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Almas Gêmeas e briga pelo poder em Belo Horizonte Imprimir E-mail
Escrito por Antonio Julio de Menezes Neto   
Quarta, 11 de Julho de 2012
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Em 2008, quando PT e PSDB acertaram uma coligação para as eleições em Belo Horizonte, apoiando um candidato do PSB, na época o atual prefeito Márcio Lacerda, escrevi artigo no Correio da Cidadania, denominado Almas Gêmeas, defendendo que havia coerência política na aliança, pois os dois partidos eram muito próximos em termos de ideias, mas que havia o perigo do esfacelamento da coligação devido às disputas políticas: “Qual o empecilho que pode existir para tal aproximação? Como ambos correm na mesma "raia política", os "caciques" dos dois partidos disputam os votos e os cargos que a administração federal oferece (...) Mas fica claro que a disputa entre governo e oposição de direita é restrita às eleições e não se direciona ao combate aos poderosos, pois governo e esta oposição apoiam os mesmos projetos capitalistas. O governo Lula convive tão bem com o agronegócio e o grande capital especulativo, financeiro e industrial quanto o seu antecessor. A disputa eleitoreira é, hoje, a maior disputa entre os dois partidos”.


Pois bem, o quadro político em BH continua o mesmo. Inicialmente, os caciques do PT voltaram a apoiar a coligação com o PSB/PSDB, contra um grupo minoritário, vinculados ao vice-prefeito. Foram realizadas as consultas aos filiados e esta aliança foi referendada. Porém, na última hora, por força eleitoreira do PT para a formação da chapa proporcional de vereadores e por pressão do PSDB para o não fortalecimento do PT, a aliança foi desfeita. Desta forma, o diretório nacional do PT entrou na disputa e indicou um nome forte para concorrer com Márcio Lacerda, qual seja, o ex-prefeito e ex-ministro Patrus Ananias. Diante destes dois candidatos da ordem, como fica o quadro para a esquerda socialista?

 

Márcio Lacerda, do PSB/PSDB, representa uma administração empresarial, que não difere muito das administrações petistas anteriores, principalmente de seu padrinho, o atual ministro Fernando Pimentel. Portanto, inaceitável para qualquer forma de “esquerda”.

 

Patrus Ananias tem sido coerente com as mudanças de seu partido. Apoiou Newton Cardoso para o senado e foi candidato a vice-governador na chapa de Hélio Costa para o governo de Minas. Apoiou (verdade que sem muito entusiasmo) a coligação com Márcio Lacerda para esta eleição. Para o neoPT basta não ser o PSDB que qualquer coligação é válida.

 

Porém, o mais problemático, a meu ver, na eleição de Patrus, será sua capacidade de cooptação dos movimentos sociais, estudantis e trabalhistas. Considerado um “petista histórico e ético”, conseguirá um bom diálogo com estes movimentos e eles poderão apoiar o prefeito nas suas ações. Porém, como dito, Patrus é coerente com o atual PT e, assim, poucas mudanças reais veremos. Será um governo do neoPT, sem nenhum avanço real crítico ao mundo do capital, mas com grandes chances de receber o apoio dos movimentos e, o pior, desarticulá-los, como vimos no governo Lula.

 

Desta forma, para os que ainda acreditam no socialismo anticapitalista, restam as candidaturas da esquerda socialista. O PSOL está coligado com o PCB e lançou a professora Maria como candidata, o PTSU está com Vanessa Portugal, e o PCO com Pedro Paulo. O ideal era a reedição da Frente de Esquerda, composta por todos os partidos anticapitalistas legais ou ilegais. Mas como não foi possível, a esquerda socialista deve apoiar quem defende as suas ideias e se definir por uma dessas candidaturas, mesmo que não vençam agora.

 

Como dado financeiro, os candidatos da ordem, Lacerda e Patrus, definiram seus gastos em mais de 50 milhões e os candidatos da esquerda, reunidos, pretendem gastar cerca 70 mil reais. É o velho retorno do milhão contra o tostão.

 

Antonio Julio de Menezes Neto é sociólogo e professor universitário.

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