra”. Neste marco, o próprio lema dos jesuítas – “Para a maior glória de Deus” – sustenta-se no princípio organizativo de ser “disciplinado como um cadáver” (perindeaccadaver). Desde então, os jesuítas são conhecidos como os “soldados do papa”, pois sua subordinação ao pontífice católico é incondicional e representa um princípio sagrado para a congregação.

 

2) Karl Marx, em O Capital, citou uma inquestionável testemunha europeia: “os atos de barbárie e os perversos ultrajes perpetrados pelas chamadas raças cristãs em todas as regiões do mundo, e contra todos os povos que puderam subjugar, não encontram paralelo em nenhuma época da história universal, e em nenhuma raça, por mais selvagem e inculta, impiedosa e impudica que fosse”.

 

3) “O artigo 26 da Constituição da República espanhola declara dissolvidas as Ordens religiosas que estatutariamente imponham, além dos três votos canônicos, outro especial de obediência a outra autoridade, além da legítima do Estado, devendo ser nacionalizados seus bens e afetados a fins benéficos e docentes. (...) a Companhia de Jesus distingue-se de todas as demais Ordens religiosas pela obediência especial à Santa Sé, como o demonstram, entre inumeráveis documentos, a Bula de Paulo III, que serve de fundamento canônico à instituição da Companhia e às próprias Constituições desta, que, de modo eminente, a consagram ao serviço da Sede Apostólica”.

 

4) Além do Vaticano, resistem na Europa soberanias políticas absolutistas e territoriais, como a da Igreja Ortodoxa grega que na península do Monte Athos mantém um controle absoluto, proibindo a entrada de qualquer mulher e até mesmo animais do sexo feminino.

Leia também:

Bergogliomania e crise (1)

Bergogliomania e crise (2)

Bergogliomania e crise (3)


Osvaldo Coggiola, historiador e economista, é professor do departamento de História da USP.

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