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A REDE de Marina Imprimir E-mail
Escrito por Roberto Malvezzi (Gogó)   
Sexta, 30 de Agosto de 2013
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A candidatura presidencial de Marina Silva não interessa ao PT e muito menos ao PSDB. O primeiro vê nela um potencial adversário no segundo turno das eleições, turno que os petistas queriam ver eliminado na primeira votação. Já o PSDB vê em Marina a usurpação das chances de ir ao segundo turno. Pode até costurar uma aliança com ela no segundo turno, mas seria o sepultamento político do PSDB, agora como coadjuvante, não mais como protagonista da política nacional.

 

Portanto, não parece mera coincidência que os cartórios estejam travando ao máximo o reconhecimento das assinaturas daqueles que gostariam de ver a REDE registrada e com direitos de concorrer às eleições.

 

Sobre Marina, paira uma visão de preconceito, desqualificação, mas também de receio. Preconceito porque, como Lula, vem dos meios pobres, das selvas do Acre, tem problemas de saúde, educação tardia e agora é evangélica da Assembleia de Deus. Desqualificação porque Marina foi ministra do Meio Ambiente do governo Lula e sua passagem deixou um rastro de contradições entre seu discurso e suas práticas reais, como a complacência com a Transposição, Angra III, exploração comercial das florestas.

 

Mas, no fundo, o que o meio político tem dela é receio. Mesmo com todas as suas contradições, ela trouxe para o cenário político brasileiro o chamado “pensamento complexo”. Essa weltasnchauung (visão de mundo), absolutamente contemporânea, sabe que existe uma implicação total entre a economia, sociedade e natureza. Mais do que uma novidade, é uma exigência dos tempos modernos buscar equilíbrio entre a atividade econômica e a sustentabilidade.

 

Nessa visão, não raro, o ambiental pode prevalecer sobre o econômico. Questões básicas como água, solos, biodiversidade, clima, assim como novas tecnologias e redes sociais, têm que ser pensadas em suas relações, não em gavetas estanques, como é a praxe da sociedade político-econômica contemporânea.

 

Com essa postura, Marina é facilmente rotulada de “capitalista verde”. Mas ela traz preocupações que qualquer pessoa razoavelmente informada sabe que têm pertinência histórica e política. Além do mais, ela se opõe ao capitalismo e ao socialismo cinzas, baseados na destruição das bases naturais da vida para fazer valer seus ideários.

 

Se petistas e tucanos acharem que vão derrotar Marina por subestimação e desqualificação, podem estar cometendo um erro mortal. Sua ascensão nas pesquisas, sobretudo depois das manifestações, diz que muita gente entende seu recado.

 

O PT, uma vez no poder, poderia roubar o potencial eleitoral de Marina. Bastaria que se apossasse de algumas de suas bandeiras principais, transformando-as em políticas públicas. Uma delas, temos insistido através do Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social, é tornar os nordestinos do semiárido produtores de energia solar, pela direta captação, conversão e lançamento da energia captada na rede nacional. Os produtores, através de algumas placas e um conversor – não é essa tecnologia de armazenar em baterias –, venderiam energia para o governo ou para as empresas. Seria uma revolução tecnológica e social, já que as famílias produtoras de energia poderiam facilmente dispensar o Bolsa Família. A tecnologia já existe – essa política também já existe em vários países, como Alemanha –, mas o governo nunca avança, porque a produção de energia no Brasil está reservada às grandes empresas. Ao povo está destinado apenas o consumo.

 

Bandeira simples como esta parece impossível no PT, afinal, Lula é admirador do desenvolvimentismo do regime militar, e Dilma é simplesmente “crescimentista”. Os tucanos parecem vencidos na história. Nesse vácuo, Marina surfa.

 

Roberto Malvezzi (Gogó) possui formação em Filosofia, Teologia e Estudos Sociais. Atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco.

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Última atualização em Sexta, 30 de Agosto de 2013
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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