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Democracia Direta Já! Imprimir E-mail
Escrito por Julio Cesar de Castro   
Terça, 25 de Junho de 2013
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O essencial é que o bom movimento não se suspenda. Não nos contentemos com estas primeiras vitórias e continuemos a defender a boa causa.

A vida é isto: - um esforço contínuo das gerações, não em proveito próprio, mas em proveito das gerações vindouras (Olavo Bilac, Rio de Janeiro em 1904).

 

 

Desde nunca, enfim (quem sabe faz a hora, não espera acontecer...), tomada pelo ardor revolucionário, pela efervescência da revolta e da primavera de transformação social, inicialmente puxada pelo anonimato de universitários, a juventude brasileira estende as reivindicações estruturais e, em altissonante grito de “basta”, vai às ruas abominar toda essa carcomida classe política que se amoldou para manutenção do estado de roubalheira generalizada do bem público. De Mensalão do PT, de truculência do PSDB, de ONGs do PCdoB, da pequeneza do PSTU... E CUT e Força Sindical e MST e UNE... “Uhuuuu!”. Tudo que representa conluio à custa do dinheiro público está sob a reprovação das manifestações, crescentes em todas as capitais e principais cidades do país. Principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, que, em estrondosa condenação, manifestantes repudiaram a presença de militantes profissionalizados com bandeiras de partidos políticos, inclusive os partidos coadjuvantes da direita... “Fora, oportunistas!” E com alerta à PM dos opressores: “Você aí fardado, também é explorado!”.

 

Essa elite de parasitas do Imposto Sindical, essa elite da UNE inventada por Zé Dirceu, essa elite do MST com “sítios” em assentamentos do INCRA, acostumadas a voos de primeira classe, arrotando vinhos caros e palitando os dentes, esnobando mordomia, que não vivem o sacrificante dia a dia dos cidadãos no transporte coletivo, nos hospitais do SUS, nos restaurantes populares e sub-habitações das periferias... As malfadadas elites não têm ideais nem amor à pátria. E que estão sendo todas desmascaradas em vias públicas; mesmo porque venderam suas organizações aos mercadores do governo, como correia de transmissão do PT. Feito João Pedro Stedile, lulista “do peito”, que ceifou a crítica do Movimento e se converteu ao obscurantismo ruralista, arrefecendo a luta pela Reforma Agrária. Todas essas pseudo-lideranças representam a vassalagem ao poder econômico dominante. Poder, este, que logo soube recompor-se, pelo método de cooptação, após as históricas greves de São Bernardo do Campo em SP e das ocupações de terras pelos valorosos Sem Terras do RS.

 

Até as pessoas vividas, que enfrentaram o Regime de Exceção ou que lutaram pelas Diretas Já ou encorparam os protestos pelo impeachment de Collor, hoje, de corações sobressaltados ante a súbita ocupação do espaço público pelas novas gerações, se entusiasmam na esperança de banimento da política tradicional e pelo fim do estado de letargia do povo. Muitos dos que ontem foram ludibriados pelo romantismo do Lula lá, agora, de voz refeita, foram à janela de suas casas para remoçar-se do amor à Pátria amada Brasil: “que maravilha, minha companheira! Me belisca, não pode ser o que meus incrédulos olhos presenciam... É isso que dá promover a Educação neste país!”. E, para outros fervorosos cristãos: “por Cristo, só pode ser providência divina!”.

 

São aos milhões de manifestantes apartidários, ordeiros e conscientes, empunhando como único símbolo de representação a bandeira do Brasil, interconvocados através de redes sociais, sabedores das negociatas entre maus políticos e empresários corruptores. Exigindo respeito também da imprensa de troca-textos, quando, a princípio, reeditando o antigo rótulo de “subversivos”, insistia tachar o mar de manifestantes como “baderneiros”. O foco das câmeras da Globo, então, acabou por reafirmar que esses protestos eram pacíficos e objetivos, e que o direito de manifestação nas ruas está democraticamente conquistado. Porém, habituados ao Estado repressivo por Tropa de Choque, governadores e prefeitos insensíveis ao clamor dessa multidão à tônica das reportagens do dia, depois de intransigência com bombas de efeito (i)moral, cederam na redução das tarifas de ônibus, trens e metrôs. Mas, cadê as planilhas de custo? Por que não se aplica o Código de Defesa do Consumidor na qualidade do serviço de mobilidade urbana?

 

O governador Geraldo Alckmin (que despreza o legado democrático de Mário Covas), os ministros Eduardo Cardozo (que oferece a Força Federal a governadores) e Antonio Patriota (que subestima o senso crítico popular), em face da resistência dos protestos, foram obrigados a vomitar seus impropérios na mídia.

 

Contudo, valendo-se de velha artimanha, muito empregada nos anos de 1980 contra os movimentos pela redemocratização e contra mobilização de desempregados em São Paulo (fase de recessão), segmentos reacionários da sociedade contratam mercenários barras-pesadas para se infiltrarem nessas megamanifestações e promoverem quebra-quebra e saques, com o propósito de desqualificar as legítimas exigências da energia estudantil. Se antes eram os “filhotes da Ditadura” quem aplicavam tal vil prática, de desmobilizar as massas nas ruas, hoje – pasma, leitor! – são partidos institucionalizados, sindicatos pelegos e entidades do patronato quem financiam a ação de vândalos pagos. E, é claro, persuadem jovens alienados a juntarem-se aos “contratados” para a destruição do patrimônio público. Aí, percebem-se jovens guerreiros apaixonados pela transformação social, tentando conter jovens despropositados e de reação primitiva nesses atos públicos. Afinal , quando a grita das ruas exige o fim da corrupção e mais investimentos com melhor gestão em educação e saúde de qualidade, mexe com interesses político-econômicos de dissimulados mãos-leves dos cofres públicos.

 

Palavra de ordem adensa a onda. É o despertar-se do eternamente em berço esplêndido. É a gota d’água de tolerância ao modelo petucano e ao lulo-malufismo. A repulsa ante o superfaturamento de obras dos estádios de futebol. Brasil, abaixo essa camarilha de corruptos! E que há muito se apossou do Estado, no entreguismo ao poder econômico. Mas a persistente e extraordinária manifestação, de magnitude nacional, assombrosamente repercute na Europa e nos Estados Unidos para descortinar a dura realidade do Brasil de cidadãos comuns – diferente da de Lula (“ele é o cara!”), retratada mundo afora. Por isso, elevado o orgulho verde-amarelo de Ou ficar a pátria livre (livre da corrupção), doravante, este país de memoráveis mártires não poderá mais ser malvisto como nação de 190 milhões de covardes egoístas.

 

E mais, quais cabreiros caramujos, Lula, Renan Calheiros, FHC, Sarney, Michel Temer, Aécio Neves, Collor e outros profissionais de negociações políticas, estão recolhidos em suas mansões à reflexão de “o que pode ter dado errado” e da evolução dos fatos. Ademais, apadrinhada política de Lula, a presidente Dilma Rousseff, sem pejo na plástica de mentir à nação, em Rede Nacional de Rádio e Televisão, vem afirmar: “quero dizer que meu governo está ouvindo essas vozes pela mudança”. Ora, financiada pelo grande capital financeiro através do PT, aliada ao que há de mais nefasto na política deste país, não seria S. Excelência ousada de romper com essas “forças ocultas”. A negá-las, certa de que essa máfia financeira não a perdoará, preferirá ela trair a nação. Como o fez seu antecessor.

 

Todavia, se todas as adoradas manifestações em alarme estudantil não avançarem na adesão de trabalhadores da cidade e do campo, servidores públicos, aposentados e donas de casa, incorre-se a mero modismo de juventude influenciada pela literatura de revoluções e rock de protesto antiditadura militar. Somente o povo organizado, manifestando-se de cidadania plena nas avenidas e praças públicas, em um decisivo levante, exigindo DEMOCRACIA DIRETA JÁ! (principais deliberações por plebiscito), é quem pode inverter o modus de governança neste país.

 

O bravo povo brasileiro, passando a régua na política de conveniência entre os poderes de “mentirinha”, banindo o voto obrigatório nas eleições oficiais, restaurando a Política e credibilidade das instituições, anulando as aposentadorias compulsórias a magistrados marginais, impondo imposto sobre grandes fortunas para sustentação do Social, implantando a Reforma Agrária com a extinção do latifúndio e cobrando cadeia aos torturadores militares... Só assim far-se-á jus ao verso verás que um filho teu não foge à luta. Alteie a bandeira do Brasil, juventude!

 

Julio Cesar de Castro presta assessoria técnica em Construção Civil.

E-mail: jota.castro(0)yahoo.com.br

 

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