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Estados Unidos: relacionamento inicial de Obama com questões de Bush Imprimir E-mail
Escrito por Virgilio Arraes   
Sexta, 17 de Agosto de 2012
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Na semana passada, os republicanos anunciaram o nome do deputado Paul Ryan, do Wisconsin, para ser o vice de Mitt Romney. Involuntariamente, a indicação auxiliará os democratas, uma vez que diminui aos olhos do eleitorado mediano o caráter conservador da gestão de Barack Obama. Embora jovem, com 42 anos apenas, ele é um experiente congressista, ao estar no sétimo mandato (1999-presente).

 

Católico, como o atual vice-presidente Joe Biden, e neoliberal, como Romney, Ryan satisfaz em certa medida a militância extrema do Partido Republicano, identificada aos chazeiros, embora ele mesmo não seja considerado um deles. Por outro lado, distancia a agremiação dos eleitores ocasionais, receosos de posicionamentos políticos muito incisivos.

 

A escolha de Ryan decorreu do fato de ele ter se especializado ao longo dos anos em assuntos orçamentários. Como consequência, a candidatura adquiriria credibilidade para tratar do impacto financeiro de temas polêmicos como o contestado programa de saúde de Obama.

 

Outrossim, ele é considerado um parlamentar dedicado ao Partido Republicano, ao votar de acordo com as solicitações do Executivo na época de George Bush. Em política externa, ele não demonstrou interesse singular, embora tivesse criticado Barack Obama, em início de mandato, por ter supostamente contemporizado com a Rússia.

 

Naquele período, Obama buscou executar algumas das medidas de campanha, o que incluía a revisão de vários aspectos da política exterior. Ser-lhe-ia imperativo desanuviar o relacionamento com a Rússia, por exemplo, especialmente na política nuclear, segmento em que os dois detêm noventa por cento do armamento do planeta.

 

Nesse sentido, o objetivo de Obama seria a renovação de um START (Tratado de Redução de Armas Estratégicas), tema de difícil encaminhamento entre as duas potências desde a versão assinada em 1991, que significou redução significativa dos estoques de ogivas e de mísseis balísticos.

 

O novo aceno a Moscou rendeu a Washington autorização temporária para transportar armamentos via espaço aéreo russo, o que reduziria custos operacionais, próximos de 150 milhões de dólares ao ano, e pouparia bastante tempo nos deslocamentos.

 

Com isso, o Kremlin consideraria superada a celeuma em torno do ataque à Geórgia em agosto de 2008, por causa de seus cidadãos lá residentes. A proximidade política da elite georgiana com a norte-americana havia-a feito aspirar ao ingresso na Organização do Tratado do Atlântico Norte. Esse posicionamento desconfortou os russos.

 

Como consequência, houve séria inquietação moscovita: não seria adequada de maneira alguma a expansão otaniana em direção a antigos países da União Soviética. Aos olhos de determinados setores da Rússia, isso seria provocação, como também a ampliação de um sistema de defesa de mísseis em território europeu.

 

Não teria sentido alegar que a base seria para proteger a Europa de um eventual ataque iraniano por dois motivos: insuficiência tecnológica naquela altura de Teerã e desinteresse em ameaçar os países europeus. Ademais, a linha divisória entre sistema ofensivo e defensivo é uma questão de formalidade apenas, de acordo com a conveniência política de um determinado momento.

 

A Rússia, no entanto, não foi a única aresta significativa a ser limada. Os republicanos legaram aos democratas um arrufo com a China relativamente ao comércio bilateral, aquisição de títulos da dívida pública norte-americana, participação no Fundo Monetário Internacional e mudança climática.

 

Washington gostaria que Pequim valorizasse o yuan, de forma que possibilitasse a redução do seu déficit com ela. Como contraponto, a China preocupava-se com uma eventual desvalorização do dólar que afetaria bastante seu patrimônio, uma vez que ela detinha títulos da dívida pública norte-americanos com valor próximo de um trilhão e meio de dólares. Ela ameaçava diminuir a compra deles, visto que havia possibilidade de direcionar recursos para papéis de outros países ou de investir na aquisição de ativos como terras ou minas em todo o globo.

 

Além do mais, o governo chinês desejava aumentar sua participação no Fundo Monetário Internacional, ao aguardar uma revisão na distribuição das cotas entre os países-membros que refletisse o produto interno bruto mundial. Isso satisfaria também emergentes como Brasil e Índia.

 

Possivelmente a medida mais importante do governo Obama nos seus primeiros meses tenha sido a suspensão oficial de interrogatórios pela Central Intelligence Agency (CIA), desgastada pela forma abusiva de investigação das atividades terroristas, ao valer-se de métodos incomuns de apuração: afogamentos, privação de sono, ameaças à família dos detidos entre outros.

 

Na visão do governo democrata, a identificação de suspeitos e a descoberta de ações planejadas através do emprego da tortura não se justificariam, dado que não teria havido a constatação de perigo iminente – retórica utilizada pela França, por exemplo, durante a Guerra da Argélia entre os anos 50 e 60.  Contudo, a despeito da veemente promessa de campanha, o presídio de Guantánamo, localizado em Cuba, não foi desativado.

 

Virgílio Arraes é doutor em História das Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e professor colaborador do Instituto de Relações Internacionais da mesma instituição.

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