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Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

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Áudios - Arquivo

Edição 813 - 18/06/2012 a 24/06/2012
Arquivos do Correio
Terça, 26 de Junho de 2012
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Cada vez mais portentosa, indústria naval precariza e terceiriza seus trabalhadores

Gabriel Brito

 

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Chama extrema atenção a forma como os trabalhadores de Niterói chegaram à greve, que nas palavras do metalúrgico Paulo Martins os obrigou a “passar por cima” da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói. “O que levou à greve foi o desgaste da diretoria da CUT, há 20 anos no comando do sindicato, com dissídio coletivo e salários sempre abaixo, defasados da realidade do metalúrgico. Além disso, nas novas rodadas de negociação, o presidente do sindicato passou por cima da categoria, aprovando uma proposta que a maioria não tinha votado. Depois disso o pessoal partiu pra greve”, explicou Junior da Silva Batista, em entrevista ao Correio.

 


 

Sob divergências mínimas, governo Dilma reitera relação estável entre Brasil e Estados Unidos

Virgílio Arraes


 

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O curso da relação no último ano e meio mantém-se estável, sem divergências fora do comum, caso se compare com outros países da América Latina. Segundo a própria Casa Branca, cada bilhão exportado sustenta cerca de cinco mil empregos.

 


 

Direitos sociais e meio ambiente não estão na agenda estritamente econômica do governo

Guilherme C. Delgado


 

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Em síntese, o que parece de consenso do governo e dos seus críticos à esquerda é a necessidade de manter o nível de emprego, acrescentando-lhe ano a ano o incremento normal da força de trabalho. Isto por sua vez requer um patamar mínimo de crescimento econômico. Mas os padrões de bem-estar social, a expansão dos direitos sociais e a exploração racional dos recursos naturais não estão necessariamente nos planos da agenda estritamente econômica do governo federal e das forças políticas e econômicas que lhe dão sustentação.

 


 

EDITORIAL

 

Rio+20: apenas uma farsa publicitária

 

A Rio+20, a exemplo de outras recentes cúpulas de viés ambientalista, não passa de uma forma de colonialismo. Muito aplaudido, o presidente boliviano Evo Morales, citando a sabedoria de Fidel Castro, declarou que “no sistema capitalista, não há como defender a natureza, pois, nesse regime, o objetivo principal da atividade econômica é o lucro, e a defesa da natureza implica necessariamente restrições ao lucro”.

 


 

POLÍTICA

 

Rio + 20 e Cúpula dos Povos: fracassos em palco iluminado

Raymundo Araujo Filho

Termina esta pantomima, em que nada se pareceu com a Rio 92, onde, sem dúvida alguma, a sociedade civil organizada, mas não ainda tão aparelhada pela politicalha institucional, surpreendeu o “establishment” e deu o tom do evento, protagonizando as ações e a mídia.

 


 

A Grécia de Sócrates

Frei Betto

 

A bóia de salvação lançada pelo neoliberalismo é a mais furada possível: apertar o cinto. Até parece que as medidas de austeridade foram ditadas por Antístenes. Na verdade, querem salvar os bancos, e não as pessoas.

 


 

Meio Ambiente: é possível?

Gilvan Rocha

 

Diante do fato de sentirmos ser necessário e urgente se empreender uma política de preservação, a pergunta fundamental, de quem seriamente queira enfrentar essa questão, é: quem, de verdade, agride o meio ambiente?

 


 

Amaral de Souza: não em nosso nome!

Mário Maestri

 

O atual governador do RS decretou luto oficial em homenagem ao ex-governador de coturno. Abriu o portão nobre do Palácio Piratini para velar seus restos. Sobretudo, envolveu diretamente o povo sulino na homenagem à ditadura.

 


 

Desafios à Rio+20

Frei Betto

 

O enfoque deverá estar não nos direitos do capital, e sim na urgência de definir instrumentos normativos internacionais que assegurem os direitos universais de 7 bilhões de habitantes do planeta e a preservação ambiental.

 


 

Perguntas de um ignorante ambiental

Wladimir Pomar

 

Na opinião deste ignorante ambiental, a luta para recuperar e proteger o meio ambiente não passa pelo congelamento do desenvolvimento industrial e agrícola dos países em desenvolvimento, como o Brasil, ao contrário.

 


 

Osmarino Amâncio: um seringueiro na luta por um projeto socialista no Brasil

Flavia Alli

 

Neste semestre, Osmarino viajou pelo Brasil em um circuito de debates e palestras organizado por sindicatos e movimentos sociais. Em suas passagens, abordou a criminalização dos seringueiros, o extermínio dos povos indígenas e nativos. Denunciou a compra de trabalhadores através de propinas, os projetos de capitalismo verde de Marina Silva e alertou sobre a destruição da Amazônia com o Novo Código Florestal. No movimento sindical, reafirmou a importância da organização dos trabalhadores por um novo projeto de sociedade e do fortalecimento de uma central sindical que reorganize o movimento na luta de classes.

