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2013: o “saco de maldades” antes de 2014 Imprimir E-mail
Qui, 03 de Janeiro de 2013
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Não se deve pensar em 2013 sem ter em vista a relevância de 2014 para o país em geral, e em particular para os planos e projetos do governo e dos grandes conglomerados e interesses empresariais.

 

Em 2014 teremos a Copa do Mundo e eleições presidenciais, além da renovação da Câmara dos Deputados, dos governos e assembleias estaduais e parte do Senado. Significa que a “casa” tem que estar pronta, funcionando, a Copa tem que ser um grande êxito nacional e mundial e, na sua sequência, abre-se a campanha eleitoral. Significa que não pode haver protestos populares e greves (por moradia, salários, paralisação de grandes obras etc.), nem crise na segurança pública, nem colapsos nas infraestruturas (aeroportos, energia elétrica, mobilidade urbana etc.).

 

Parece óbvio que, sob o atual modelo de política econômica e social que vigora no país, não será possível resolver ou mesmo amenizar o conjunto de problemas estruturais do país, por exemplo, na infraestrutura e na área social. Basta lembrar a retração nos investimentos diretos após dois anos de forte desaceleração da economia e a sanha do capitalismo brasileiro em erguer grandes obras com dinheiro público e superexploração do trabalho (que resultou, em 2012, em grandes greves operárias nas principais obras do país, a exemplo de Belo Monte).

 

Os atuais apagões regionais, os atuais “ensaios” dos transtornos que poderemos ver nos aeroportos e nos transportes públicos em 2014, são sinais evidentes de que o déficit de infraestrutura no país (cada vez mais privatizada) não estará solucionado em 2014.

 

No entanto, prever que não será possível ter as coisas bem ajeitadas, do ponto de vista da apresentação do país ao mundo em 2014 e do consequente bônus eleitoral, não significa que se deixará de tentar a excelência.

Barbaridades estão à vista

 

Portanto, 2013 será um ano de corrida contra o tempo, de muito dinheiro público para avançar nas obras atrasadas, de muita corrupção e benesses para os amigos do poder e das grandes obras; ano de novos ataques a direitos dos trabalhadores, de criminalização e crescimento da militarização da sociedade para disciplinar a resistência, para isolar em guetos das periferias as camadas mais pobres da classe trabalhadora.

 

Para não “incomodar” os turistas e as imagens exportadas dos grandes eventos, veremos algo similar ao que ocorreu na Copa de 2010 na África do Sul (repressão e “higienização”).

 

Fustigar os direitos dos trabalhadores também será uma norma. Estão aí em discussão a regulamentação do direito de greve no serviço público, o acordo coletivo especial (para flexibilizar a legislação trabalhista na forma do negociado prevalecendo sobre o legislado), além da repressão e política de extermínio sobre a população pobre.

 

Não é previsão, está mais para fato. Afinal, 2012 conheceu a maior greve da história do setor público federal e a polícia militar matou como nunca no estado de São Paulo (um assassinato a cada 16 horas), sendo que a esmagadora maioria dos mortos pela polícia sequer tinha antecedentes criminais.

 

Não nos esqueçamos: a casa tem de estar pronta em 2014 custe o que custar, os grandes interesses da especulação imobiliária, das empreiteiras, dos Eikes Batistas, entre outros, têm que estar bem “ajeitados”.

 

E como temos insistido e tentando demonstrar nas páginas do Correio da Cidadania, os seguidos governos do PT não têm faltado aos empresários.

 

Ainda assim, não bastaram a desoneração da previdência, as inúmeras isenções fiscais, o arrocho nos gastos com serviços públicos, a privatização da infraestrutura. Diante do cenário da grave crise externa e incertezas, os capitalistas pedem mais e seguram o investimento. Ao que o governo respondeu positivamente, anunciando uma injeção de R$ 100 bilhões na economia em 2013, movida a dinheiro do BNDES (que receberá novo aporte do Estado, na ordem de R$ 45 bilhões).

 

E há mais “incentivos fiscais” e novas garantias no mundo encantado das parcerias público-privadas. Ainda assim, o Capital vai querer mais, especialmente no que diz respeito à flexibilização dos direitos trabalhistas para diminuir ainda mais o custo da mão-de-obra nacional (afinal, a China também pode ser aqui).

 

Um cenário de resistência e conflitos

 

Mas não estão claros quais poderão ser os efeitos de dois anos de forte desaceleração nas taxas de crescimento em relação à capacidade de consumo e pagamento das dívidas já contraídas. Desde o primeiro ano de governo Dilma, verifica-se um crescimento nos conflitos sociais e greves no país. Segundo o Dieese, houve um crescimento de 24% no número de greves em 2011 em relação a 2010. Não há números sobre 2012, mas foi evidente a manutenção de um cenário conflitivo na arena econômica, com greves e paralisações em grande escala tanto no setor público como privado.

 

Considerando a emergência de fazer os “negócios”, de as obras e de a liturgia da militarização do espaço público andarem a passos largos em 2013, podemos prever o cenário de novas lutas sociais no ano que se inicia.

 

Ao lado das lutas sociais e de resistência, o Correio da Cidadania continuará cumprindo a sua função de denunciar com mais intensidade as mazelas deste modelo que projeta a desigualdade social, a exclusão do povo, até mesmo da sua grande paixão esportiva, que é o futebol.

 

Estaremos ao lado e dando voz a todas as lutas e manifestações em 2013, pois será daí também, desse caldo de cultura que brota das manifestações e lutas populares, que será pavimentado o caminho para fazer valer os direitos dos trabalhadores e do povo, para mudar a consciência e a percepção de que outro país é possível e será necessário.

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