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Escrito por Gilvan Rocha   
Sexta, 15 de Fevereiro de 2013
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Imaginemos a reação geral diante de quem teve a audácia de afirmar que a Terra era redonda. Tal afirmação conflitava com o saber oficial da época, que imaginava ser a Terra “plana como uma mesa” e, se conflitava, mais ainda, com o senso comum. Assim, em determinado momento, dizer que a Terra era redonda não passava de “heresia”.

 

Depois, chegou a vez do “herege”, Galileu Galilei, dizer que  a Terra se movia, e, por tamanha “heresia”,  afrontava os doutores do sistema. Por isso, quase foi levado às chamas da fogueira, escapando desse destino por renegar a sua afirmação. Nicolau Copérnico, por desmentir a visão oficial sobre sistema planetário, visão essa apoiada em Ptolomeu, afirmando que o sol era fixo e que a Terra girava em seu redor, não sofreu as agruras da perseguição porque não tornou públicas, enquanto vivo, as suas “heresias”. Charles Darwin, quando formulou, baseado em suas pesquisas, a teoria da evolução natural da espécie, que se chocava com as teorias criacionistas dos livros sagrados, aceitas pelos seus pares cientistas, foi expulso da Academia de Ciências, da Inglaterra, e impiedosamente execrado como “herege”.

 

Por sua vez, Karl Marx e Friedrich Engels abalaram os alicerces do conhecimento oficial quanto à abordagem do desenvolvimento da sociedade humana, dissecando, com profundidade, o capitalismo e desfazendo enigmas, como era a questão do valor. Tornaram-se, aos olhos do saber instituído, grandes hereges.

 

Tomando-se como objeto o estudo do movimento socialista e desnudando seus desvios e seus incontáveis insucessos, somos levados a praticar inúmeras “heresias”, que fazem tremer os beatos que cultuam certos dogmas, como se verdade fossem. Para esses beatos, de boa fé, dispostos ao sacrifício de suas próprias vidas ou ao enfrentamento altivo diante das câmaras de tortura, há a tendência de se assustar diante de algumas “heresias” do tipo: “nunca existiu o Estado Operário”; “A Revolução Russa prestou-se, tão somente, a construir, por um alto custo social, o capitalismo de Estado”.

 

Para a construção do capitalismo de Estado, não faltaram expedientes como trabalho forçado, expropriações de produtos agrícolas, impondo a fome, fuzilamentos sumários, campos de concentração, industrialização forçada, depredação do meio ambiente e outras tantas barbaridades.

 

Por sua vez, é assustadora a “heresia” em se afirmar que a Terceira Internacional Comunista, pretensa alavanca da revolução mundial, transformou-se em uma multinacional do anticomunismo, prestando-se à consolidação do capitalismo de Estado na URSS e, para tanto, apunhalando pelas costas qualquer iniciativa insurrecional rumo ao socialismo.

 

Para outros, pode soar como “perigosa heresia” a afirmação de que Leon Trótsky renegou o primeiro Trótsky e participou ativamente da construção de falsos conceitos do tipo: “Estado Operário Degenerado”, “Revolução Traída”, “Revolução Desfigurada”, “Revolução Política Regeneradora” e tantos outros equívocos de natureza idealista, isto é, de natureza antimarxista.

 

Tudo leva a crer que os beatos de hoje, de diversos credos, imaginaram que estariam ao lado daqueles que afirmaram ser a terra redonda ou que a terra se movia, ou que o sol era fixo em relação à terra, ou concordariam com a teoria da seleção natural da espécie da qual nasceu o homem.

 

Duvidamos, porém, que certas pessoas, devotas de certas crenças políticas despidas de sustentação, disponham-se, facilmente, a discutir seus credos, sem preconceitos e sem se horrorizar com afirmações que fogem dos manuais produzidos criminosamente pela malfadada Academia de Ciências da URSS, com as suas diversas variáveis do tipo: maoísmo, kruchevismo, fidelismo e, sobretudo, o trotskismo, essa “sagrada verdade” que pretende desvendar os “mistérios” responsáveis pelas derrotas do movimento socialista. Contudo, cremos valer a pena dar ouvidos às “heresias” e submeter a uma apreciação crítica as “verdades” fraudulentamente sustentadas por esses muitos credos.

 

Gilvan Rocha é militante socialista e membro do Centro de Atividades e Estudos Políticos. Blog: www.gilvanrocha.blogspot.com

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