topleft
topright
ISSN 1983-697X
Golpe de Estado no Paraguai Imprimir E-mail
Terça, 03 de Julho de 2012

Golpe ou auto-golpe? Sim, porque é muito estranho um golpe em que o sucessor era o candidato do deposto à sua sucessão, este que, após deixar o Palácio do Governo, vai tranquilamente para sua casa, onde reúne os seus auxiliares para planejar sua candidatura ao Senado em eleição que se dará daqui a apenas seis meses.

 

Será mesmo para o Senado a anunciada candidatura do presidente deposto ou, no meio do trajeto, seu sucessor deixará o cargo e a presidência voltará a ser objeto de eleição, desta vez tendo Lugo como candidato?

 

Os fatos ocorridos até agora indicam que tudo não parece passar de um expediente destinado a provocar um sentimento de simpatia para com um governante cuja popularidade está em baixa e, desse modo, credenciá-lo novamente a obter uma boa votação. Aliás, os protestos da massa popular contra o golpe nas ruas de Assunção são o começo dessa operação de recuperação de prestígio.

 

A pretensa deposição do presidente Lugo é mais um episódio revelador da extrema fragilidade institucional dos nossos países, sempre sujeitos a golpes de toda natureza. Golpes estes que, invariavelmente, acabam prejudicando o povo e postergando, para calendas gregas, a politização e a participação das massas populares nas decisões políticas.

 

Do ponto de vista do interesse brasileiro, é preciso assinalar a atitude correta do governo. Ao contrário de Cristina Kirchner que, além de não reconhecer o novo governo, levou o caso à OEA para sancionar o país, a presidenta Dilma preferiu enviar seu ministro de Relações Exteriores a Assunção para auxiliar em negociações que possam restabelecer a vigência das normas democráticas na república paraguaia.

 

Uma atitude merecedora de aplausos, pois, desse modo, não apenas defendeu o princípio da não intervenção externa em assuntos internos dos países, como impediu que a OEA se imiscuísse nos assuntos internos do Paraguai.

 

Não nos esqueçamos de que a OEA é, na verdade, organismo auxiliar do Departamento de Estado dos Estados Unidos, com a tarefa de mascarar de ação coletiva a intervenção dos Estados Unidos nos países do continente.

 

Intervir com a mão do gato? Hoje o Paraguai, amanhã o Brasil. Nada disso!

 
Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.

Boletim Diário

Para assinar o boletim de notícias preencha o formulário abaixo:

Vídeos

‘A Comissão da Verdade tem obrigação de ouvir todos os militares envolvidos com a repressão’

Imagem

Entrevista com o jornalista Pedro Estevam Pomar, membro do Comitê Paulista pela Verdade, Memória e Justiça.
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Recordar é viver: a Revolução não será televisionada


A Revolução não será televisionada, além de traçar um perfil do caráter golpista das grandes televisões venezuelanas, que efetivamente protagonizaram junto à burguesia do país um verdadeiro golpe de Estado em abril de 2002, ainda narra o dia-a-dia desse golpe, farsa a farsa, mentira a mentira.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Revista Forum
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Image
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates