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‘O aumento dos juros vai na contramão do que as ruas estão pedindo’ Imprimir E-mail
Escrito por Gabriel Brito e Valéria Nader, da Redação   
Quarta, 28 de Agosto de 2013
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Após ser chacoalhado pelas ruas no mês de junho, o governo brasileiro teve sua “maré de azar” reforçada pela estagnação econômica, que não é escondida por mais ninguém. O governo enfraquecido continua, no entanto, a correr para satisfazer os interesses do capital especulativo, na contramão do que esperavam as vozes das ruas.

 

“O aumento da taxa de juros vai na contramão do que as ruas estão pedindo. As ruas estão pedindo mais recursos fiscais para financiar políticas públicas. E a subida dos juros significa que o governo precisará ter mais superávit fiscal para cobrir parcelas de juros que vão ficar mais pesadas, em função do custo maior da dívida pública”, disse ao Correio da Cidadania o economista e professor da Unicamp, Plinio Arruda Sampaio Junior.

 

Crítico da política econômica dos governos petistas, Sampaio Junior reafirma as relações de dependência do país, que agora vê a estabilidade do real ameaçada por conta da mudança na política monetária dos EUA. Com isso, o economista alerta que o país se encontra em situação de extrema vulnerabilidade, em relação a uma fuga de capitais e ao estrangulamento cambial, o que leva o governo, ao invés de mudar prioridades, a queimar as reservas acumuladas, “já a altíssimo custo”, nos últimos anos.

 

“É uma prática dos governos petistas subestimar a magnitude da crise e ocultar as informações verdadeiras para a população. A primeira crise foi chamada de marola. Isto que nós estamos vivendo não é uma outra crise. É o desdobramento daquela primeira crise, que nunca foi uma marola. O passivo externo financeiro líquido já é da ordem de 700 bilhões de dólares”.

 

A entrevista completa pode ser lida abaixo.

 

Correio da Cidadania: Há tempos girando em torno de R$ 2,00, o dólar está agora envolto em movimento de forte alta. Por que isto está acontecendo e o que o fato diz de nossa economia?

 

Plinio Arruda Sampaio Junior: A alta do dólar reflete a grande vulnerabilidade da economia brasileira, na direção dos fluxos de capitais internacionais.

 

Quando o fluxo é favorável ao Brasil, a moeda sofre um processo de valorização, que coloca em risco a sua indústria, como aconteceu nos últimos anos. Quando o fluxo inverte o sentido, o país fica sujeito a uma desvalorização selvagem, que ameaça a estabilidade da moeda.

 

A dimensão do problema que estamos vivendo é dada pela declaração das autoridades monetárias, de que o Banco Central está disposto a gastar mais de 50 bilhões de dólares para evitar a disparada do dólar.

 

Ou seja, as reservas acumuladas no passado, com alto custo fiscal, agora serão utilizadas para financiar e subsidiar, no fundo para subsidiar a saída, a fuga dos capitais piratas que especularam no Brasil nos últimos anos.

 

Por que o dinheiro está saindo? O dinheiro sai por conta de uma mudança na política monetária dos EUA. Como era previsto, quando os norte-americanos subissem os juros, a especulação montada pela desvalorização do dólar ia terminar. É o que nós estamos vivendo hoje.

 

Correio da Cidadania: O que pensa da subida da taxa de juros, que tem sido a orientação do Copom mediante a nova conjuntura econômica?

 

Plinio Arruda Sampaio Junior: A subida da taxa de juros é uma exigência do capital internacional. Agora, o capital internacional pede duas medidas: o subsídio (a fuga de capital pela venda das reservas) e o aumento dos juros para, digamos, tentar dissuadir a saída em manada de recursos.

 

Esse aumento de juros vai na contramão do que as ruas estão pedindo. As ruas estão pedindo mais recursos fiscais para financiar políticas públicas. E a subida da taxa de juros significa que o governo precisará ter mais superávit fiscal para cobrir parcelas de juros que vão ficar mais pesadas, em função do custo maior da dívida pública.

 

Correio da Cidadania: O ministro da Economia Guido Mantega insiste em chamar de “mini-crise” o momento econômico que se instalou no país. O que pensa da postura do ministro e o que está realmente ocorrendo em nosso país?

 

Plinio Arruda Sampaio Junior: É uma prática dos governos petistas subestimar a magnitude da crise e ocultar as informações verdadeiras para a população. A primeira crise foi chamada de marola. Isto que nós estamos vivendo não é uma outra crise. É o desdobramento daquela primeira crise, que nunca foi uma marola.

 

Assim, na verdade, nós estamos vivendo uma crise forte, aprofundando a crise internacional, e que no caso brasileiro terá uma repercussão muito pesada. Porque, como nós surfamos na bolha especulativa internacional no momento de crise, às custas de um aumento monumental do passivo externo, ou seja, dos recursos estrangeiros na economia brasileira, agora nossa economia está particularmente vulnerável à fuga de capitais.

 

Tanto é que, de todos os países, a moeda brasileira é a que sofre mais. Na verdade, o passivo externo financeiro líquido, que são os recursos de capitais estrangeiros que podem sair a qualquer momento do país (portanto, passivo líquido, já descontadas as reservas), é da ordem de 700 bilhões de dólares.

 

Isso quer dizer que só há uma hipótese de o Brasil não entrar em estrangulamento cambial: não haver saída ou inflexão nos fluxos de capitais.

 

Qual seria a medida correta do governo brasileiro? Seria centralizar o câmbio e utilizar essas reservas acumuladas, a altíssimo custo no passado, para enfrentar as intempéries que vêm pela frente. Porém, a direção do governo é no sentido de se prostrar em relação ao capital internacional.

 

Correio da Cidadania: Quais as perspectivas que se colocam para a nossa economia, a seu ver?

 

Plinio Arruda Sampaio Junior: A perspectiva é de agravamento da crise econômica. Na verdade, o país vive uma situação difícil, porque a crise política complica a gestão da crise econômica e a crise econômica agrava a crise política.

 

Portanto, o cenário do futuro é de muita incerteza e grande instabilidade. É isso que nós temos pela frente na economia, independentemente de o governo tentar aparentar calma e ocultar para a população a gravidade das contradições que comprometem o funcionamento da economia.

 

Valéria Nader, jornalista e economista, é editora do Correio da Cidadania; Gabriel Brito é jornalista.

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Última atualização em Quarta, 04 de Setembro de 2013
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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