topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Nov   December 2016   Jan
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Julianna Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Estados Unidos: o consenso entre democratas e republicanos Imprimir E-mail
Escrito por Virgílio Arraes   
Sexta, 21 de Dezembro de 2012
Recomendar

 

 

Os democratas mantiveram-se no poder por mais um quatriênio, a despeito das condições desfavoráveis na economia e na política externa. Mesmo diante de um quadro adverso, o eleitorado preferiu-os aos republicanos. Uma razão possível decorreu da guinada ainda mais à direita da candidatura de Mitt Romney.

 

Com isso, Barack Obama garantiu a vitória, em vista do apavoramento dos eleitores ante o hipotético panorama de intensificação da postura governamental caso os republicanos voltassem à Casa Branca – mais desregulamentação econômica, com possibilidade de acirramento do desemprego, e mais belicosidade externamente, voltada, a depender das circunstâncias, para Irã, Síria ou Coréia do Norte.

 

Guardadas as devidas proporções, fenômeno parecido ocorreu no Brasil recentemente, ao deslocar-se a oposição para um polo bem mais conservador. Desta maneira, ela assegurou aos titulares do poder, ainda que involuntariamente, o imerecido posicionamento de esquerda.

 

Em face da manutenção de uma determinada situação socioeconômica, incômoda por causa da persistência da desigualdade, ou da alteração com vistas a reforçá-la, a sociedade, seja norte-americana, seja brasileira, não hesitou em marcar a primeira.

 

Nos Estados Unidos, o número de famílias com renda até doze mil dólares por ano não decresce e abarca mais de seis por cento da população – o percentual mais alto dos últimos anos. Desde a virada do milênio, o neoliberalismo contribui para o aumento dos miseráveis. Já não seria mais crível o povo apresentar-se ao restante do mundo como o país da classe média – visão explorada a partir do fim da Segunda Guerra Mundial.

 

Há quatro anos, a perspectiva ao vencedor do pleito presidencial seria a de um mandato somente, em função do grau da crise herdada. Sem condições de solucioná-la em tão pouco prazo, a não ser que houvesse ousadia, como na década de 30 com o programa New Deal, ela seria um ponto bastante expugnável do governante. O que propiciaria ao adversário fartas condições de explorar o assunto eleitoralmente e, por conseguinte, beneficiar-se.

 

Todavia, à medida que os democratas sustentaram as linhas mestras recebidas e os republicanos recusaram-se a ser menos conservadores, os efeitos deletérios da quebradeira persistem, apesar de um ou outro índice ser mais favorável, como em emprego.

 

A gestão de Barack Obama avançou na área da saúde pública, ponto tradicional entre os democratas, mas em ritmo muito comedido. Houve de fato pressão contrária, exercida com desenvoltura ante a costumeira timidez do governo em tópicos sociais ao longo de todo o mandato.

 

Em termos de distribuição de renda, malgrado a severa crise, a desigualdade entre os altos executivos e os trabalhadores continua em padrões similares aos do período de George Bush. O crescimento econômico é contido. O número de sindicalizados retrocede até em segmentos tradicionais como o automobilístico e metalúrgico.

 

As duas guerras seguem, a despeito da redução dos efetivos. Ao segundo mandato, os democratas advogam a redução significativa do orçamento militar durante muitos anos, mas sem grande entusiasmo – na prática, isto seria mais uma peça de retórica.

 

Assim, o balanço da primeira administração democrata não é otimista, haja vista que o retraimento de políticas progressistas lá influencia sem sombra de dúvida o restante do globo, falto também, por sua vez, de inspiração para superar as enormes adversidades por que passa toda a sociedade.

 

Virgílio Arraes é doutor em História das Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e professor colaborador do Instituto de Relações Internacionais da mesma instituição.

Recomendar
Última atualização em Sexta, 21 de Dezembro de 2012
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Imagem

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates