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O fanatismo religioso é um ateísmo Imprimir E-mail
Escrito por Gabriel Perissé   
Terça, 04 de Setembro de 2007
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Existem ateus tolerantes e ateus fanatizados, mas sobre eles quero escrever em outra ocasião.

O que agora me interessa investigar brevemente é o ateísmo que reside, disfarçado, atitude secreta mas ativa, no cerne de todo fanatismo religioso.

 

No céu não existem muros. Nem no inferno. (Talvez no purgatório sim...) Neste mundo, muros se multiplicam. As religiões produzem santos e fanáticos. É difícil distinguir estes daqueles. Brilha no olhar fanatizado uma luz de santidade capaz de enganar o próprio advogado do diabo!

 

Também no santo percebem-se falsos lampejos de fanatismo: desprezo pela opinião alheia, êxtases um tanto esquisitos, ações que chocam o senso comum, idéias meio malucas.

 

Contudo, há algo que os fanáticos não podem dissimular por muito tempo: o seu ateísmo.

 

Todo fanático religioso termina recriminando a Deus. Impaciente com a bondade divina, chateado com a misericórdia de um Deus não-fanático, o fanático gostaria de criar um novo Deus, à sua imagem e semelhança. Um Deus mais engajado, mais atento, mais preocupado com os desmandos do mundo.

 

O fanático religioso acredita num Deus que não existe, ou que existiu faz uma eternidade! E quando o Deus que existe contraria a sua vontade e os seus planos, o fanático começa a pensar que o demônio está disfarçado de divindade, e veio destruir a obra que ele, fanático, construiu com tanto zelo.

 

A obra fanática sonha recriar o mundo. Não entende como Deus pode ter sido tão descuidado, deixando tantas heresias proliferarem como moscas. Os fanáticos, reunidos semanalmente, olham para as estatísticas e planejam dar umas férias para Deus tão incompetente.

 

Já tentaram conversar com Deus. Numa boa. Rezaram longamente, implorando que Deus abrisse os olhos, colocasse um ponto final neste caos. Inutilmente. Deus parece estar brincando de Deus. Não se leva a sério nem leva a sério os seus fiéis servidores.

 

Por isso, a obra fanática tomou uma decisão histórica. A partir de agora, queira Deus ou não, vamos assumir tudo por aqui. Sem alardes, mas com profissionalismo. Chegou o momento de pôr ordem no barraco.

 

Se Deus perdeu a compostura, cabe aos homens de bem assumir o comando. Cabe à obra fanática, a última coisa coerente e bela neste mundo sem rumo, recolocar a humanidade nos trilhos. Se Deus quiser aproveitar a oportunidade, ótimo. Se preferir continuar fingindo que está tudo bem... problema dEle!

 

 

Gabriel Perissé é doutor em Educação pela USP e escritor – Web Site: www.perisse.com.br

 

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