topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Aug   September 2016   Oct
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
252627282930 
Julianna Walker Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Para consolidar a ‘Revolução Cidadã’, Correa precisa seguir com rapidez e firmeza Imprimir E-mail
Escrito por Atilio A. Boron   
Terça, 19 de Fevereiro de 2013
Recomendar

 

 

A arrasadora vitória de Rafael Correa, com uma porcentagem de votos e uma diferença entre ele e o seu mais próximo concorrente, que teriam desejado Obama, Hollande, Rajoy, entre outros, deixa algumas lições que é conveniente recapitular.

 

Primeira, a mais óbvia: a ratificação do mandato popular para seguir pelo caminho traçado, mas, como disse Correa em sua coletiva de imprensa, avançando mais rápido e profundamente. Sabe o reeleito presidente que os próximos quatro anos serão cruciais para assegurar a irreversibilidade das reformas que, depois de dez anos de gestão, teriam concluído com a refundação de um Equador melhor, mais justo e mais sustentável. Um Equador onde a diversidade não seja fonte de desigualdade. Na coletiva de imprensa, citou: “ou mudamos agora o país ou não mudamos mais”. O projeto de criar uma ordem social baseada no socialismo do sumak kawsay, o “bem viver” de nosso povo, exige atuar com rapidez e determinação. Mas isto também o sabem a direita conservadora e o imperialismo, e por isto se pode prever que vão redobrar seus esforços para evitar a consolidação do processo da “Revolução Cidadã”.

 

Segunda lição: se um governo obedece ao mandato popular e produz políticas públicas que beneficiam a grande maioria nacional – que , ao fim e ao cabo, se trata de democracia – , a lealdade do eleitorado pode ser tomada como segura. A manipulação das oligarquias midiáticas, a conspiração das classes dominantes e os estratagemas do imperialismo se chocam contra o muro da fidelidade popular diante de um governo fiel ao seu mandato.

 

Terceira, e como consequência da anterior, a esmagadora vitória de Correa demonstra que a tese conformista tão comum no pensamento político convencional, a saber: “o poder desgasta”, só é válida na democracia quando o poder se exerce em benefício das minorias ricas, ou quando os processos de transformações sociais perdem peso, titubeiam e eventualmente se detêm. Ao paralisar, ao abandonar o impulso transformador, encaminha-se até a sua própria destruição. Sua condição de viabilidade é o permanente aprofundamento e aceleração do processo reformista. Quando se governa tendo em vista o bem-estar das vítimas do sistema, passa a ocorrer o que decorreu ontem no Equador; se, na eleição presidencial de 2009, Correa venceu no primeiro turno com 51 por cento dos votos, agora o fez com 57 por cento – diante da contagem existente enquanto escrevo esta nota (25 por cento dos votos apurados). Em vez de "desgaste", consolidação e crescimento do poder presidencial.

 

Quarta e última, com esta eleição se supera a paralisia decisória gerada por uma Assembleia Nacional que se opôs com intransigência a algumas das mais importantes iniciativas propostas por Correa. Embora haja poucos dados disponíveis a respeito, não há dúvidas de que a Aliança PAIS terá a maioria absoluta dos membros da assembleia, com possibilidades de alcançar uma representação parlamentar que permita contar com uma maioria de dois terços qualificados. Uma Assembleia Nacional que acompanhe o processo de mudanças teria que se dedicar de imediato a elaborar e sancionar uma Lei Orgânica de Comunicação, um novo Código Ambiental, a Lei de águas (essencial para a Reforma Agrária), entre outras peças legislativas de fundamental importância. A reconfiguração do mapa sociopolítico da Assembleia Nacional permitirá remover os obstáculos que, até agora, impediram o avanço em algumas frentes estratégicas do processo de construção de uma nova sociedade.

 

Com a vitória de Correa, a recente vitória de Hugo Chávez na Venezuela e a ratificação esperada do mandato popular de Evo Morales na Bolívia, o núcleo duro do "giro à esquerda" experimentado pela América Latina no início do século é consideravelmente reforçado, exercendo uma influência positiva sobre os processos em curso em países como Argentina, Brasil e Uruguai. Conclusão: os tempos mudaram. A ratificação de um presidente que liderou um processo formidável de mudanças sociais e econômicas, que aposta sem reservas - e trabalha -  para a integração latino-americana, que desafiou o império incorporando seu país à ALBA e  acabou com a presença dos EUA na base Manta, que realizou uma auditoria da dívida externa exemplar, reduzindo significativamente o seu montante, que concede asilo a Julian Assange e que tirou o Equador do CIADI  não é algo que se vê todos os dias. Há uma grande razão para comemorar. Parabéns Rafael Correa, Saúde Equador!

 

Atilio A. Boron é sociólogo argentino.

Traduzido por Daniela Mouro e Valéria Nader, Correio da Cidadania.

Recomendar
Última atualização em Sexta, 22 de Fevereiro de 2013
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates