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Escrito por Frei Gilvander Luís Moreira   
Sexta, 08 de Março de 2013
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O dia 5 de março de 2013, dia da morte de Hugo Rafael Chávez Frias, aos 58 anos, vítima de um câncer devastador, tornou-se um dia histórico para a esquerda mundial, especialmente para os anticapitalistas, os indignados com capitalismo, máquina de moer vidas. Os verdadeiramente socialistas e, por isso, revolucionários, estão comovidos com a morte, antes do tempo, deste carismático líder que foi Hugo Chávez.

 

Contrariamente, os capitalistas que só vêem a superficialidade da vida, cantam vitória, pois, são necrófilos (amantes da morte). Mas não precisamos indignar em demasia por isso, a história demonstra que quem viveu fazendo a diferença, combatendo o bom combate, amou verdadeiramente o próximo e arriscou a vida na luta contra o infernal sistema de triturar vidas, mesmo que morrendo, permanecerá vivo.

 

Continua vivendo de forma plena. Assim, tenho a convicção de que Hugo Chávez será mais forte, agora, do que quando estava vivo. Perdemos apenas a presença física dele, mas Hugo Chávez continuará vivo e presente nos corações e mentes de milhões de venezuelanos, de afrolatíndios e de militantes de todos os povos injustiçados.

 

Tive a alegria de participar do 6º Fórum Social Mundial, em Caracas, na Venezuela, em janeiro de 2006. Na época, Delze e eu escrevemos um artigo intitulado “VI Fórum Social Mundial: um mundo democrático-participativo e socialista em construção”. Recordo, aqui, alguns trechos do artigo, porque, segundo informações de companheiros que estiveram na Venezuela nos últimos meses, o processo da Revolução Bolivariana está mais avançado e mais conquistas sociais estão em curso.

 

Caracas, capital da Venezuela, foi o palco da 6ª edição do Fórum Social Mundial – VI FSM – de 24 a 29 de janeiro de 2006, contando com a participação de mais de 80 mil inscritos em mais de 2 mil atividades, geridas por 2.500 organizações, 3.000 voluntários e 4.900 jornalistas. A delegação brasileira realizou 450 atividades.

 

A Venezuela tinha em 2006 uma população de 26 milhões de habitantes. Na Grande Caracas, mais de 5 milhões de pessoas. Grande parte da cidade está situada em um vale rodeado de montanhas. O clima é bom, com uma temperatura amena e sem ventos fortes.

 

O governo bolivariano liderado pelo presidente Hugo Chávez deu apoio irrestrito ao evento. Podemos citar a liberação do metrô para os participantes, que circularam de graça com muito conforto, a isenção da taxa aeroportuária e o lanche gentilmente servido pelos voluntários a cada tarde nos locais de maior concentração.

 

Sobre a Revolução Bolivariana na Venezuela, escrevemos: um povo está se libertando. Além de participar de muitas conferências, seminários, oficinas e debates, conhecemos aspectos da realidade venezuelana que nos marcaram indelevelmente. São dezenas de iniciativas da revolução bolivariana que visam a justiça social. Um grande mutirão pela educação acabou com o analfabetismo no país. Em 2005, a UNESCO declarou a Venezuela um país livre do analfabetismo, tornando-se o segundo país da América Latina a conseguir este feito depois de Cuba. O povo controla e comercializa o petróleo, grande riqueza natural da Venezuela, que agora serve para melhorar a vida das pessoas e não mais aumentar o lucro das empresas transnacionais.

 

Acima de tudo, encontramos um povo cheio de esperança, uma juventude em sua maioria esclarecida e comprometida com a organização popular, com a construção de uma democracia verdadeiramente participativa.

 

Na Venezuela, o povo está cheio de esperança. Ouvimos críticas a Hugo Chávez por parte dos canais de TV que estão nas mãos das elites e por uma minoria privilegiada. Mas, internamente, entre os pobres e marginalizados pelo regime anterior, não ouvimos críticas ao processo implementado por Hugo Chávez.

 

Em janeiro de 2006, havia na Venezuela 14 mil Mercados Populares (MERCAL), que alimentavam cerca de 14 milhões – dos 26 milhões – de venezuelanos, onde os preços eram de 30% a 50% mais baixos do que nos mercados privados.

 

Visitamos um desses mercados. Cada pessoa podia comprar somente o que consome sua família. Era proibida a compra em grande quantidade, o que poderia viabilizar a revenda.

 

Alfredo contou-nos, na época, que trabalhava em um dos mercados populares criados pelo governo para abastecer as populações empobrecidas. Relatou-nos: "O MERCAL é uma coisa ótima, permite que as pessoas possam comprar alimentos baratos. Antes, os empresários faziam o preço que queriam e os pobres ficavam na mão. Hoje, num MERCAL, o quilo de frango – base da comida venezuelana – custa 1.500,00 bolívares (equivalente a 1,50 real), enquanto que nos mercados privados passa dos quatro mil bolívares (quatro reais). "Os empresários não gostam, mas eles precisam aprender que é preciso investir na produção e que a prioridade tem de ser o povo. Hoje, com o MERCAL, o alimento chega a todos, inclusive para as comunidades indígenas".

