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Escrito por Julio Cesar de Castro   
Quarta, 19 de Setembro de 2012
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“Não é legitimo que a riqueza se acumule, vergonhosamente, nas mãos de poucos. A riqueza é produzida coletivamente e deve ser partilhada. Político são os empregados do público. O que é preciso é de saneamento nos poderes”. D. Angélico Bernardino

 

 

Para avaliarmos o inestimável trabalho de D. Angélico Sândalo Bernardino, é sensato que tenhamos sempre em foco ensinamentos do genital Cristo, o mais ousado de todos os intelectuais revolucionários: “O meu reino não é deste mundo”. À luz de honesta interpretação, de senso crítico independente, o Mestre conclama a todos que o mundo dos homens dignos do Criador é o de Amor, na essência do termo, como signo de fraternidade, igualdade e justiça social. Deus criou todas as coisas, o Universo, a natureza e, de sua infinita generosidade, deu inteligência à criatura humana que, com ciências e transformação saudável, desfrutasse os bens da vida. Por isso, é mesmo intolerável, à vista das desigualdades e das atrocidades infrenes, que homens de corações civilizados assistam indiferentes a esse mundo da exploração e opressão dos seus semelhantes.

 

É sapiente a afirmativa de que “a verdade” liberta, transforma e eleva o homem à imagem do Criador. O “sacrifício” pela causa social, organizando e aprumando a luta dos pobres contra a mentira dos que detêm o controle do Estado e da mídia, merece reconhecimento e notoriedade. A igreja voltada à formação de cristãos conscientes age em consonância aos princípios do ideal divino: a paz e vida em plenitude. A igreja do Cristo transformador é mais do que seu espaço físico, preceitos e o nome de instituição. E seus sacerdotes devem sentir-se como verdadeiros cristos por um mundo sem miséria, sem violência e sem desnivelamento social. Engajados nas diversas frentes por Educação, Saúde, Habitação, Saneamento Básico, Cultura, Reforma Agrária, Emprego etc., os sacerdotes são tão mais fidedignos à Igreja, sobretudo neste país de aberrante concentração de riqueza e poder.

 

A cidade de São Paulo, por sua magnitude histórica e posição econômica, maior metrópole da América Latina, onde recebe diariamente um sem-número de imigrantes e retirantes (vítimas do pecaminoso latifúndio, ademais o que mancha com sangue de camponeses assassinados e envenena a terra com agrotóxicos), espelha nitidamente os problemas estruturais deste Brasil. Quem vive e conhece a vida nas periferias paulistanas, destacando as zonas leste e sul da capital, sabe bem o que representa a sobrevivência árdua. E foi presta providência da Diocese a indicação de D. Angélico na igreja de São Miguel Paulista, em 1976, a fim de que os excluídos pudessem se organizar e lutar por melhores condições de vida. D. Angélico é afeito à simplicidade, coração socialmente generoso e aberto à participação dos que contribuem incondicionalmente por uma igreja com cara de povo. Próximo de D. Paulo Evaristo Arns, D. Angélico soube desempenhar, com honradez, a missão pelas causas populares. Esta é e sempre será a Igreja do Cristo original.

 

Portanto, desde a segunda metade dos anos de 1970, paróquias sob orientação do então bispo de São Miguel passaram a abrir as portas para despertar consciências em torno dos direitos do povo. Quem presenciou as humilhantes condições de vida de milhares famílias de trabalhadores na “Baixada de São Miguel”, à margem do Rio Tietê, onde está situada a indústria Nitroquímica, e, a partir de fevereiro de 1988, o Movimento Popular do Parque Paulistano, organizado dentro da igreja Santa Rosa de Lima, onde numerosos moradores puderam transformar a história daquela região, com o apoio da igreja orientada por D. Angélico, rememora o que isto representa.

 

Se antes o sofrimento de crianças, idosos e operários era fato desprezado pelo poder público, com a luta popular, conquistaram a galeria pluvial (que pôs fim às terríveis alagações), a rede coletora de esgoto, pavimentação de 104 ruas, implantação de linhas de coletivos, construção de outra escola estadual de ensino médio, creches, moradia em regime de mutirão na Vila Mara, saneamento no Jardim São Martinho e, após discussão com a equipe técnica da CPTM, a construção da estação do Parque Paulistano. É o resultado da missão sacerdotal pela igreja de Cristo social-transformador.

 

Ainda hoje, o que muitos nos honra, a igreja de São Francisco de Assis, em Ermelino Matarazzo, sob responsabilidade de Antônio Luiz Marchioni, o “Padre Ticão”, outra experiência positiva de persistência da luta popular, avança rumo à Universidade Federal da Zona Leste. Sem contar o sucesso na construção de milhares de moradias em regime de mutirão, com recursos do Estado - considerando-se que a zona leste tem crescimento urbano, dado o perfil de “dormitório” de trabalhadores. As novas gerações da zona leste, após a próspera experiência de D. Angélico em São Miguel Paulista, sobrevivem em condições melhores, com a certeza de que, se há muito por lutar, sabem que a igreja tem o seu papel social, e que o caminho para uma sociedade justa tem amparo nos corações dos sacerdotes que dignificam o ideal de Cristo.

 

Julio Cesar de Castro presta assessoria técnica em Construção Civil.

E-mail: jota.castro(0)yahoo.com.br

 

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Última atualização em Qui, 20 de Setembro de 2012
 

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