 


 

SOCIAL

 

Gustavo in memoriam

Paulo Metri

 

As pessoas em geral não fazem a ligação que os Gustavos morrem por causa da usurpação de recursos públicos. Desvio de dinheiro público irá sempre representar diminuição de atendimento público, chegando a mortes.

 


 

Apoiar o desenvolvimento sustentável de Pernambuco não é investir em Suape

Heitor Scalambrini Costa

 

Segundo dados oficiais, de 2007 a 2014 serão investidos no Complexo mais de 60 bilhões de reais, com recursos públicos e privados. Montante que poderia ser mais bem aplicado se distribuído em empreendimentos descentralizados, menores, sustentáveis.

 


 

Educação: o que não fazer

Otaviano Helene

 

O limitadíssimo controle federal e estadual, que deveria assegurar a qualidade dos cursos superiores, é totalmente insuficiente para enfrentar o poder dos controladores das instituições privadas de ensino superior.

 


 

Manifestantes se acorrentam em subprefeitura para exigir unidade de saúde

Rodrigo Gomes, da Redação

 

De acordo com Gustavo Moura, o objetivo é obter respostas claras e satisfatórias. “Visto que já realizamos outros atos, ouvimos diversas promessas e prazos de muitas pessoas do poder público e até agora nada aconteceu”, disse Moura ao Correio.

 


 

Qual universidade queremos? Que pesquisa faremos? A quem atenderemos?

Marcelo Pompêo

 

Quero ficar longe da pesquisa de ocasião. Quero distância das fórmulas prontas que vêm de fora, pois muitas delas atendem aos interesses de quem não conhece a realidade de nosso país, nem sabe quais são as nossas necessidades e prioridades. Quero uma universidade preocupadíssima com a divulgação científica e com a transformação do vocabulário mais técnico para um mais próximo ao dia a dia do cidadão. Quero a universidade inserida na sociedade e não à margem dela.

 


 

INTERNACIONAL


Sectarismo contribui para a vitória da direita na Grécia

José Carlos Moutinho

 

A vitória poderia ter acontecido não fosse a propaganda do medo levada a cabo pelos meios de comunicação hegemônicos, mas, sobretudo, pelo sectarismo do Partido Comunista Grego (KKE), que obteve 4,5% dos votos.

 


 

ECONOMIA

 

Austeridade para quem?

Bernardo Caprara

 

Parece correto perceber, naquilo que é tocado pelo objeto que estamos investigando, um pouco daquilo que o contato bruto não consegue fornecer. Uma gestão irresponsável das finanças públicas não se configura apropriada, tampouco a destrutiva austeridade em pauta.

 


 

Juros e economia desestruturada

Adriano Benayon

 

Muita gente tem a ilusão de que, nos últimos anos, houve mudanças significativas na redistribuição da renda, mas isso só se deu em relação a estratos marginalizados pelo sistema produtivo. Este prossegue oferecendo poucos empregos em geral.

 


 

MEIO AMBIENTE

 

Depois da Rio+20

Roberto Malvezzi  (Gogó)

 

A busca da nova síntese civilizacional persiste, sobretudo porque agora as populações originárias querem ser sujeitos da história, não apenas um apêndice ou uma barreira ao desenvolvimento. O etnocentrismo do mundo iluminista não vai subsistir.

 


 

Rio+20 e a matriz energética – Parte III

Telma Monteiro

 

Lógico que o Brasil pretende elucubrar a sua própria "economia verde” pós Rio+20 e, ao que tudo indica, no que tange a energia elétrica, deverá ser escorada em hidrelétricas, combustíveis fósseis, exploração do pré-sal, em metas pífias de conservação e eficiência energética.

 


 

Xingu +23: pare Belo Monte

Rodolfo Salm

 

Hoje, Belo Monte não é mais um projeto, mas uma obra em andamento, e neste encontro foram debatidos seus terríveis impactos, que já assolam a população desta região da Amazônia. A abertura do evento aconteceu no dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, na comunidade batizada com o nome do santo, ou pelo menos no que sobrou dela, pois a vila foi destruída para a construção da hidrelétrica. Essa sandice de barrar todos os rios do planeta a todo custo tem que parar, começando por Belo Monte!

 


 

CULTURA

 

A lista de Schindler brasileira

Da Redação

 

Aracy, mulher de Guimarães Rosa, chamada de “O anjo de Hamburgo”, é a única brasileira, com apenas outras dezoito pessoas, no Museu do Holocausto em Jerusalém. Sem, até hoje, uma única homenagem pública em sua terra natal.

 


 

E por que não “Cidadania Sustentável”?

Paulo Silveira

 

Infelizmente para uma minoria e felizmente para a imensa maioria de nós, dessa vez o abismo que separa os interesses do grande capital e os nossos, dos cidadãos comuns, é intransponível. O próximo passo para se produzir o evidentemente imprescindível desenvolvimento sustentável é absolutamente incompatível com o capitalismo voraz que vivemos, capaz de devorar países como Grécia, Espanha, Portugal, e que requer resultados imediatos e lucros crescentes: trata-se do “consumo consciente”.

 


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Última atualização em Terça, 04 de Junho de 2013
 

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