 

A gasolina era quase de graça: 0,07 centavos o litro. Com R$ 3,70 se enchia o tanque do automóvel. Tudo isso com o assentimento dos defensores da Constituição da República Bolivariana da Venezuela que prescreve ao Estado o dever de regular as relações comerciais no país.

 

Na Venezuela bolivariana, todos os estudantes que cursam universidades públicas ou que ganham bolsas de estudos devem prestar serviço social à comunidade. Deve haver uma contrapartida para a sociedade de quem usufrui o dinheiro do povo, via impostos, para estudar. Em janeiro de 2006, estavam sendo investidos na educação pública 7,5% do PIB – Produto Interno Bruto.

 

O governo de Hugo Chávez apoiava a instalação, regulamentação e funcionamento de rádios comunitárias. Não havia burocracia para conseguir a documentação e o governo ajudava financeiramente na compra dos equipamentos para se fortalecer a comunicação alternativa e mais interativa.

 

Lembrete: estou dizendo apoiava, porque é informação de janeiro de 2006, mas informações de companheiros que estiveram lá nos últimos meses dão conta de que mudanças profundas estão sendo implementados em benefício do povo empobrecido na Venezuela. Sinal disso é a última reeleição de Hugo Chávez, o que provavelmente vai se confirmar na eleição que acontecerá dentro de um mês.

 

Enfim, na Venezuela, a democracia participativa está irrompendo com vigor. Os intelectuais venezuelanos estão convictos de que uma revolução não se sustenta somente no carisma de uma só pessoa. No entanto, mesmo conscientes do caráter carismático de Chávez, reconhecem os cientistas políticos a grande liderança do presidente e a importância de sua atuação como líder revolucionário e militar do processo revolucionário que está caminhando a passos largos na Venezuela. Essas observações foram por nós confirmadas no dia 27 de janeiro de 2006, das 19:00h às 22:30h, quando o presidente Hugo Chávez, no estádio Poliedro, falou por mais de três horas para os milhares de participantes do VI FSM.

 

Saímos do encontro com a percepção que Hugo Chávez era realmente um legítimo líder. Sorridente, carismático, culto, estrategista e além de falar bem ainda cantava com uma voz afinada. O que vimos e ouvimos confirma a impressão que tivemos do grande comandante.

 

Chávez, em seu discurso, resgatou a memória histórica revolucionária de Bolívar e de todos os/as revolucionários(as) da história, passando por Jesus Cristo. O discurso dele era uma verdadeira aula de história a partir dos pobres que lutam contra os sistemas opressivos. Analisava o presente com olhar crítico e injetava esperança nas pessoas, pois cultivou a utopia: a construção de uma sociedade socialista, democrática, popular na América Afrolatíndia.

 

Na ocasião, os presidentes Hugo Chávez e Evo Morales, esse em seu primeiro dia de governo na Bolívia, firmaram oito convênios que visavam a integração entre os dois países. O governo venezuelano venderia petróleo, a baixo preço, para a Bolívia e ajudaria a superar o analfabetismo, como já fizera na Venezuela. Ofereceu milhares de bolsas de estudos para jovens bolivianos cursarem universidade na Venezuela. Cuba também ofereceu 5 mil bolsas.

 

Hugo Chávez, ao tempo em que estruturava internamente o país, demarcava sua política externa. Anunciou com firmeza: “Bush chefia o império mais cínico, mais hipócrita e mais assassino de toda a história da humanidade. Por mais poderoso que seja o império de Bush, não vai conseguir nos vencer. Já detectamos espionagem dos EUA na Venezuela. Advirto ao governo dos EUA: a próxima vez que encontrarmos espiões na Venezuela, vamos mandá-los para o cárcere”.

 

Acerca da importância da união dos povos latinoamericanos, afirmou Hugo Chávez: “não dá para exigir que Lula seja igual a Chávez, ou que Kirchner seja igual Evo Morales ou Fidel. Estamos juntos, marchando na mesma direção. A união dos povos latinoamericanos é fundamental para derrotarmos o imperialismo estadunidense e o neoliberalismo. A ALCA já foi descartada. Bush não conseguiu aprová-la como queria”.

 

“Não podemos esperar mais!”, disse Hugo Chávez, ao falar para os milhares de participantes do VI Fórum Social Mundial em assembléia no estádio Poliedro. Se passarmos os olhos por toda a América Latina, veremos que o nível de exploração capitalista e o avanço do neoliberalismo chegaram ao limite.

 

Enfim, deram com os burros n’água os que mandaram assassinar Che Guevara, Jesus Cristo, Martin Luther King e tantos outros revolucionários, pois eles vivem intensamente nos corações e mentes de milhões de seguidores. Assim, intuo que Hugo Chávez, agora não mais presente fisicamente no meio do povo venezuelano, será mais forte do que quando estava vivo. Seus ensinamentos e ações vão ganhar eloquência nos chavistas. O sonho de Chávez agora, mais do que nunca, estará vivo em milhões de chavistas.

 

Em tempo: Sugiro a leitura do livro Quem tem medo de Hugo Chávez? América

Latina: integração pra valer, de F.C. Leite Filho, São Paulo: Ed. Aquariana, 2012, com prefácio de Beto Almeida.

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Última atualização em Sexta, 08 de Março de 2013
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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