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Estados Unidos: a expectativa frustrada do governo Obama Imprimir E-mail
Escrito por Virgilio Arraes   
Sexta, 13 de Julho de 2012
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Entre o final de junho e início de julho presente, o governo Obama desfrutou de duas boas notícias a partir do posicionamento do Superior Tribunal: a aprovação da lei relativa à área da saúde pública e a anulação parcial da legislação do Arizona concernente ao tratamento de imigrantes ilegais.

 

Por outro lado, o impacto político positivo, com reflexos na eleição de novembro, foi amenizado por conta do insuficiente crescimento econômico, haja vista os recentes níveis da produção industrial e, por conseguinte, da geração de empregos – a taxa de desemprego situa-se acima dos oito por cento.

 

Dentro de poucas semanas, o eleitorado norte-americano terá a oportunidade de indicar o nome de sua preferência para assumir a presidência do país, ainda que seja um colégio eleitoral à parte o escolhedor de fato.

 

Não há dúvida de que há pouca diferença no cotidiano da população entre as duas principais candidaturas. Os eleitores apenas apontarão o nome mais legítimo para administrar diretrizes há muito definidas, especialmente na política externa a datar do final de 2001.

 

Um dos primeiros desafios da gestão Obama foi o de manter a importante base aérea no Quirguistão, voltada para auxiliar diversas operações militares no Afeganistão, consideradas como a prioridade do novo governo. Naquele momento, o conflito no Iraque havia sido avaliado pelos democratas como uma ação equivocada.

 

Na época, aquela base era a única utilizada na Ásia Central, visto que o Uzbequistão havia fechado a sua aos Estados Unidos em 2005. Duas razões básicas àqueles países: pressão – indireta – da Rússia, por considerar a região com cinco países como sua área de influência desde a época imperial, e insatisfação financeira, em um momento de crise internacional.

 

A insistência em mantê-la decorria da necessidade de reduzir a dependência do Paquistão, em cujo governo havia resistência a uma colaboração diuturna com a Casa Branca. Ainda assim, havia uma alternativa: o Turcomenistão, mais próximo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

 

Paralelamente, o governo Obama manteve o mesmo posicionamento diante do Judiciário no tocante ao desrespeito aos direitos humanos. Diante de processos protocolados por ex-torturados, a Casa Branca invocou o argumento da segurança nacional, a fim de não revelar informações cruciais para a compreensão dos casos.

 

Exprimiu-se assim a nova gestão de maneira singular. Enquanto ela se propunha a encerrar os cárceres secretos e interromper as atividades prisionais da base de Guantánamo, as ações passadas não teriam seu curso alterado. Poder-se-ia especular que isso seria uma forma de marcar a distinção futura entre as duas administrações, o que não ocorreria de fato.

 

Com o propósito de reduzir a visão de muitos maometanos de que os Estados Unidos seriam adversos ao Islã, Obama buscou reforçar os laços com a Indonésia, país de maior número de adeptos desta fé. Como mote, o próprio presidente havia passado boa parte da juventude lá, por causa do padrasto indonésio. Em adição, ele manifestou-se favorável a dedicar mais apoio à Associação de Nações do Sudeste Asiático, que tem por sede Jacarta.

 

Com a finalidade de alterar a percepção mundial de que Washington menosprezaria os direitos humanos em prol da luta contra o terrorismo, o governo iria enrijecer o relacionamento com Mianmar. Destarte, a Casa Branca propôs a ampliação das sanções, de modo que influenciasse a junta militar a conter mais os impulsos autoritários.

 

Lembre-se, todavia, que isso não era inédito: em 2005, a gestão Bush havia dito que não apoiaria mais ditaduras no Oriente Médio em nome da estabilidade política. A postura inicialmente se direcionava para o Egito. Como contrapartida, o Cairo permitiu uma eleição presidencial multipartidária, mas sem consequências práticas. Portanto, ambas as ações tiveram efeito meramente midiático.

 

Além do mais, embora a temática de direitos humanos fosse cara, ela não seria invocada de forma terminante com a China – mesmo o Tibete permaneceu em segundo plano. Na realidade, a preocupação real era com o relacionamento econômico. Posicionamento semelhante se adotou com o Canadá, ao deixar Obama de lado as críticas outrora lançadas ao Tratado Norte Americano de Livre Comércio (NAFTA), por conta da perda de empregos americanos no setor siderúrgico.

 

Mesmo a iniciativa mais significativa das primeiras semanas da administração democrata, a retirada da maioria das tropas do Iraque até 31 de agosto de 2010, não foi totalmente executada, porque não se conseguiu estabelecer um país politicamente estável, após a invasão. Eis as razões da precoce frustração com os democratas à frente do poder: sua semelhança com os republicanos.


Virgílio Arraes é doutor em História das Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e professor colaborador do Instituto de Relações Internacionais da mesma instituição.

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Última atualização em Qui, 19 de Julho de 2012
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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