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A falência do direito humano em Honduras Imprimir E-mail
Escrito por Ronnie Huete   
Qui, 11 de Outubro de 2012
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Com uma economia desnorteada e a extrema violência que desrespeita os direitos humanos, Honduras se assemelha mais a um Estado falido do que a uma República democrática, ao contrário do que dizem os governantes deste feudo centro-americano.

 

Longe de buscar o oportunismo, o caudilhismo ou se tornar mártires em vida, algumas organizações de direitos humanos não governamentais e oficiais em Honduras devem consolidar suas forças em favor da defesa da vida.

 

Em um lugar onde a imprensa nacional publicou que entre junho de 2009 e agosto de 2011 se verificaram 5000 violações aos direitos humanos, temos um quadro de país intolerante quanto ao respeito à vida.

 

Em terras estrangeiras, tal fato é condenado e abominado, mas, paradoxalmente, em Honduras só é lembrado no dia em que acontecem assassinatos, pois os partidos políticos rotulados de esquerda ou direita se limitam a calar, além de contarem seus futuros votos, emitindo propostas fúteis de governo.

 

Uma comissão intitulada com o nome de ‘Verdade’ revisou e apresentou um relatório que exige a punição das violações de direitos humanos cometidas no país, tudo isso depois de múltiplas reuniões e acordos burocráticos.

 

Discurso decorado


A Associated Press publicou recentemente que a presidente da Comissão da Verdade, Elsy Monge, disse “que a razão de ser deste relatório é dar voz às vítimas e deter as violações dos direitos humanos que seguem se produzindo desde o golpe de Estado, através de juízos e punições aos responsáveis materiais e intelectuais, militares e civis”.

 

A comissão indicou que a partir do golpe de Estado “se constata a aplicação de uma prática de ações e omissões delitivas que representam a transgressão dos direitos humanos e liberdades fundamentais, verificando-se a perpetração de crimes de lesa-humanidade com a cumplicidade do poder judiciário”.

 

Um discurso já inteiramente decorado na mente dos familiares das vítimas e da opinião pública, que clamam por justiça e um verdadeiro funcionamento do poder judiciário e todas as dependências da Secretaria de Segurança, além da recém-criada Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, que nasceu na ditadura.

 

Os recentes assassinatos dos advogados defensores dos direitos humanos Antonio Tejo e Eduardo Diaz, assim como os constantes enfrentamentos em Bajo Aguan, onde perderam a vida vários camponeses, somados aos acontecimentos da Ilha Zacate Grande e à violência extrema que se desata em Honduras, são claras características de um Estado Falido.

 

Romantismo utópico


Por sua vez, as vítimas que sofreram essa violência e intolerância à crítica e à publicação da verdade no campo jornalístico mostram que a nação centro-aemericana se transformou na mais perigosa para o exercício da profissão, como confirmaram relatores da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Esse manto nada agradável para a sociedade hondurenha deve ser um forte motivador para estreitar com mais afinco a união imperativa de todos os setores, quais sejam, os povos originários, afrodescendentes, comunidade diversa, campesinato, jornalistas e advogados, que foram os mais violentados nos últimos três anos.

 

Para isso, é necessário desprender-se de quaisquer matiz político ou divergências, que, em vez de beneficiarem, entorpecem o verdadeiro processo de emancipação autônoma que deve libertar Honduras da submissão política, posto que o romantismo utópico desviou a essência da libertação.

 

Bússola social


Que os desperdícios milionários cometidos pelos politiqueiros de antes e pseudo-revolucionários de hoje, para chegar a um falso poder previamente dominado, sirvam para se começar a negar esses falsos processos democráticos, cuja essência é a ambição e alimentação do narcisismo.

 

Que não seja a consciência dos homens e mulheres de Honduras que determine seu ser, mas o contrário, que seu ser social determine a consciência. A história social pela qual atravessa Honduras nesta segunda década do século 21 é o reflexo e a bússola do futuro imediato.

 

 

Ronnie Huete Salgado é foto-jornalista hondurenho exilado no Brasil após o golpe de Estado de 2009 e colaborador de veículos de mídia alternativa.

 

Nota do autor do texto: Qualquer atentado ou ameaça ao autor do artigo é responsabilidade de quem representa e governa o Estado de Honduras ou de seus invasores.

 

Tradução: Gabriel Brito, Correio da Cidadania.

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