topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Aug   September 2016   Oct
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
252627282930 
Julianna Walker Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Trotsky, o bíblico Imprimir E-mail
Escrito por Gilvan Rocha   
Segunda, 09 de Dezembro de 2013
Recomendar

 

Temos dito que existiram dois Trotsky. O primeiro escreveu o valioso ensaio “Nossas Tarefas Políticas”, em 1904, em que tecia, profeticamente, críticas à proposta leninista de partido, acusando-a de levar ao substituísmo. O segundo foi o que aderiu ao leninismo e contribuiu, com seu talento, para a construção e consolidação deste mesmo substituísmo, antes denunciado como nefasto. Mas os pecados do segundo Trotsky foram bem além. Foi ele co-partícipe das propostas que suprimiram a liberdade e impuseram o monolitismo e o partido único.

 

As medidas patrocinadas por Lenine e Trotsky, em 1921, foram a fórmula de que haveria de se revestir a usurpação do poder político por um único partido, ou melhor, por uma única facção. É verdade que pretendiam eles serem essas medidas transitórias e elas se perpetuaram.

 

Trotsky, vítima de sua própria sombra, foi excluído do Partido e, depois, expulso da URSS. No exílio, ao invés de submeter a Revolução Russa a uma análise marxista e enxergar que a revolução socialista foi derrotada, ele descambou para o idealismo filosófico, assumindo a tese da revolução traída.

 

Concomitantemente, se seguiram outros equívocos, como Estado operário burocratizado, afirmação desprovida de qualquer fundamento, pois não houve, na URSS, a ditadura do proletariado e, sim, do partido único.

 

Outro engano do senhor Trotsky foi proclamar a Revolução Russa como desfigurada, pois ela não se desfigurou apenas; ela tomou um caminho qualitativamente diferente, através do stalinismo. O que aconteceu na URSS foi o capitalismo de Estado e isso ele não percebeu.

 

Um fato que merece ser ressaltado é que ele, no exílio, voltou-se para a tarefa inverídica de provar que havia sido leninista desde sempre. Mais grave ainda, ele não se propôs a romper com as resoluções “temporárias” do X Congresso do PC russo. Pelo contrário, conservou-se fidelíssimo a essas resoluções, que impediam a existência de tendências no âmbito partidário e excluíam o livre debate.

 

Como as demais facções stalinistas, o trotskismo implementou, com todo rigor, o conceito judaico do “povo eleito de Deus”. Isso implicava em que os grupos ou partidos trotskistas se auto-proclamassem representantes da classe operária; e aqueles que se insurgissem contra seus ditames deveriam ser excluídos e abatidos. Fiel a esse princípio bíblico de que “quem não está comigo, está contra mim”, Trotsky não vacilou em dispensar acusações do tipo oportunistas, carreiristas, centristas aos seus dissidentes, não poupando, sequer, figuras como Andrés Nin e Victor Serge.

 

O monolitismo do X Congresso teve, no trotskismo, a aplicação mais profunda e a prova dessa afirmação é o fato de que existem, hoje, mais de cem organizações trotskistas espalhadas pelo mundo. Isso é a revelação inequívoca do quanto o monolitismo se faz presente nas hostes trotskistas, que não admitem qualquer discordância em relação ao discurso oficial de cada uma de suas agremiações. Os dissidentes não sobrevivem ou, para sobreviverem, têm que armar uma nova tenda.

 

A condição indispensável para que possamos varrer para o lixo da História o stalinismo contrarrevolucionário, responsável pela manutenção do capitalismo, é restabelecer o livre debate, sem preconceito e, sobretudo, sem medo de romper com mitos, lendas, fantasias e fraudes disseminadas em nome do socialismo ou do comunismo.

 

Leia também:

Inocentes úteis

 

Gilvan Rocha é presidente do Centro de Estudos e Atividades Políticas – CAEP.

Blog: www.gilvanrocha.blogspot.com

Recomendar
Última atualização em Segunda, 09 de Dezembro de 2013
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates