PT. Para que?

 

No capitalismo existem duas classes: a burguesia e os trabalhadores. Elas têm interesses opostos. A burguesia busca conservar o capitalismo. Para isso, ela usa o seu poder, através do Estado, que é composto de várias instituições. Além disso, eles contam com partidos políticos que se encarregam de levar ao povo falsas promessas.

 

Mentir é um dever dos políticos burgueses, caso falassem a verdade, o sistema não se manteria de pé. Quanto às classes trabalhadoras, necessitam construir seus partidos com o objetivo de pregar a verdade e, assim, desconstruir o capitalismo e construir uma nova ordem calcada na igualdade social.

 

É oportuno, porém, registrar que os trabalhadores são dotados de dois interesses simultâneos. O primeiro e imediato, é resistir à exploração capitalista e buscar melhoria nas suas condições de vida. A essa postura política chamamos de reformista. O segundo maior interesse dos trabalhadores, que chamamos de interesses históricos, consiste em buscar a abolição da exploração do homem pelo homem, como já aludimos.

 

Não se pode chamar de Partido dos Trabalhadores, PT, uma agremiação política que se limite a defender os interesses imediatos dessa classe sem incorporar, ao mesmo tempo, os seus interesses históricos.

 

Dessa maneira, todo e qualquer partido que se intitule partido dos trabalhadores, e se ponha a levar avante uma política estritamente reformista, está cometendo uma fraude, está enganando o povo, tal como fazem os políticos burgueses.

 

Os trabalhadores, repetimos, necessitam de, pelo menos, um PT para fazer justamente o contrário do que fazem os políticos burgueses que semeiam a mentira. Os trabalhadores necessitam de um PT para cumprir a tarefa de semear a verdade histórica e, dessa forma, pôr às claras as verdadeiras causas das mazelas sociais que nos afligem e cuja causa é o capitalismo.

 

Um partido dos trabalhadores tem que ser, claramente, um partido anticapitalista. O PT do Lula é um PT das classes trabalhadoras ou um aliado fiel do sistema?

 

Gilvan Rocha é militante socialista e membro do Centro de Atividades e Estudos Políticos.

Blog: www.gilvanrocha.blogspot.com

Comentários   

0 #6 DEBATETecio 18-06-2012 10:22
É UM ABSURDO SE DIZER QUE INEXISTEM CLASSES E CAMADAS SOCIAIS NO ÂMBITO DO CAPITALISMO E NEGAR QUE AS CLASSES FUNDAMENTAIS SÃO A BURGUESIA E OS TRABALHADORES, COM INTERESSES COMPLETAMENTE OPOSTOS COMO DISSE O AUTOR DO TEXTO. O PT DEIXOU DE SER UM PARTIDO DOS TRABALHADORES PARA SE TORNAR UM INSTRUMENTO DA BURGUESIA. CONCORDO COM ISSO PLENAMENTE.
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0 #5 carta marcadaZe Antonio 17-06-2012 20:54
Gente nós temos que acordar .Há muito tempo o PT deixou de ter qualquer projeto histórico . E um partido morto como muitos outros no Brasil . Não enxerga o país como país dominado, explorado, favelado, degradado e sobretudo os trabalhadores e o povo como capazes de qualquer mudança. É muito triste dizer O PT e outros partidos tem muitos anos . não conheçe, não elabora , não organiza , não divulga idéias . O PT é muitos dos seus aliados expressa a derrota eterna dos ideais de justiça , liberdade , igualdade humanidade na nossa terra. E isso triste muito triste . O jogo tem cartas marcadas só o povo perde ....
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0 #4 RE: PT. Para que?Povo 16-06-2012 11:39
Então estamos entra o fogo e a frigidira: De um lado o capitalismo vampírico e do outro o socialismo?comunismo que dá abertura à inveja do vizinho e ao comodismo.
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0 #3 PT se Foi...Fenix 15-06-2012 15:03
Não existe mais partido dos trabalhadores. Existe um partido vendi à burguesia. Como o autor escreveu, é melhor darmos Bye Bye ao PT!
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0 #2 res.rodrigonoronha 14-06-2012 15:39
Aliado Tático.
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0 #1 RE: PT. Para que?Maldoror 14-06-2012 09:55
Discordo da posição do autor do texto. No capitalismo não temos duas classes opostas, burgueses e trabalhadores. Temos muito mais do que isso. O capitalismo não é só isso. A relação burgueses e proletários foi enxergada por Marx numa pesquisa empírica, mas empiricamente já constatamos, através de exemplos como o da economia solidária, que podemos viver numa economia capitalista fora do modelo "burguês x proletário". No entanto, concordo no que diz respeito à critica ao partido dos trabalhadores, pois o mesmo vem defendendo alguns interesses da classe dominante, apesar de ter avançado em várias áreas.
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