Estudar teologia hoje

 

Soa anacrônico falar em teologia – estudo dos temas relacionados a Deus – em uma época de hiper-racionalismo, dominada pelas duas filhas diletas da modernidade: a ciência e a tecnologia.

 

Ora, se olharmos em volta vemos que a teologia se faz necessária e atual. Com a crise das ideologias libertárias, após a queda do Muro de Berlim, há emergência dos fundamentalismos religiosos, tanto no Ocidente quanto no Oriente, pautando políticas agressivas que ignoram leis e princípios humanitários.

 

Em nome de Deus, atos terroristas são perpetrados, o mundo é dividido entre “eixo do mal” e “eixo do bem”, pessoas de crenças religiosas diferentes são encaradas como hereges ou até mesmo diabólicas. Mesmo nas eleições, no Brasil, o tema religião adquire preponderância.

 

Não se pode entender o mundo atual e suas perspectivas futuras sem um mínimo de conhecimento teológico. Por que judaísmo, cristianismo e islamismo derivam do mesmo patriarca Abraão? Quais as convergências e diferenças entre essas três religiões do livro? O que têm a nos ensinar as religiões orientais, como o budismo? Como as tradições religiosas indígenas e africanas marcam a América Latina e o Brasil?

 

O Concílio Vaticano II (1962-1965) procurou atualizar a Igreja Católica. Hoje, seus desdobramentos exigem um novo perfil de Igreja e uma nova evangelização, na qual os leigos desempenham papel preponderante. O aprendizado da teologia nos permite compreender melhor as resistências de setores católicos às decisões do Concílio, a tensão entre clericalismo e secularização, os impasses do ecumenismo e do diálogo interreligioso, os fenômenos do agnosticismo e do ateísmo.

 

Enganam-se aqueles que pensam ser a teologia uma “metafísica dos anjos”, que exige necessariamente conhecimentos de grego e de latim. A teologia é um amplo leque de possibilidades de apreensão do Mistério que imprime à nossa existência um caráter transcendente. Graças a seu estudo, penetramos no mundo bíblico, desvendamos a história da Igreja, conhecemos a patrística grega e latina, entendemos melhor o papel das Comunidades Eclesiais de Base e da Teologia da Libertação, identificamos nos fatos da atualidade política o pano de fundo religioso.

 

Um bom curso de teologia supre esta grande falha da Igreja Católica: não oferecer aos adultos uma atualização catequética. Muitos guardam, na idade adulta, noções próprias da catequese infantil. Ora, não se pode dirigir um carro por ter aprendido a andar de velocípede. O estudo da teologia articula conhecimentos religiosos com outros ramos do saber, como filosofia, antropologia, ecologia, astrofísica etc.

 

É essa atualização que a Escola Dominicana de Teologia, em São Paulo, oferece a seus alunos e alunas. Aberta a leigos(as), religiosos(as) e seminaristas, dispõe de uma biblioteca que abriga 50 mil volumes e conta com recursos de tecnologia da informática.

 

Venha estudar teologia! Venha para a Escola Dominicana de Teologia!

 

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Frei Betto é escritor, autor de “Diário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira” (Rocco), entre outros livros.

 

 

 

Website: http://www.freibetto.org/

 

 

 

 

 

 

 

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