A presidente está nua

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Desta vez, foram multidões, e não uma criança, que gritaram, impiedosas, o “rei está nu”, pondo fim às construções fantasmagóricas sobre o sucesso social do modo de governar petista. Conto da carochinha divulgado pela grande mídia no país e no mundo, já que celebrava o sucesso de administração convertida ao social-liberalismo. Apesar dos gritos populares crescentes sobre sua impudicícia, Dilma manteve-se quietinha, fazendo-se de morta, rezando para que acreditassem que a luta contra o aumento das passagens não lhe dizia respeito.

 

As multidões desbordantes puteavam os aumentos dos transportes e os estádios faraônicos, apontando para a indecente degradação da saúde e da educação públicas. Muito logo, registraram em forma desorganizada a insatisfação com as condições gerais de existência, sobretudo nas grandes metrópoles. Rolaram pelo ralo das elucubrações marqueteiras as propostas do Brasil potência, país onde dominaria majoritariamente pujante nova classe média, que entrava garbosamente no mercado consumidor, arrancada da penúria pelos doze anos de reino petista.

 

A sustentação irresponsável da produção nacional por meio de consumo financiado, sem expansão substantiva do valor dos salários, tencionara a economia popular e o tecido metropolitano, atulhado de automóveis, com meios de transporte caros e deficientes e população trabalhadora enviada às periferias distantes. As populações urbanas levantavam-se contra a proposta social perversa de que pagassem o transporte, o colégio privado, o plano de saúde, a segurança e os cambaus, com seus magros salários, para a alegria de insaciáveis interesses privados.

 

Reeleição garantida

 

Para reeleger-se, Dilma Rousseff apostou todas as suas fichas na interpretação dos interesses privados dominantes, nacionais e internacionais. Construiu mega-ministério de quase quarenta picaretas e base parlamentar de centenas de outros roedores. Seguiu privatizando, sem pena, bens públicos, como aeroportos, portos, petróleo, estradas, ferrovias. Fez do BNDES sucursal do grande capital, patrocinando em primeira pessoa aventureiros como Eike Baptista, o inacreditável senhor das empresas X.

 

A presidente fechou a cara para os anseios populares e nacionais. No altar do agronegócio, sob os auspícios da bruxa de Abreu, sacrificou as reivindicações dos, e, se preciso, sem-terra, quilombolas e nativos. Seduziu os fundamentalistas, vestindo as pudicas vestes de primeira carola nacional. Pisoteou sem dó o laicismo e direitos cívicos nacionais: interrupção da gravidez; criminalização da homofobia; casamento homoafetivo; isenção fiscal, direitos e privilégios legislativos e de Estado para lideranças fundamentalistas etc. Liquidou o pouco de independência que mantinha a política externa brasileira.

 

Tudo inutilmente. Ao explodir, o desgosto popular farejou responsáveis subalternos para terminar apontando para o governo federal, responsável maior pelo destino da nação. Então, das elevadas alturas, as avaliações de Dilma Rousseff despencaram ladeira abaixo. Pior ainda, no calor da crise, a presidenta expôs seu enorme despreparo para enfrentar semelhantes conjunturas. A lembrança de Lula da Silva como eventual candidato em 2014 confirmou a cabotinice do ex-presidente em designar substituta pouco qualificada para posto ao qual sonha retornar.

 

Surpreendida em pleno abandono da orientação neodesenvolvimentista, Dilma Rousseff prosseguiu, sem correção de rumo, a orientação autista e conservadora de sua administração. No dia 24, monologou com a nação, propondo cinco pactos nacionais. Iniciou pelo fiscal, ou seja, pela promessa ao grande capital de contenção de gastos públicos e cortes de investimentos. Portanto, deixou claro que as promessas referentes à saúde, educação e transportes eram retóricas.

 

Com enorme sem-cerimônia, limitou-se a reafirmar projetos anteriores sobre a educação e saúde. Relembrou as propostas de contratação de médicos estrangeiros, de ampliação das escolas de medicina, de desonerações de impostos do transporte público, de emprego de 100% dos royalties do petróleo para a educação ─ ou seja, bem menos de 10% da renda petrolífera entregue ao grande capital privado.

 

Pega-bobo eleitoral

 

De novo, apenas a proposta retirada do bolso do colete de seus marqueteiros de plebiscito sobre constituinte restrita que abordasse a ... reforma política, eterna preocupação das classes dominantes, necessária ao reequilíbrio da expressão de suas forças e à consolidação da desprestigiada democracia representativa. Paradoxalmente, questão com alguma ressonância nos setores sociais atrasados, incorporados às mobilizações após sua massificação, sob a influência da mídia e dos partidos da direita tradicional.

 

A população exige passagem livre e hospitais, farmácias, escolas, universidades, postos de saúde públicos de qualidade. A presidenta oferece a discussão das coligações; listas eleitorais; voto distrital puro ou misto etc. Pega-bobo lançado à população enfarada com a representação parlamentar burguesa, que sonha, ingenuamente, como meio de reforma social, a redução radical do número, salários e privilégios de parlamentares, secretários, ministros, caso não possa fazer mais.

 

A reforma política não é pauta popular. É enorme o consenso que, mutatis mutandis, tudo permanecerá, no essencial, como “dantes, em nosso triste quartel de Abrantes”! Sequer o financiamento público das campanhas, proposta querida dos partidos de esquerda seduzidos pela integração parlamentar ao Estado, conta com largo apoio. Com razão, teme-se financiamento público milionário de partidos, reais e biônicos, associado ao financiamento privado direto ou indireto, por baixo do poncho!

 

A rejeição da constituinte seletiva para a reforma política pelos órgãos máximos das classes dominantes nacionais ensejou que fosse reduzida a proposta ainda mais acanhada e esdrúxula, de pronunciamento plebiscitário sobre questões apresentadas pelos picaretas no congresso e no governo! Tudo feito logo, logo, para que a presidenta chegue em 2014 com algo nas mãos, além dos previstos aumentos do juro básico e superávit primário; cortes nos gastos públicos; arrocho do salário mínimo; interrupção da reforma agrária; descumprimento da agenda civil nacional etc.

 

Não há inocência

 

Não se creia que a manipulação plebiscitária seja iniciativa despida de caráter performativo. As manifestações fluviais redefiniram a correlação social de forças no Brasil, comprovando a capacidade popular de pautar a vida político-social e de arrancar conquistas substanciais às classes dominantes. Entretanto, entraram já no inevitável ciclo regressivo, sobretudo devido à inexistência de pauta programática exequível, por além da conquistada redução do valor das passagens nas grandes e médias metrópoles, e de direção autêntica centralizadora.

 

Inexistência de pauta programática unificada devido, sobretudo, à paradoxal ausência da classe operária organizada. Ausência para a qual contribuiu substantivamente a ação da venal direção governista da CUT, que reina monopolicamente sobre a grande central, sobretudo após a multiplicação oportunista e interessada de centrais, que registraram na presente conjuntura sua total inoperância social e política – Força Sindical, UGT, CTB e Nova Central, além de CSP-Conlutas, CSB e CGTB.

 

Vendo minimizado seu poder de barganha, quando já se chamavam greves gerais pelo facebook, a direção da CUT dispôs-se a ingressar com barulho no coliseu da luta social. Desde que os gladiadores e os leões tivessem se retirado da arena, é claro. Preocupada em não qualificar o movimento popular com o ingresso dos trabalhadores organizados, chamou suas tropas “para dia nacional de luta”, e não para greve geral, marcado para o então distante 11 de julho. Esperam realizar parada prestigiosa e certamente não combativa mobilização de luta.

 

Uma aposta cuidadosa, que comporta grandes riscos. Se for demasiadamente tímida e não se aproximar da dimensão das concentrações populares, a demonstração enfatizará a passada marginalização do movimento sindical organizado. Se for grande a adesão de trabalhadores e populares, o “dia nacional de protesto” dará um novo impulso às mobilizações anti-governamentais e antissistema. Ainda mais que elas podem se servir da respeitosa pauta de reivindicação da CUT para armar-se de real programa de luta social e política.

 

No seu respeito canino ao governo federal, a burocracia cutista sequer integrou às reivindicações do dia 11 o aumento imediato do miserável salário mínimo, cancelamento das concessões petrolíferas, nacionalização dos públicos privatizados e dos meios de transporte. Para não falar da luta da convocação de Assembléia Nacional Constituinte, ampla, geral e irrestrita, com direito democrático de eleição dos constituintes, que entregue à população nacional enfarada com as atuais instituições elitistas o direito soberano de decidir seus destinos ­– pagamento da dívida, nacionalização do petróleo, estatização do transporte etc.

 

Novo período

 

Vivemos em junho as mais poderosas mobilizações jamais conhecidas no Brasil. Por sua autonomia e seu caráter combativo e antissistema, superam qualitativamente as marchas pelas Diretas Já, de 1983-84, sob o total controle dos partidos oposicionistas, ou as de Fora Collor, de 1992, dirigidas pelos partidos e, sobretudo, pela grande mídia, com destaque para a pentida Rede Globo, em momento em que o impeachment era inevitável. Essas jornadas registram importantes modificações na consciência da população brasileira concentrada nas grandes metrópoles, ensejadas pela ampliação do assalariamento e instrução.

 

Fortaleceu-se enormemente o movimento social, que depois de décadas pautou novamente as classes dominantes, obrigando a mídia conservadora a contorções verdadeiramente indecorosas. Fortaleceu-se também a capacidade de intervenção e manipulação conservadora, através principalmente das redes sociais e de segmentos sociais médios. O que permitiu que o petismo e o governismo iniciassem a velha gritaria de “Socorro! Olha o lobo”, sobre possível golpe direitista. Algo talvez compreensível, já que habituados a manter o grosso da direita brasileira, legal ou ilegalmente, como aliados assalariados de sua base parlamentar. Proliferaram as propostas de frente, de aliança e de pactos de esquerda contra a direita fascista, procurando desviar os golpes do governo do capital de turno.

 

Não há qualquer perigo de golpe de Estado. Como Lula da Silva, Dilma Rousseff foi escolhida como representante da ditadura do capital no Brasil, e permanece como tal. Que proporia o novo governo direitista: a privatização do petróleo; o pagamento disciplinado do capital financeiro; a proteção canina do agronegócio? O descontrole do petismo sobre as grandes massas urbanas abre, isto sim, espaço para que partidos da direita tradicional proponham-se como melhores defensores do capital e da propriedade. Como permite que eventualmente se expandam as exigências do capital para manter seu apoio ao governo, como já ocorre.

 

O novo período fortalece também propostas concorrentes ao petismo, como a ensaiada pela Rede, de Marina da Silva, sob o patrocínio do capitalismo verde, ou de cunho populista-autoritário, como eventual composição eleitoral organizada em torno do histriônico Joaquim Barbosa, da grande mídia burguesa. Ou seja, um Collor bis. Esta última menos provável, mas não impossível, no contexto de eventual perda de controle do capital da política nacional.

 

As manifestações apresentaram fortes lições para as organizações que se reivindicam da esquerda revolucionária. Naufragam espetacularmente as alimentadas ilusões da autoproclamada vanguarda de conquistar, apoiada em consignas e programas iluminados, a direção das massas em marcha. As populações apoiam-se nas lideranças, organização e consciência que possuem, ao iniciarem sua marcha. Quem não conquistar representação substantiva do movimento social, antes de ele pôr-se em movimento, será mantido à sua margem ou arrasado por seu impulso.

 

Acima de tudo, milhões e milhões de brasileiros foram atraídos para a política, mesmo quando a desqualificavam, ao participarem direta e indiretamente nas mobilizações de junho. Rompeu-se poderosamente o comodismo, a descrença, o individualismo, a despolitização, a alienação, cultivados carinhosamente pelas classes dominantes através de seus administradores, parlamentares, partidos, universidades e grandes meios de divulgação. Não estamos na véspera ou antevéspera da revolução social. Mas abre-se diante de nós um campo fertilíssimo para o cultivo do futuro.

 

Mário Maestri é historiador e professor do Programa de Pós-Graduação em História da UPF.

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Comentários   

0 #7 ao josé justinoLuiz Ramirez 19-07-2013 17:19
O senhor fez um dos comentários mais inescrupulosos, salafrários e chapabranquistas que ja vi por ai na internet. e olha que a disputa é dura; haja estomago pra aguentar petista cagando regra a essa altura do campeonato.

Não bastasse as mentiras que alimentam fanaticamente, a capacidade cada vez menor de disfarçar o anticomunismo dessa legenda decomposta na lama neoliberal enoja todo aquele que ainda acredita num projeto de sociedade diferente do atual, isto é, da ditadura capitalista que só aperta o torniquete em nosso país, com entusiástico aval, e respectivas repressoes militares, dos governos, sejam quais forem.

voces, governistas, sao cada vez mais abjetos, especialmente agora com essa ânsia em estancar o impulso das ruas que POS A NU a farsa de sucesso socioeconomico lulista. nao se faz os "ricos ganharem dinheiro como nunca dantes" ao passo de se reduzir nossas sempre indecentes desigualdades. Lula nao sabe mais que os inúmeros pensadores que servem de referência à humanidade pensante e nao subverteu todas as teses economicas e sociologicas ja registradas. bravatas servem apenas pra distrair incautos e reforçar argumentos de pilantras.

resta o ataque agressivo, desqualificante, histerico e tao mentiroso quanto às teses e ideiais defendidas pelo tal "PIG" - a mídia bandida tao bem alimentada e adulada pelo "petismo moderno".

Venderam a luta de classes nos balcoes capitalistas e vao morrer abraçados com os 300 picaretas com anel de doutor.

nao adianta berrar, espernear ou chamar a força nacional: a nova geraçao que luta jamais será tutelada ou mto menos liderada pelos maiores traidores de nossa historia politica e esse é o verdadeiro motivo de ódio e desespero de vcs, governistas patéticos que so se desmoralizam dia após dia.

o povo ja respondeu o q quer, e nao é dificil interpretar, visto que o PT “chegou lá” (e fez o que?) como fiel depositário dos anseios populares de mudança. Agora chega a conta de quem notou que aquele projeto tá morto e enterrado, ainda mais com a mediocridade e submissao aos ditames do grande capital do poste do Lula, sem habilidade alguma pra pelo menos emgambelar e controlar massas e movimentos, e que so manda pau pra cima de movimento social – a despeito de seu tapa de afogada de aceitar até anarquistas no planalto prum cafezinho.

somente um sujeitinho que já capitulou e rebaixou à estaca -1000 seus horizontes políticos radicais pra achar q o povo e suas organizações combativas tem de aceitar, agora, receber linha da presidente que o mesmo povo emparedou espetacularmente.

depois dos golpes de estado de 2005 e 2010 (hahahaha), nao adianta ficar com o conto do lobo e dizer que a direita está deitando e rolando, pois as ruas dizem exatamente o contrário e as organizações populares estão em ascensão, tanto ideológica como organizativamente. Basta por o pé na rua com vontade de construir, e não barrar em nome de interesses inconfessáveis, um novo projeto de sociedade (por sinal, nada radicalmente diferente das reformas defendidas décadas a fio pelo atual partido do poder) pra entender que o atual processo político é altamente positivo e alentador. Já o Partido da Traição de Classe, nada mais é que a mais nova facção da burguesia parasitária e colonizada do país, desta vez, com tintas vermelhas, humilhando, mais uma vez, a esquerda e seus combatentes verdadeiros e comprometidos, que nao foram enriquecer com alguns vendilhoes da luta de classes.

Adeus canalhas, a hora de vcs ta chegando. A fatura da traição está apenas iniciando seu processo de cobrança. Por isso, eu entendo tamanho desespero, de quem quer só uma coisa: vencer em 2014 e se perpetuar no poder com esse projeto socioeconômico medonho e destruidor, que já leva o país à ruína em todas as frentes e deixará um legado desastroso pros proximos tempos, em todas as areas: social, ambiental, economica, politica, cultural, enfim, um desastre sob os pontos de vista objetivo e também subjetivo. O governo dos trabalhadores que tirou como nunca direitos históricos dos trabalhadores e fez todas, absolutamente todas, as concessões exigidas pelas patronais (reforma da previdência e desoneração de mais de 40 setores tão aí pra desmentir qualquer meretriz governista).

A luta de classes continua e vocês estão dispensados dessa fileira. Façam como Dirceu ao menos: encham o rabo de dinheiro e sumam daqui, inclusive dessa tribuna, que nao é nem Veja nem bloguinho governista de cheerleader lulete.
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0 #6 papo coxinha sofisticadojosé justino 18-07-2013 15:06
"A presidente está nua".

Conversa fiada de atacado pela doença infantil do comunismo. Mais um deslumbrado pela porralouquice dos usuários do feicibuqui e mascarados "anonymous".

Eu estive numa dessas manifestações aqui no Rio. A grande maioria (grande mesmo) era de desmiolados, brancos bem nutridos recém saídos dos cueiros que não sabiam sequer o que estavam fazendo ali.

Vi uma quantidade enorme de amestrados pelo discurso idiota da oposição midiática. Não eram e nem são contra as famiglias midiáticas corruptas -assim como não são os partidecos como o PSOL que desde que foi criado vive na rabeira dos privateiros tucanos e pefelistas.

Todos nós vimos, e você deve ter visto também mas não é conveniente para seu discurso partidário, que além dos cartazes inócuos, mal escritos e com reivindicações das mais estapafúrdias, os coxinhas foram e ainda são coniventes com a violễncia anti-partidária ao aderirem alegremente aos argumentos idiotizantes da criminalização da política.

Mas, o discurso "apolítico" e "anti-partidário", tipicamente proto-fascista, é conveniente para os oportunistas de esquerda que sonham revoluções com o proletariado desde que eles sejam a vanguarda e os líderes. É e sempre foi uma esquerda autoritária que prefere até o retorno de uma ditadura -porque acredita numa revolta popular contra a opressão- do que fazer uma frente contra a direita e a impunidade de que são contemplados pela "justiça" deste país.

Os que ficaram nus foram os que reagiram imediatamente após a proposta de plebiscito da Presidenta. O plebiscito -consulta direta à população- deu cagaço nos degenerados da direita e naqueles que se dizem de esquerda mas que vivem amasiados com os vagabundos do Congresso e a mídia venal a elaborar CPIs de tapiocas.
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0 #5 o brilho da raposaleila gomes 11-07-2013 09:24
O FHC. deixou sua marca "Tercerização" que é hoje a maior brecha para a roubalheira, e ainda é premiado pela proeza.
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0 #4 RE: A presidente está nua agente boi 07-07-2013 07:42
Sr Mario Maestri :Sera ?

Nao ve que tanto Lula como FHC e os seus respectivos partidos foram "criacao " do Golbery .Que reconhecemo foi muito mais inteligente que todos nos .
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0 #3 RE: A presidente está nua Iria Barradas 05-07-2013 14:54
Fico pasma de ver que não há contraponto, é tudo ou nada, historiador, você deverá falar daqui a alguns anos analisar estes eventos à luz da história; enquanto ocorrem fica assim mesmo, fora de foco. Estádios faraônicos que serão quitados com dinheiro privado, a mídia não informou isso; para reeleger-se??? ela não está no 1o. mandato??? não é proposta a ampliação das escolas de medicina: foram abertas mais de 11.00 novas vagas;(...)Rompeu-se poderosamente o comodismo, a descrença, o individualismo, a despolitização, a alienação, cultivados carinhosamente pelas classes dominantes através de seus administradores,(...) sinceramente, você viu este rompimento onde? 90% é massa de manobra;
(...)Mas abre-se diante de nós um campo fertilíssimo para o cultivo do futuro.(...) de novo o futuro???? Não vou comentar seu artigo cheio de clichês, contudo digo o seguinte toda plantação tem de ser colhida e estamos colhendo o que foi plantado nos anos anteriores, o que vamos colher deste agora ainda é uma incógnita HISTÓRICA.
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0 #2 RE: A presidente está nua Matheus 05-07-2013 09:56
Fiquei impressionado que grande parte do texto apenas repete o discurso dominante na mídia de massas, controlada pelo capital privado e financiada pelos governos federal, estaduais e municipais. Não difere muito do discurso da oligarquia e da direita parlamentar e midiática.

Concordo com a crítica à timidez das centrais sindicais, ao não incluirem sequer a reversão da Privataria. Concordo que é contraditório prometer, ao mesmo tempo, serviços públicos de qualidade e austeritarismo fiscal. Mas não vi uma vírgula contra os governos estaduais, aliados ou não do neopetismo, que comandam uma repressão brutal e co-administram vários destes serviços públicos.

Se o propósito é convocar uma Assembleia Constituinte, eu concordo perfeitamente. Mas qual seria o problema de um processo constituinte autolimitado, que não toque nas cláusulas pétreas. Uma Constituinte dessas priorizaria a reforma política, eleitoral, tributária, policial e militar, sem tocar nos direitos e garantias já conquistadas em 1988. E acima de tudo, que essa Constituinte seja altamente participativa e não integrada por políticos profissionais que possam legislar em causa própria.
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0 #1 Faltou ousarSandro 05-07-2013 03:10
Para confesar nao gosto de futebol .Mas assim que soube que a copa ia ser no Brasil , previ:2014 "crise " economica e Brasil ganha a copa.Ate agora estou acertando .Se puder fazer outro prognostico mudaria; talvez nao ganharemos a copa e acaba o PT. Explico o PT nao vai se voltar para a classe trabalhadora e fazer um governo realmete popular ,porque tem medo de perder o apoio da grande burguesia .O problema para o PT e' que esta ja nao interessa mas que o PT esteja no "poder".{Talvez ainda so interese a China].Quero dizer perdera a base social .
Para ser bem sincero nao acredito , que a sociedade brasileira seria tao inteligente para fazer todas essa manifestacoes sozinha .












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