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Jihadistas sujam rebelião síria Imprimir E-mail
Escrito por Luiz Eça   
Qui, 04 de Abril de 2013
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Quando o governo sírio acusou os rebeldes de terem lançado bombas químicas contra seu exército na cidade de Alepo, matando 26 pessoas e ferindo várias dezenas, o ocidente ficou chocado.

 

Mas os adversários de Assad se apressaram em negar e, por sua vez, declararam que foram as forças do presidente que tinham usado os artefatos proibidos.

 

Barack Obama acreditou. E logo tratou de ameaçar o governo sírio. Disse que, sendo ele culpado, os EUA mudariam de atitude, insinuando um aumento de sua participação na guerra.

 

Como Obama continua contra intervenções militares diretas, parece claro que a “mudança de jogo” a que a se referiu consistiria nos EUA passarem a suprir os rebeldes com armamentos.

Bem que ele poderia ser menos afoito.

 

Para surpresa do presidente estadunidense, tanto o governo Assad quanto seus protetores, os governos da China e da Rússia, exigiram uma investigação da ONU sobre o caso.

 

Obama deve ter engolido em seco, já que essa postura denota uma inquietante presunção de se estar com a verdade.

 

Rapidamente, autoridades dos EUA recuaram, garantindo que não havia evidências do uso de armas químicas na guerra.

 

Foi uma tentativa de apagar o fogo antes que o presidente se queimasse. Não adiantou. Segundo fontes de inteligência, tudo indica que foram mesmo os rebeldes que pisaram na risca.

 

As mortes foram por sufocação, causadas por um gás baseado em clorido, injetado numa ogiva. Trata-se de um tipo de arma química de tecnologia pouco sofisticada, que não existe nos arsenais do governo sírio.

 

Seja como for, seu uso é considerado um sério crime de guerra pelas leis internacionais.

 

Outro fato que aponta a culpa para os rebeldes é o ataque ter matado apenas soldados de Assad. Evidentemente, ninguém acredita que ele iria alvejar soldados que lutam a seu favor.

 

Tudo indica que a ação deve ser de responsabilidade das facções de jihadistas da Al-Qaeda ou aliados. São eles os mais capazes disso nas hostes do exército da revolução.

 

Alguns dias antes, esses milicianos haviam praticado um devastador atentado a bomba numa mesquita, matando importante clérigo pró-Assad e mais 41 civis, além de causar ferimentos em outros 84.

 

E alguns dias depois do ataque com armas químicas, eles explodiram um carro na cidade de Damasco, deixando mortos e dezenas de feridos, entre soldados e civis.

 

Ainda em Damasco, a Anistia Internacional informou que seus pesquisadores descobriram uma sepultura cheia de corpos de civis, inclusive crianças, vitimados por ajudar o governo.

 

Até agora, as diversas organizações da comunidade internacional, embora também admitindo culpas dos rebeldes, afirmavam que o governo sírio tinha cometido muito mais violações dos direitos humanos e das leis internacionais.

 

Depois do ataque com armas químicas, o jogo ficou empatado. O crescimento do poder dos jihadistas na revolução tem preocupado o governo estadunidense.

 

É a razão pela qual ele se nega a fornecer armas na quantidade e qualidade requeridas pelos rebeldes.

 

Teme que caiam nas mãos dos jihadistas, os quais, mais tarde, poderiam voltá-las contra os próprios norte-americanos, seus inimigos.

 

Recentemente, na Jordânia, o presidente Obama alertou contra o perigo de, uma vez vencido Assad, a Síria tornar-se um “paraíso para os terroristas.”

 

Seria o caso do feitiço virar-se contra o feiticeiro. Os grupos seculares da revolução síria também não se sentem confortáveis com a situação.

 

Mas estão divididos. Parte apoia os jihadistas, por sua eficiência no combate às forças de Assad, como, aliás, aconteceu no ano passado.

 

Nessa ocasião, a Casa Branca quis neutralizar a Al-Nussra- grupo ligado à Al-Qaeda,  classificando-o como terrorista, sendo repelida por cerca de 94 batalhões que saíram em defesa dos jihadistas.

 

No entanto, há também muitos seculares inimigos deles. Começam a estourar choques armados entre os dois lados.

 

Na cidade de Tal Abyad, combates entre os batalhões Farouq, de seculares, e os milicianos do Nussra já causaram quatro mortes.

 

A tentativa de assassinato do comandante do Farouq, Mohammad Al-Daher, foi o estopim que fez explodir tensões, já muito fortes na região.

 

A conclusão da investigação sobre o uso de armas químicas poderá ter sérias consequências. Ninguém dúvida que os rebeldes serão considerados culpados.

 

Ficará difícil continuarem se apresentando como “good guys”, em luta contra os “bad guys” de Assad.

 

De outro lado, Obama ganhará argumentos para convencer os grupos seculares e islâmicos moderados de que a permanência dos jihadistas prejudica a causa da revolução.

 

Na Jordânia, ele já começou sua campanha, afirmando: “temos trabalhado diligentemente, em cooperação com a comunidade internacional, para ajudar a organizar e mobilizar uma oposição política que tenha credibilidade porque, na ausência de uma oposição com credibilidade, será impossível a transição para uma estrutura de governo na Síria mais pacífica, representativa e legítima”.

 

Há sérias dúvidas quanto à ideia de expulsar os jihadistas do campo revolucionário.

 

Os comandantes seculares concordarão com a retirada compulsória de aliados decisivos em várias batalhas?

 

Os jihadistas aceitarão sair sem luta?

 

Havendo luta, o exército do governo não se aproveitaria para ganhar posições contra o inimigo, enfraquecido internamente pela divisão?

 

Sem os jihadistas, os rebeldes terão força para derrubar Assad?

 

Luiz Eça é jornalista.

Website: Olhar o Mundo.

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