topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Nov   December 2016   Jan
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Julianna Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Nível de insegurança em São Paulo explodiu Imprimir E-mail
Escrito por Luiz Flávio Gomes   
Sexta, 25 de Janeiro de 2013
Recomendar

 

A quarta pesquisa dos Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município de São Paulo (IRBEM), encomendada pela Rede Nossa SP e divulgada pelo Ibope, revela que 91% dos entrevistados acham a cidade pouco ou nada segura para se viver (em 2011, eram 89%). Entre 24 de novembro e 8 de dezembro de 2012, 1.512 paulistanos foram ouvidos. A implicação política dessa realidade é mais do que evidente.

 

Geraldo Alckmin, pelo que se tem noticiado, pretende sua reeleição. Mas quem governa por meio do delito, ou seja, quem governa tendo o item segurança como indicador máximo da sua performance, corre alto risco de ser afastado do poder quando 9 em cada 10 pessoas se sentem inseguras numa determinada cidade (sobretudo quando esta cidade conta com vários milhões de habitantes).

 

A que se deve essa sensação explosiva de insegurança em São Paulo? Desde logo, ao aumento brutal dos assassinatos em 2012. O governo de São Paulo fez uma opção consciente (“quem não reagiu, está vivo”), desde o começo do ano passado, pelo combate violento contra o PCC. Escalou a Rota para esse sanguinário papel. A retaliação foi imediata contra os policiais (mais de 100 mortos no ano passado). Ou seja: mais de 100 famílias de policiais estão até agora chorando seus desaparecidos.

 

A política de “mexicanização da segurança” não deu certo nem no México (60 mil mortos em 6 anos), nem em São Paulo. Uma quantidade enorme de jovens, geralmente negros ou pardos, sem nenhum vínculo com qualquer crime (ou, pelo menos, com o crime organizado), começou a ser trucidada nas periferias de São Paulo. Massacre indiscriminado.

 

O nível de violência, tanto privada quanto pública, concretizada inclusive por meio de chacinas, atingiu patamares assustadores ou epidêmicos (como diz a Organização Mundial de Saúde). Com o toque de recolher, vários bairros de São Paulo ficaram praticamente intransitáveis no período noturno. A insatisfação e a ira da população são infinitas.

 

A violência foi o item mais citado pelos entrevistados (71%, contra 67% em 2011) como fonte de medo. O risco de ser assaltado ou roubado (63%) e sair à noite (41%) também foram mencionados. A nota dada a São Paulo foi 4,7 (de um máximo de 10). Ou seja: a cidade de São Paulo está reprovada pelos seus moradores! Tanto a polícia militar quanto a polícia civil não são confiáveis (60%).

 

O que fazer? Dizem os entrevistados: combater a corrupção na polícia e nos presídios (42%), criação de oportunidades de trabalho para jovens de baixa renda, aumento do número de policiais, investimento em educação de qualidade, diminuição da desigualdade etc.

 

Para a redução do medo e da insegurança só existe um caminho adequado: estender os direitos das pessoas, conferir maior vitalidade aos laços sociais e familiares, ou seja, fazer o que outros países menos abestados (Canadá, por exemplo) fizeram: mais igualdade e mais democracia. Esse é o único caminho que viabiliza a evolução segura da “besta humana”, rumo à construção de uma cidade composta de “animais domesticados” (Nietzsche), que são os únicos que sabem o quanto vale uma polis civilizada.

 

Luiz Flávio Gomes é jurista e diretor-presidente do Instituto Avante Brasil
(www.institutoavantebrasil.com.br).

 

Recomendar
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Imagem

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates