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Os “órfãos” de Chávez Imprimir E-mail
Escrito por Gilvan Rocha   
Sexta, 08 de Março de 2013
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É natural que a esquerda direitosa, de conteúdo nacional-reformista ou social-patriota, esteja se sentindo um tanto órfã diante da morte do Cel. Hugo Chávez, afinal, essa esquerda, indigente, anda sem referências políticas, qual náufrago, agarra-se a tábuas que lhes parecem seguras.

 

Era Chávez, combativo? Sim! Era ele um palanqueiro? Sim! Entretanto, não devemos esquecer que uma das suas características era ser midiático e corajoso. Porém, o seu perfil político era o antiamericanismo e não levantava a voz contra o capitalismo. Nada dizia que desaprovasse o imperialismo inglês, francês, alemão, italiano, belga ou japonês. Em decorrência disso, ele procurava fazer alianças com o fascismo iraniano e sírio. Era justamente o seu antiamericanismo que fazia convergir para ele toda uma esquerda mal informada e prostrada diante da hegemonia política da burguesia imperialista.

 

O povo pobre da Venezuela está em prantos diante da morte de Chávez, pois via nele a figura paterna que usando o dinheiro do petróleo promovia um trabalho de ações sociais, mitigando o sofrimento daquela gente. Essa conduta paternalista vamos encontrar em Getúlio Vargas, que se converteu em ídolo das classes trabalhadoras brasileiras, dispostas a identificá-lo como “pai dos pobres”, quando na verdade era “mãe dos ricos”.

 

Em uma escala maior, tivemos na Argentina a figura populista de Juan Perón e sua mulher, Evita, cujos discursos eram dirigidos aos descamisados, aos despossuídos. Ora, não se faz triunfar a causa da justiça social através de governos. A transformação social dar-se-á, apenas, por via das massas populares insurgidas. Não se presta bons serviços à causa da igualdade social alimentando ilusões e fantasias. Temos que ter bem claro que a luta pela emancipação humana deve partir do princípio mater de que é o capitalismo o nosso inimigo, e nunca particularizá-lo de forma tão reducionista, como é o antiamericanismo.

 

O antiamericanismo incorre no grave erro de não perceber que o imperialismo é produto do desenvolvimento capitalista. Assim sendo, é no anticapitalismo que está a luta consequente contra o imperialismo, e é por essa razão que insistimos em dizer: ser antiamericano não é ser anticapitalista, vide os casos do Talibã, do Irã, da Síria e do fundamentalismo islâmico de caráter fascista.

 

Que mereça Hugo Chávez as nossas reverências pelo que ele foi, tudo bem! Mas não podemos acatar os seus limites políticos, quando se colocava como adepto de um socialismo que se apoiaria em uma distorcida combinação de Marx com Jesus. Muito menos devemos aceitar a sua confusa ideia de um socialismo do século XXI. Um socialismo bolivariano cujo guia exemplar seria o herói da luta anticolonial Simón Bolívar.

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