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Mais uma vez Grito e Plebiscito mobilizam o Brasil Imprimir E-mail
Escrito por Luciane Udovic e Luiz Bassegio   
Segunda, 10 de Setembro de 2007
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Em contraponto ao discurso oficial do presidente Lula, exibido em rede nacional, na noite do dia seis de setembro, onde afirmou que não há mais exclusão no país e que os movimentos sociais participam das decisões do seu governo, no dia sete de setembro, data que comemora a Independência do Brasil de Portugal, centenas de milhares de excluídos e excluídas saíram às ruas, em mais de duas mil localidades do Brasil, para gritar em alto e bom som o lema do 13º Grito dos Excluídos de 2007: “Isto não Vale!. Queremos participação no destino da nação".

 

Em conjunto com o Grito deste ano também aconteceu o 3º Plebiscito Popular, envolvendo mais de 64 entidades nacionais de todo o país. Foram espalhadas, desde o dia 1º de setembro, urnas de votação em faculdades, feiras, praças, rodoviárias, igrejas, sindicatos, Câmaras Legislativas e em outras localidades para recolher os votos da população sobre o Plebiscito Popular que questionam as privatizações do país, como a Vale do Rio Doce, a Reforma da Previdência, que retira direitos dos trabalhadores/as, o aumento das dívidas interna e externa e as altas tarifas de energia elétrica pagas pela população. Dados preliminares da secretaria nacional neste 7 de setembro já registraram que só nos estados do Ceará, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro aproximadamente 17 mil urnas e 34 mil voluntários foram envolvidos no processo. Certamente mais de 100 mil urnas chegarão à secretaria nacional até o final da votação neste nove de setembro.

 

A idéia é que, no dia 25 de setembro, os dados do Plebiscito Popular que serão computados até o dia 20 deste mês sejam entregues ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além dos poderes Legislativo e Judiciário. “Vamos reverter este quadro criminoso de entrega do patrimônio e das riquezas do solo e sub-solo brasileiro”, afirmam os coordenadores do Grito e do Plebiscito.

 

Dados preliminares da secretaria nacional do Grito já indicam uma grande mobilização popular. No nordeste do Brasil mais de 100 mil pessoas se manifestaram. Em Salvador o Grito e o plebiscito reuniram 30 mil pessoas. No interior da Bahia foram 40 cidades envolvidas com manifestações que mobilizaram mais de 70 mil participantes. Em Fortaleza, 10 mil pessoas se encontraram na Praça 31 de março. Em João Pessoa, na Paraíba, 1,5 mil pessoas caminharam em direção ao desfile oficial onde foram barrados pela tropa de choque. Em São Luis, no Maranhão, houve manifestação e panfletagem durante o desfile oficial. Em Minas Gerais, 10 mil pessoas animaram o Grito com cartazes e faixas de denúncia e anúncio de um novo projeto popular para o Brasil. Os organizadores pretendem atingir mais 50% das cidades mineiras na coleta de votos do plebiscito. Em 9 cidades de Santa Catarina, cinco mil pessoas saíram às ruas. Tendo como ponto forte no estado o plebiscito popular organizado em 70% dos municípios.

 

Em Maceió, milhares de manifestantes foram às ruas por soberania nacional com muita mística, esperança e utopias, trajaram roupas brancas e chapéus de palha e com um grande painel escrito PAZES. Em Manaus, os manifestantes chegaram em caravanas no ato do Grito onde protestaram com teatro, dança e música para denunciar a situação de exclusão na cidade: descaso do poder público em relação ao “Transporte Coletivo, Segurança Pública, Educação, Venda do Patrimônio Público, Morosidade da Justiça, Violência contra a mulher, falta de água, saúde pública e tantos outros gritos contidos”. Foram mais de 9 cidades envolvidas na mobilização. No estado do Pará, 50 mil participantes usaram como símbolo uma carteira de trabalho gigante para registrar o protesto contra a reforma da previdência, um dos temas do plebiscito. Em Porto Alegre, 1,5 mil pessoas concentraram-se no largo Glenio Peres e seguiram em marcha até a Praça Brique da Redenção, onde vários movimentos se somaram à manifestação e realizaram o plebiscito popular.

