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Brasil: cinco séculos de escravidão velada! Imprimir E-mail
Escrito por Julio de Castro   
Qui, 26 de Setembro de 2013
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Nho Patrucinu... Eu, pobre veio, já nu s’importava co cativeiro. Morte tá í módi libertá corpu di negru, cansadu di trabaiá, má zere, nhô: fio, fia, netu piquininu, esse sim, i parceru turu... rapaziada moça, esse sim, vai pruveitá liberdade. Nossinhô tá lá in cima; ele há di oiá suncê, nho Patrucinu. Antonce nu hai Deu nu céu?! -

(De um “velho escravo”, emocionado, no dia 13 de maio de 1888, conf. Coelho Neto em A conquista, editado em 1928).

 

Desde a desdita de invasão pela Coroa Portuguesa, oficialmente no ano de 1500, que este extenso território de clima tropical e de inesgotáveis riquezas naturais tem sido meio de produção e exploração à mão de obra escrava e à alienação “abençoada” por comerciantes da Igreja. É o modelo de exportação, sobretudo de produtos primários, impregnados de excessiva energia do trabalho humano em regime execrável de servidão, para a concentração de poder e riqueza, manutenção da grande propriedade e exibicionismo da classe dominante. Muito embora, registrem-se valorosos movimentos de revolta, cônscios e inflamáveis, de mártires exangues que tombaram altivos, no campo e na cidade, ao longo da história brasileira.

 

Se antes era o grilhão que impunha afronta e desonra ao cativo, pela prepotência da senhoria de latifúndio e pela bestialidade do feitor, hoje, são as leis do Capital – similares a pesadas correntes –, do Estado necrosado, dessa canalha de políticos vassalos e da repressão policial, truculenta e assassina, quem arrocham os direitos básicos de vida digna da massa trabalhadora. Se antes a alforria do sexagenário jogado na miséria e ao deus-dará era “concessão” da economia colonial, hoje, a aposentadoria do escravo de carteira assinada dá-se aos 65 anos de idade (e tramam elevar para os 68 anos!), com o “benefício” de um salário mínimo pelo ingrato INSS. Visto que 80% dos aposentados/pensionistas percebem ínfimo salário mínimo.

 

Quando antes, na alta de “negócios lucrativos”, mercadores vis movimentaram seis milhões de escravos africanos, hoje, sem linguagem hiperbólica, há centena de milhões de explorados multirraciais no mercado formal brasileiro; incluindo crianças escravizadas na produção criminosa do carvão e da castanha. Além de população carcerária próxima a um milhão de pessoas; em sua maioria, negros e pobres. Assim, todo árduo dia, aos sinais da aurora, ergoescravos levantam-se para a labuta, ao despertar do relógio sem despertarem-se a consciência de que são roubados no peso de tarifas e impostos: energia elétrica, água tratada, serviços de telefonia móvel, transporte coletivo, cesta básica... Roubados na remuneração da jornada. Ademais, o Estado se apropria do FGTS e surrupia o trabalhador, quando corrige os depósitos em 0,5%/mês e aplica o montante do Fundo com ganho de até 12%/mês. Patrões e seus governos escravizam a massa de trabalhadores, assistidos por politiqueiros extorcionários e pelegos das centrais sindicais.

 

E o que há em comum entre Lula e José do Patrocínio? Ambos são mitos, tidos por habilidosos negociadores políticos, expertos oradores populistas e rotulados de “libertadores” pela classe social em êxtase escravizada. Mas que mantiveram o estado de exploração e subvenção, no jogo de interesses do poder econômico. Assim, entanto, Lula e José do Patrocínio, à releitura dos fatos, têm seus nomes na história como aliados dos senhores de latifúndio. Dúvidas? José do Patrocínio engambelou o Abolicionismo, propôs “compensar” os escravagistas com o dinheiro público, sem indenização alguma aos escravos, e Lula (o rato barbudo) financiou o Agronegócio, rolou a dívida dos fazendeiros improdutivos, liquidou a “Reforma Agrária” e impôs cala-boca aos camponeses com a Bolsa Família (mediante cadastro em prefeituras municipais, em cujas administrações mandam os senhores de terra).

 

Essa DEMOcracia – governo do Mal, das elites corruptas e escravistas, acobertadas por delinquentes capas-pretas e blindadas por troca-textos da imprensa inescrupulosa... O regime da Máfia Oficial, como corja de “Excelências”, que, despudoradamente, subtrai o bem público, exalta a antiética e o cinismo, degenera a Saúde e a Educação públicas, tacha de otários os eleitores de boa-fé, alicia imigrantes vulneráveis à superexploração (p.ex.: haitianos e bolivianos), aparelha as forças de repressão e denigre o Brasil, mundo afora. E a corrupção endêmica já transpõe a cultura verde-amarela: está ela no DNA dos agentes públicos. Não à toa que Paulo Maluf, Sarney, Renan Calheiros, FHC, Sérgio Cabral, José Dirceu & Irmãos Metralhas do PT e ladranzanas outros sentem-se sarcasticamente “confortáveis” em território nacional, diante das acusações de enriquecimento ilícito e de protestos populares. Os mãos-leves do erário bravateiam que “quem tem advogado de luxo e compadrio no STF não é punido”. E que “cadeia é para pés-de-chinelo”, não para a elite.

 

D. Pedro I, investido da autoridade de imperador, vagamente influenciado pelos ares da revolução francesa de 1789 e assessorado por José Bonifácio, quis constar na primeira Constituição Federal o fim da escravatura, mas foi “convencido a mudar de ideia” por imposição do latifúndio, que o ameaçava em rebelar-se contra a “Pátria Livre”. E, na Constituinte de 1987, quando parlamentares reformistas da ex-esquerda propuseram a aposentadoria de trabalhadores rurais mediante indenização por fazendeiros, estes se organizaram na bancada ruralista e obrigaram o Estado a arcar com tais aposentadorias pela Previdência Social; desde então, “deficitária”.

 

E quando, dentre todos os conluios, se unem senhores de terra com doutores da agiotagem institucionalizada, com o espúrio objetivo de patrocinar a imprensa de lucros e financiar a mó de lacaios da DEMOcracia, quem de vítima, encurralada pela polícia e infamada pela mídia, é a classe explorada. Latifundiários e banqueiros e grandes empreiteiros e governos gatunos e magistrados cediços são mais malditos do que vermes: o verme, naturalmente, só devora carne morta. E esses macrovermes do capitalismo são todos vorazes por energia, sangue e lágrima do trabalhador. Por tudo isto, 13 de Maio é engodo!

 

Apesar do ensaio de levante de massa nas capitais e principais cidades do país, produzindo toda gama de entusiasmo e sentimento de repulsa contra essa DEMOcracia, os escravocratas capitalistas não se intimidaram. Continuam onipotentes, explorando e oprimindo o povo. E pior ainda, com suas feras de farda do Estado, selvagemente, agredindo e incriminando a juventude manifestante no dia 7 de setembro passado. Todos os secretários de segurança pública foram taticamente orientados em reunião fechada no Ministério da Justiça, para, doravante, agir com violência contra protestos populares. Daí, conclui-se: só mesmo com revolução, sem trégua aos infames exploradores e opressores, o povo põe abaixo esse velho Estado. Comecemos pelo boicote às eleições oficiais. NÃO AO VOTO!

 

Julio Cesar de Castro presta assessoria técnica em Construção Civil.

E-mail: jota.castro(0)yahoo.com.br

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Última atualização em Sábado, 28 de Setembro de 2013
 

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