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Queima de carros na Suécia: o rei está nu Imprimir E-mail
Escrito por Marconi Souto, de Estocolmo para o Correio da Cidadania   
Quarta, 29 de Maio de 2013
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Com o discurso de ‘menos impostos e mais dinheiro no bolso’, conseguiram enganar a cidadania e aproveitaram para destruir ideologicamente o Estado do Bem Estar Social. Os setores do proletariado que migraram para a classe média, graças às políticas includentes da social democracia de Olof Palme e Tage Erlander, hoje sonham com uma Jacuzi e uma empregada latina.

Com os subúrbios em chamas , o Reino, onde a tragédia só existe se for bergmaniana, assiste à rebelião e condena seus filhos bastardos.

 

Tudo começou com a execução, pela polícia, de um doente mental, sexagenário que, armado com uma faca, ameaçava os transeuntes. Perseguido, refugiou-se em um apartamento e acabou sendo morto a tiros. As autoridades informaram que o sujeito tinha sido levado ao hospital ferido, mas, na verdade, o homem já estava morto no apartamento e só foi retirado de lá depois de várias horas. Esse foi o estopim que desencadeou a revolta, mas todos que moramos aqui sabemos que, na verdade, o buraco é mais embaixo.

 

À margem da sociedade, sem trabalho, com escolas que não conseguem educá-los, os filhos de imigrantes, nascidos no país, com direitos legais, mas, de fato, excluídos de sua cidadania por culpa de teorias genéticas perversas que até hoje ninguém consegue explicar, ficam impossibilitados de fazer parte da única pátria que conhecem e onde lhes tocou nascer.

 

São suecos e ao mesmo tempo não o são. Reivindicam o país do seus pais, como única maneira de identificar-se. Os políticos e a maioria dos cidadãos suecos não os entendem. Estes subúrbios estão tão longe do seu imaginário quanto a África ou América Latina geograficamente.

 

O primeiro ministro sueco se dirigiu aos ‘baderneiros’ como se fossem estrangeiros. O partido de ultra direita sugeriu reprimir violentamente os jovens incendiários e deportar os não suecos envolvidos nos ataques. Para mim, a questão fundamental é a não assimilação do "outro". O resto é política neoliberal, privatizações, postos de trabalho que desapareceram, empregos e moradias onde o que vale é o sobrenome. Chamar-se Mohamed ou Silva significa que as tuas possibilidades estão reduzidas a menos da metade.

 

Agora, é legal trazer mão de obra de fora, onde você trabalha sem nenhum tipo de segurança laboral, mora em barracas, não tem direito a férias e ganha 1/3 para não dizer 1/4 do salário pago no país. Em 10 anos, a direita conseguiu vender quase todas as conquistas dos trabalhadores do pós-guerra ao capital de risco internacional. 

Como no reino da Suécia está proibida a indignação, são os filhos bastardos os únicos com coragem para dizer que o rei está nu.

 

Marconi Souto, de Estocolmo.

Email: marconi_1(0)msn.com


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Última atualização em Quarta, 29 de Maio de 2013
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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