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Os generais do PT Imprimir E-mail
Escrito por Gilvan Rocha   
Qui, 06 de Setembro de 2012
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O Partido dos Trabalhadores teve em seu comando um “Estado Maior”, formado por “generais” aptos na arte de conspirar e de promover alianças espúrias, objetivando conquistar vantagens através do aparelho de Estado burguês, seja no âmbito federal, estadual ou municipal.

 

Desse “Estado Maior”, participavam figuras proeminentes, como o sinistro José Dirceu, Antônio Palocci, José Genoíno, João Paulo, Luis Gushiken, Delúbio Soares – esse último era sempre escalado para mergulhar diretamente as mãos na lama, o que sempre fez sem o menor escrúpulo.

 

À exceção jurídica do senhor Luiz Gushiken, que foi absolvido no processo dos mensaleiros, os outros foram colocados fora de combate, impiedosamente, em nome da moralidade pública, uma vez que esses “generais” se fartaram nas práticas mais ilícitas, compondo o quadro de degeneração política que assalta essa pútrida República capitalista brasileira.

 

Tais perdas têm afetado o desempenho do Partido dos Trabalhadores, na medida em que os novos “generais”, promovidos a toque de caixa, não trazem no seu currículo a vivência que tinham aqueles que foram abatidos, verdadeiros experts na arte de enganar, de trapacear e de surrupiar.

 

Dentre os promovidos à condição de “novos generais”, encontra-se a presidente Dilma Rousseff. Porém, ela parece não ter o perfil imoral que detinham os antigos comandantes. Por sua vez, figuras como Ideli Salvatti, Aloízio Mercadante, Paulo Bernardo, José Eduardo Cardozo não têm a estatura dos chefes anteriores e, provavelmente, também não reúnam em seu perfil a devida embocadura para a prática de tantos atos ilícitos fartamente perpetrados pelo Partido dos Trabalhadores no decorrer desses anos.

 

Resta assim, a figura enganosa de Luiz Inácio Lula da Silva para dar sustentação aos projetos, cada vez mais fisiológicos, deste partido que num passado recente foi motivo de grandes esperanças para os explorados e oprimidos e que se converteu em linha auxiliar de sustentação do capitalismo.

 

Para o bem ou para o mal, assiste-se, nesse processo eleitoral, de 2012, a um definhamento do velho PT, que tenta escapar desse quadro de reveses explorando, exaustivamente, a figura populista do ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, que se transformou em cavaleiro-andante Brasil afora, no empenho de salvar candidaturas petistas ameaçadas, como são exemplos Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, para não se falar da cidade de São Paulo.

 

E todo esse empenho é feito em nome do indecoroso refrão: “cuidar das pessoas como Lula ensinou”.

 

Leia também:

PT, um partido rico?


Gilvan Rocha é militante socialista e membro do Centro de Atividades e Estudos Políticos.  Blog: www.gilvanrocha.blogspot.com

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