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Escrito por Leo Lince   
Qui, 21 de Março de 2013
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Renan Calheiros, prócer na turma da moral homogênea do PMDB, recuperou a presidência do Senado Federal e está com a corda toda. Diante do manifesto de mais de um milhão e meio de assinaturas pedindo o seu afastamento, ele disse que, se fosse jovem, assinaria o documento, considerado “saudável”. Atitude que levou Ricardo Noblat, em sua coluna regular de “O Globo” (18/2/2013), a classificá-lo como excessivamente, abusivamente, descaradamente, insolentemente cínico. Em suma, um tremendo cara de pau.

 

Em artigo assinado na página de opinião da Folha de S.Paulo (5/2/2013), o atual presidente do Senado cuida de definir o seu novo lugar no condomínio de poder. Chama para si responsabilidades e expõe com meticuloso cuidado a sua, por assim dizer, plataforma de ação. O título do artigo – “O Parlamento mais próximo da sociedade” – parecia indicar uma aspiração positiva de quem se dispõe a ouvir os clamores da cidadania. Ledo engano.

 

Logo no primeiro parágrafo do artigo, fica claro com qual tipo de sociedade ele pretende aproximar o Parlamento. Está lá, com todas as letras: “devemos trabalhar como facilitadores dos investimentos no Brasil”.  Reforma política? Fim do fator previdenciário? Redução da jornada de trabalho? Democratização dos meios de comunicação?  Nem pensar. A agenda prioritária é outra: “proposições que facilitem o ambiente de investimentos, o chamado Brasil mais fácil”.

 

Os “vendedores do Brasil” estão na moda.  Os chefes dos executivos – presidentes, governadores, prefeitos – já operam de acordo com a máxima “governar é intermediar negócios”. Ao legislativo compete afastar os obstáculos aos desígnios da máquina mercante. A primazia absoluta do mercado e a hegemonia do intestino grosso da pequena política são o verso e o reverso do modelo dominante.  Tempos bicudos.

 

Mais de dois terços do artigo em pauta é ocupado por um tema onde o autor se oferece para eventuais futuras necessidades. Em tal parte, Calheiros busca respaldo e sintonia com os poderosos oligopólios que dominam os grandes meios de comunicação de massa. Ao se definir como baluarte na luta em defesa da liberdade de expressão, ele se oferece ao conservadorismo sempre refratário ao controle democrático dos meios de informar.

 

Sem citar diretamente qualquer país ou fato concreto, ele se coloca de forma clara no território dos que tomam a liberdade de empresa por liberdade de expressão. Um viés ideológico assumido de maneira categórica. Fala em criar barreiras contra os calafrios, trincheira sólida para “barrar a passagem desses ares gélidos e soturnos”. Até slogan de luta pode ser retirado do artigo: “o inverno andino não ultrapassará as nossas fronteiras!”.

 

Os petistas, que apoiam Renan e se dizem preocupados com o golpismo da imprensa burguesa, talvez devessem prestar atenção redobrada nesta parte do artigo. Tentativas frustradas na Venezuela e bem sucedidas em Honduras e no Paraguai já tiraram patente do novo formato de golpe, no qual se articulam os potentados da economia e da mídia globalizada com os reacionários que controlam o parlamento. Barbas de molho, afinal “passarinho que dorme com morcego acorda de cabeça para baixo”. Não é necessário ter lido Edgar Allan Poe para saber o destino de quem cria corvos...

 

Léo Lince é sociólogo.

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Última atualização em Quarta, 27 de Março de 2013
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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