 

No Distrito Federal, enquanto Lula apreciava o desfile militar da “independência”, convencido de que não há exclusão no país, mais de 2 mil pessoas participaram da passeata na Esplanada dos Ministérios na pista paralela à da parada militar. É claro que a imprensa foi proibida de transmitir mais esta ousadia dos excluídos/as.

 

E com todo este simbolismo, criatividade e ousadia, as atividades do 13º Grito e do Plebiscito seguiram acontecendo em todo Brasil: Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Tocantins, Dourados, Campinas, Piracicaba, e tantos outros municípios.

 

Em Aparecida, Vale do Paraíba, cidade simbólica para o Grito dos Excluídos/as, cerca de 90 mil romeiros estiveram presentes entre a Caminhada da 20ª Romaria dos Trabalhadores, o 13º Grito dos Excluídos e a Missa dos Trabalhadores. Em gesto simbólico, foram dados cartões vermelhos para as privatizações de nossas riquezas, como a Vale do Rio Doce, para as dívidas interna e externa, para os Tratados de Livre Comércio, FMI, Migração Forçada, a Reforma da Previdência que retira direitos já conquistados pelos trabalhadores, as altas tarifas de energia elétrica onde o povo paga até 8 vezes mais do que as empresas que são subsidiadas pelo governo etc... Em contraposição, foram dados cartões verdes à soberania nacional, a mais investimentos nas áreas sociais como saúde, educação, emprego e moradia, À Reforma Agrária e Urbana, a uma integração justa e solidária entre os povos, a tarifas sociais de energia, à ampliação de direitos trabalhistas e previdenciários etc.

 

A capital de São Paulo mobilizou este ano mais de 15 mil lutadores e lutadoras do povo. A 10º Romaria a pé saiu de diversas localidades com destino à Praça da Sé, unindo-se a outros manifestantes do Grito. Foram recebidos pelo bispo auxiliar Dom Pedro Luiz Stringuini. Durante a celebração, foram recolhidos os votos do Plebiscito Popular. Dom Luiz afirmou a importância das manifestações populares sejam elas religiosas, cívicas ou manifestações por cidadania. “O povo tem esperança, alegria e espera por dias melhores” – afirmou o bispo.

 

Mais uma vez, o 13º Grito dos Excluídos/as e o 3º Plebiscito Popular mobilizaram o Brasil! Oscar Niemeyer, um dos mais importantes arquitetos do mundo, deu o seu voto no plebiscito popular pela anulação da privatização da Companhia Vale do Rio Doce, na terça-feira (04/09), no Rio de Janeiro (RJ). Referência de traços modernos e símbolo da luta por justiça social no Brasil, o socialista Oscar Niemayer deu o seu voto pela anulação do leilão da Companhia Vale do Rio Doce, demonstrando o seu apoio às mais de 60 organizações que trabalham neste processo: "Eu apóio este Plebiscito, pois quando tem gente protestando na rua é um trabalho melhor que o meu" .

 

Na quinta-feira, 06 de setembro, foi a vez da sambista Beth Carvalho dar o seu voto no Plebiscito Popular, reafirmando a necessidade do povo brasileiro de se posicionar quanto aos rumos do nosso país e colocando o seu apoio a todas as organizações que estão organizando esta campanha. "Tenho esperanças que esta questão da Vale será revertida. Estão vendendo tudo no nosso país”, afirma Beth.

 

E o Grito dos Excluídos não pára por aí. Desde 1999, em 12 de outubro, data que marca a dor da Conquista Européia e, principalmente, as milhares de lutas e resistências que temos realizado para a nossa emancipação e liberdade, ele acontece também em 23 países das Américas Latina, Central e Caribe. Afinal, a luta dos excluídos e excluídas, de distintas formas, é a mesma: pela independência que ainda não aconteceu. A independência de uma política imperialista que massacra os povos, sua soberania e dignidade.

 

 

Luciane Udovic e Luiz Bassegio são da secretaria continental do Grito dos Excluídos/as.

 

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Última atualização em Terça, 02 de Outubro de 2007
 

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