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Getulio Vargas presente Imprimir E-mail
Escrito por Léo de Almeida Neves   
Sexta, 24 de Agosto de 2012
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Chegando a mais um 24 de agosto, 58 anos depois do tiro no próprio coração de Getulio Vargas e de sua Carta-Testamento, o documento mais dramático do nosso passado, ele continua presente na vida brasileira.

 

Neste ano de 2012, quatro livros foram lançados, focalizando a personalidade e os feitos do inolvidável estadista:

 

Getúlio (1882 -1930) ─ Dos Anos de Formação à Conquista do Poder, Companhia das Letras, primeiro de três volumes, escrito pelo jornalista Lira Neto, autor das biografias de José Alencar, Padre Cícero e Castelo. Outra obra é 1943, Roosevelt e Vargas em Natal, Bússola Editora, do jornalista Roberto Muylaert, ex-Secretário de Comunicação Social do governo Fernando Henrique Cardoso. Getulio Vargas – A Esfinge dos Pampas, editora Geração Editorial, do historiador inglês Richard Bourne. O quarto, Os Tempos de Getulio Vargas, Editora Topbooks, de José Carlos Mello, é uma exceção na tentativa de desqualificar o líder gaúcho.

 

Várias obras foram publicadas como sendo de Getulio Vargas, tanto assim que ele foi eleito, em 1941, membro da Academia Brasileira de Letras. Na verdade, eram coletâneas de seus discursos, muitos de improviso ou redigidos por ele, visto que lia muito e era dotado de grande cultura.

 

Contudo, Getulio Vargas produziu diários escritos à mão, resultando em obra de dois volumes, o primeiro com 575 páginas e o segundo com 477 páginas, publicados em 1995 pela Editora Siciliano e pela Fundação Getulio Vargas, com prefácio de sua neta Celina Vargas do Amaral Peixoto. Com a singularidade que lhe é peculiar, Getulio Vargas não escreveu um livro e, sim, um depoimento para a história, relatando os fatos políticos, civis e militares que se desenrolaram desde a data da eclosão da Revolução de 30, a 3 de outubro, até 1º de maio de 1942, quando sofreu grave acidente de carro, que o reteve no leito durante três meses, e deu por encerrada a narração dos acontecimentos.

 

Os historiadores do futuro terão precioso material para interpretar essa fase que mudou para melhor os rumos do Brasil, garantindo a unidade nacional, lançando o código de Minas, criando a Companhia Vale do Rio Doce, a Companhia Siderúrgica Nacional e o Conselho Nacional do Petróleo, fazendo a Marcha para o Oeste, e outros cometimentos que transformaram o país agrário e atrasado em moderna e progressista nação industrial.

 

Todos os acontecimentos políticos e administrativos são descritos diariamente, tornando possível verificar a extraordinária capacidade de liderança de Vargas. A Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo, a Assembleia Nacional Constituinte de 1933, a Intentona Comunista de 1935, o golpe do Estado Novo de 10 de novembro de 1937, o levante integralista de 1938, o rompimento do Brasil com a Alemanha e a Itália em 1942, tudo é divulgado em minúcias, envolvendo centenas de nomes de civis e militares.

 

Interessante mencionar que em 1936 Getulio Vargas teve o primeiro encontro com o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt, no Rio de Janeiro, de passagem para Buenos Aires, e manteve diálogo permanente com o estadista estadunidense, que visitou com Vargas em Natal as bases militares dos Estados Unidos no Nordeste, fundamentais para o abastecimento das tropas aliadas na África e na Europa.

 

Contrariando versões equivocadas, o Diário demonstra que Vargas sempre esteve ao lado dos Estados Unidos, o que valeu ao Brasil o apoio e fornecimento de equipamentos para a construção da Siderúrgica de Volta Redonda, marco de nossa emancipação econômica.

 

Enfrentando inimigos poderosos, desde os comunistas aos integralistas e as oligarquias, Getulio tinha consciência dos perigos que corria, e assim colocou no seu Diário em 16 de outubro de 1938:

 

“Recrudescem os boatos de minha eliminação por um golpe de surpresa. Esta ameaça repetida não me impressiona, nem preocupa, trabalho em benefício do país. E se for eliminado à traição ou de surpresa? Não será um meio de sair dignamente da vida?”.

 

Até nisso, Getulio Vargas é inigualável. Não sei de político ou estadista universal que tenha manuscrito durante 12 anos um Diário contando fatos com nomes de tantos personagens.

 

Após o final do Diário, veio em agosto de 1942 a Declaração de Guerra do Brasil à Alemanha e Itália e o envio da Força Expedicionária Brasileira (FEB) para lutar na península italiana, e, em 1º de maio de 1943, o decreto da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que ainda perdura.

 

Eleito Presidente da República pelo voto popular em 3 de outubro de 1950, Getulio Vargas revolucionou o país com iniciativas que transformaram o Brasil em potência mundial (6º PIB).

 

Criou o BNDES e o Banco do Nordeste em 1952, a Petrobras em 1953 (Lei 2004/53), enviou mensagem ao Congresso fundando a Eletrobras (Lei que João Goulart sancionou), viabilizou a Lei de Lucros Extraordinários e ampliou as leis de proteção ao trabalho urbano e rural.

 

Só quem estiver fora da realidade ou os ignorantes não reconhecem o papel relevante de Getulio Vargas na transformação do Brasil para melhor.

 

Léo de Almeida Neves é membro da Academia Paranaense de Letras, ex-diretor do Banco do Brasil e ex-deputado federal pelo MDB.

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